Pecuária
Premix é a parceira oficial da ABCT na Prova de Ganho de Peso

Crédito para a foto: André Santos
A Premix é a responsável pela nutrição dos bovinos que participam da primeira Prova de Ganho de Peso (PGP) da raça Tabapuã, que começou no último dia 13 de fevereiro e termina no dia 10 de abril. A avaliação, que é promovida pela ABCT (Associação Brasileira dos Criadores de Tabapuã) em parceria com a ABCZ (Associação Brasileira dos Criadores de Zebu), está sendo realizada em Uberaba (MG), na Fazenda Experimental Orestes Prata Tibery Júnior.
Provenientes de 15 criatórios de cinco estados brasileiros, os 70 animais participantes da prova foram divididos em quatro lotes, conforme o peso. A primeira etapa, que é a de adaptação, teve início no dia 23 de janeiro. No dia 13 de fevereiro começou a prova de avaliação de desempenho.
Para João Trivelato Neto, presidente da ABCT, a prova demonstra o compromisso da associação com a excelência genética. “Ao concentrarmos os melhores animais em um único local, podemos realizar um estudo aprofundado e comparar suas características, identificando aqueles que se destacam em diferentes aspectos, principalmente no potencial de crescimento e eficiência alimentar, que é fundamental para a evolução da raça Tabapuã”, ressalta.
Além de mensurar o ganho de peso médio, o teste de desempenho com eficiência alimentar busca identificar os animais que apresentam o melhor peso de carcaça, estando no mesmo ambiente. Também serão avaliadas outras características econômicas, como as relacionadas à carcaça, com ultrassonografia, área de olho de lombo, rendimento de carcaça e gordura subcutânea.
Uma nova característica que também será medida é o marmoreio, que identifica os animais que depositam gordura intramuscular. “Essa característica tem correlação com a suculência e maciez da carne, tendo como objetivo identificar os melhores animais com essas características, as quais serão avaliadas durante o teste de desempenho em um curto período”, explica Nínive Jhors Carneiro, gerente da Fazenda Experimental da ABCZ Zootecnia.
Nutrição de qualidade
Desde a entrada na fazenda experimental, os animais estão sendo alimentados com rações da Premix, que utilizam diferentes combinações de aditivos naturais, sem antibióticos e sem ionóforos, com o objetivo de permitir que os animais expressem ao máximo o seu potencial genético.
Para Nínive, o manejo nutricional pode ser considerado um dos principais fatores que afetam a reprodução e a lucratividade dos bovinos. Uma dieta balanceada proporciona o suporte nutricional necessário para o crescimento adequado, a reprodução e o desempenho dos animais de alto valor genético.
“Ter a Premix como parceira nesses testes de desempenho garante a segurança de uma nutrição adequada e balanceada para o melhor desempenho dos nossos animais. Além do apoio técnico da equipe da empresa, que acompanha todas as etapas de perto, nos auxiliando no esclarecimento de dúvidas dos criadores”, destaca a gestora.
“A Premix é uma empresa que possui um histórico de qualidade e seriedade no mercado, e sua participação nesse projeto é de suma importância”, ressalta João Trivelato. Para ele, a qualidade das rações garante que os animais tenham a nutrição adequada para expressarem todo o seu potencial genético. “A Premix é mais do que um fornecedor, é um parceiro estratégico que compartilha dos nossos objetivos e contribui para o desenvolvimento da pecuária brasileira”, reitera.
André Pastori D’Aurea, gerente técnico comercial da Premix, a união com essas duas associações demonstra o compromisso da empresa com a pesquisa e o desenvolvimento de soluções inovadoras para a nutrição animal. “Acreditamos que a nutrição desempenha um papel fundamental no desempenho dos animais. Ao fornecer produtos de alta qualidade e oferecer suporte técnico aos nossos parceiros, contribuímos para o desenvolvimento de um setor mais eficiente e sustentável”, destaca.
Resultados
A prova de desempenho se encerra durante a 90ª edição da ExpoZebu com um grande leilão que oferecerá ao mercado o que há de melhor da raça Tabapuã, reprodutores de alta qualidade que passaram por essa rigorosa prova de desempenho, considerada de extrema importância pelas associações e os criadores.
A expectativa da ABCT é que o touro melhor avaliado na prova de ganho de peso seja indicado para o PNAT (Programa Nacional de Avaliação de Touros Jovens). O objetivo é que esse animal seja utilizado para melhorar a qualidade genética dos rebanhos dos associados e fortalecer ainda mais a raça Tabapuã.
Daniel – DS Vox
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Pecuária
Arroba do boi gordo se mantém firme com oferta restrita e exportações aquecidas

Foto: Luiz Nogueira
Oferta restrita mantém preços da arroba sustentados
O mercado físico do boi gordo registrou preços firmes ao longo da semana em grande parte do Brasil, sustentados principalmente pela restrição na oferta de animais para abate.
De acordo com análise de Safras & Mercado, as escalas de abate seguem encurtadas na maioria das regiões, o que limita a disponibilidade e contribui para a manutenção das cotações em patamares elevados.
Frigoríficos avaliam redução de atividade em abril
Diante do cenário de oferta mais enxuta, parte dos frigoríficos já considera elevar o nível de ociosidade ao longo do mês de abril. Entre as estratégias avaliadas está a concessão de férias coletivas, como forma de ajustar o ritmo de produção à disponibilidade de animais.
Exportações aquecidas, com destaque para a China
No mercado externo, as exportações brasileiras de carne bovina seguem em ritmo acelerado, com forte demanda da China neste início de ano.
As projeções indicam que a cota de exportação para o país asiático pode se esgotar entre maio e junho. Esse cenário traz incertezas para o segundo semestre, especialmente no terceiro trimestre, período marcado pela entrada de animais oriundos de confinamento.
Preços da arroba avançam nas principais praças pecuárias
As cotações do boi gordo apresentaram valorização na comparação semanal nas principais regiões produtoras do país.
Confira os valores da arroba a prazo em 9 de abril:
- São Paulo (Capital): R$ 370,00 (+2,78%)
- Goiás (Goiânia): R$ 355,00 (+4,41%)
- Minas Gerais (Uberaba): R$ 350,00 (+1,45%)
- Mato Grosso do Sul (Dourados): R$ 360,00 (+2,86%)
- Mato Grosso (Cuiabá): R$ 360,00 (+1,41%)
- Rondônia (Vilhena): R$ 330,00 (+3,13%)
O movimento reflete a dificuldade dos frigoríficos em alongar escalas, diante da oferta limitada.
Atacado segue firme, mas enfrenta concorrência com carne de frango
No mercado atacadista, os preços da carne bovina permaneceram firmes ao longo da semana, com expectativa de novos reajustes no curto prazo, impulsionados pela entrada de salários na economia e pela reposição entre atacado e varejo.
No entanto, a competitividade com outras proteínas ainda limita avanços mais expressivos, especialmente diante dos preços mais baixos da carne de frango.
Entre os cortes bovinos:
- Quarto dianteiro: R$ 22,50/kg (+2,27%)
- Traseiro: R$ 27,50/kg (estável)
Exportações crescem em valor, volume e preço médio
As exportações brasileiras de carne bovina in natura apresentaram desempenho positivo em março, segundo dados da Secretaria de Comércio Exterior.
No período de 22 dias úteis, o país exportou:
- Receita total: US$ 1,360 bilhão
- Média diária: US$ 61,835 milhões
- Volume total: 233,951 mil toneladas
- Média diária: 10,634 mil toneladas
- Preço médio: US$ 5.814,80 por tonelada
Na comparação com março de 2025, os resultados indicam crescimento consistente:
- Valor médio diário: +29%
- Volume médio diário: +8,7%
- Preço médio: +18,7%
Perspectivas: mercado firme no curto prazo, mas com atenção ao segundo semestre
O mercado do boi gordo segue sustentado no curto prazo, impulsionado pela oferta restrita e pela demanda externa aquecida.
No entanto, o possível esgotamento da cota de exportação para a China e a entrada de animais de confinamento no segundo semestre devem trazer novos desafios ao setor, exigindo atenção dos agentes de mercado quanto ao equilíbrio entre oferta e demanda.
Fonte: Portal do Agronegócio
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Pecuária
Crédito ampliado para melhoramento genético da pecuária

Foto: Kadijah Suleiman
O Conselho Monetário Nacional (CMN) aprovou, na quinta-feira (26), a Resolução nº 5.288, que amplia as finalidades financiáveis no Programa de Financiamento a Sistemas de Produção Agropecuária Sustentáveis (RenovAgro). A medida permite que produtores rurais utilizem crédito para a aquisição de material genético e serviços voltados ao melhoramento reprodutivo de rebanhos.
Com a nova norma, passam a ser financiáveis a compra de sêmen, óvulos e embriões de bovinos, bubalinos, ovinos e caprinos, além de serviços como inseminação artificial e transferência de embriões. Segundo o governo, essas biotecnologias contribuem para o aumento da produtividade na pecuária.
De acordo com o Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), a inclusão do melhoramento genético no programa reforça o foco em sistemas produtivos mais eficientes. “A inclusão do melhoramento genético animal entre as finalidades financiáveis reforça a estratégia do programa de apoiar tecnologias que elevem a eficiência produtiva e reduzam a pegada ambiental dos sistemas pecuários”, informa a pasta.
Estudos técnicos citados na medida indicam que o uso da inseminação artificial em tempo fixo pode reduzir a pegada de carbono em até 37% por litro de leite e em até 49% por quilo de peso vivo em sistemas de corte. Esses resultados estão associados a ganhos como redução da idade ao primeiro parto e maior eficiência reprodutiva dos rebanhos.
A resolução também altera o Manual de Crédito Rural, permitindo o financiamento integral dessas tecnologias dentro do limite do programa, atualmente de R$ 5 milhões por produtor. O prazo para pagamento é de até cinco anos, com carência de até 12 meses.
Além disso, o CMN atualizou regras do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), ampliando o acesso de agricultores familiares às mesmas tecnologias, com condições diferenciadas para a pecuária leiteira.
Segundo a Secretaria de Política Agrícola, a medida busca aumentar a eficiência produtiva com menor uso de recursos. “Rebanhos mais eficientes, do ponto de vista reprodutivo, permitem produzir a mesma quantidade de animais com menor número de matrizes, reduzindo o consumo de insumos, o metano entérico emitido pelo rebanho e os custos de produção”, destaca.
A iniciativa integra a estratégia do governo de incentivo a sistemas de produção agropecuária com menor emissão de gases de efeito estufa.
AGROLINK – Seane Lennon
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
Mato Grosso lidera abate de bovinos no país e amplia participação nas exportações em 2025

GComMT/Junior Silgueiro
Mato Grosso encerrou 2025 na liderança nacional no abate de bovinos, com 17,1% de participação, e também se manteve como o maior exportador de carne bovina do país, respondendo por 24,4% dos embarques. Os dados são da Pesquisa Trimestral do Abate de Animais, divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e reforçam o protagonismo do estado no agronegócio brasileiro.
Ao longo de 2025, Mato Grosso ampliou tanto o volume de animais abatidos quanto a quantidade de carne destinada ao exterior, consolidando sua posição estratégica no setor. No acumulado do ano, o Brasil registrou aumento de 3,25 milhões de cabeças de bovinos abatidas em relação a 2024, com crescimento em 25 das 27 Unidades da Federação. Mato Grosso teve um acréscimo de 199,21 mil cabeças e se manteve na primeira colocação do ranking nacional, seguido por São Paulo (11,1%) e Goiás (9,9%).
Nas exportações, o estado liderou com o envio de 752,77 mil toneladas de carne bovina ao exterior. A China foi o principal destino, concentrando 54,9% do volume exportado, seguida por Rússia, Chile, Estados Unidos, Filipinas e Egito. Em relação ao ano anterior, Mato Grosso registrou aumento de 168,09 mil toneladas, um dos maiores crescimentos do país.
De acordo com o secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, o desempenho é resultado de uma cadeia produtiva estruturada, que envolve desde a produção no campo até a indústria frigorífica e a inserção no mercado internacional, com números que refletem a força e a organização da pecuária no estado.
“Mato Grosso tem uma pecuária consolidada, com produtores eficientes e um setor industrial estruturado. Esses números mostram não só a nossa capacidade de produção, mas também a confiança dos mercados internacionais na carne produzida no estado”, destacou.
Quarto trimestre
No quarto trimestre de 2025, Mato Grosso manteve o desempenho positivo, com aumento de 15,3% no abate de bovinos em comparação ao mesmo período de 2024, além de registrar o maior crescimento absoluto entre os estados, com 256,11 mil cabeças a mais.
No mesmo período, o estado também liderou as exportações, com 255,15 mil toneladas embarcadas, o equivalente a 27% do total nacional, alta de 57,5% na comparação anual.
Yasmim Di Berti | Assessoria/Sedec
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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