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Agronegócio

Exportações de carne bovina sobem 12% no 1º trimestre de 2025

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Foto: Pixabay

As exportações brasileiras de carne bovina registraram aumento de 12% no primeiro trimestre de 2025, em comparação ao mesmo período do ano passado. O resultado gerou uma receita de US$ 3,2 bilhões, segundo dados divulgados nesta quinta-feira (17) no Boletim de Conjuntura Agropecuária, elaborado pelos analistas do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), do Paraná.

De acordo com o relatório, o preço médio do quilo exportado chegou a US$ 4,78, frente aos US$ 4,40 praticados no primeiro trimestre de 2024. A valorização da carne no mercado externo tem contribuído para impulsionar a receita do setor.

No mercado atacadista paranaense, o cenário também é de alta. As peças do dianteiro e do traseiro bovino seguem com preços em elevação. O quilo do traseiro está sendo comercializado, em média, a R$ 25,01, enquanto o dianteiro chega a R$ 18,54.

“Ambos os cortes acumulam elevações expressivas nos últimos 12 meses”, informa o boletim. O corte traseiro teve valorização de 35% e o dianteiro, de 24%, no período, refletindo a pressão da demanda e o comportamento do mercado interno.

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AGROLINK – Seane Lennon

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Preço do suíno vivo despenca em 2026 e registra maior queda da série histórica do Cepea

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em

Foto: Acrissul

O mercado de suínos enfrenta um dos momentos mais desafiadores dos últimos anos. Em abril, as médias de negociação do suíno vivo fecharam em queda em todas as praças acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), consolidando um movimento de forte desvalorização observado nas últimas semanas.

Na região conhecida como SP-5 — que engloba Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba — o recuo acumulado em 2026 já chega a 32,8% em termos reais, considerando a comparação entre a média de abril e a de dezembro de 2025, com deflacionamento pelo IGP-DI. Trata-se da queda mais intensa já registrada para este período em toda a série histórica do Cepea, iniciada em 2002.

Segundo pesquisadores do Centro, apesar da demanda externa aquecida pela carne suína brasileira — que ajuda a reduzir a oferta no mercado interno —, o consumo doméstico ainda enfraquecido tem sido determinante para a sequência de desvalorizações do animal vivo.

Carne também recua, mas em menor ritmo

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No atacado, o comportamento dos preços da carne suína seguiu a mesma tendência de queda, porém de forma menos acentuada. Em termos reais, com base no IPCA, a retração acumulada no ano é de 30,1%, levando a média da carcaça especial ao menor patamar desde fevereiro de 2019.

Esse descompasso entre o preço do animal vivo e o da carne reflete ajustes ao longo da cadeia, diante de um mercado que ainda busca equilíbrio entre oferta e demanda.

Expectativa de estabilidade em maio

Para maio, parte dos agentes consultados pelo Cepea projeta uma possível estabilização das cotações, tanto do suíno vivo quanto dos cortes no atacado. A expectativa está ancorada em fatores sazonais que tradicionalmente estimulam o consumo, como o recebimento de salários no início do mês, o Dia das Mães e o encerramento do período de feriados prolongados.

Ainda assim, o cenário segue sensível ao comportamento do consumo interno, que deve continuar sendo o principal termômetro para a recuperação — ou não — dos preços nas próximas semanas.

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Cotações dos Suínos

 

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Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Exportações de soja e milho avançam e pressionam logística com destaque para Mato Grosso

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Foto: Claudio Neves/Portos do Paraná/Ilustração

O avanço da colheita e o bom desempenho das exportações de grãos colocam Mato Grosso no centro da logística nacional neste início de 2026. Dados do boletim logístico divulgado pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) mostram que os embarques de soja e milho cresceram no primeiro trimestre, intensificando a demanda por transporte e elevando os custos de frete nas principais rotas do país.

Com cerca de 88,1% da área de soja já colhida, o volume exportado da oleaginosa entre janeiro e março superou em 5,92% o registrado no mesmo período de 2025. O milho também apresentou avanço expressivo, com crescimento de 15,25% nas exportações, enquanto a colheita da primeira safra já ultrapassa metade da área plantada.

Mato Grosso lidera escoamento e puxa demanda logística

As regiões Centro-Oeste e Sul concentraram a maior parte dos embarques, com destaque para Mato Grosso, principal produtor nacional. No caso da soja, o chamado Arco Norte respondeu por 39% das exportações no trimestre, seguido pelo porto de Santos (36,2%) e Paranaguá (18,3%). Para o milho, o Arco Norte também liderou, com 34,9% do total exportado.

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Esse forte fluxo de grãos impacta diretamente o transporte. Em Mato Grosso, especialmente no Vale do Araguaia, o avanço da colheita manteve os fretes em alta, com elevação de até 10%, refletindo a intensa movimentação nas estradas e a disputa por caminhões.

Fretes sob pressão em todo o país
O aumento da demanda logística não se limita ao estado. Em Goiás, por exemplo, os fretes chegaram a subir até 35% em rotas partindo de Cristalina. No Distrito Federal, a alta foi de até 12%, enquanto em Mato Grosso do Sul os preços também avançaram até 10%.

Segundo o superintendente de Logística Operacional da Conab, Thomé Guth, o cenário reflete uma combinação de fatores. “É preciso considerar o bom desempenho produtivo da soja e o volume de carga no contexto da pressão logística”, avalia.

No Sul e Sudeste, os custos também subiram. No Paraná, houve aumento de até 11% nos fretes, enquanto em São Paulo a alta chegou a 30%. Minas Gerais registrou elevações mais moderadas, de até 10%.

Nordeste também sente impacto

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Com transportadores direcionando operações para o Centro-Oeste, o Nordeste também apresentou aquecimento nos fretes. No oeste da Bahia, região produtora de soja, os valores subiram até 19%, enquanto o Maranhão registrou a maior variação, com alta de até 23%. No Piauí, o mercado mostrou maior estabilidade, com variações de até 8%.

O cenário evidencia que, com a safra robusta e exportações em alta, a logística segue como um dos principais desafios do agronegócio brasileiro — especialmente em estados como Mato Grosso, onde a produção em larga escala exige eficiência no escoamento para garantir competitividade no mercado internacional.

Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Campanha de atualização de estoque de rebanhos começa sexta-feira (1º) em MT

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A última campanha de atualização de rebanho apontou a existência de 31,6 milhões de bovinos – Foto por: Eder Pessoa/Indea

 

A partir de sexta-feira (1º.5) começa em Mato Grosso a campanha estadual de atualização de rebanho, realizada pelo Instituto de Defesa Agropecuária do Estado de Mato Grosso (Indea). A ação envolve os produtores de bovinos, bubalinos, ovinos, caprinos, equídeos, suínos, aves, peixes e abelhas, que precisam informar ao Governo do Estado os dados detalhados dos rebanhos e das propriedades rurais. A campanha segue até o dia 10 de junho.

O informe realizado anualmente entre os meses de maio e novembro pode ser feito pela internet, através do módulo do produtor, ou presencialmente em qualquer uma das 140 unidades ou postos avançados que o Indea possui em Mato Grosso.

Na última campanha de atualização de rebanho, em novembro de 2025 houve o envolvimento de 108.092 estabelecimentos rurais, apontando a existência de 31,6 milhões de bovinos, atestando a liderança nacional de Mato Grosso na criação de bovinos.

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O produtor rural que ainda não tem acesso ao módulo do produtor, pode requerer o cadastro em alguma unidade do Indea, e assinar o Termo de Compromisso de Utilização do Sistema Informatizado. No site do Indea, em Sanidade Animal, Atendimento não Presencial, é possível acessar o termo.

Criadores de bovinos, bubalinos, suínos tecnificados e aves comerciais que não realizarem a atualização do seu rebanho até o dia 08 de maio ficam impedidos de emitir a Guita de Trânsito Animal (GTA), exceto se o animal for para abate. Ao final da campanha, a não comunicação de estoque resultará em multa única de 27 Unidade de Padrão Fiscal (UPFs), cujo valor atual é de R$ 6.961,41.

Luciana Cury | Indea

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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