milho
Analistas veem suporte para soja e milho na semana

No milho, o suporte veio de uma combinação entre clima e energia – Foto: Pixabay
Os mercados de soja e milho encerraram a semana com viés positivo, sustentados por fatores ligados à energia, aos biocombustíveis e ao acompanhamento das condições climáticas nas áreas produtoras dos Estados Unidos. Segundo a StoneX, a soja encontrou suporte principalmente no desempenho do óleo de soja, enquanto o milho acompanhou o movimento altista do complexo de grãos na CBOT.
No caso da soja, o avanço foi mais associado ao óleo vegetal do que a fundamentos específicos do grão. O ambiente geopolítico segue pressionando o mercado de energia, o que melhora a competitividade dos biocombustíveis e dá sustentação às margens de esmagamento nos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, o aumento dos mandatos de biocombustíveis reforça a demanda doméstica por óleo de soja, em um cenário no qual o setor de esmagamento já opera em ritmo aquecido.
Esse conjunto de fatores eleva a atenção sobre um possível aperto no balanço de oferta e demanda mais à frente, embora os estoques ainda sejam considerados adequados no momento. No campo, o plantio da soja avança em bom ritmo, favorecido por condições climáticas amplamente satisfatórias, apesar de algumas áreas ainda exigirem monitoramento hídrico. O mercado também acompanha a possibilidade de ajustes futuros nos balanços oficiais.
No milho, o suporte veio de uma combinação entre clima e energia. As preocupações climáticas nos Estados Unidos continuam no centro das atenções, principalmente diante de sinais de irregularidade hídrica em partes do Meio-Oeste. Esse quadro mantém o prêmio de risco nos preços, mesmo com o avanço acelerado do plantio e a melhora recente nas condições de seca em áreas de produção.
O petróleo mais firme também contribuiu para sustentar margens atrativas na produção de etanol, mantendo resiliente a demanda pelo cereal. A produção segue elevada, refletindo a boa rentabilidade do setor, ainda que não haja sinais claros de expansão estrutural da capacidade. Para maio, a expectativa é de maior volatilidade, com as primeiras projeções do USDA para a próxima safra e atenção concentrada no clima.
Agrolink – Leonardo Gottems
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
milho
Safra de milho safrinha 2026 inicia no Paraná com expectativa de alta produtividade e grãos de qualidade

Divulgação
As primeiras áreas de milho safrinha 2026 começam a ser colhidas nas regiões de atuação da Cocari no Paraná, trazendo perspectivas positivas para os produtores. Municípios como Itambé e Marialva já iniciam os trabalhos de retirada dos grãos, com lavouras apresentando bom desenvolvimento, qualidade e potencial produtivo.
Apesar dos desafios enfrentados durante o ciclo, como períodos de estiagem, altas temperaturas, pressão de pragas e ocorrência de doenças foliares, as condições climáticas posteriores e o manejo técnico adequado contribuíram para preservar o desempenho das lavouras.
Chuvas favoreceram recuperação das lavouras
Nas regiões conhecidas como Paraná Alto e Paraná Baixo, o milho apresentou evolução satisfatória ao longo do desenvolvimento vegetativo e reprodutivo.
Após um início marcado por déficit hídrico e temperaturas elevadas, as chuvas passaram a ocorrer de forma mais regular, permitindo a recuperação das áreas e sustentando o potencial produtivo da cultura.
O resultado é um cenário otimista para os produtores, que agora acompanham o avanço das colheitas com expectativa de bons rendimentos por hectare.
Manejo foi decisivo para controlar lagarta-do-cartucho
De acordo com técnicos da Cocari, uma das principais preocupações da safra foi a elevada pressão da lagarta-do-cartucho, considerada uma das pragas mais importantes da cultura do milho.
As condições climáticas do início da temporada favoreceram a infestação, exigindo monitoramento constante e aplicações criteriosas de defensivos para garantir eficiência no controle.
Com a regularização das chuvas e o crescimento acelerado das plantas, houve uma nova onda de infestação em diversas áreas. Nesse cenário, o acompanhamento técnico e as vistorias frequentes foram fundamentais para definir o momento correto das intervenções e evitar perdas produtivas.
Doenças foliares exigiram atenção dos produtores
Outro desafio enfrentado durante a safra ocorreu no início de maio, quando o elevado volume de chuvas, associado à baixa incidência de luz solar, criou condições favoráveis ao desenvolvimento de doenças foliares.
Entre os principais problemas observados estiveram as manchas causadas por Bipolaris maydis e a cercosporiose, enfermidades capazes de comprometer o enchimento dos grãos e reduzir a produtividade.
Segundo os especialistas, os produtores que adotaram estratégias preventivas e seguiram as recomendações técnicas desde o início do ciclo obtiveram melhores resultados, com maior eficiência no controle fitossanitário e melhor conservação do potencial produtivo das lavouras.
Marialva registra cenário favorável para a colheita
Na região de Marialva, incluindo os distritos de Aquidaban e São Luiz, as perspectivas também são positivas.
As chuvas bem distribuídas ao longo do ciclo favoreceram o crescimento das plantas e o enchimento dos grãos. Além disso, a ausência de geadas e de outros eventos climáticos severos contribuiu para a manutenção das lavouras em boas condições.
As áreas apresentam bom vigor vegetativo, baixo índice de doenças e potencial elevado de produtividade, reforçando a expectativa de uma colheita acima da média.
Quebra de resistência da lagarta preocupa setor
Mesmo com o cenário favorável, técnicos observaram em algumas propriedades sinais de redução da eficiência de determinadas tecnologias Bt utilizadas no controle da lagarta-do-cartucho.
O fenômeno está relacionado ao processo de adaptação e quebra de resistência das populações da praga às proteínas inseticidas presentes em alguns híbridos.
A situação reforça a importância do monitoramento contínuo das lavouras, da adoção correta das áreas de refúgio e da integração de diferentes estratégias de manejo para preservar a eficácia das tecnologias disponíveis.
Aquidaban terá colheita mais tardia
Na região de Aquidaban, a colheita ainda ocorre de forma pontual. As primeiras áreas foram colhidas no início de junho, mas a maior parte das lavouras deverá ser colhida nas próximas semanas.
O atraso está relacionado ao plantio realizado mais tarde nesta temporada. Ainda assim, a avaliação técnica aponta que a maioria das áreas apresenta bom potencial produtivo e perspectivas favoráveis para os produtores.
Campos Gerais concentram esforços nas culturas de inverno
Enquanto o milho safrinha entra em fase de colheita nas regiões Norte e Noroeste do Paraná, os produtores dos Campos Gerais mantêm o foco nas culturas de inverno.
Na região, o calendário agrícola prevê o plantio do milho apenas entre agosto e setembro. Neste momento, as atenções estão voltadas principalmente para o trigo, que inicia seu ciclo de desenvolvimento.
Safra caminha para resultados positivos
Com as primeiras colheitas confirmando boas produtividades e a maior parte das lavouras apresentando excelente potencial, a safra de milho safrinha 2026 nas regiões atendidas pela Cocari segue com perspectivas animadoras.
O desempenho observado até o momento reflete a combinação de condições climáticas favoráveis durante fases decisivas do ciclo, planejamento técnico, monitoramento constante e adoção de práticas de manejo que permitiram superar os desafios enfrentados ao longo da temporada.
Fonte: Portal do Agronegócio
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
milho
Safra de milho no Paraná avança sem risco de geadas e mantém perspectiva positiva de produtividade

Foto: Torsten Pretzsch/Pixabay
A segunda safra de milho 2025/26 no Paraná segue apresentando bom desempenho no campo e, até o momento, sem ameaças climáticas significativas. De acordo com o mais recente Boletim Conjuntural do Departamento de Economia Rural (Deral), da Secretaria de Estado da Agricultura e do Abastecimento (Seab), a cultura mantém condições favoráveis de desenvolvimento e continua sustentando expectativas positivas para a produção estadual.
O levantamento mostra que, dos 2,9 milhões de hectares cultivados com milho safrinha no Estado, 79% das lavouras estão classificadas em boas condições. Outros 14% apresentam situação mediana, enquanto apenas 7% são consideradas em condição ruim.
Milho mantém desenvolvimento satisfatório no campo
Segundo os técnicos do Deral, a maior parte das áreas cultivadas continua apresentando evolução adequada, favorecida pelas condições climáticas registradas nas últimas semanas.
Apesar do cenário positivo, o órgão ressalta que a sequência de dias com maior nebulosidade e a ocorrência de temperaturas mais baixas podem limitar parte do potencial produtivo das lavouras em algumas regiões produtoras.
Ainda assim, os produtores seguem confiantes em uma safra com resultados satisfatórios, especialmente diante da boa condição geral das plantações.
Geadas seguem fora das previsões para o Paraná
O principal fator de preocupação para a cultura neste período continua sendo a possibilidade de geadas, fenômeno que pode causar perdas significativas em áreas ainda em fases mais sensíveis do desenvolvimento.
No entanto, conforme a previsão estendida divulgada pelo Sistema de Tecnologia e Monitoramento Ambiental do Paraná (Simepar), não há indicativos de ocorrência de geadas nos próximos 14 dias.
A ausência desse risco climático imediato traz maior segurança aos produtores e permite que as lavouras avancem normalmente para os estágios finais do ciclo produtivo.
Parte das áreas já entrou em fase de maturação
O boletim também aponta que aproximadamente 17% das lavouras de milho segunda safra já atingiram a fase de maturação, estágio em que a suscetibilidade a danos climáticos é significativamente menor.
Os 83% restantes ainda permanecem em fases mais vulneráveis, mas a manutenção de condições climáticas favoráveis deverá permitir a continuidade do desenvolvimento das plantas e a redução gradual dos riscos à produção.
Paraná segue como destaque na produção nacional de milho
O Paraná ocupa posição estratégica na produção brasileira de milho segunda safra e desempenha papel fundamental no abastecimento interno e nas exportações do cereal.
Com a maior parte das lavouras em boas condições e sem previsão de geadas no curto prazo, o Estado reforça as perspectivas de uma colheita robusta em 2025/26, contribuindo para a oferta nacional e para o equilíbrio do mercado de grãos.
O comportamento do clima nas próximas semanas continuará sendo monitorado pelo setor, mas o cenário atual é considerado favorável para a consolidação de uma safra produtiva e com menor exposição a riscos climáticos.
Fonte: Portal do Agronegócio
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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Goiás deve colher 11,88 milhões de toneladas de milho na safra 2025/26

Divulgação
Com produção estimada em 11,88 milhões de toneladas na safra 2025/26, Goiás mantém sua posição entre os maiores produtores de milho do Brasil. A projeção da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) coloca o estado na terceira colocação nacional, com uma área cultivada de 1,89 milhão de hectares e produtividade média de 6.255 quilos por hectare.
Embora o resultado fique abaixo do recorde de 14,26 milhões de toneladas registrado na safra anterior, o volume supera a produção de 2023/24, quando o estado colheu 11,33 milhões de toneladas. O desempenho reforça a capacidade dos produtores goianos de manter elevados índices de produtividade mesmo diante das oscilações climáticas e de mercado.
Além da produção de grãos, o milho tem papel estratégico na economia goiana por abastecer a cadeia de proteínas animais e impulsionar a indústria de biocombustíveis. Goiás consolidou-se como um dos principais polos nacionais de etanol de milho, cuja produção saltou de 190,8 milhões de litros na safra 2018/19 para uma estimativa de 782,5 milhões de litros em 2025/26.
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A agroindústria também vem ampliando a participação do estado no mercado externo. Entre janeiro e abril deste ano, as exportações de derivados de milho alcançaram cerca de R$ 75,5 milhões, crescimento superior a 80% em relação ao mesmo período de 2025. Os embarques incluem produtos como amido, óleo e farinha de milho.
Municípios como Rio Verde e Jataí seguem entre os principais polos produtores do país. No mercado físico, a saca de 60 quilos é negociada entre R$ 52 e R$ 54 nas principais regiões produtoras. O avanço da industrialização e da produção de etanol fortalece a geração de renda e consolida Goiás como uma das principais potências do agronegócio brasileiro.
Redação RDM Online
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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