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Agronegócio

Exportações Brasileiras para os EUA Batem Recorde no Primeiro Semestre de 2024

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Reprodução

 

Os Estados Unidos se destacaram como o principal destino das exportações brasileiras no primeiro semestre de 2024, conforme aponta a mais recente edição do Monitor do Comércio Brasil-EUA, divulgada pela Amcham Brasil nesta segunda-feira (15/7). O Brasil alcançou a marca histórica de US$ 19,2 bilhões em exportações para os EUA, o que representa um crescimento de 12% (ou US$ 2,1 bilhões) em comparação ao mesmo período do ano anterior.

Esse aumento ocorreu em todos os setores, incluindo a indústria de transformação, o setor extrativo e a agropecuária. Em termos percentuais, o crescimento das vendas para os EUA foi mais de oito vezes superior ao aumento das exportações brasileiras para o restante do mundo, que foi de 1,4%. Esse desempenho também superou as exportações para outros parceiros importantes, como China (+3,9%), União Europeia (+2,1%) e América do Sul (-24,3%). Assim, a expansão das vendas para os EUA representou 29,1% do total do crescimento das vendas globais brasileiras, que somaram US$ 7,1 bilhões.

“Neste primeiro semestre, os EUA lideraram o crescimento das exportações brasileiras, atingindo um valor recorde de US$ 19,2 bilhões. O mercado norte-americano continua sendo o principal destino para nossas vendas de bens industriais, o que é crucial para a trajetória positiva do comércio exterior do Brasil”, destaca Abrão Neto, CEO da Amcham, cujas empresas associadas representam um terço do PIB brasileiro.

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Recorde nas Exportações Industriais

As exportações de produtos industriais para os EUA também atingiram um novo patamar, com um crescimento de 2,3% e totalizando US$ 14,7 bilhões no primeiro semestre. Os bens de maior valor agregado continuam predominando na pauta exportadora, representando 8 dos 10 principais produtos exportados.

Os EUA permanecem como o principal destino das exportações da indústria brasileira, superando outros parceiros comerciais como a União Europeia (US$ 10,8 bilhões) e o Mercosul (US$ 8,2 bilhões). “Esse desempenho robusto nas vendas de produtos da indústria de transformação é fundamental para o Brasil, que busca aumentar a agregação de valor em sua produção e exportações”, acrescenta o CEO da Amcham.

Corrente de Comércio Atinge US$ 38,7 Bilhões
A corrente de comércio entre Brasil e EUA totalizou US$ 38,7 bilhões no primeiro semestre de 2024, apresentando um crescimento de 5,1% em relação ao mesmo período do ano anterior. O déficit comercial do Brasil foi o menor dos últimos dez anos, atingindo -US$ 218,3 milhões, uma redução de 91,2% em comparação a 2023.

Aumento Generalizado nas Exportações

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Entre os principais produtos exportados pelo Brasil para os EUA no primeiro semestre de 2024, oito dos dez itens mostraram alta significativa. Destacam-se os combustíveis de petróleo (+202,1%), petróleo bruto (+108,3%), café (+44,6%), celulose (+21,2%) e aeronaves (+11,9%).

Importações Brasileiras Também em Alta

Apesar de uma leve queda de 1% nas importações brasileiras provenientes dos EUA, que resultou em uma redução de US$ 194 milhões, houve aumento em oito dos dez principais itens importados. Entre os destaques, estão as importações de aeronaves (+62,4%), polímeros de etileno (+50,8%), petróleo bruto (+48,9%), medicamentos (+32,9%), gás natural (+545,9%) e motores e máquinas não elétricos (+20,2%).

Acesso ao Monitor do Comércio

A edição completa do Monitor do Comércio Brasil-EUA pode ser acessada gratuitamente no site da Amcham: amcham.com.br/monitor. Esta publicação é editada trimestralmente e analisa detalhadamente o comportamento do comércio bilateral entre os dois países.

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Fonte: Portal do Agronegócio

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Mercado futuro do boi gordo em Mato Grosso sobe em média 3,4%, diz IMEA

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foto: Só Notícias/arquivo

A arroba do boi gordo nos contratos futuros apresentou valorização, semana passada, com destaque para os vencimentos mais próximos. Assim, os contratos com vencimento para abril e maio subiram 3,47% e 3,45% com médias de R$ 363,06/@ e de R$ 359,31/@ respectivamente, em relação à última semana de fevereiro.

Dessa forma, esses contratos atingiram patamares elevados, refletindo o ajuste nas expectativas de oferta no curto prazo, diante do recuo dos abates em relação a momentos anteriores. Nesse contexto, em Mato Grosso, a arroba do boi gordo a prazo avançou 3,67% no mesmo com parativo, alcançando média de R$ 335,65/@¹ na semana passada.

Por fim, no curto prazo, o mercado futuro já precificou o recuo dos abates no Brasil, aliado ao bom desempenho das exportações, o que sustentou a alta recente das cotações, mantendo o viés para os contratos de abril e maio.

Redação Só Notícias

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Safra enfrenta calor, seca e excesso de chuva

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Foto: Divulgação

O mês de março concentra etapas decisivas do calendário agrícola no Brasil, com avanço da colheita de soja e milho de verão, intensificação do plantio do milho safrinha e início do planejamento da safra de trigo. O período tem sido marcado por variações climáticas e pela ocorrência simultânea de estresses abióticos, como déficit hídrico, altas temperaturas e oscilações de radiação, fatores que impactam o desempenho das lavouras. Nesse cenário, tecnologias voltadas ao fortalecimento fisiológico das plantas passam a integrar estratégias de manejo no campo.

No milho de verão, a colheita avança no Centro-Sul e já alcança 55,7% da área. Entre os estados com maior progresso estão Rio Grande do Sul, com 84,5%, Santa Catarina, com 78,2%, e Paraná, com 69,7%. Nessas regiões, as lavouras enfrentaram ondas de calor, irregularidade de chuvas e variações de luminosidade ao longo do ciclo. Avaliações realizadas nas últimas semanas por equipes da Elicit Plant apontam incrementos entre 15 e 17 sacas por hectare em áreas submetidas a múltiplos estresses.

Na soja, a colheita atinge 61% da área nacional, em ritmo inferior ao observado em anos recentes. No Sul do país, o déficit hídrico associado ao calor reduziu o potencial produtivo das lavouras. Já nas regiões Norte e Nordeste, o excesso de chuvas dificultou as operações de campo e afetou a qualidade dos grãos. Mesmo nesse cenário, levantamentos de campo da Elicit Plant indicam ganho médio de cerca de cinco sacas por hectare nas áreas acompanhadas.

O plantio do milho safrinha também registra avanço e já chega a 85,5% da área prevista, acima da média dos últimos cinco anos. O estado de Mato Grosso lidera o ritmo de semeadura, com 99,3% da área, seguido por Tocantins, com 98%, e Maranhão, com 95%. Em parte do Paraná, a baixa umidade do solo limita o desenvolvimento inicial das plantas, enquanto o excesso de chuvas provocou interrupções nas atividades em Mato Grosso do Sul e Tocantins. O atraso na colheita da soja, com cerca de 1,3 milhão de hectares ainda pendentes, amplia a exposição ao risco climático na segunda safra.

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As estimativas de produção também indicam um cenário de atenção para o setor. Para a soja, a Companhia Nacional de Abastecimento projeta produção de 176,1 milhões de toneladas, enquanto o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos estima 178 milhões de toneladas. No milho, a Conab prevê 138,8 milhões de toneladas, frente às 131 milhões indicadas pelo USDA.

Com o avanço das safras de verão, produtores da região Sul iniciam o planejamento do cultivo de trigo, ainda sob efeitos residuais de estiagem e períodos de excesso de chuvas. Nesse contexto, decisões de manejo devem influenciar o potencial produtivo da próxima temporada.

Para o responsável pelas operações da Elicit Plant no Brasil, Felipe Sulzbach, o cenário reforça a necessidade de estratégias voltadas à adaptação das lavouras às condições adversas. “O cenário desta safra evidencia que os estresses abióticos deixaram de ser pontuais e passaram a ocorrer de forma combinada, exigindo uma resposta mais consistente das lavouras”, afirma.

Segundo ele, os resultados observados em campo indicam a capacidade das tecnologias de atuar em diferentes ambientes produtivos. Sulzbach avalia que os incrementos registrados em soja e milho demonstram a possibilidade de manter o desempenho das lavouras mesmo diante de limitações climáticas relevantes. “A adoção de tecnologias voltadas ao fortalecimento fisiológico das plantas deve ganhar espaço à medida que o produtor busca mais previsibilidade produtiva”, conclui.

AGROLINK – Seane Lennon

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Safra de mandioca fica abaixo do esperado no Paraná

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Foto: Canva

A safra de mandioca de 2025 no Paraná foi encerrada com área colhida de 140,1 mil hectares e produção de 3,6 milhões de toneladas, segundo o Boletim Conjuntural divulgado nesta quarta-feira (1º) pelo Departamento de Economia Rural do Paraná, órgão vinculado à Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paraná.

Os números ficaram abaixo das projeções iniciais para o ciclo. De acordo com o relatório, “a safra de 2025 foi encerrada com uma área colhida de 140,1 mil hectares e uma produção de 3,6 milhões de toneladas”, enquanto no início do ano a expectativa era de “área colhida próxima de 150 mil hectares e produção superior a 4 milhões de toneladas”.

O boletim explica que a diferença está relacionada às características da cultura. Segundo o Deral, “tal diferença é explicada por uma peculiaridade da mandiocultura, que permite a condução de áreas por mais de um ciclo, sem a necessidade expressa de colheita como ocorre em culturas anuais”.

Ainda conforme o relatório, parte das áreas foi podada para continuidade do cultivo em vez de ser colhida. O documento aponta que “a poda de áreas para serem reconduzidas, em vez de colhidas, foi incentivada pela manutenção dos preços em patamares mais baixos”.

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Em 2025, o preço médio recebido pelos produtores foi de R$ 552,19 por tonelada. O valor representa aumento de 5% em relação a 2024, quando a média foi de R$ 525,50, mas permanece abaixo do registrado em 2023. Segundo o Deral, o preço está “31% inferior à média de R$ 797,49 por tonelada registrada em 2023”.

O cenário de preços segue pressionado em 2026. De acordo com o boletim, “neste primeiro trimestre, os preços recuaram 21% em relação ao mesmo período de 2025”.

O relatório aponta que essa dinâmica influencia o manejo das áreas. Segundo o Deral, “essa dinâmica faz com que haja uma proporção cada vez maior de áreas de segundo ciclo em relação ao total, pois essas possuem produtividades maiores e pressionam ainda mais os preços”.

Ao mesmo tempo, a redução dos valores pode impactar a expansão do cultivo. O documento afirma que “a retração dos valores começa a fazer com que menos áreas de pastagens sejam arrendadas para o cultivo, visando ajustar a oferta”.

Outro fator apontado pelo boletim é o custo de arrendamento. Conforme o relatório, “os altos preços do arrendamento, baseados no inflacionado preço do boi gordo, acentuam essa dinâmica”.

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Mesmo com esse cenário, a expectativa para 2026 indica aumento na área colhida. O Deral destaca que “as áreas de dois ciclos que devem ser colhidas em 2026 elevam a expectativa de crescimento para 6% na área colhida (148,6 mil hectares), com uma produção que novamente pode superar 4 milhões de toneladas”.

AGROLINK – Seane Lennon

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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