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Pecuária

Pacita Cala Bassa é a Melhor Exemplar da Raça da Morfologia Expointer 2024

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Fêmea superou o macho Patrão Cavalera que havia sido escolhido Grande Campeão da categoria –

Fotos: João Morais/Divulgação

Fêmea superou o macho Patrão Cavalera que havia sido escolhido Grande Campeão da categoriaApós 21 exposições Passaporte e três Prévias Morfológicas, Pacita Cala Bassa, da Cabanha Cala Bassa de Bagé (RS) sagrou-se o Melhor Exemplar da Raça na grande Final da Morfologia Expointer. Além de Grande Campeã na categoria fêmeas, o animal superou o Grande Campeão na categoria machos Patrão Cavalera do Condomínio Patrão Cavalera.  A final da Morfologia Expointer iniciou ainda antes da abertura dos portões do Parque de Exposições Assis Brasil, em Esteio (RS), e entregou as premiações neste domingo, 25 de agosto, o primeiro da Expointer 2024.

Proprietário e expositor da Pacita Cala Bassa, Marcelo Rezende Móglia, celebrou com a família o título da égua. “A gente tinha ela guardada, no passado não saímos e deixamos para tirar no melhor momento. A gente tinha uma expectativa enorme nela, é uma égua inédita e deu certo”, contou o proprietário. Já Evaldo Rosa, da Estância Liberdade, de Rolante (RS), um dos proprietários do cavalo, já tem planos para o futuro de Patrão Cavalera. “Ele é extraordinário, ele é lindo, e agora vamos colocá-lo no serviço. Vamos botar na cria e vamos ver como ele passa na funcional”, contou.

Os responsáveis por movimentar as filas até a escolha dos Grandes Campeões foram os jurados o argentino Carlos Solanet e o brasileiro Gustavo Silveira Rodrigues, além do árbitro Luciano Correa Passos. Eles analisaram os animais selecionados no Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paraná, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Mato Grosso e Goiás. Rodrigues, que avaliou os machos, disse que o cavalo zaino é um cavalo muito típico, de bom pescoço, paleta bem aprumada, de muito amplitude, que caminha com uma facilidade incrível, um excelente cavalo”, avaliou Rodrigues. Já quanto à fêmea, o jurado argentino Carlos Solanet disse que se trata de uma égua muito completa. Segundo ele, todas as quatro fêmeas que concorreram no grande campeonato são do mesmo tipo, bem femininas, fortes, e muito bons aprumos e pequenas. “Estamos todos olhando para o mesmo cavalo que queremos, seja na Argentina, Uruguai, Paraguai ou aqui no Brasil”, pontuou o jurado.

O presidente da Associação Brasileira de Criadores de Cavalos Crioulos (ABCCC), César Hax, disse que fecham um ciclo com chave de ouro apesar dos percalços. “Em função do que aconteceu em abril e maio, mudança de calendário, que apertou um pouco. Mas também entendo que a gente tomou a decisão certa, no momento certo. Definimos, readequamos o calendário e a gente chega numa final, assim, brilhante, de riqueza de animais”, avaliou o dirigente. Hax também comentou que o tempo foi um aliado. Outro apontamento feito pelo presidente da entidade foi com relação ao número de animais, que cresceu em 20% no comparativo com a edição passada.

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Confira os resultados:

FÊMEAS

Grande Campeã e Melhor Exemplar da Raça

PACITA CALA BASSA

CRIADOR: MARCELO REZENDE MÓGLIA, EXPOSITOR: MARCELO REZENDE MÓGLIA, ESTABELECIMENTO: CABANHA CALA BASSA, BAGÉ (RS)

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Reservada Grande Campeã

BELLE RESERVA

CRIADOR: ELIZABETH LEMANSKI, EXPOSITOR: ELIZABETH LEMANSKI, ESTABELECIMENTO: FAZENDA PARAÍSO, BALSA NOVA (PR)

Terceira Melhor Fêmea

AS MALKE JURA

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CRIADOR: JOSÉ SCHUTZ SCHWANCK, EXPOSITOR: SUCESSÃO DE JOSÉ SCHWANCK, ESTABELECIMENTO: CABANHA MALKE, URUGUAIANA (RS)

Quarta Melhor Fêmea

GAP NALU

CRIADOR: EDUARDO MACEDO LINHARES, EXPOSITOR: PARCERIA GAP GENÉTICA, ESTABELECIMENTO: ESTÂNCIA GAP SÃO PEDRO, URUGUAIANA (RS)

MACHOS

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Grande Campeão

PATRÃO CAVALERA

CRIADOR: RAFAEL GRIMM VAZ E ELIANA SUSSENBACH VAZ, EXPOSITOR: CONDOMÍNIO PATRÃO CAVALERA, ESTABELECIMENTO: ESTÂNCIA LIBERDADE, ESTÂNCIA SANTA LEOCÁDIA, CABANHA CAVALERA, ESTÂNCIA A TAPERA, ESTÂNCIA NOVA E AGRIBUSINESS AGRICULTURA, CURITIBA (PR)

Reservado Grande Campeão

PONTO CRUZ CALA BASSA

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CRIADOR: MARCELO REZENDE MÓGLIA, EXPOSITOR: PARCERIA SANTA LEODORA, ESTABELECIMENTO: FAZENDA SANTA LEODORA, DOM PEDRITO (RS)

Terceiro Melhor Macho

BASCO IPIRANGA-TE

CRIADOR: MARIANA FRANCO TELLECHEA E FILHOS, EXPOSITOR: MARIANA FRANCO TELLECHEA E FILHOS, ESTABELECIMENTO: CABANHA BASCA, URUGUAIANA (RS)

Quarto Melhor Macho

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ÁS DE ESPADAS MAPOCHO

CRIADOR: SÉRGIO SANTOS SANT´ANNA E FILHAS, EXPOSITOR: AGROPECUARIA MAPOCHO LTDA, ESTABELECIMENTO: CABANHA MAPOCHO, PELOTAS (RS)

Texto: Ieda Risco/AgroEffective
Colaborou:  Astrogildo Nunes – [email protected]

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Pecuária

Recorde no abate de bovinos testa capacidade do Brasil de manter mercados

Publicado

em

Foto: Getty Images

 

Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o abate de bovinos no Brasil alcançou o maior nível da série histórica para um primeiro trimestre. Entre janeiro e março, os frigoríficos sob inspeção sanitária abateram 10,29 milhões de cabeças, alta de 3,3% em relação ao mesmo período do ano passado. A produção de carcaças somou 2,63 milhões de toneladas, avanço de 5,1%.

Mato Grosso manteve a liderança nacional, respondendo por 17,5% dos abates. Na sequência aparecem São Paulo, com participação de 11,6%, Goiás (9,2%) e Pará (9,1%).

Os números reforçam a expansão da pecuária de corte brasileira em um momento em que o mercado externo continua sendo decisivo para absorver a produção. Em 2025, as exportações de carne bovina renderam cerca de R$ 75 bilhões ao País, em novo recorde para o setor. A China permaneceu como principal destino, com compras superiores a R$ 35 bilhões, o equivalente a aproximadamente 47% da receita obtida com os embarques brasileiros.

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A forte dependência do mercado chinês é um dos fatores acompanhados pela cadeia da carne. Mudanças no ritmo de crescimento da economia do país asiático ou alterações nas regras de importação têm potencial para afetar preços e volumes embarcados pelo Brasil.

Ao mesmo tempo, o cenário internacional tornou-se mais complexo para os exportadores. Os Estados Unidos ameaçam impor uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros a partir de 15 de julho. Embora a carne bovina esteja entre os itens inicialmente poupados da proposta, especialistas avaliam que a medida pode provocar rearranjos no comércio global e aumentar a concorrência entre os principais países exportadores.

Outra preocupação vem da União Europeia, que oficializou a suspensão das importações de carne bovina e outros produtos de origem animal brasileiros a partir de 3 de setembro. A decisão foi motivada por questionamentos relacionados ao uso de antimicrobianos na produção animal. Em 2025, o bloco europeu movimentou cerca de R$ 10 bilhões em compras de carnes e outros produtos de origem animal do Brasil, sendo o terceiro principal destino das exportações brasileiras do segmento.

Embora o destaque do levantamento do IBGE tenha sido a bovinocultura, outros segmentos também apresentaram crescimento. O abate de suínos atingiu 15,27 milhões de cabeças no primeiro trimestre, enquanto a produção de carne de frango alcançou 3,73 milhões de toneladas. A captação formal de leite somou 6,78 bilhões de litros, maior volume já registrado para o período.

No caso da atividade leiteira, porém, o aumento da produção não foi acompanhado pela rentabilidade. O preço médio pago ao produtor recuou 18,8% em relação ao primeiro trimestre do ano passado, para R$ 2,24 por litro.

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Os dados do IBGE mostram ainda a consolidação dos principais polos pecuários do País. Santa Catarina lidera a produção de suínos, o Paraná responde por cerca de 35% do abate nacional de frangos e Minas Gerais mantém a liderança na captação de leite.

Com a produção em expansão e um ambiente internacional mais desafiador, o desempenho da pecuária brasileira em 2026 dependerá não apenas do ritmo de crescimento dentro das fazendas, mas também da capacidade de preservar mercados e diversificar destinos para as exportações.

Com Pensar Agro

Fernanda Toigo

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Pecuária

Pecuaristas mato-grossenses ampliam volume de gado vendido para abate

Publicado

em

foto: Só Notícias/arquivo

Os abates de bovinos mato-grossenses totalizaram 610,80 mil cabeças em maio, aumento de 4,08% em relação ao mês anterior. Por outro lado, pela primeira vez no ano, os abates registraram retração na comparação anual. Ainda assim, o volume permaneceu próximo ao observado em maio do ano passado, redução de 0,19%. Esse desempenho refletiu comportamentos distintos entre as categorias, enquanto o abate de machos aumentou 10,10%, alcançando 307,27 mil cabeças de fêmeas recuou 8,81% ante maio de 2025, totalizando 303,53 mil animais.

Com isso a participação de fêmeas no total abatido caiu de 54,39% em maio do ano passado para 49,69% o mês passado (-4,70 p.p.), resultado do menor envio de fêmeas com mais de 24 meses ao gancho. Diante desse cenário, a tendência para os próximos meses é de que a participação das fêmeas nos abates permaneça em patamares mais baixos, sustentada pela continuidade da retenção de matrizes no Estado.

Só Notícias

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Pecuária

Infestação de carrapatos cresce no Rio Grande do Sul e amplia desafios da pecuária após eventos climáticos extremos

Publicado

em

Divulgação

 

Depois de enfrentar enchentes históricas, estiagens severas e sucessivas ondas de calor, a pecuária do Rio Grande do Sul passa a conviver com mais um desafio sanitário: o aumento da infestação de carrapatos nos rebanhos bovinos.

As mudanças climáticas registradas nos últimos anos vêm alterando significativamente as condições de produção no campo e criando um ambiente cada vez mais favorável para a multiplicação do carrapato-do-boi (Rhipicephalus microplus), considerado um dos principais entraves sanitários da bovinocultura brasileira.

A combinação entre temperaturas elevadas, períodos de alta umidade e estresse ambiental tem ampliado a pressão parasitária, especialmente em regiões caracterizadas pela criação extensiva a pasto e pela predominância de bovinos taurinos, sistemas tradicionais da pecuária gaúcha.

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Carrapato gera prejuízos bilionários à bovinocultura

De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o carrapato-do-boi provoca prejuízos superiores a US$ 3 bilhões por ano à pecuária nacional, considerando perdas produtivas, queda no desempenho dos animais e gastos com controle sanitário.

Além de reduzir o ganho de peso e comprometer a produção leiteira, o parasita também atua como vetor de enfermidades importantes, como a tristeza parasitária bovina, agravando os impactos econômicos sobre as propriedades rurais.

Segundo Herton Lorenzoni, médico-veterinário da Ourofino Saúde Animal, as alterações climáticas vêm tornando o controle do carrapato cada vez mais complexo.

“O parasita sempre esteve presente na atividade pecuária, mas observamos uma intensificação da infestação favorecida pelas mudanças climáticas. O ambiente passou a oferecer condições adequadas para o desenvolvimento do carrapato durante períodos mais longos do ano, principalmente em sistemas de criação a pasto”, explica.

Resistência a produtos preocupa produtores e técnicos

Além do aumento populacional dos parasitas, o setor enfrenta outro desafio crescente: a resistência aos produtos tradicionalmente utilizados no controle sanitário.

Pesquisas conduzidas por instituições de pesquisa e universidades brasileiras já identificaram casos de multirresistência em diferentes regiões produtoras do país, reduzindo a eficácia de moléculas amplamente empregadas no combate aos ectoparasitas.

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O avanço desse fenômeno exige mudanças nas estratégias de manejo adotadas pelos pecuaristas.

“Muitos produtores relatam redução da eficiência de princípios ativos utilizados há anos. Isso reforça a necessidade de trabalhar com rotação de moléculas, manejo integrado e tecnologias mais modernas para diminuir a pressão de seleção dos parasitas”, destaca Lorenzoni.

Impactos já são percebidos dentro das propriedades

Os reflexos do aumento das infestações já começam a ser sentidos diretamente nas fazendas gaúchas. Além das perdas produtivas, os custos com tratamentos sanitários e manejo dos animais vêm aumentando, pressionando ainda mais as margens da atividade pecuária.

Para João Augusto Botelho do Nascimento, médico-veterinário e produtor de pecuária de corte em São Martinho da Serra (RS), o problema ganhou relevância nos últimos anos.

A dificuldade de controle dos carrapatos aumentou significativamente. As altas infestações favorecidas pelas condições climáticas, associadas ao avanço da multirresistência, geram perdas importantes na produção e exigem protocolos sanitários cada vez mais eficientes e personalizados para cada propriedade”, afirma.

Planejamento sanitário ganha importância estratégica

Diante do novo cenário, especialistas destacam que o controle de carrapatos deixou de ser apenas uma prática rotineira para se tornar um fator diretamente ligado à competitividade e à sustentabilidade econômica das fazendas.

A adoção de programas de manejo integrado, monitoramento contínuo dos rebanhos, assistência técnica especializada e utilização de tecnologias voltadas ao controle parasitário vem ganhando espaço entre os produtores como forma de reduzir os impactos da infestação.

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Para o setor pecuário, a tendência é que o tema ganhe ainda mais relevância nos próximos anos, à medida que os eventos climáticos extremos continuem influenciando a dinâmica sanitária das propriedades rurais.

“O produtor precisa incorporar o planejamento sanitário à gestão da fazenda. Monitoramento constante, protocolos bem estruturados e integração de diferentes ferramentas de controle serão cada vez mais importantes para preservar a produtividade e a rentabilidade da atividade”, conclui Lorenzoni.

Fonte: Portal do Agronegócio

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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