Agricultura
Projeto moderniza a Lei do Trabalho Rural

Foto: Eduardo Cardoso/Sistema Famato
A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) celebra a aprovação do relatório ao Projeto de Lei nº 4.812/2025 pela Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado Federal. A proposta, de autoria da senadora mato-grossense Margareth Buzetti, representa um avanço importante para a modernização das relações de trabalho no campo e para o fortalecimento da atividade agropecuária no país.
Construído com participação ativa da Famato e demais entidades do setor, o projeto atualiza a legislação trabalhista rural em vigor desde 1973 e consolida, em um único marco legal, regras relacionadas à contratação, jornada, segurança no trabalho, negociação coletiva e qualificação profissional. A iniciativa responde a uma demanda histórica do setor produtivo por normas mais compatíveis com a realidade atual do campo, marcada por avanços tecnológicos, sazonalidade e novos modelos de organização do trabalho.
Nova entidade quer ampliar crédito ao agronegócio
Entre os principais pontos do texto estão a regulamentação dos contratos por safra, intermitentes e temporários, adequando a legislação às características próprias da produção rural. O projeto também institui a Política Nacional de Qualificação, Tecnologia, Inovação e Sustentabilidade no Trabalho Rural, com foco na capacitação da mão de obra, no aumento da produtividade e na promoção de práticas sustentáveis no setor.
O relatório aprovado na CRA incorpora, ainda, ajustes apresentados pelo relator, senador Zequinha Marinho, que retiram dispositivos considerados de difícil aplicação prática no meio rural, como exigências burocráticas excessivas e regras incompatíveis com a dinâmica das atividades sazonais. Com isso, a proposta ganha mais efetividade, preserva direitos e amplia a segurança jurídica tanto para empregadores quanto para trabalhadores.
Na avaliação da Famato, o avanço do projeto traz reflexos diretos para Mato Grosso, principal potência agropecuária do país. A proposta facilita contratações mais adequadas aos ciclos produtivos de cadeias como soja, milho e pecuária, além de contribuir para a formação e atração de mão de obra qualificada, uma necessidade cada vez mais presente no campo. O texto também fortalece instrumentos de prevenção de acidentes e assegura maior previsibilidade nas negociações coletivas, reduzindo riscos trabalhistas e aumentando a competitividade do setor.
De acordo com o presidente da Famato, Vilmondes Tomain, a tramitação do PL 4.812/2025 também evidencia o trabalho da senadora Margareth Buzetti na defesa de uma legislação mais atual, equilibrada e alinhada às necessidades reais do campo. Ao apresentar a proposta, a parlamentar trouxe ao centro do debate um tema estratégico para o desenvolvimento do agro brasileiro e para a valorização das relações de trabalho no meio rural.
Com a aprovação na CRA, o projeto segue agora para análise da Comissão de Assuntos Sociais (CAS). “O avanço da matéria representa uma conquista relevante para o setor e reforça a importância de iniciativas que conciliem modernização, segurança jurídica, produtividade e qualificação profissional em benefício de produtores, trabalhadores e de toda a economia brasileira”, finaliza o Vilmondes Tomain.
Com CNA
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Nova liberação muda o jogo no tratamento de sementes

Soja é uma das culturas tratadas – Foto: Divulgação
O tratamento de sementes tem ganhado importância no manejo fitossanitário das principais culturas agrícolas, com soluções que buscam ampliar o controle de doenças e garantir melhor estabelecimento das lavouras. Nesse contexto, a ampliação de espectro de Fungicidas tem sido estratégica para atender diferentes sistemas produtivos.
O fungicida Torino®, da Sipcam Nichino, recebeu nova extensão de bula e passou a abranger o controle de doenças em soja, milho, feijão e trigo. O produto, lançado há cerca de três anos, já havia ampliado anteriormente sua cobertura para mais de 11 cultivos e vem consolidando presença entre as alternativas utilizadas no tratamento de sementes.
Segundo o engenheiro agrônomo Iago Carraschi, da área de Pesquisa & Desenvolvimento da empresa, o produto passa a incluir recomendações para podridão de Fusarium e podridão radicular no feijoeiro. Na soja e no trigo, o foco está em fungos associados à contaminação durante o armazenamento, como Aspergillus e Penicillium, além da inclusão de Phytophthora sojae no espectro.
No milho, a solução foi autorizada para controle de Aspergillus flavus e proteção contra Pythium. O produto também apresenta ação sobre patógenos que afetam culturas como algodão, amendoim e sorgo, entre outras.
Formulado à base de fluazinam e tiofanato metílico, o fungicida atua de forma sistêmica e de contato, contribuindo para a proteção das sementes desde a germinação até a emergência. A proposta inclui redução de riscos de contaminação do solo, maior vigor das plantas e melhor desempenho produtivo em diferentes condições.
AGROLINK – Leonardo Gottems
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Abitrigo alerta para impactos da crise global no setor de trigo brasileiro

Foto: Pixabay
A Associação Brasileira da Indústria do trigo (Abitrigo) alerta para o rápido agravamento das condições econômicas que afetam os custos do setor de moagem de trigo em função das consequências do conflito no Irã sobre a economia brasileira. A combinação entre alta do petróleo, aumento expressivo do diesel e dos fretes internos e externos, elevação das cotações do trigo no Brasil e no exterior e encarecimento de insumos, embalagens e seguros internacionais pressiona diretamente os custos da indústria moageira e cria um ambiente de forte risco para toda a cadeia do trigo, com potencial de impactos relevantes sobre o preço da farinha e da cadeia produtiva.
Esse quadro negativo se soma a fatores internos que agravam o ambiente de negócios. A criação de alíquotas de PIS/COFINS incidentes sobre o trigo importado e ao reduzir benefícios fiscais, elevou a carga tributária de itens essenciais, como a farinha de trigo. Essa mudança tributária restringe ainda mais a capacidade da indústria de amortecer os impactos e aumenta o risco de que parte desses reajustes acabem sendo repassados à cadeia e ao consumidor.
Mesmo diante desse contexto adverso, a Abitrigo enfatiza que as empresas do setor têm atuado de forma responsável para mitigar efeitos mais severos sobre o consumidor brasileiro. Os moinhos vêm adotando estratégias de otimização de estoques, diversificação de origens de trigo e fornecedores de insumos, revisão de rotas logísticas, busca por ganhos de eficiência operacional e utilização de instrumentos de gestão de risco de preços sempre que possível. Paralelamente, a entidade mantém diálogo permanente com autoridades e formuladores de políticas públicas, compartilhando dados e cenários e defendendo medidas que contribuam para preservar a competitividade da cadeia e a segurança do abastecimento de farinha de trigo e derivados.
“Nosso compromisso é garantir a estabilidade do abastecimento de farinha de trigo, produto essencial na mesa dos brasileiros, mesmo em um ambiente de forte instabilidade global”, afirma o presidente-executivo da Abitrigo, Rubens Barbosa.
AGROLINK – Seane Lennon
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Fungicida para tratamento de sementes recebe extensão de bula para mais 11 culturas e 2 alvos biológicos

Fotos: Arquivo
São Paulo (SP) – Solução consolidada no tratamento de sementes ante doenças em diversas culturas, o fungicida Torino®, da Sipcam Nichino Brasil, acaba de ter oficializada a extensão de sua bula. Torino® agora cobre mais 11 cultivos e os alvos biológicos nematoide-das-lesões (Pratylenchus zeae), em milho e nematoide-das-galhas (Meloidogyne incógnita), na soja. Algodão, amendoim, aveia, canola, centeio, cevada, ervilha, girassol, pastagem, sorgo e triticale constituem as lavouras beneficiadas pela expansão de registros.
Conforme o engenheiro agrônomo Iago Carraschi, especialista em Pesquisa & Desenvolvimento da Sipcam Nichino, Torino® vem sendo utilizado com sucesso por produtores de soja, arroz irrigado, feijão, milho e sorgo desde seu lançamento, há cerca de três anos. “Temos também a perspectiva de obter novos registros para essa solução, referenciada no tratamento de sementes, nos próximos meses”, ele adianta.
De acordo com Carraschi, trata-se de um produto estratégico à medida que protege as culturas-alvo da incidência de doenças economicamente relevantes. “Na soja, conta com recomendações no controle de podridão-da-semente, phomopsis, mancha-púrpura, antracnose, podridão aquosa e mofo-branco. No milho e no trigo, para bolor-azul e podridão-do-colmo e helmintosporiose e brusone.”
No algodoeiro, complementa Carraschi, a nova bula de Torino® mostra espectro de ação sobre algumas das mais importantes doenças da pluma, entre estas tombamento, mofo-branco e ramulose.
À base dos compostos fluazinam e tiofanato metílico, explica Carraschi, Torino® age para eliminar fungos de sementes, além de proteger as plantas frente a fungos de solo e também melhorar o potencial germinativo das lavouras.
Segundo o agrônomo, comparada a outras tecnologias, a de Torino® demanda baixo investimento. “Reduz riscos de contaminação do solo, protege sementes durante todo o processo de germinação e emergência, resulta em plantas mais vigorosas, mais resistentes a efeitos ambientais, ou climáticos, adversos e maximiza o potencial produtivo das áreas de cultivo”, ele continua.
“Além da ação sistêmica, Torino® atua eficazmente no controle de fungos dormentes ou ‘micélios’ presentes nas sementes. Impede assim que se desenvolvam e inviabilizem a emergência das plantas”, finaliza.
Criada no Brasil em 1979, a Sipcam Nichino resulta da união entre a italiana Sipcam Oxon, fundada em 1946, especialista em agroquímicos e bioestimulantes e a japonesa Nihon Nohyaku (Nichino). A Nichino tornou-se a primeira companhia de agroquímicos do Japão, em 1928, e desde sua chegada ao mercado atua centrada na inovação e no desenvolvimento de novas moléculas para proteção de cultivos.
Fernanda Campos
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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