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Agronegócio

Preços do açúcar seguem em queda no mercado paulista

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Reprodução

 

Em meio à baixa movimentação, as cotações do açúcar cristal branco seguem em queda no mercado paulista. Segundo pesquisadores do Cepea, compradores estão retraídos, à espera de mais baixas em meio à oferta abundante de açúcar neste início do ciclo 2026/27.

No campo climático, a National Oceanic and Atmospheric Administration dos EUA (NOAA) confirmou a ocorrência do fenômeno El Niño, que tende a ampliar os riscos sobre a produção de açúcar em regiões importantes, como Índia, Tailândia e partes do Brasil. As expectativas no Centro-Sul brasileiro são de aumento no volume de chuvas, o que, de acordo com o Cepea, pode dificultar a colheita e o processamento da cana, limitando a oferta imediata.

No cenário internacional, os preços do açúcar demerara negociados na Bolsa de Nova York (ICE Futures) permaneceram em baixa diante de perspectivas de maior oferta global no curto prazo.

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com Assessoria

Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Preços do suíno vivo e da carne acumulam terceira queda consecutiva e atingem menores patamares históricos

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Foto: Agência Brasil

 

Os preços do suíno vivo e da carne suína registraram, em maio, o terceiro mês consecutivo de queda, refletindo o enfraquecimento das demandas interna e externa. Levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, mostra que a cotação média do animal vivo comercializado na praça SP-5 — que engloba os municípios de Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba — atingiu o menor nível real desde julho de 2012, considerando os valores corrigidos pelo IGP-DI de abril de 2026.

ão dos preços tem sido significativa ao longo do ano. Entre 30 de dezembro de 2025 e 29 de maio de 2026, o valor do suíno vivo acumulou queda de 40,7%, evidenciando o cenário de forte pressão sobre a rentabilidade da atividade.

Apesar do enfraquecimento da demanda internacional em comparação com abril, as exportações brasileiras de carne suína mantiveram desempenho expressivo. Dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) apontam que o Brasil embarcou 127,9 mil toneladas de carne suína in natura e processada em maio.

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O volume representa uma redução de 7,5% frente ao registrado em abril, mas supera em 8,8% o resultado obtido em maio de 2025. Trata-se do maior volume já exportado para um mês de maio desde o início da série histórica da Secex, em 1997.

Poder de compra do produtor diminui diante dos insumos

A relação de troca entre o suíno vivo e os principais insumos utilizados na atividade também se deteriorou em maio. Segundo o Cepea, o poder de compra do suinocultor paulista frente ao milho caiu pelo oitavo mês consecutivo, alcançando o menor nível desde fevereiro de 2023.

Embora os preços do milho e do farelo de soja também tenham recuado no período, a desvalorização do suíno vivo foi mais intensa, reduzindo a capacidade de aquisição de insumos pelos produtores.

Na região de Campinas (SP), o suinocultor conseguiu comprar, em média, 4,94 quilos de milho e 3,15 quilos de farelo de soja para cada quilo de suíno vivo comercializado. Os índices representam quedas de 4,9% e 6%, respectivamente, em comparação com abril.

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Carne suína amplia vantagem competitiva sobre bovina e frango

Por outro lado, a queda mais acentuada dos preços da carne suína aumentou sua competitividade frente às proteínas concorrentes. De acordo com o Cepea, a vantagem da carne suína em relação à bovina atingiu o maior nível da série histórica iniciada em 2004.

No atacado da Grande São Paulo, a carcaça especial suína foi negociada, em média, a R$ 8,67 por quilo em maio, valor 3,7% inferior ao observado em abril. Em termos reais, corrigidos pelo IPCA de abril de 2026, trata-se do menor preço desde outubro de 2018, quando a média foi de R$ 8,54 por quilo.

O cenário reforça a competitividade da proteína suína no mercado doméstico, embora a redução dos preços continue pressionando as margens dos produtores, especialmente diante da piora na relação de troca com os insumos utilizados na atividade.

Fonte: CenárioMT

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Produção de trigo pode recuar na safra de 2026

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Reprodução

As incertezas climáticas e sobre a rentabilidade da cultura seguem reduzindo o interesse de produtores em ampliar os investimentos e a área destinada ao trigo no Brasil. Diante desse cenário, projeções oficiais já indicam queda significativa da produção nacional em 2026.

Dados da Conab indicam que a produção brasileira de trigo deve alcançar 6,3 milhões de toneladas em 2026, volume 1,4% inferior ao projetado em maio/26 e fortes 20% abaixo da safra de 2025. A área cultivada pode totalizar 2,12 milhões de hectares, recuos de 1,1% em relação à estimativa anterior e de 13,4% em relação à temporada passada. A produtividade média é estimada em 2,974 toneladas por hectare, com quedas de 0,4% no comparativo mensal e de 7,6% em relação à safra anterior.

Atualmente, no mercado brasileiro, os preços do trigo em grão seguem sustentados pela reduzida disponibilidade no spot e pela postura retraída dos vendedores, que permanecem retendo o produto, à espera de melhores oportunidades de comercialização, de acordo com o Cepea.

com Assessoria

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Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Estoques elevados de maçã fuji mantêm pressão sobre preços e mercado deve seguir saturado até agosto

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Foto: CEAGESP

Mesmo com a reta final da colheita da maçã fuji, os estoques da fruta permanecem elevados, cenário que continua pressionando os preços no mercado brasileiro. De acordo com levantamento da equipe de Hortifrúti do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, as unidades beneficiadoras ainda operam com altos volumes armazenados e enfrentam dificuldades para escoar a produção, mesmo diante da redução dos preços.

Segundo os pesquisadores, a oferta disponível nesta temporada supera a registrada nas duas safras anteriores, o que contribui para a manutenção de um mercado mais abastecido e com menor capacidade de absorção da fruta pelos compradores.

O Cepea destaca que os classificadores têm adotado estratégias de redução de preços para estimular as vendas, mas o elevado volume disponível continua limitando a velocidade de comercialização. Como resultado, os valores seguem pressionados e sem sinais de recuperação mais consistente no curto prazo.

Mercado deve permanecer abastecido nos próximos meses

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A expectativa do Centro de Pesquisas é que o cenário de saturação do mercado se mantenha ao longo dos próximos meses, pelo menos até agosto. Ainda assim, já existem indicativos de que os estoques podem começar a apresentar redução gradual a partir do próximo mês, conforme o avanço da comercialização.

Com a diminuição progressiva do volume armazenado, a tendência é de que os preços iniciem um movimento de recuperação moderada. No entanto, as altas devem ocorrer de forma lenta e limitada no curto prazo.

Recuperação mais significativa é esperada para o segundo semestre

De acordo com o Cepea, valorizações mais expressivas da maçã fuji devem ocorrer apenas no segundo semestre, quando a redução dos estoques se tornar mais evidente e a oferta disponível no mercado estiver mais ajustada à demanda.

Até lá, o setor deve continuar convivendo com um ambiente de elevada disponibilidade da fruta, fator que restringe avanços nos preços e mantém os desafios para produtores, classificadores e demais agentes da cadeia produtiva.

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Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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