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Algodão e milho – Para J&A Consultoria, controle de lagartas pequenas é estratégico ante quebra de resistência das biotecnologias

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Um grande número de consultores e pesquisadores das culturas de algodão e milho tem relatado casos recorrentes da quebra de resistência da variedade Viptera, entre outras biotecnologias, a ataques de lagartas de alta complexidade, entre estas a Spodoptera frugiperda. Para o sócio fundador da J&A Consultoria, Jefferson Brambilla, por sinal, a safra em andamento se revela uma das mais pressionadas por lepidópteros nos últimos anos.

Engenheiro agrônomo, especialista em fertilidade de solo e nutrição de plantas, o consultor tem sob gestão de sua empresa, na safra 2024-25, cerca de 20 mil hectares de algodão e 40 mil hectares de milho, principalmente na região da BR-163, no estado de Mato Grosso.

“Todas as áreas que atendemos estão com presença forte de lagartas. Recomendamos ao produtor de milho e algodão a olhar as lavouras com mais frequência e controlar às lagartas enquanto ainda estiverem pequenas”, ressalta Brambilla. “Necessário utilizar o manejo integrado envolvendo produtos químicos e biológicos, como os baculovírus, de forma efetiva. Depois que a lagarta ‘foge’ do estágio mais adequado de controle, o manejo se torna mais difícil”, ele adverte.

Cenário de 15 anos atrás se repete

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Conforme o consultor, na área de cobertura da J&A Consultoria, deverá haver um acréscimo de três a quatro aplicações de inseticidas nesta safra frente à safra passada. “No algodão houve nas últimas semanas aumento significativo de lagartas, então há um longo caminho pela frente para controle dessas pragas”, diz Brambilla. “Consideramos hoje, efetivamente, que existe quebra de resistência de todas as biotecnologias em milho e algodão”, avalia.

“Com a queda de eficiência das biotecnologias, voltamos a constatar os mesmos problemas que ocorriam 15 anos atrás”, continua Brambilla. “Existem casos com perdas maiores, casos com perdas menores, mas o que vemos é que os principais danos ocorrem nas estruturas reprodutivas do algodão, como nos botões florais e na espiga do milho.”

No caso do milho, por exemplo, números da consultoria Kynetec dão conta de que na safra 2023-24 o cultivo da biotecnologia Viptera predominou no Mato Grosso, tendo ocupado 78% da área plantada do estado, ou cerca de 6,9 milhões de hectares.

Nos últimos dias, outro consultor de renome, o pesquisador Jacob Crosariol Neto, do IMA – Instituto Mato-Grossense do Algodão – alertou quanto ao aumento das aplicações de inseticidas em milho Viptera. Segundo ele, a necessidade de utilizar inseticidas em biotecnologias que até pouco tempo atrás controlavam às principais lagartas trará custo adicional significativo ao produtor, de agora às próximas safras.

“A resistência de lagartas à tecnologia Viptera é uma realidade”, disse o pesquisador. Ele alertou ainda para o fato de a Spodoptera frugiperda contar com potencial para ocasionar prejuízos significativos. “Trata-se de uma praga cujo dano na cultura do milho evolui muito rápido.” Conforme Crosariol Netto, em termos de produtividade, se o produtor perder a mão, não controlada a lagarta detém capacidade para pôr abaixo uma lavoura. “Traz de 80% a 100% em perdas.”

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Fernanda Campos

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agricultura

Milho 2ª safra – Pressão de lagartas no cereal se intensifica na área da BR-163

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Sorriso (MT) – Seguiram recorrentes na segunda safra de milho deste ano os ataques de lagartas, principalmente da Spodoptera frugiperda, às chamadas biotecnologias de última geração. O relato vem da J&A Consultoria, atuante em toda a região da BR-163 e sediada na cidade mato-grossense de Sorriso. “Praticamente perdemos uma ferramenta que agregava eficiência ao manejo da cultura”, adianta Jeferson Brambilla, sócio fundador da empresa, responsável pela gestão de quase 90 mil hectares de cultivos naquele estado.

Engenheiro agrônomo, especialista em fertilidade de solo e nutrição de plantas, Brambilla destaca que praticamente 100% das áreas de milho da BR-163 registraram ataques recentes de Spodoptera.

“Este ano, estávamos mais preparados em comparação à safra anterior, quando as infestações de lepidópteros devem ter sido as mais intensas dos últimos anos”, acrescenta. “As primeiras áreas cultivadas nesta safrinha sofreram no enfrentamento da ‘Spodoptera’”, reforça Brambilla.

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Segundo o especialista, a recomendação da J&A Consultoria ao produtor remete a aplicações de inseticidas químicos e biológicos na contenção da lagarta.

“A integração dos biológicos ao manejo, principalmente dos baculovírus, têm nos trazido resultados muito bons. Conseguimos passar de 90% em eficácia no manejo. O grande detalhe relacionado ao controle da ‘Spodoptera frugiperda’ é o tempo, ou seja, aplicar inseticidas químicos e biológicos no momento em que a lagarta está nos primeiros ‘ínstares’, pequena’”, continua Jeferson Brambilla.

Ainda assim, ele ressalta, diante da comprovada ‘perda’ das biotecnologias, os custos do produtor com a compra de inseticidas aumentam safra após safra.

Mais aplicações de inseticidas e migração

Na ‘safrinha’ de milho na região da BR-163, informa Brambilla, houve a necessidade de o produtor fazer de três a quatro aplicações a mais de produtos por hectare no controle de lagartas. “Esta relação elevou os custos das propriedades na faixa de US$ 60 por hectare”, calcula o consultor.

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“Ano após ano o produtor sente mais a pressão de custos. Está cada vez mais difícil para ele por conta da perda das biotecnologias. No caso do milho, especialmente, por ser uma cultura rápida, o controle de lagartas torna-se ainda mais complexo”, finaliza Jeferson Brambilla.

Conforme Brambilla, nesta época do ano o milho começa a secar nas áreas da BR-163. “Ocorre comumente a migração da ‘Spodoptera frugiperda’ para o algodão”, ele salienta. “Nas últimas duas semanas esse cenário se consolidou. Vemos hoje um número expressivo de mariposas nas lavouras. Necessário controlar rápido à praga porque, se ela entrar nas estruturas reprodutivas da cultura, haverá dano representativo ao produtor”, alerta Brambilla.

No milho e no algodão, conclui o consultor, o “melhor momento” de controlar à Spodoptera frugiperda é “sempre cedo”. “Quando o produtor adota manejos preventivos, obtém melhor eficiência e consegue reduzir custos.”

Fernanda Campos

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agricultura

Ginseng conquista selo de Indicação Geográfica

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Foto: Check Films

 

O ginseng de Querência do Norte, no Noroeste do Estado, obteve o registro de Indicação Geográfica (IG) na modalidade Denominação de Origem, concedido pelo Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi). O resultado foi divulgado nesta terça-feira (5) e amplia a liderança paranaense no ranking nacional com 25 produtos com selo de IG.

Além de valorizar as tradições locais, o reconhecimento fortalece a identidade do produto, melhora a inserção no mercado e contribui para o desenvolvimento regional. No caso de Querência do Norte, a certificação atesta que as qualidades do ginseng decorrem essencialmente do ambiente de produção, com influência direta de solo, clima e do conhecimento dos produtores.

“A conquista é um marco que eleva o patamar da nossa produção. Uma Indicação Geográfica não é apenas um selo, é uma ferramenta poderosa de diferenciação de mercado. Ela garante ao consumidor a autenticidade e a qualidade vinculada ao nosso território, permitindo que o produtor rural paranaense capture mais valor e acesse mercados globais que exigem rastreabilidade e tradição”, afirma o diretor-presidente do IDR-Paraná, Natalino Avance de Souza.

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A partir do reconhecimento destes requisitos, a certificação assegura que apenas o ginseng originário de Querência do Norte utilize a denominação, o que amplia a credibilidade, favorece melhores preços e fortalece a economia do município. A chancela também estimula a organização dos produtores, a geração de empregos e a atração de investimentos.

A exemplo da valorização do produto no mercado internacional, a Associação de Pequenos Agricultores de Ginseng de Querência do Norte (Aspag) prepara um novo lote de 1,2 tonelada do produto que será exportado para a França. A mercadoria, que será enviada nesta semana, é destinada à indústria cosmética. Desde 2015, a produção também atende mercados da China e do Japão, com foco no segmento medicinal.

Atualmente, a produção de ginseng em Querência do Norte conta com cerca de 30 hectares plantados. A produção inclui raízes e parte aérea da planta, como talos, folhas e flores, o que só foi possível após estudos científicos comprovarem que a parte aérea tem princípios ativos tanto quanto as raízes.

A produção anual chega a 300 toneladas in natura, com potencial de 60 toneladas de raízes secas. A atividade gera renda para cerca de 30 famílias, entre produção e serviços ligados à cadeia, como transporte, beneficiamento e apoio administrativo.

A conquista do selo de Indicação Geográfica resulta de um trabalho coletivo entre a Aspag, Sebrae Paraná, Instituto de Desenvolvimento Rural do Paraná (IDR-Paraná), Prefeitura de Querência do Norte e Sicredi.

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TRAJETÓRIA – O caminho até essa conquista começou em 2019, com a preparação da documentação necessária e a comprovação da qualidade do produto. Estudos comparativos analisaram a mesma variedade cultivada em outros estados e indicaram maior concentração de beta-ecdisona no ginseng local, substância associada aos benefícios da planta.

O processo incluiu levantamento de dados, criação de comitê gestor, adequação do estatuto da associação e desenvolvimento da logomarca e identidade visual. Também houve a elaboração de um caderno de especificações técnicas, que é uma exigência para o registro. Os produtores receberam apoio para criação de identidade visual e participação em eventos e missões técnicas.

Foto: Check Films
Foto: Arquivo Aspag
Foto: Arquivo Aspag
Foto: Fernanda Bertola

DIFERENCIAL – O ginseng de Querência do Norte é da espécie Pfaffia glomerata, nativa da Mata Atlântica e adaptada às ilhas e várzeas do Rio Paraná. A planta pode atingir até dois metros de altura e mantém qualidade mesmo com colheitas em diferentes períodos. O cultivo ocorre a partir de sementes locais e envolve, em sua maioria, agricultores familiares de assentamentos e comunidades tradicionais da região.

Possui propriedades estimulantes e revitalizantes, com uso associado à redução de estresse e fadiga, melhora da memória e aplicação em produtos cosméticos. Também é reconhecido como energético natural e apresenta características anti-inflamatórias, antioxidantes e fortalecedoras do organismo.

IG DO PARANÁ – Além do ginseng, o Paraná possui outros 24 produtos com selo de Indicação Geográfica, são eles: as ostras do Cabaraquara; poncã de Cerro Azul; broas de centeio de Curitiba; cracóvia de Prudentópolis; carne de onça de Curitiba; café de Mandaguari; urucum de Paranacity; queijo colonial do Sudoeste do Paraná; cafés especiais do Norte Pioneiro; morango do Norte Pioneiro; goiaba de Carlópolis; mel de Ortigueira; queijos coloniais de Witmarsum; cachaça e aguardente de Morretes; melado de Capanema; vinhos de Bituruna; mel do Oeste do Paraná; barreado do Litoral do Paraná; bala de banana de Antonina; erva-mate de São Mateus; camomila de Mandirituba; uvas finas de Marialva; tortas de Carambeí e café da Serra de Apucarana.

Além delas, há ainda o mel de melato da bracatinga do Planalto Sul do Brasil, Indicação Geográfica concedida a Santa Catarina que envolve municípios do Paraná e do Rio Grande do Sul.

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Outros seis produtos do Paraná têm pedidos depositados e em análise no INPI: acerola de Pérola; pão no bafo de Palmeira; cervejas artesanais de Guarapuava; mel de Capanema; couro de peixe de Pontal do Paraná e cambira de Pontal do Paraná.

Saiba mais sobre os produtos paranaenses que conquistaram Indicação Geografica em uma série de reportagens produzida pela Agência Estadual de Notícias.

Com AEN/PR

Fernanda Toigo

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agricultura

Produção de biodiesel cresce e Mato Grosso responde por 26% do volume nacional, aponta Imea

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Os dados fazem parte do novo boletim do Imea – Foto: Assessoria

A produção de biodiesel em Mato Grosso avançou no mês de março e fez o estado responder por 26% da produção nacional. Os dados fazem parte do novo boletim do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), divulgado na segunda-feira (4).

Ao todo, as usinas mato-grossenses produziram 228,36 mil metros cúbicos de combustível renovável, percentual próximo de um terço do volume nacional, que foi de 893,60 mil m³. De acordo com o levantamento, o resultado representa o maior nível da série histórica do estado, com crescimento de 16,90% no comparativo com fevereiro.

Para o coordenador de Inteligência de Mercado Agro do Imea, Rodrigo Silva, o aumento da produção de biodiesel em Mato Grosso está associado, principalmente, ao avanço da demanda pelo biocombustível na composição do diesel.

Desde agosto do ano passado, o Brasil adotou a mistura de 15% de biodiesel no óleo diesel (B15). E esse cenário tem estimulado o maior processamento nas usinas instaladas no estado, acompanhando a necessidade de atendimento ao mercado. “A elevação da mistura obrigatória e a demanda mais aquecida pelo biodiesel contribuíram para esse aumento na produção”, afirmou.
Ainda nessa análise, Rodrigo destacou que o movimento reflete um ajuste da indústria à dinâmica do consumo de combustíveis no país, o que tem sustentado o crescimento recente do setor.

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Novas projeções do Imea

Além do biodiesel, o novo boletim indicou uma revisão quanto a estimativa do cultivo do algodão em Mato Grosso. A área plantada de cotonicultura para a safra 25/26 foi projetada em 1,38 milhão de hectares, tendo assim uma redução em relação às estimativas anterior. Por outro lado, a produtividade foi ajustada em 297,69 arrobas por hectare, resultando em produção estimada em 6,14 milhões de toneladas de algodão em caroço.

No milho, o levantamento do Imea manteve a área da safra 25/26 em 7,39 milhões de hectares e revisou a produtividade para 118,78 sacas por hectare, avanço em relação à estimativa anterior. Com isso, a produção foi projetada em 52,66 milhões de toneladas, refletindo as condições favoráveis das lavouras em parte do estado, impulsionadas pelo regime de chuvas recente.

No mercado do boi gordo, os preços registraram alta em abril em Mato Grosso, quando a arroba atingiu média de R$ 350,11, provocado pela oferta restrita de animais ao abate. Segundo o instituto, esse cenário contribuiu para o encurtamento do diferencial de base em relação ao mercado paulista, com média de R$ 367,57.

Já no segmento de suínos, o mercado foi de queda nos preços. Em abril, o valor pago ao produtor mato-grossense foi de R$ 5,96 por quilo, recuo frente ao mês anterior. A análise do boletim do Imea revela que resultado se deve a uma menor demanda no mercado interno, que elevou a oferta tanto de animais vivos quanto de carne no atacado, pressionando assim as cotações.

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Em relação à matéria-prima, o óleo de soja permaneceu como principal insumo utilizado em Mato Grosso, com participação de 84,00%, apesar de recuo de 0,34 ponto percentual, quando comparado a fevereiro.

Jonatas Boni/AguaBoaNews

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

 

 

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