Agronegócio
Preço da manga segue em valorização em 2025 e atinge novo pico em maio, diz Faeb
Variedades Palmer e Tommy mantém ritmo de alta; só em maio, manga Tommy subiu 73,87% na Bahia
O preço da manga baiana segue em forte ritmo de valorização em 2025, fortalecendo a economia do estado, sobretudo na região do Vale do São Francisco – maior produtora de fruticultura irrigada do Brasil. De acordo com o relatório de preços do Sistema Faeb/Senar mais recente, entre os meses de janeiro a maio deste ano, a variedade Palmer acumulou alta de 212%, enquanto a Tommy teve aumento de 180% no mesmo período.
Apenas no mês de maio, a Tommy registrou um salto de 73,87% em relação ao mês anterior, e se consolidou como o produto agropecuário com maior variação mensal registrada no estado. Os números podem refletir na geração de emprego e renda, que geralmente reagem de acordo com a produtividade da cultura.
Valorização ocorre na principal região de fruticultura irrigada
A variação nos preços praticados toma como base a principal região produtora da fruta no estado. Em Juazeiro, no norte baiano, a manga Tommy chegou a ser comercializada a R$ 97,00 por caixa de 26 kg em maio, enquanto a caixa da Palmer alcançou R$ 92,50. Ambas as variedades atingiram seus maiores patamares do ano até agora. De acordo com o relatório da Faeb, a forte valorização das mangas tem dois principais fatores: a redução da oferta das frutas nas lavouras; e o crescimento da demanda pelas variedades Tommy e Palmer, tanto no mercado interno quanto nas exportações.
Variação dos preços das mangas Tommy e Palmer
Os dados apontam uma valorização expressiva se com
parados aos preços de janeiro: R$ 34,58 para a Tommy e R$ 29,58 para a Palmer. Com isso, a Palmer acumulou alta de 212,8% e a Tommy, 180,5% em apenas cinco meses. Ainda de acordo com a assessoria de economia do Sistema Faeb/Senar, os preços das frutas seguem em movimento ascendente e devem apresentar novos recordes, no relatório de junho.
Centro de Excelência em Fruticultura do Senar
Jovens e adultos da zona rural, de todos os estados, que queiram investir numa carreira no setor Agro, podem estudar de forma completamente gratuita, no Centro de Excelência em Fruticultura do Senar, em Juazeiro. A capacitação em Fruticultura , forma profissionais para planejar, executar e controlar os processos deste segmento, de acordo com as boas práticas agrícolas, normas técnicas, legislações e necessidades do mercado. O objetivo do Centro é produzir conhecimento para potencializar ainda mais a produção brasileira de frutas, que já é referência no mercado internacional.
Outros destaques do relatório de maio
Além da manga, o relatório de preços pagos ao produtor rural baiano de maio traz outros movimentos importantes no mercado agropecuário do estado. O leite registrou uma valorização de 2,19% no mês, com preço médio de R$ 2,33/litro, e acumula alta de 21,35% nos últimos 12 meses. Segundo o levantamento, o aumento é resultado da maior competição pela compra do commodity pelas indústrias.
Por outro lado, a uva recuou 16,99% no mês, e o milho apresentou queda de 6,61% em maio. O recuo no preço da fruta está relacionado ao volume estocado nas câmaras frias e a queda na velocidade das negociações. No caso do grão, a decaída é atribuída ao início da colheita robusta da segunda safra brasileira, o enfraquecimento da demanda exterior, à estabilidade cambial e à postura mais cautelosa dos compradores.
Sobre o Relatório de Acompanhamento Mensal dos Preços Pagos aos Produtores
O Relatório de Preços Pagos ao Produtor Baiano é produzido mensalmente pela Assessoria Econômica do Sistema Faeb/Senar, com base em dados de referência de diversas instituições, como Cepea, Conab e associações setoriais. A publicação tem como objetivo apoiar o produtor rural baiano com informações de mercado e indicadores de referência. O relatório completo fica disponível no portal do Sistema Faeb/Senar.
Fonte: Assessoria
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Preços da banana e da alface recuam em maio
Foto: Divulgação
Os preços da banana e da alface apresentaram queda na média ponderada das Centrais de Abastecimento (Ceasas) do país em maio. De acordo com dados divulgados pela Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), por meio da sexta edição do Boletim Hortigranjeiro do Programa Brasileiro de Modernização do Mercado Hortigranjeiro (Prohort), a banana teve recuo de 4,89% no atacado em relação a abril, enquanto a alface registrou redução de 1,94% no mesmo período.
A maçã também manteve a tendência de queda observada nos dois meses anteriores e encerrou maio com desvalorização de 5,53% na média ponderada dos entrepostos monitorados. As maiores reduções ocorreram na região Centro-Sul, com destaque para o Rio de Janeiro, onde os preços caíram 12,65%. Já melancia e laranja apresentaram leve aumento na média ponderada nacional, embora tenham registrado queda nos preços médios individuais na maior parte das centrais analisadas.
No caso da banana, a redução dos preços foi influenciada pelas condições favoráveis de produção, especialmente da variedade nanica, o que ampliou a oferta e melhorou a qualidade da fruta. Na Ceasa de Campinas, em São Paulo, os preços médios recuaram 13,27% em comparação com abril. Com demanda estável e bom ritmo de comercialização ao longo do mês, apenas Fortaleza registrou aumento, de 6%, na média mensal de preços.
A melancia ficou mais barata em 70% das unidades de abastecimento acompanhadas, apesar de apresentar alta de 3,37% na média ponderada geral. O maior avanço foi observado no Rio de Janeiro, com aumento de 72%, reflexo da maior comercialização de minimelancias, que possuem valor agregado superior. Em Recife e Fortaleza, os preços recuaram até 17%. Segundo a análise, a redução do consumo, associada às temperaturas mais baixas no Sul e Sudeste, influenciou o comportamento do mercado.
Para a laranja, a combinação entre estoques considerados adequados e a diminuição da demanda externa ajudou a explicar o movimento dos preços. A fruta encerrou maio com alta de 1,42% na média ponderada em relação a abril. Com maior oferta proveniente de São Paulo, Bahia e Sergipe, a tendência é de ampliação da disponibilidade do produto. As maiores quedas nos preços de atacado foram registradas em São Paulo, com recuo de 10,93%, e em São José, em Santa Catarina, com redução de 10,03%.
Entre as frutas analisadas, o mamão apresentou a maior alta, com avanço de 7,49% na média ponderada. Enquanto o Rio de Janeiro registrou queda de 23,60%, as maiores elevações ocorreram em Fortaleza, com aumento de 67,42%, e em Vitória, com alta de 51,11%. A menor oferta da variedade formosa e a redução dos embarques vindos do sul da Bahia e do norte do Espírito Santo contribuíram para esse cenário.
No segmento das hortaliças, a diminuição do consumo de folhosas durante o inverno contribuiu para a redução dos preços da alface na maioria das Ceasas. As maiores quedas foram observadas em Belo Horizonte, com recuo de 27,98%, Vitória, com 25,71%, e Rio de Janeiro, com 25,20%. A oferta do produto também ficou 10,8% abaixo da registrada em abril.
Após dois meses de valorização, a cenoura apresentou estabilidade, encerrando maio com leve queda de 0,63% na média ponderada. Embora metade das Ceasas monitoradas tenha registrado alta inferior a 7%, os preços caíram 33,12% em Fortaleza e 15,54% em São José. A expectativa é de redução dos preços nos próximos meses, impulsionada pela intensificação da safra de inverno e pela recuperação da oferta, especialmente em Minas Gerais.
A cebola seguiu em trajetória de alta pelo terceiro mês consecutivo, ainda que em ritmo menor. A média ponderada registrou aumento de 12,53% em maio. As variações oscilaram entre queda de 5,09% em Recife e avanço de 21,62% em Campinas. O movimento foi atribuído à redução da oferta nacional, principalmente dos embarques vindos de Santa Catarina, que ficaram 35% abaixo do volume registrado em abril.
No caso do tomate, a alta média foi de 19,85%, com comportamento distinto entre as centrais. Vitória registrou queda de 11,38%, enquanto Recife apresentou aumento de 42,38%. A Conab aponta que temperaturas mais baixas nas regiões produtoras retardaram a maturação dos frutos, permitindo aos produtores controlar melhor a oferta e reduzir o ritmo da colheita.
Entre as hortaliças, a batata foi o produto com a maior valorização. Os preços subiram em todas as Ceasas analisadas, encerrando maio com aumento médio de 57,95%. O fim da safra das águas e o início ainda limitado da safra de inverno reduziram a oferta disponível. Minas Gerais, principal produtor nacional, registrou a maior elevação, de 84,44%. Santa Catarina foi o único estado a apresentar queda, com redução de 1,66% em relação a abril.
No comércio exterior, as exportações brasileiras de frutas e hortaliças alcançaram 555,77 mil toneladas entre janeiro e maio de 2026, volume 14,1% superior ao registrado no mesmo período do ano anterior. O faturamento chegou a US$ 663,4 milhões, com destaque para produtos como maçã, abacate, pêssego, melancia, manga e melão.
Nesta edição, o boletim também traz uma análise sobre mudanças climáticas e o fenômeno El Niño, abordando os impactos sobre as cadeias produtivas e o abastecimento de alimentos no país, além dos reflexos para a produção de frutas e hortaliças, seus efeitos regionais e orientações aos produtores.
As informações detalhadas sobre preços e comercialização nas principais Ceasas do país estão reunidas no 6º Boletim Prohort. O levantamento contempla os produtos de maior representatividade nos mercados atacadistas e com maior peso no Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). A base de dados da Conab reúne informações de 117 frutas e 123 hortaliças, abrangendo mais de mil produtos e variedades comercializados no país.
Agrolink – Seane Lennon
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Com oferta limitada, manga tommy atinge maior cotação do ano
Foto: CEAGESP
Os preços das variedades de manga palmer e tommy continuam subindo nas regiões produtoras do Semiárido. O principal fator, de acordo com o Hortifrúti do Cepea, tem sido a disponibilidade controlada de manga no mercado interno.
Segundo pesquisadores do Centro de Pesquisas, na semana passada, a tommy registrou as cotações mais altas de 2026, o que reflete um período favorável aos produtores.
A tendência é de que o volume de tommy siga restrito no mercado doméstico até julho, devendo aumentar novamente a partir do segundo semestre, e de forma gradual, apontam pesquisadores do Cepea.
Apesar de a oferta mais controlada normalmente garantir preços mais elevados, as sucessivas valorizações para ambas as variedades poderão limitar a demanda pela fruta, principalmente ao longo desta e da próxima semana, período em que a procura tende a ser um pouco menos aquecida. (com Cepea)
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Chuvas em Mato Grosso elevam atenção dos cotonicultores na fase final da safra
Foto: Divulgação
As chuvas localizadas que atingiram Mato Grosso recentemente mudaram o cenário de otimismo nas lavouras de algodão e deram início a um período de monitoramento dos possíveis danos. De acordo com o balanço da última semana divulgado pela Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa), a instabilidade climática atingiu diversas áreas em plena fase de maturação, aumentando a preocupação com perdas na qualidade da fibra. O impacto real ainda está sendo avaliado pelas equipes técnicas em campo.
O problema ocorre justamente no momento em que as primeiras colheitas começam a ganhar ritmo em algumas regiões do estado. Para proteger o algodão que ainda está nas plantas, os produtores intensificaram as operações de desfolha e a aplicação de maturadores. Apesar da preocupação causada pelas chuvas, a Ampa destaca que, de forma geral, o potencial produtivo da safra em Mato Grosso continua favorável.
No manejo fitossanitário, a atenção também deve ser mantida nesta reta final da temporada. O bicudo-do-algodoeiro segue com alta incidência em todas as regiões produtoras, exigindo rigor nas estratégias de controle químico. A recomendação técnica para as próximas semanas é manter o combate ao inseto e, ao mesmo tempo, avaliar cuidadosamente os talhões afetados pelas chuvas, buscando minimizar os prejuízos e garantir que a produção chegue às algodoeiras nas melhores condições possíveis.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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