Conecte-se Conosco

Meio Ambiente

Ventos de mais de 100 km/h causam susto e destruição

Publicado

em

Foto: Gabriel Wolkind / Metsul

 

Ventos fortes e destruição. O tempo severo atingiu o Centro e o Leste do Estado do Rio Grande do Sul com vendavais, alagamentos e tromba d´água se formou no Guaíba. Uma bolha de ar quente se formou sobre a região metropolitana de Porto Alegre e vales antecipou a chegada da instabilidade gerada pela chegada de uma frente fria.

O ar quente foi combustível para intensificar a passagem das nuvens de tempestades. Segundo dados da rede do Instituto Nacional de Meteorologia a máxima no Estado foi registrada em Campo Bom com 36,8°C, 35,6°C em Camaquã, 35,4°C em Teutônia, 34,7°C na capital e 34,1°C em Rio Pardo.

Estações particulares registraram 37,4°C em Maquiné, 37,3°C em São Leopoldo, 37,2°C em Três Coroas, 37°C em Bom Princípio e Osório, 36,4°C em Triunfo e 36,2°C em Montenegro. Pancadas de chuva chegaram desde cedo pelo Oeste do Estado. No extremo sul gaúcho, em Santa Vitória do Palmar o dia começou com a formação de uma nuvem rolo.

Publicidade

A imagem do satélite GOES abaixo que sobrepõe registro de nuvens e de incidência de raios (áreas coloridas da imagem) mostra uma aparente linha de temporais com muitos raios cruzando a região metropolitana e Norte da Lagoa dos Patos.

Foto: Metsul

Esse registro foi feito no horário próximo ao que os vendavais atingiram a região metropolitana. Sistemas em formato de linha costumam gerar vento forte e potente como o registrado hoje. Algumas das nuvens cumulo nimbius dentro desta estrutura organizada em linha formaram o tornado registrado no guaíba, ou seja, a tromba d´água.

Ao redor das 17h áreas de instabilidade ganharam força ao avançar pelo ar muito quente nos vales e na região metropolitana.

Como resultado fortes tempestades atingiram a Grande Porto Alegre com vendavais de mais de 100 km/h. No aeroporto Salgado Filho as rajadas de vento chegaram a 111 km/h, em Canoas a base aérea registou 100 km/h.

Em Soledade INMET registou 89 km/h. No momento da tempestade foi registrado em vídeo o que em primeira analisa trata-se de uma tromba d´água, um tornado dentro do guaíba que aparentemente sobe e desce novamente até água logo a seguir.

Tornado ou tromba d´água é uma nuvem funil que desce de uma nuvem de tempestade, tipo cumulo nimbus. Esse tipo de nuvem possui rotação de suga tudo o que encontra pelo caminho. Tornados são fenômenos severos, porém atuam de forma muito isolada na escala de dezenas no máximo poucas centenas de metros o que torna  seu prognóstico muito difícil.

Publicidade

(Por Metsul)

Fernanda Toigo

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

Mídia Rural, sua fonte confiável de informações sobre agricultura, pecuária e vida no campo. Aqui, você encontrará notícias, dicas e inovações para otimizar sua produção e preservar o meio ambiente. Conecte-se com o mundo rural e fortaleça sua

Continue Lendo
Publicidade
Clique Para Comentar

Deixe uma Resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Meio Ambiente

Frente fria interfere no ritmo de colheita e plantio no País

Publicado

em

Imagem: reprodução/pensaragro

A chegada de uma frente fria nesta segunda-feira (27.04) altera o padrão climático em boa parte do Brasil e impacta diretamente o andamento das atividades no campo. Enquanto o Sul e parte do Sudeste enfrentam chuva e queda de temperatura, o Norte e o Nordeste seguem sob calor e alta umidade, mantendo o regime típico de pancadas.

No Centro-Sul, onde se concentra a colheita da soja e o avanço da safrinha de milho, a instabilidade pode atrasar operações. Segundo análises meteorológicas, a chuva se espalha do Rio Grande do Sul até São Paulo, com volumes mais intensos no Paraná, Santa Catarina e sul paulista. A colheita da soja, já na reta final, pode sofrer interrupções pontuais, enquanto o milho de segunda safra, em fase de desenvolvimento, tende a se beneficiar da umidade adicional, desde que não haja excesso.

El Niño vai começar mais cedo e será mais forte

No Sudeste, especialmente em São Paulo e Minas Gerais, a mudança ocorre após um período de tempo mais seco, favorecendo a recuperação da umidade do solo. Isso é positivo para culturas como café e cana-de-açúcar, que entram em fases importantes de desenvolvimento, mas pode dificultar o avanço da colheita em áreas onde ainda há soja no campo.

Publicidade

No Centro-Oeste, principal região produtora de grãos, o tempo começa a mudar de forma mais gradual. A colheita da soja já está praticamente concluída, e o foco está no milho safrinha. A chegada de chuvas em parte de Mato Grosso do Sul e sul de Goiás ajuda a manter o potencial produtivo, mas o excesso pode elevar o risco fitossanitário e dificultar tratos culturais.

Já no Sul, o impacto é mais direto. A formação de um ciclone extratropical no Rio Grande do Sul intensifica as chuvas, com risco de temporais, rajadas de vento e queda acentuada de temperatura. A umidade elevada pode prejudicar colheitas em andamento e afetar culturas de inverno em fase inicial de preparo.

No Norte e no Nordeste, o cenário é diferente. A região segue com padrão quente e úmido, com pancadas frequentes. No Matopiba, áreas produtoras de algodão e milho segunda safra mantêm boas condições hídricas, embora a irregularidade das chuvas ainda exija atenção.

De acordo com a Climatempo, o Brasil entra em um período de transição climática, com maior contraste entre regiões. Na prática, o momento exige atenção redobrada do produtor, que precisa ajustar o ritmo de colheita e manejo diante de um cenário mais instável.

Com Pensar Agro

Publicidade

Fernanda Toigo

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

Continue Lendo

Meio Ambiente

Redução das chuvas em abril eleva risco de perda para culturas de segunda safra

Publicado

em

Imagem: Freepik

Com o início do outono, a preocupação nas áreas centrais do Brasil passa a ser o período final das chuvas da estação chuvosa. Essa mudança no regime de precipitação impacta diretamente as culturas agrícolas de segunda safra, como algodão, feijão e milho. Nesta safra, houve períodos chuvosos no momento da semeadura dessas culturas, impossibilitando ou atrasando a semeadura dentro da janela ideal, principalmente em áreas dos estados de Goiás e Minas Gerais.

Nesses estados, as culturas encontram-se entre as fases vegetativa e reprodutiva, período em que a demanda por água aumenta devido à formação de novas estruturas e ao aumento da transpiração, elevando a sensibilidade das plantas ao estresse hídrico. Até o momento, o desenvolvimento das culturas tem sido favorecido por chuvas frequentes e temperaturas próximas do normal. No entanto, a preocupação aumenta devido à previsão de redução das chuvas a partir da segunda quinzena de abril.

Previsão do tempo para o fim de semana de Tiradentes

A redução dos volumes de chuva nos próximos dias indica o avanço do período de transição da estação chuvosa para a estação seca.

Publicidade

No estado de Goiás, os maiores acumulados previstos concentram-se nas regiões leste e norte, com valores entre 30 e 70 mm. Já no sul goiano, as chuvas devem ocorrer de forma isolada e com baixos volumes, variando entre 7 e 20 mm. Nessa região, os acumulados tendem a permanecer abaixo da climatologia de abril, quando normalmente são registrados totais entre 80 e 100 mm.

Em Minas Gerais, prevê-se um padrão semelhante, com redução das chuvas em grande parte do estado, especialmente no centro-norte, onde os volumes previstos são inferiores a 10 mm (tons em azul na Figura 1). As chuvas devem ficar mais restritas às áreas do sul, noroeste e do Triângulo Mineiro, com acumulados entre 30 e 50 mm.

Essas condições são ilustradas na Figura 2, que apresenta o meteograma para o município de Paracatu (MG). O gráfico indica a ocorrência de chuvas pontuais e mal distribuídas ao longo dos próximos dias, associadas à manutenção de temperaturas elevadas e à redução da umidade relativa do ar, fatores que contribuem para a diminuição da umidade do solo e para o aumento do risco de estresse hídrico para as culturas.

Quanto às temperaturas, são previstas máximas entre 26 °C e 30 °C em Goiás, com destaque para áreas do noroeste goiano, onde os valores podem superar os 32 °C. Em Minas Gerais, as temperaturas tendem a permanecer elevadas na maior parte do estado até o final do mês, entre 26 °C e 34 °C, com destaque para o norte mineiro, onde podem ocorrer máximas acima de 34 °C.

Este cenário de baixos acumulados de chuva, associado a temperaturas do ar elevadas e à baixa umidade relativa, impõe restrições ao desenvolvimento das culturas de milho, feijão e algodão na região.

Publicidade

No milho, os impactos incluem a redução da área foliar, com prejuízos à polinização e, consequentemente, à formação de espigas e ao número de grãos.

Para o feijão, os efeitos variam conforme o estádio fenológico, podendo ocorrer desde o abortamento de flores até o baixo pegamento de vagens, resultando em queda de produtividade.

Já no algodão, a diminuição antecipada das chuvas tende a reduzir a emissão de ramos produtivos e de botões florais, o que implica menor número de maçãs por planta e redução do potencial produtivo.

Esse quadro reforça a necessidade de atenção no planejamento das atividades agrícolas na região, recomendando-se o acompanhamento contínuo das atualizações meteorológicas, bem como o monitoramento das condições de umidade do solo, a fim de subsidiar a tomada de decisão no manejo das lavouras, reduzir riscos operacionais e otimizar o planejamento das operações de campo.

Com INMET

Publicidade

Fernanda Toigo

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

Continue Lendo

Meio Ambiente

Bioinsumos ampliam funções no sistema produtivo

Publicado

em

A aplicação desses insumos pode ser organizada em três grandes frentes – Foto: Pixabay

O uso de bioinsumos tem avançado como uma das principais estratégias para tornar os sistemas agrícolas mais eficientes e sustentáveis. Nesse contexto, ganha destaque a atuação de soluções que integram diferentes funções dentro do manejo produtivo, conforme análise de Fábio Paulino, CTO na AlgasBio.

A aplicação desses insumos pode ser organizada em três grandes frentes: promoção de crescimento, controle biológico e condicionamento do solo. No entanto, as algas marinhas se diferenciam por transitar entre todas essas categorias, funcionando como uma plataforma biotecnológica multifuncional dentro da agricultura moderna.

Como promotores de crescimento, os extratos de algas fornecem compostos bioativos capazes de regular processos fisiológicos das plantas, estimular o desenvolvimento radicular e ampliar a eficiência no uso de nutrientes. Esse efeito contribui diretamente para o melhor desempenho das culturas ao longo do ciclo produtivo.

No campo da defesa vegetal, esses extratos atuam como elicitores, ativando mecanismos naturais das plantas. Isso desencadeia respostas bioquímicas que aumentam a resistência a estresses bióticos, como pragas e patógenos, incluindo a ativação de vias de sinalização, produção de moléculas de defesa e síntese de proteínas relacionadas à proteção.

Publicidade

Embora não atuem diretamente como agentes de controle biológico, as algas fortalecem as plantas, tornando-as menos suscetíveis a ataques e mais resilientes. Já no solo, seus compostos contribuem para melhorar propriedades físicas, químicas e biológicas, favorecendo a microbiota e a saúde do sistema radicular.

Essa capacidade de conectar diferentes funções dentro do sistema produtivo reforça o papel das algas em uma agricultura que demanda soluções integradas e baseadas em processos biológicos. Mais do que bioestimulantes, elas representam uma tecnologia capaz de atuar simultaneamente na fisiologia das plantas, na defesa e no ambiente do solo, consolidando-se como uma das plataformas mais promissoras entre os bioinsumos.

AGROLINK – Leonardo Gottems

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

Publicidade
Continue Lendo

Tendência