Agronegócio
Etanol de milho ganha destaque e Mato Grosso se consolida como o maior produtor de biocombustível

Foto: AprosojaMT
Conhecido há muitos anos como segunda safra, o plantio do milho iniciou em Mato Grosso como alternativa para o aproveitamento do espaço após a colheita da soja e hoje já não é mais uma segunda opção. Assim como a soja, o milho se tornou uma das principais culturas semeadas no estado, com a produção de 55,43 milhões de toneladas na safra de 2024/25. Desta quantidade, mais de 13,9 milhões de toneladas foram destinadas à produção do etanol de milho, tornando Mato Grosso o maior produtor de biocombustível de milho. O etanol ganhou destaque no estado com a chegada das usinas nos principais municípios produtores.
“A industrialização é o principal vetor da economia, ela sustenta toda a economia do Estado. Então, quando você aumenta a indústria, você está aumentando a renda do Estado e isso reflete para a população com mais saúde, mais educação e mais estradas. Então, todo o grão que é industrializado aqui, ele gera valor agregado, isso fortalece toda a cadeia, não só da agricultura, mas também da sociedade em geral”, disse.
Gilson destaca que com o avanço da produção do etanol e com a maior disponibilidade do combustível no mercado, o valor final do produto pode ficar mais atrativo para os consumidores. Além do combustível, com o DDG (Dried Distillers Grains), que é a biomassa destinada à ração animal, o preço da carne também pode ficar mais econômico para a população, já que o produto fica disponível o ano todo.
Com a chegada das usinas de etanol de milho, a demanda pelo grão cresceu e o ritmo deve aumentar nos próximos anos. Atualmente, há 12 usinas de etanol de milho em operação, outras 10 em construção e mais cinco sendo projetadas em Mato Grosso, como apontou o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea). A delegada coordenadora do núcleo de Tapurah, Daiane Kirnev, afirmou que esse aumento na demanda incentiva o produtor rural.
“Houve um incentivo da produção de milho, afinal de contas, com mais mercados para a gente vender e com os valores um pouco melhor, isso acabou incentivando o produtor a aumentar o plantio de milho. Antes era uma coisa incerta por causa dos valores e tudo é oferta e demanda, quando tem mais demanda, acaba incentivando muito mais o produtor a plantar para que ele garanta os custos da produção”, afirmou.
Além de produzir, o agricultor de Tangará da Serra, Romeu Ciochetta, também investe no setor da indústria do etanol de milho. Ele contou que as indústrias de etanol trouxeram mais segurança para os produtores investirem no milho e ampliarem os quadros de colaboradores, pois com a aproximação das indústrias os produtores reduziram as preocupações com o escoamento do grão e conseguem comercializar o grão em todos os meses do ano.
“Tudo isso é uma grande cadeia que se a gente analisar o início dessa operação, lá no plantio da muda de eucalipto, usado para aquecer as caldeiras das usinas, até a carne ser consumida ou etanol no tanque do veículo, é muita gente trabalhando, transportando e tudo isso sem derrubar nenhuma árvore, tudo isso sem impactar o meio ambiente”, afirma.
Ciochetta também destacou as práticas sustentáveis no setor do etanol e afirmou que a tendência do futuro é o combustível verde, proveniente de fontes renováveis como o milho. Hoje, mais de 20% do etanol utilizado no Brasil, já vem do milho e com as práticas sustentáveis e a preocupação com o futuro, o número deve aumentar e o mercado abrir novas oportunidades.
“As oportunidades são inúmeras, porque o mundo cada vez mais vai atrás e vai querer consumir combustível verde. Então, isso desde a aviação até os carros menores, enfim, é uma tendência e eu acredito muito nessas oportunidades. Então, o Brasil realmente está destinado ao sucesso, eu acredito muito nisso e vamos em frente”, contou.
Com o avanço das indústrias do etanol de milho em Mato Grosso, o estado, já líder na produção de milho, se consolida como o maior produtor do etanol de milho do país. Todo esse avanço econômico fomenta a produção local, representando mais empregos e infraestrutura para o interior do estado, refletindo nas práticas incentivadas pela Aprosoja MT. (com Assessoria)
Fonte: CenarioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Preço do feijão carioca bate recorde histórico em março, aponta Cepea/CNA

Preço do feijão carioca bate recorde histórico em março, aponta Cepea CNA
O valor médio do feijão carioca registrou nova alta em março e alcançou o maior patamar da série histórica do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada, em parceria com a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil, iniciada em setembro de 2024. O movimento confirma um primeiro trimestre marcado por valorização consistente no mercado da leguminosa.
De acordo com pesquisadores do Cepea, tanto o feijão carioca quanto o feijão preto apresentaram elevação nos preços, influenciados principalmente pela restrição de oferta, dificuldades na colheita, redução de área na primeira safra e pela expectativa de menor produção na segunda safra, especialmente no Paraná.
Feijão carioca lidera valorização
Os dados mostram que o preço médio do feijão carioca de notas 9 ou superiores em março (até o dia 26) está 8,3% acima do registrado em fevereiro e 34% superior ao observado no mesmo período de 2025. No acumulado dos três primeiros meses de 2026, a alta chega a expressivos 48,3%.
Para o feijão carioca de notas 8 e 8,5, o cenário também é de valorização. A média parcial de março supera em 7,1% a de fevereiro e em 42,2% a registrada há um ano. No primeiro trimestre, o avanço acumulado é de 43,9%.
Feijão preto mantém patamar elevado
No caso do feijão preto, as cotações seguem em nível elevado, ainda que com variação mais moderada no curto prazo. A média de março apresenta leve avanço de 0,11% frente a fevereiro e de 0,4% na comparação anual.
Apesar da estabilidade recente, o desempenho no acumulado do trimestre também chama atenção: a alta chega a 32,2%, indicando recuperação importante ao longo dos últimos meses.
Mercado atento à segunda safra
O cenário reforça a atenção do mercado para o comportamento da segunda safra, especialmente nas regiões produtoras do Sul do país. A combinação entre oferta mais ajustada e incertezas climáticas segue sustentando os preços em níveis elevados, mantendo o feijão como um dos produtos agrícolas com maior valorização no início de 2026.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Açúcar cristal reage com demanda firme e oferta restrita, e Indicador Cepea se aproxima dos R$ 104/saca

Açúcar cristal reage com demanda firme e oferta restrita, e Indicador Cepea se aproxima dos R$ 104 saca
O mercado spot de açúcar no estado de São Paulo registrou um maior volume de negócios ao longo da última semana, impulsionado por compradores mais ativos na recomposição de estoques. A movimentação ocorre diante da recente reação dos preços e da expectativa de novos avanços no curto prazo.
Com isso, o Indicador CEPEA/ESALQ do cristal branco (estado de São Paulo) subiu, operando próximo de R$ 104,00 por saca de 50 kg.
Oferta restrita reforça viés de alta
Pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea) apontam que a oferta está mais restrita neste período de entressafra, o que reforça o viés de valorização do adoçante. A combinação entre demanda firme e menor disponibilidade do produto tem sustentado os patamares mais elevados.
Exportação segue mais vantajosa
Mesmo diante da alta no preço do cristal no spot paulista, cálculos do Cepea mostram que o mercado externo seguiu mais vantajoso por mais uma semana, mantendo o cenário de atratividade para as vendas ao exterior, que continuam a influenciar a dinâmica de preços e a disponibilidade interna do produto.
O mercado segue atento à evolução da entressafra e ao comportamento das exportações, que deverão continuar ditando o ritmo das negociações nas próximas semanas.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Batata ágata mantém estabilidade de preços nos atacados, mas Semana Santa deve elevar demanda

CEAGESP
Os preços da batata especial tipo ágata apresentaram pouca variação em todos os principais atacados do país na semana passada (de 23 a 27 de março), conforme levantamento do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
As médias registradas foram:
São Paulo: R$ 61,11 por saca;
Rio de Janeiro: R$ 61,28 por saca;
Belo Horizonte: R$ 56,70 por saca.
Oferta estável sustenta preços
Segundo pesquisadores do Cepea, a oferta nas regiões produtoras permaneceu estável, o que justifica a manutenção dos preços em patamares próximos ao longo da última semana.
Semana Santa deve aquecer demanda
A expectativa para os próximos dias é de alta nas cotações, impulsionada pela Semana Santa, período em que a demanda pelo tubérculo tradicionalmente se aquece, especialmente devido ao aumento do consumo de peixes e pratos típicos que incluem a batata como acompanhamento.
O mercado segue atento à evolução da demanda nos próximos dias, que deverá determinar a intensidade da reação dos preços.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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