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Economia

Participação das cooperativas de crédito cresce 257% na última década em Mato Grosso

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Foto: reprodução

As cooperativas de crédito de Mato Grosso consolidam sua posição como um pilar fundamental no financiamento do agronegócio, registrando um crescimento de 257% no volume de crédito rural aplicado nas últimas dez safras. O montante saiu de R$ 1,72 bilhão na safra 2015/2016 para R$ 6 bilhões na safra 2024/2025, conforme dados do Observatório do Cooperativismo de Mato Grosso do Sistema OCB/MT.

O avanço reflete a atuação estratégica e a crescente relevância das cooperativas no cenário rural mato-grossense. “Esse aumento expressivo se deve a fatores como a capilaridade e presença local das cooperativas, o atendimento diferenciado aos pequenos e médios produtores rurais, e a expertise em crédito rural e programas governamentais”, destaca Frederico Azevedo, superintendente do Sistema OCB/MT.

As modalidades de crédito rural mais procuradas são custeio e investimento, essenciais para o ciclo produtivo e a modernização das propriedades. No Plano Safra 2024/2025, as cooperativas de crédito responderam por 17,56% de todo o crédito rural contratado no estado incluindo os recursos utilizados para comercialização e industrialização, demonstrando sua capacidade de impactar significativamente a produção agrícola local.

Azevedo ressalta ainda a abrangência e o compromisso social das cooperativas. “As cooperativas de crédito estão presentes em 132 dos 142 municípios do estado. Em 35 deles, são a única instituição que fornece serviços financeiros. Isso significa que temos uma estrutura mais pulverizada e presente nas regiões onde o crédito mais faz diferença para o produtor rural”, completa o superintendente.

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Com base no histórico, o Observatório do Cooperativismo de Mato Grosso projeta que as cooperativas de crédito mantenham uma trajetória de crescimento consistente, consolidando e expandindo ainda mais sua participação no financiamento do agronegócio mato-grossense.

“O produtor rural já reconhece os benefícios de estar cooperado e a agilidade e proximidade que as cooperativas oferecem, o que nos permite olhar para o futuro com otimismo e o compromisso de continuar impulsionando o desenvolvimento do campo”, afirma Azevedo.

Da assessoria

Leiagora

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Economia

Uso de sebo bovino para biodiesel deve crescer no Brasil após tarifas dos EUA

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Reprodução/Portal do Agronegócio

 

 

O consumo interno de sebo bovino para a produção de biodiesel no Brasil deve ganhar força nos próximos meses. A expectativa é que a maior demanda doméstica compense a provável queda nas exportações para os Estados Unidos, após a imposição de uma tarifa de 50% sobre carne bovina brasileira e seus subprodutos.

De acordo com a Scot Consultoria, sediada em Bebedouro (SP), entre janeiro e julho o Brasil embarcou 290,8 mil toneladas de sebo bovino, volume que representou quase 91% das exportações totais do período. Os EUA responderam por cerca de 98% desses embarques.

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Impacto da tarifa e ajustes no mercado
Para André Nassar, presidente da Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove), a nova tarifa norte-americana torna as vendas para aquele mercado praticamente inviáveis. Ele considera a medida “proibitória”, mas ressalta que o crescimento da procura interna deve amenizar os efeitos sobre o setor.

Empresas de biodiesel — incluindo frigoríficos verticalmente integrados, que produzem o combustível mas não processam matéria-prima suficiente internamente — devem ampliar as compras de sebo, fortalecendo o consumo local. Atualmente, cerca de 75% do biodiesel produzido no Brasil tem a soja como base, e a Abiove representa os processadores dessa cadeia.

Estratégias para contornar barreiras

As exportações de sebo bovino cresceram até julho também em função da forte demanda dos EUA, resultado da redução do rebanho de gado norte-americano. Para Alcides Torres, fundador da Scot Consultoria, o aumento dos embarques no período pode ter sido uma estratégia antecipada, antes da aplicação das tarifas.

Segundo ele, embora essas medidas tenham aliviado momentaneamente o impacto, a tarifa atual se aproxima de “um embargo” às exportações brasileiras de carne bovina e seus derivados.

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Uma alternativa estudada pelo setor seria redirecionar os embarques para países vizinhos, que poderiam reexportar os produtos aos EUA, contornando as barreiras tarifárias. A prática, se adotada, também ajudaria a ampliar a base de compradores internacionais do Brasil.

Fonte: Portal do Agronegócio

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Economia

Justiça suspende decisão do Cade sobre Moratória da Soja

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Foto: reprodução

 

A Justiça Federal em Brasília derrubou a decisão do Conselho Administrativo de Defesa Econômica (Cade) que suspendeu a Moratória da Soja, o acordo que proíbe a compra de soja cultivada em áreas desmatadas da Amazônia.

A decisão foi proferida pela juíza Adverci Rates Mendes de Abreu, da 20ª Vara Federal, a partir de um pedido de suspensão feito pela Associação Brasileira das Indústrias de Óleos Vegetais (Abiove).

A entidade argumentou que o Cade não levou em conta manifestações técnicas e jurídicas e interferiu na política ambiental do país.

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Ao determinar a suspensão, a magistrada entendeu que a decisão do Cade não foi avaliada pelo colegiado do conselho e não teve a “consideração expressa” de pareceres do Ministério Público Federal (MPF), da Advocacia-Geral da União (AGU) e do Ministério do Meio Ambiente.

“A Moratória da Soja, vigente desde 2006, possui natureza voluntária, é integrada por diversos entes públicos e privados, e vem sendo reconhecida como instrumento de fomento ao desenvolvimento sustentável. Em sede de cognição sumária, afigura-se desproporcional e prematura a sua desarticulação imediata por meio de decisão monocrática, desacompanhada de debate colegiado e sem enfrentamento concreto dos argumentos técnicos oferecidos no procedimento originário”, decidiu a juíza.

Na semana passada, organizações socioambientais demonstraram preocupação com o aumento do desmatamento após a decisão do Cade.

Agência Brasil

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Economia

Agricultura familiar receberá R$ 60 milhões para produção de bioinsumo

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Foto: Divulgação

 

O setor de produção de alimentos saudáveis vai receber R$ 60 milhões em recursos não reembolsáveis destinados a cooperativas da agricultura familiar, através do BNDES Bioinsumos. De acordo com o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), os recursos objetivam a produção e “multiplicação de bioinsumos acessíveis e replicáveis”.

Feitos a partir de microrganismos, resíduos vegetais, orgânicos, os bioinsumos são importantes na fertilização do solo e promoção da agricultura sustentável. Eles também atuam como predadores de pragas e promovem o crescimento, o desenvolvimento e a saúde dos sistemas agrícolas, animais, aquícolas e florestais. A iniciativa conta com o apoio técnico da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa)

A ideia é incentivar a produção e multiplicação de bioinsumos em unidades industriais ou semi-industriais, possibilitando a “transição tecnológica para o uso de bioprodutos de forma integrada a agroecossistemas na produção de alimentos saudáveis”. Para isso, o BNDES fará uma chamada pública, com prioridade para as regiões Norte e Nordeste.

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“O BNDES Bioinsumos atende a dois compromissos históricos do governo Lula: além de contribuir com o aumento da produção de alimentos saudáveis, garantindo a segurança e soberania alimentar e nutricional, essa iniciativa fortalece a geração de renda de cooperativas da agricultura familiar, ao ampliar o acesso aos bioinsumos, com menores custos e maior produtividade”, disse o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante.

leiagora/Agência Brasil

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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