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Agronegócio

ANC inscreve animais para a Expointer até o próximo dia 24 de julho

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Expectativa da entidade é de que a exposição de Esteio seja de retomada de negócios –
Foto: Giácomo Góes/Divulgação

 

As inscrições de animais cujos registros estão a cargo da Associação Nacional de Criadores Herd-Book Collares (ANC) já estão abertas para a 47ª Expointer. Bovinos de raças de corte e mistas, bem como equinos, poderão ser inscritos até o dia 24 de julho para a mostra que, neste ano, será realizada de 24 de agosto a 1º de setembro no Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS).

A superintendente de Registro da ANC, Silvia Freitas, ressalta que a entidade encara a Expointer deste ano como resposta ao chamado da organização da feira no sentido de realizar uma Expointer de retomada e de superação depois das enchentes de maio que assolaram o Rio Grande do Sul. “Importante a retomada dos eventos para reconstrução da economia. Entendemos a necessidade de tudo voltar à normalidade, inclusive para fortalecer a rede hoteleira e o mercado da região. A Expointer, neste sentido, é fundamental para aqueles produtores, criadores que estavam preparando seus animais e que dependem destes eventos para a própria comercialização destes animais”, destaca.

Silvia Freitas lembra que, depois da pandemia, a Associação vinha reforçando a Expointer no sentido de melhorá-la ano após ano. “Sendo assim, acreditamos que em 2024 vamos conseguir fazer um evento ainda melhor, apesar da tragédia climática de maio, mas contaremos sobretudo com a união dos pecuaristas, mesmo que muitos tenham perdido grande parte de sua produção. A superintendente de registro da ANC ressalta ainda que, em função da tragédia de maio, a ANC respeitosamente não fará nenhum tipo de evento musical na Expointer, mas manterá a tradicional e destacada entrega de prêmios.

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Para realizar a inscrição, os animais devem estar com o registro genealógico liberado. Com exceção dos exemplares Aberdeen Angus, Hereford e Percheron, todas as demais raças bovinas e equinas possuem isenção da taxa de participação. Para a raça Aberdeen Angus, o custo de inscrição será de R$150,00 por animal. Já para a raça Hereford, o custo de inscrição por animal será de: 1 a 5 animais, R$ 280,00 (associado) e R$ 330,00 (não associado) 6 a 10 animais: 270,00 (associado) e R$ 320,00 (não associado) e, mais de 10 animais, R$ 260,00 (associado) e R$ 310,00 (não associado). A raça Percheron terá o custo de R$ 600,00 por animal inscrito, valor que deverá ser acertado diretamente com a Associação Brasileira de Percheron (ABP). As inscrições devem ser realizadas via área restrita no site www.herdbook.org.br, através do login e senha do criador.

Texto: Artur Chagas/AgroEffective

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Preço do leite ao produtor sobe mais de 5% em fevereiro

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Reprodução

O preço do leite pago ao produtor registrou a segunda alta consecutiva em fevereiro/26. A pesquisa do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, mostra que a “Média Brasil” do leite ao produtor subiu 5,43% no mês e fechou a R$ 2,1464/litro. O preço, contudo, ainda está 25,45% abaixo do registrado em fevereiro/25, em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IPCA de fevereiro/26).

O movimento de alta ganhou força devido ao aumento da competição dos laticínios na compra do leite cru, num contexto de diminuição de oferta. De janeiro para fevereiro, o ICAP-L (Índice de Captação de Leite) caiu 3,6% na Média Brasil, influenciado pelos resultados no Paraná, Goiás, São Paulo e Minas Gerais.

Essa diminuição na captação é explicada pela combinação de dois fatores: de um lado, pela sazonalidade – já que o clima nesta época do ano tende a influenciar negativamente a oferta de pastagem e elevar o custo com a nutrição animal; e, de outro, pela maior cautela de investimentos na atividade – resultado das consecutivas quedas no preço do leite ao longo de 2025 e do estreitamento da margem dos produtores.

Vale ressaltar que a pesquisa do Cepea aponta que, em fevereiro/26, o Custo Operacional Efetivo (COE) da atividade continuou subindo, com alta de 0,32% na “Média Brasil”. Por outro lado, com a queda no preço do milho e a recente valorização do leite, a relação de troca ficou mais vantajosa para o produtor neste início de ano.

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Se em janeiro, o mercado de derivados ainda não conseguia reagir, em fevereiro, o cenário mudou. Levantamento realizado pelo Cepea com apoio da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras) mostra que a redução da oferta de matéria-prima e o fortalecimento da demanda possibilitaram uma reação nos preços do leite UHT e do queijo muçarela, ambos negociados no atacado paulista. A tendência é de que esse movimento de recuperação se intensifique ao longo de março – reforçando a perspectiva de que a valorização do leite cru persista no campo.

Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Algodão reage em março e preços atingem maior alta desde 2022

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Foto: Fabiano José Perina

Após um longo período de estabilidade, os preços do algodão em pluma voltaram a subir com força ao longo de março no mercado brasileiro. O movimento de valorização é sustentado por uma combinação de fatores que envolvem tanto o cenário interno quanto o ambiente internacional, segundo análises do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).

O Indicador CEPEA/ESALQ se aproxima de R$ 3,90 por libra-peso, registrando a maior alta mensal desde agosto de 2022. Ao longo do mês, vendedores mantiveram uma postura firme nas negociações, atentos à valorização do algodão no mercado externo e evitando ceder em preços.

Do lado da demanda, o cenário também contribuiu para a elevação das cotações. Compradores, incluindo indústrias nacionais e tradings exportadoras, intensificaram a atuação no mercado, aumentando a disputa pela matéria-prima disponível.

Além disso, fatores macroeconômicos ajudaram a sustentar o movimento de alta. A valorização internacional do petróleo, o encarecimento dos fretes e o elevado comprometimento da safra 2024/25 reforçaram o ambiente de preços mais firmes. Com grande parte da produção já negociada antecipadamente, a disponibilidade no mercado spot ficou mais restrita, ampliando a pressão sobre os valores.

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Esse conjunto de fatores indica um cenário de maior firmeza para o algodão no curto prazo, com o mercado atento à evolução da demanda global e às condições logísticas e econômicas que seguem influenciando diretamente a formação de preços.

Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

 

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Agronegócio

Aumenta preço do óleo de soja em Mato Grosso impactado por alta na demanda do biodiesel

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foto: arquivo/assessoria

 

O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) informou que, com a demanda aquecida pelo setor de biodiesel tem elevado os preços do óleo de soja no Estado. Nesse contexto, o avanço dos preços do petróleo no mercado internacional tem elevado o custo do diesel, aumentando a competitividade dos biocombustíveis. Como consequência, o aumento na demanda por biodiesel intensifica a procura por óleo de soja para o esmagamento, principal matéria-prima na produção. Refletindo esse cenário de maior demanda, o preço do coproduto valorizou 1,48% na semana passada, sendo negociado a R$ 5.886,75/tonelada.

Mês passado, a produção de biodiesel no Estado atingiu 195.343 m³, alta de 114,38% frente ao mesmo período do ano anterior e 64,07% acima da média dos últimos cinco anos, reforçando o consumo no mercado interno. Quanto à produção do Brasil, Mato Grosso respondeu por 22,65% da produção nacional em 2025. Por fim, a ampliação da mistura obrigatória para B16, ainda em 2026, não apenas reduz a necessidade de diesel, mas também aumenta a demanda por óleo de soja. Mesmo com safras recordes, esse movimento contribui para a absorção da oferta e dá suporte aos preços do coproduto no estado

Redação Só Notícias

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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