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Agronegócio

Indústrias aumentam atenção às importações de trigo em meio a estoques reduzidos e preços elevados

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Foto: Pavlo / Pixabay

 

 

O setor industrial brasileiro tem intensificado o foco nas importações de trigo em 2024, com o volume importado nos primeiros sete meses do ano já se aproximando do total registrado em todo o ano de 2023. De acordo com pesquisadores do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), esse movimento é reflexo de diversos fatores que têm pressionado o mercado interno do cereal.

A forte recuperação dos preços internos do trigo é impulsionada por uma combinação de menor produção e qualidade do cereal colhido na safra de 2023, além dos volumes expressivos de exportações realizadas especialmente em 2024. Esses fatores têm elevado os custos para as indústrias nacionais, que agora buscam alternativas no mercado externo para garantir o abastecimento.

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Estoques de trigo em níveis críticos

Estimativas da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) indicam que os estoques finais de trigo em julho de 2024 deverão ser suficientes para menos de três semanas de consumo. Essa situação crítica é um dos principais motivadores para o aumento das importações.

Nos primeiros sete meses de 2024, as importações brasileiras de trigo já ultrapassam quatro milhões de toneladas, muito próximas das 4,2 milhões de toneladas importadas ao longo de todo o ano de 2023. Nos últimos 12 meses, o volume total importado chegou a 5,7 milhões de toneladas, o maior acumulado em 12 meses desde dezembro de 2022, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex).

Desafios para o setor

Com estoques em baixa e preços em alta, o cenário para as indústrias brasileiras é desafiador. A dependência crescente de importações em um contexto de oferta limitada no mercado interno destaca a necessidade de estratégias robustas para garantir o abastecimento de trigo, essencial para a produção de alimentos básicos, como pães e massas.

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Enquanto isso, o mercado continua a acompanhar de perto as movimentações internacionais e as possíveis oscilações nos preços e na disponibilidade do cereal, em um cenário que se mantém volátil e incerto para o restante do ano.

Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Queda de qualidade de cebola limita escoamento na Ceagesp

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CEAGESP

As cebolas catarinenses vêm apresentando cada vez mais problemas de bulbos com mofo preto, o que, na semana passada, limitou o escoamento e deixou os boxes abastecidos com a mercadoria, na Ceagesp. Segundo a equipe de Hortifrúti do Cepea, a cebola importada também já ganha mais espaço no mercado, competindo diretamente com o volume remanescente do produto nacional.

Agentes consultados pelo Hortifrúti/Cepea apontam que, em termos de qualidade, a cebola estrangeira tem se mostrado bastante atrativa até o momento. No entanto, este cenário deve se inverter com o decorrer das próximas semanas, visto os alagamentos de áreas produtivas argentinas.

Ainda assim, de acordo com o Cepea, o shelf life da nacional, especialmente proveniente de Ituporanga (SC), vem se reduzindo gradativamente, o que limita negociações em patamares mais elevados de preço. Assim, os boxes seguem abastecidos e as cotações oscilam conforme a qualidade do lote.

Fonte: CenárioMT

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Acordos entre EUA e China impulsionam soja, mas Brasil segue competitivo no mercado internacional

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Reprodução

 

Os preços futuros da soja nos Estados Unidos seguem em recuperação, impulsionados principalmente pelo avanço de acordos comerciais entre os governos norte-americano e chinês. A movimentação do mercado ocorre em meio ao compromisso da China, maior importadora global da oleaginosa, de ampliar as compras de produtos agrícolas dos Estados Unidos.

Pelo acordo, o país asiático se comprometeu a adquirir cerca de US$ 17 bilhões anuais em produtos agrícolas norte-americanos, incluindo aproximadamente 25 milhões de toneladas de soja.

Outro fator que contribui para o fortalecimento das exportações dos Estados Unidos é o recuo do dólar abaixo da faixa de R$ 5,00, cenário que tende a aumentar a competitividade do produto norte-americano no comércio internacional.

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Apesar desse movimento, pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, avaliam que a demanda chinesa pela soja brasileira deve continuar forte nos próximos meses.

Segundo o Cepea, o Brasil segue competitivo devido ao menor prêmio de exportação praticado no mercado nacional, fator que mantém a oleaginosa brasileira atrativa para os compradores internacionais, especialmente a China.

No mercado interno, os preços da soja também registraram valorização na última semana. De acordo com os pesquisadores, o avanço esteve ligado principalmente à firme demanda externa pelo grão brasileiro.

Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) mostram que a média diária das exportações brasileiras de soja neste mês, considerando os primeiros 10 dias úteis, está 18,5% acima da registrada no mês anterior.

O desempenho reforça o ritmo aquecido das exportações brasileiras, que já haviam alcançado recorde de embarques em abril deste ano.

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Mesmo diante da recuperação dos preços nos Estados Unidos e da retomada parcial das relações comerciais entre Washington e Pequim, o mercado segue avaliando que o Brasil continuará ocupando posição estratégica no abastecimento global de soja, especialmente pela competitividade logística e comercial apresentada neste momento.

Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Clima preocupa produtores, mas segunda safra de milho mantém bom desenvolvimento no país

Publicado

em

Divulgação Aprosoja MS

A segunda safra de milho segue apresentando desenvolvimento satisfatório na maior parte das regiões produtoras do Brasil, reforçando a perspectiva de elevada oferta no mercado nacional. Apesar do cenário positivo, produtores acompanham com atenção os impactos das condições climáticas registradas em algumas áreas específicas de produção, especialmente em estados como Goiás, Paraná e Mato Grosso do Sul, onde episódios de geadas e o tempo seco vêm gerando preocupação em relação à produtividade das lavouras.

Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, o mercado também reflete a incerteza provocada pelas condições climáticas. Parte dos vendedores tem adotado postura cautelosa nas negociações, avaliando possíveis impactos sobre a produção antes de avançar na comercialização do cereal. Com isso, muitos produtores seguem firmes nos preços pedidos.

Para entender o impacto no seu bolso, confira o que vai movimentar a economia de Mato Grosso nesta semana.

Por outro lado, há agricultores e empresas mais flexíveis nas negociações, principalmente diante da necessidade de liberar espaço nos armazéns para a chegada da nova safra e reforçar o fluxo de caixa neste período do ano.

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Do lado da demanda, compradores têm atuado de forma pontual no mercado, aproveitando momentos de recuo nos preços para realizar aquisições estratégicas. Segundo o Cepea, muitas indústrias e consumidores ainda possuem estoques suficientes para atender as próximas semanas, fator que reduz a pressão imediata por novas compras em grande volume.

O cenário acompanha a expectativa de uma safra robusta em importantes estados produtores, especialmente em Mato Grosso, maior produtor nacional de milho segunda safra, onde as condições das lavouras seguem, em grande parte, favoráveis ao desenvolvimento das plantas. Ainda assim, agentes do setor continuam atentos ao comportamento climático nas próximas semanas, período considerado decisivo para a definição da produtividade em várias regiões do país.

Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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