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Economia

Etanol mantém trajetória de alta com demanda aquecida e oferta restrita

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Reprodução

Os preços dos etanóis anidro e hidratado seguiram em alta na semana passada no mercado paulista, conforme apontam levantamentos do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP. O movimento de valorização reflete a combinação entre demanda relativamente aquecida e menor oferta disponível, cenário típico do período de entressafra na região Centro-Sul, que tem sustentado a firmeza das cotações.

Segundo o Cepea, as distribuidoras voltaram às compras, adquirindo novos volumes no mercado spot, ao mesmo tempo em que continuaram retirando produtos negociados anteriormente. Esse comportamento tem contribuído para manter o mercado ativo, mesmo diante de um ambiente de oferta mais ajustada. Do lado dos vendedores, a postura segue cautelosa, porém firme, com agentes aguardando a continuidade do movimento de alta antes de ampliar a oferta.

Os indicadores reforçam esse cenário. Entre os dias 12 e 16 de janeiro, o Indicador CEPEA/ESALQ do etanol hidratado para o estado de São Paulo fechou em R$ 3,0711 por litro, valor líquido de ICMS e PIS/Cofins, o que representa uma alta de 1,6% em relação ao período anterior. Já o etanol anidro apresentou valorização ainda mais expressiva no mesmo intervalo. O Indicador CEPEA/ESALQ atingiu R$ 3,4913 por litro, líquido de impostos e sem a incidência de PIS/Cofins, registrando elevação de 2,17%.

De acordo com a análise do Cepea, a expectativa é de que o mercado continue atento ao comportamento da demanda e à evolução da oferta nas próximas semanas. Enquanto a entressafra limitar a disponibilidade do biocombustível e o consumo se mantiver firme, o viés de sustentação dos preços tende a permanecer, cenário acompanhado de perto por usinas, distribuidoras e demais agentes do setor, como vem sendo observado pelo CenarioMT.

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Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Economia

Goiás fecha 2025 com superávit acima de US$ 8 bilhões

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Foto: Pixabay

O Estado de Goiás encerrou 2025 com superávit superior a US$ 8 bilhões na balança comercial, conforme dados da Superintendência de Comércio Exterior e Atração de Investimentos Internacionais, divulgados pela Secretaria de Estado de Indústria, Comércio e Serviços (SIC). No período, as exportações somaram US$ 13,4 bilhões, enquanto as importações alcançaram US$ 5,3 bilhões, resultado que, segundo o levantamento, “evidencia a força do setor produtivo estadual e a competitividade dos produtos goianos no mercado internacional”.

Apenas em dezembro, o saldo comercial foi de US$ 613 milhões. No mês, Goiás exportou US$ 999 milhões e importou US$ 386 milhões. De acordo com a SIC, o desempenho mensal contribuiu para consolidar o resultado positivo observado ao longo de todo o ano.

No acumulado de janeiro a dezembro de 2025, o complexo soja liderou a pauta exportadora, respondendo por 46,55% do total embarcado pelo Estado. Na sequência, apareceram as exportações de carnes, com 18,07%, seguidas pelo complexo milho, com 7,48%. Também tiveram participação relevante as ferroligas, com 6,24%, o açúcar, com 4,84%, e os minérios de Cobre, com 3,76%.

Entre os municípios exportadores, Rio Verde ocupou a primeira posição em dezembro, concentrando 25,40% das exportações estaduais no período. Jataí respondeu por 8,42%, seguido por Mozarlândia, com 5,08%, Palmeiras de Goiás, com 4,64%, e Alto Horizonte, com 3,76% do total embarcado.

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No recorte de janeiro a dezembro de 2025, a China manteve-se como principal destino das exportações goianas, absorvendo 43,36% do volume comercializado. Em seguida, figuraram os Estados Unidos, com 4,78%, o Irã, com 2,92%, o Vietnã, com 2,44%, e os Países Baixos, com 2,39%. No fluxo de importações, Anápolis destacou-se como o principal município importador, responsável por 40,27% do total estadual, desempenho atribuído, segundo a SIC, à “força de seu polo industrial, especialmente no setor farmacêutico”.

AGROLINK – Seane Lennon

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Economia

Agro paulista fecha 2025 com superávit de US$ 23 bilhões

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Foto: Pixabay

 

O agronegócio paulista registrou superávit de US$ 23,09 bilhões no comércio exterior em 2025, mesmo com os impactos do tarifaço norte-americano no segundo semestre do ano. De acordo com dados da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, as exportações do setor somaram US$ 28,82 bilhões, enquanto as importações alcançaram US$ 5,73 bilhões. O levantamento foi elaborado pela Diretoria de Pesquisa do Agronegócio (APTA), vinculada à pasta estadual.

Segundo a Secretaria de Agricultura e Abastecimento, entre janeiro e dezembro de 2025 o agronegócio respondeu por 40,5% de tudo o que foi exportado por São Paulo, o que, conforme o órgão, “reforça a relevância do setor para a economia paulista”. As importações do agro, por sua vez, representaram 6,6% do total estadual no período.

O complexo sucroalcooleiro liderou a pauta exportadora do agronegócio paulista em 2025, com participação de 31% e vendas de US$ 8,95 bilhões. Conforme os dados oficiais, 93% desse valor tiveram origem nas exportações de açúcar e 7% no etanol.

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Na sequência, o setor de carnes respondeu por 15,4% das exportações, com US$ 4,43 bilhões, tendo a carne bovina como principal item, responsável por 85% do total. Os sucos representaram 10,4% da pauta, com US$ 2,98 bilhões, praticamente concentrados no suco de laranja, que respondeu por 97,9% das vendas do grupo.

Os produtos florestais totalizaram US$ 2,97 bilhões, equivalentes a 10,3% das exportações do agro paulista, com destaque para a celulose, que representou 55,8%, e o papel, com 35,5%. Já o complexo soja respondeu por 8% das exportações, somando US$ 2,32 bilhões, impulsionado principalmente pela soja em grão, com 77,9%, e pelo farelo de soja, com 16,7%.

De acordo com a Secretaria de Agricultura e Abastecimento, esses cinco grupos concentraram 75,1% das exportações do agronegócio paulista em 2025. Na sequência aparece o café, com participação de 6,3% e US$ 1,82 bilhão exportado, composto majoritariamente por café verde, que respondeu por 77%, e café solúvel, com 19,3%.

Na comparação com 2024, o levantamento da APTA aponta crescimento nas exportações de café, com alta de 42,1%, carnes, com avanço de 24,2%, e complexo soja, com incremento de 2%. Em sentido oposto, os grupos sucroalcooleiro, com queda de 28,4%, produtos florestais, com retração de 5,2%, e sucos, com recuo de 0,7%, apresentaram redução, refletindo oscilações de preços e volumes exportados.

A China foi o principal destino das exportações do agronegócio paulista em 2025, com participação de 23,9%, seguida pela União Europeia, com 14,4%, e pelos Estados Unidos, com 12,1%. Conforme a Secretaria, as vendas ao mercado norte-americano cresceram 0,6% em relação a 2024, apesar do impacto do tarifaço iniciado em agosto.

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Segundo os dados oficiais, as exportações para os Estados Unidos recuaram 14,6% em agosto, 32,7% em setembro, 32,8% em outubro e 54,9% em novembro. Parte dessa queda foi compensada pela ampliação das vendas para mercados como China, México, Canadá, Argentina e União Europeia.

A retirada das tarifas sobre determinados produtos brasileiros foi anunciada em 20 de novembro. De acordo com a Secretaria de Agricultura e Abastecimento, a isenção passou a valer para itens como café, frutas tropicais, sucos, cacau, banana, laranja, tomate e carne bovina.

No cenário nacional, o agronegócio paulista respondeu por 17% das exportações do setor no Brasil em 2025, ocupando a segunda posição no ranking nacional, atrás apenas de Mato Grosso, com 17,3%, conforme o levantamento da APTA.

AGROLINK – Seane Lennon

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Economia

Safra 2026 deve exigir ajustes logísticos

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Foto: Divulgação

 

O primeiro prognóstico da safra brasileira de grãos, cereais e leguminosas para 2026 indica um cenário de ajustes para o setor logístico. De acordo com dados do Levantamento Sistemático da Produção Agrícola (LSPA), divulgado pelo IBGE, a produção nacional deve somar 332,7 milhões de toneladas no próximo ano, uma redução de 3,7% em relação à safra recorde de 2025, que alcançou 345,6 milhões de toneladas.

A retração prevista está concentrada principalmente em culturas com forte impacto logístico, como milho, trigo, arroz, sorgo e algodão, enquanto a soja apresenta projeção de crescimento de 1,1%. Mesmo diante desse cenário, o Transporte Rodoviário de Cargas (TRC) segue como elemento central para o escoamento da produção agrícola, especialmente em regiões estratégicas como Londrina e o Norte do Paraná.

Segundo o presidente do SETCEPAR, Silvio Kasnodzei, a redução percentual deve ser analisada com cautela. “A safra de 2025 foi histórica e elevou a base de comparação. Mesmo com a queda prevista para 2026, o Brasil segue operando em um patamar de produção muito elevado, o que mantém o Transporte Rodoviário de Cargas fortemente demandado”, avalia.

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Kasnodzei destaca que o impacto para o TRC não se resume apenas ao volume absoluto transportado. “A logística do agronegócio envolve escoamento, armazenagem, redistribuição de estoques e exportação. Em muitos casos, uma safra menor exige ainda mais planejamento, eficiência operacional e integração entre os elos da cadeia, o que reforça a importância do transporte rodoviário”, explica.

Na região de Londrina, a expectativa é de que o impacto da safra 2026 seja mais de adaptação do que de retração. O Norte do Paraná ocupa uma posição estratégica no mapa logístico nacional, conectando áreas produtoras a importantes corredores rodoviários e aos principais mercados consumidores e portos. “Londrina segue sendo um polo importante para o escoamento de grãos. A região possui infraestrutura, localização privilegiada e empresas preparadas para ajustar suas operações conforme a variação da produção”, afirma o presidente do SETCEPAR.

O dirigente ressalta ainda que as transportadoras da região já trabalham com planejamento sazonal, o que permite redistribuir frotas, ajustar rotas e otimizar custos em períodos de oscilação da safra. Além disso, a diversificação da matriz de cargas no Norte do Paraná contribui para reduzir os efeitos de eventuais quedas pontuais na produção agrícola.

Para Kasnodzei, o planejamento antecipado e a integração entre produtores, transportadoras, cooperativas e poder público são fatores decisivos para a eficiência logística. “Quando há diálogo e troca de informações, é possível antecipar gargalos, organizar fluxos de transporte, melhorar a infraestrutura e reduzir custos ao longo da cadeia. Isso fortalece não apenas o TRC, mas toda a competitividade do agronegócio”, destaca.

Enquanto entidade representativa do setor no Paraná, o SETCEPAR atua de forma contínua para preparar as empresas diante das variações naturais da safra. A atuação envolve capacitação, orientação técnica, acompanhamento de dados econômicos e produtivos e defesa institucional de políticas públicas que garantam melhores condições de operação. “Mesmo em cenários de retração produtiva, nosso foco é garantir eficiência logística, previsibilidade operacional e segurança jurídica, assegurando que o Transporte Rodoviário de Cargas continue cumprindo seu papel essencial no desenvolvimento econômico do Paraná e do Brasil”, conclui.

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AGROLINK & ASSESSORIA

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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