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Banimento do glifosato pode pesar no bolso

O ensaio destaca que o impacto de uma medida desse tipo não ficaria restrito ao campo – Foto: Divulgação
Uma interrupção regulatória sobre um insumo central para a produção agrícola pode gerar efeitos em cadeia sobre o campo, o crédito, a conservação do solo e o custo dos alimentos. A avaliação é de Lothar Langer Jr., estrategista e executivo de transformação do agronegócio, que analisa o cenário em torno da proposta de banimento do glifosato pelo Ministério Público e seus possíveis impactos sobre a estrutura produtiva nacional.
A discussão, segundo a análise, vai além de uma disputa ideológica. O ponto central está na dependência de uma cadeia complexa, em que decisões burocráticas repentinas podem alterar a dinâmica de manejo das lavouras e afetar etapas que vão da produção rural ao consumo final. O glifosato é apresentado como um insumo crucial para o funcionamento dessa engrenagem, e sua eventual restrição expõe a vulnerabilidade de um sistema que sustenta parte relevante do desempenho agrícola do país.
O ensaio destaca que o impacto de uma medida desse tipo não ficaria restrito ao campo. A retirada abrupta de uma ferramenta utilizada no manejo agrícola poderia pressionar o financiamento rural, mudar práticas relacionadas à sustentabilidade do solo e criar novos custos para produtores. Em uma cadeia interligada, esses efeitos tendem a se espalhar para outros elos, alcançando a formação de preços e, consequentemente, a mesa do consumidor.
A análise também chama atenção para o papel da governança regulatória e da ciência tropical na definição do futuro da segurança alimentar. Em um país com grande diversidade de ambientes produtivos, decisões sobre insumos agrícolas exigem avaliação técnica, previsibilidade e compreensão dos efeitos práticos sobre a produção. Sem esse equilíbrio, medidas tomadas de forma repentina podem ampliar incertezas e afetar a estabilidade de uma atividade estratégica para a economia.
Agrolink – Leonardo Gottems
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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Merendeiras de Lucas do Rio Verde vencem Concurso Nacional de Melhores Receitas da Alimentação Escolar

Foto: Ascom Prefeitura/Victor Pauletti
A criatividade e os sabores das duas receitas criadas pelas merendeiras da rede municipal de Lucas do Rio Verde conquistaram o público e venceram a 3ª edição do Concurso Melhores Receitas da Alimentação Escolar. O Fundo Nacional de Desenvolvimento Educação (FNDE) divulgou o resultado nesta quarta-feira (3).
“É com muita alegria que recebemos a notícia de que as nossas duas receitas foram vencedoras no concurso. Gostaria de parabenizar as merendeiras Keila e Benilce e deixar aqui a gratidão da Secretaria a todos os profissionais da alimentação escolar, que se dedicam diariamente a oferecer o melhor aos estudantes da rede municipal. A merenda escolar é fundamental não apenas para a aprendizagem, mas também para o bem-estar e o desenvolvimento dos nossos alunos”, destacou a secretária de Educação, Elaine Lovatel.
As escolas responsáveis pelos pratos premiados também receberão R$ 8 mil cada, recurso que será investido na aquisição de equipamentos e na melhoria da infraestrutura das cozinhas escolares.
O concurso integra o projeto “Alimentação Escolar Nota 10” e é realizado pelo FNDE, em parceria com a Itaipu Binacional, por meio do programa Mais que Energia, além do Instituto Federal do Sul de Minas Gerais (IFSULDEMINAS) e da Fundação de Apoio ao Desenvolvimento da Extensão, Pesquisa, Ensino Profissionalizante e Tecnológico (FADEMA).
O reconhecimento das receitas da merenda escolar no concurso nacional é motivo de alegria e orgulho para Lucas do Rio Verde. A conquista vai além da premiação: ela traduz o carinho, a dedicação e o compromisso com uma alimentação escolar de qualidade, além de valorizar o trabalho essencial das merendeiras e nutricionistas da rede municipal.
com Ascom Prefeitura/Camilly Barros)
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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Estado assina decreto que tributa a entrada de tilápia do Vietnã

Foto: Canva/ND Mais
A piscicultura paulista ganhou um novo instrumento de proteção diante do avanço das importações de pescado asiático. O Governo de São Paulo assinou um decreto que passa a tributar a entrada de filé de tilápia proveniente do Vietnã, medida recebida com entusiasmo pelo setor produtivo e considerada estratégica para reduzir desequilíbrios competitivos enfrentados pelos criadores brasileiros. A iniciativa atende a uma demanda antiga dos produtores, que vinham alertando para os impactos da crescente presença do pescado importado no mercado nacional.
Para a Associação dos Produtores de Peixes em Águas da União (Peixe SP), a medida representa uma tentativa de corrigir uma assimetria que vinha pressionando a rentabilidade da cadeia produtiva. Segundo a secretária-executiva da entidade, Marilsa Patrício, a tributação não deve ser interpretada como uma barreira comercial, mas como um mecanismo de equilíbrio concorrencial.
“O produtor brasileiro cumpre exigências ambientais, sanitárias e trabalhistas rigorosas, além de enfrentar uma carga tributária significativa. Quando o produto importado chega ao mercado com custos muito inferiores, cria-se uma competição desigual que compromete a sustentabilidade econômica da atividade”, afirma.
Concorrência em debate
A discussão sobre as importações de tilápia ganhou força nos últimos meses em meio ao crescimento da oferta de pescado asiático no mercado brasileiro. Representantes da cadeia produtiva argumentam que os custos de produção praticados no exterior, somados a diferenças regulatórias e tributárias, acabaram ampliando a pressão sobre os produtores nacionais.
Na avaliação da Peixe SP, o decreto paulista cria condições mais equilibradas de disputa comercial e reduz uma distorção que vinha afetando principalmente os piscicultores que investem em tecnologia, sanidade e sustentabilidade para atender às exigências do mercado.
Impacto direto nas propriedades
A entidade acredita que os efeitos da nova regra poderão ser percebidos rapidamente em diferentes elos da cadeia produtiva. Um dos principais reflexos esperados é a retomada da previsibilidade para investimentos nas propriedades aquícolas. Com maior estabilidade de mercado, produtores tendem a ampliar projetos de expansão, modernização de estruturas e adoção de novas tecnologias.
Além disso, a Peixe SP argumenta que o fortalecimento da produção local amplia a circulação de renda dentro do Estado. Na avaliação da entidade, o crescimento da piscicultura contribui para a arrecadação tributária, estimula investimentos regionais e fortalece economias ligadas ao agronegócio paulista.
Efeito pode ultrapassar as fronteiras paulistas
A decisão ocorre em um momento de preocupação crescente entre produtores nacionais diante do aumento das importações de filé de tilápia asiático. O setor vinha defendendo medidas que garantissem condições mais equilibradas de concorrência, especialmente em um mercado marcado pela elevação dos custos de produção, exigências regulatórias e necessidade constante de investimentos em sustentabilidade e biossegurança.
Para os representantes da cadeia produtiva, a iniciativa paulista poderá servir de referência para outros Estados e ampliar o debate nacional sobre mecanismos de proteção da produção aquícola brasileira.
Com MSN
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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O fim do brete coletivo: Manejo individual na vacinação vira aliado para pecuarista de MT bater recorde de R$ 42 bilhões

Imagem ilustrativa de vacinação bovina em Mato Grosso.
Estudos quebram o mito do tempo de curral e provam que a contenção individual garante dose certa, protege o vaqueiro e blinda a carcaça no frigorífico.
Em um ano onde a pecuária de corte de Mato Grosso deve movimentar o recorde histórico de R$ 42,1 bilhões, a busca por eficiência de porteira para dentro deixou de ser um diferencial e virou obrigação para o caixa da fazenda. Com o fechamento do primeiro trimestre registrando o abate avassalador de 1,8 milhão de cabeças no estado, os pecuaristas estão olhando com lupa para o manejo sanitário. O objetivo? Eliminar os prejuízos invisíveis provocados pela antiga vacinação em bretes coletivos.
Mato Grosso detém o maior rebanho bovino do país e, para dar sustentação a esse império da carne, a tecnologia de contenção individual vem ganhando espaço acelerado nos currais de invernada e confinamento. Equipamentos modernos de manejo provam que o respeito ao bem-estar animal e a segurança do vaqueiro reduzem drasticamente as perdas por descarte de carne no frigorífico e evitam o desperdício de insumos biológicos caríssimos na hora de aplicar a agulha.
O prejuízo oculto do tronco coletivo
Em muitas propriedades do interior mato-grossense, a vacinação contra males endêmicos e o manejo de rotina ainda são conduzidos empurrando lotes inteiros para dentro do brete coletivo. Nessas situações de forte pressão, os animais montam uns nos outros, escorregam, sofrem quedas e pisoteios. O resultado imediato desse estresse são lesões musculares severas e fraturas, além de um índice alarmante de acidentes de trabalho com as equipes de campo.
Para a Beckhauser, empresa que lidera o desenvolvimento de soluções para contenção bovina, a virada de chave para o modelo individual estanca esse ralo financeiro de forma imediata. Carla Ferrarini, gerente de Comunicação e Bem-estar Animal e Humano da marca, aponta que o controle do animal um a um blinda a operação.
Segurança Operacional: O animal imobilizado individualmente anula reações bruscas, protegendo a integridade física do operador;
Dose Certa no Alvo: Acaba com o problema de subdosagem ou superdosagem por conta de o boi se mexer na hora do disparo da pistola;
Preservação da Carcaça: Minimiza a quebra de agulhas e a formação de abscessos vacinais na área do pescoço, o que gera ganchos de refugo e penalizações severas no romaneio dos frigoríficos;
Economia de Insumos: Evita o desperdício de vacinas e medicamentos que acabam escorrendo pelo couro do animal devido ao manejo apressado.
O mito do relógio derrubado pela ciência
Muitos capatazes e gerentes de fazenda em Mato Grosso resistem à contenção individual alegando que o processo tornaria a vacinação lenta, atrasando a liberação do gado para o pasto. No entanto, dados científicos coordenados pelo renomado Grupo de Estudos e Pesquisas em Etologia e Ecologia Animal (ETCO), de Jaboticabal (SP), jogaram essa teoria por terra.
Os testes de campo comprovaram que o tempo total gasto para vacinar um lote em tronco individual é praticamente o mesmo do modelo coletivo. A diferença brutal não está no relógio, mas na qualidade do serviço entregue: o sistema individual entrega eficiência operacional máxima, zera as falhas de imunização por agulhadas mal dadas e derruba as ocorrências de hematomas na carcaça.
Uma estratégia comportamental que vem sendo adotada com sucesso em fazendas de grande porte no norte do estado é a técnica da “escolinha”. O manejo consiste em abrir todas as comportas do tronco de contenção dias antes do procedimento real e permitir que o rebanho apenas passe pelo corredor do curral de forma livre. Essa familiarização quebra o medo do animal, reduz a reatividade nas pesagens e garante uma vacinação tranquila.
O Agro no CenárioMT: Tecnologia que sustenta o VB
O dinamismo da pecuária em polos como Lucas do Rio Verde, Nova Mutum, Sorriso e Alta Floresta mostra que o produtor de Mato Grosso assimilou o conceito de que o boi é uma indústria de precisão. Em um cenário onde os custos com nutrição no cocho estão elevados e o preço da reposição exige cautela, economizar cada mililitro de medicamento e proteger a qualidade da carne que vai para o mercado interno e para a China é a regra de ouro para garantir a lucratividade do caixa.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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