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Como o El Niño pode impactar a agricultura em 2026?

Foto: Pixabay
O Instituto Nacional de Meteorologia informou que o fenômeno El Niño deve provocar efeitos distintos entre as regiões do Brasil, com aumento do risco de seca na faixa norte das regiões Norte e Nordeste e volumes mais elevados de chuva na Região Sul.
De acordo com o Climate Prediction Center, órgão da National Oceanic and Atmospheric Administration, há 62% de probabilidade de formação do El Niño no trimestre de junho a agosto. A partir de agosto, essa chance supera 80% e pode se manter até o fim de 2026.
Antes disso, os modelos climáticos indicam a transição da atual La Niña para uma condição de neutralidade entre março e maio, com probabilidade superior a 90%, segundo os centros internacionais monitorados pelo Instituto Nacional de Meteorologia.
O El Niño é caracterizado pelo aquecimento anômalo das águas superficiais do Oceano Pacífico equatorial e integra o sistema ENOS, que alterna entre as fases de aquecimento, resfriamento e neutralidade. Durante o fenômeno, as temperaturas da superfície do mar ficam ao menos 0,5°C acima da média por um período prolongado, podendo persistir por mais de dois anos.
A formação do fenômeno está associada ao comportamento dos ventos alísios, que, quando enfraquecidos ou invertidos, reduzem a ressurgência de águas frias e permitem a permanência de águas mais quentes na superfície do oceano, com anomalias que podem superar 3°C.
Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, a agricultura é um dos setores mais sensíveis aos efeitos do El Niño, já que mudanças nos padrões de chuva e temperatura impactam o desenvolvimento das culturas. Nas regiões Norte, Nordeste e parte do Centro-Oeste e Sudeste, há tendência de redução das chuvas e maior frequência de estiagens, o que pode comprometer a produtividade e a disponibilidade hídrica.
Em contrapartida, na Região Sul, o El Niño está associado ao aumento das precipitações, sobretudo no inverno e na primavera, o que pode resultar em excesso de umidade no solo e dificultar o manejo agrícola, além de favorecer problemas fitossanitários.
Dados da Companhia Nacional de Abastecimento indicam que, em cenários com excesso de chuva, culturas de inverno como trigo e aveia apresentam maior probabilidade de produtividade abaixo da média, especialmente em estados como Santa Catarina e Rio Grande do Sul.
Ainda segundo o Instituto Nacional de Meteorologia, na safra de verão, os efeitos variam conforme a região. No Norte, Nordeste e parte do Centro-Oeste e Sudeste, a redução das chuvas pode prejudicar o plantio e o desenvolvimento inicial de culturas como soja e milho. Já no Sul, o aumento das chuvas pode favorecer a disponibilidade hídrica, mas também elevar riscos de encharcamento do solo, doenças e dificuldades operacionais no campo.
O Instituto Nacional de Meteorologia ressalta que os impactos dependem de fatores como a temperatura dos oceanos Atlântico Tropical e Sul, além da intensidade do fenômeno, e informa que acompanha as atualizações dos centros internacionais sobre a possível confirmação do El Niño no segundo semestre de 2026. Caso se confirme, o fenômeno deve influenciar principalmente o final do inverno e a primavera no Brasil.
AGROLINK – Seane Lennon
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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DHL coloca Brasil no centro das rotas globais e projeta crescimento de até 30% nas cargas
A DHL Global Forwarding, divisão da DHL especializada no agenciamento de cargas, está implementando um modelo de hubs no Brasil. Os aeroportos de Guarulhos e Viracopos, ambos no Estado de São Paulo, passam a servir como gateways estratégicos para a companhia, e o País atua como centro de distribuição de cargas entre Ásia, Europa e Américas.
Historicamente, cargas vindas da Ásia ou da Europa com destino aos países do Cone Sul costumavam ser enviadas via Miami, nos Estados Unidos, a partir de onde eram redistribuídas. O novo modelo altera essa lógica, aproveitando a localização geográfica, a infraestrutura aeroportuária e conectividade aérea do Brasil.
“O Brasil está pronto para ser o protagonista logístico da região e assumir um papel cada vez mais proeminente no cenário logístico global. Temos a infraestrutura para operações complexas e uma localização que nos permite oferecer tempos de trânsito competitivos com os grandes gateways globais”, afirma Eric Brenner, CEO da DHL Global Forwarding para o Brasil.
A expectativa é de um crescimento de até 30% no volume de cargas consolidadas até o final de 2026 com foco na inteligência de malha. Isso significa que a companhia vai ampliar o uso da vasta conectividade brasileira para abastecer mercados na América Latina com maior agilidade. O modelo já demonstra ganhos de eficiência, com metas de otimização operacional que vão de 10 a 30%.
O foco é o transporte de carga geral e seca, atendendo indústrias que exigem rigor técnico e velocidade, como as de Tecnologia, Automotivo, Engenharia e Manufatura e Óleo e Gás, segmentos que tendem a capturar os maiores ganhos de eficiência e competitividade com o novo modelo de consolidação regional.
“Ao manter a carga dentro da zona alfandegária, diferentemente do que ocorre em outros gateways globais, a DHL reduz drasticamente o manuseio e os riscos associados, fatores críticos para mercadorias de alto valor agregado. A operação torna-se mais ágil e digital com soluções que permitem gerenciar o trânsito internacional de forma segura e padronizada”, diz a empresa, em nota.
Para o mercado, o principal atrativo é a competitividade tarifária. “O Brasil tem uma frequência aérea superior a 600 voos internacionais mensais, o que nos permite otimizar rotas”, explica André Maluf, diretor de Produto Aéreo da companhia.
Imagem: Divulgação
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Qualidade agrícola – ‘Adjuvantes da Pulverização’ avança em parcerias para avaliar funcionalidade de produtos e certificá-los com o Selo IAC
Fotos: Divulgação
Jundiaí (SP) – Financiado com recursos privados e liderado pelo Centro de Engenharia e Automação (CEA), do Instituto Agronômico (IAC), órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de SP, o programa Adjuvantes da Pulverização fechou novas parcerias relevantes para pesquisas relacionadas à funcionalidade de adjuvantes agrícolas fabricados no Brasil.
Conforme o pesquisador Hamilton Ramos, coordenador do ‘Adjuvantes da Pulverização’, o objetivo central das parcerias entre o programa, entidades e empresas fabricantes de adjuvantes é o de prover ao mercado brasileiro análises técnicas precisas sobre esses produtos, com base em normas da ISO, da ABNT – Associação Brasileira de Normas Técnicas – e também da entidade norte-americana ASTM – American Society for Testing and Materials.
“Tais análises norteiam a concessão, ou não, do Selo IAC de Funcionalidade de Adjuvantes para produtos do gênero fabricados no Brasil”, explica Ramos. “Há uma ampla lista de funcionalidades de adjuvantes já avalizadas pelo programa, como espalhantes, redutores de evaporação, tensoativos, adesivos; outras funcionalidades se encontram em fase de estudos.”
Adjuvantes são produtos adicionados à calda de agroquímicos, anteriormente à aplicação destes últimos nas plantações. Têm por objetivo melhorar a eficácia de tratamentos e reduzir perdas nas pulverizações. “Associado a um defensivo agrícola de alta tecnologia, um adjuvante de má-qualidade resulta em perdas nos investimentos em controle de pragas, doenças e invasoras”, diz Ramos.
Iniciativa única no Brasil, o programa “Adjuvantes da Pulverização” chegou ao final de 2025 com mais de 100 produtos, de 60 companhias atuantes no País, certificados por seu Selo IAC de Funcionalidade.
Segundo Ramos, ao contrário dos defensivos agrícolas ou agroquímicos, adjuvantes não demandam registro oficial obrigatório no Brasil. “Essa brecha regulatória implica riscos ao agricultor em relação à qualidade dos adjuvantes que adquire, daí a relevância, para os fabricantes dos insumos, quanto a contar com um selo de funcionalidade do IAC, na prática uma chancela de confiabilidade”, ele complementa.
Fernanda Campos
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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Agronegócio – Canadense Corvian tem novo diretor de negócios para a AL
Divulgação
São Paulo (SP) – O executivo Guilherme Belardo acaba de assumir o cargo de head e diretor de negócios da companhia canadense Corvian para a América Latina. Engenheiro agrônomo com formação e mestrado pela Esalq/USP e doutorado pela Unesp de Jaboticabal, Belardo conta 25 anos de experiência e construiu sua carreira em grandes empresas do agronegócio, como AGCO, CNH, Monsanto e Bayer.
A Corvian é uma empresa global líder em agricultura digital. Resulta de uma nova marca de tecnologias corporativas da companhia canadense Farmers Edge e se faz presente no Brasil há quase dez anos.
Por meio do conceito ‘Managed Services’ ou Serviços de Tecnologias Gerenciadas, a Corvian desenvolve projetos customizados a clientes corporativos. Entrega soluções de última geração para monitoramento agrícola por satélite e outras tecnologias, com aplicações estendidas a serviços financeiros, seguros, gestão de riscos diversos, produtividade agrícola, eficiência da cadeia de insumos e sustentabilidade socioambiental.
A Corvian mantém no Brasil uma carteira formada por mais de 300 clientes, incluindo empresas de seguros e crédito agrícola, clientes corporativos e grandes produtores do agronegócio, entre outros.
Sobre a Corvian
A Corvian é o parceiro de tecnologia corporativa e transformação digital para os setores de agricultura, alimentos, energia, seguros, CPG, finanças e cadeias de suprimentos sustentáveis. Apoiados pela Fairfax Financial (TSX: FFH) e fundamentados em mais de 30 patentes em AgTech, profundo conhecimento setorial, vasta experiência de campo e infraestrutura de nível corporativo, a Corvian viabiliza a transformação digital em escala empresarial. Seu modelo de “Managed Services” ponta a ponta unifica dados, tecnologia e entrega disciplinada para modernizar sistemas centrais e acelerar iniciativas digitais.
Fernanda Campos
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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