Agronegócio
Silo bolsa ajuda o produtor a valorizar a safra

Com o uso desse tipo de solução oferecida pela Silox, é possível esperar mais para vender, gastar menos com frete e ter outros benefícios – Fotos; Divulgação
De acordo com o 10º levantamento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), o volume da produção deverá atingir 299,27 milhões de toneladas na safra de 2023/2024. Se por um lado os números geram boas expectativas, por outro causam preocupação. Isso porque um dos gargalos que os produtores rurais e cooperativas agrícolas enfrentam ao final de todas as safras é a falta de local adequado para a armazenagem de commodities, principalmente soja e milho.
As soluções encontradas são a comercialização imediata, seja no mercado interno ou para exportação, ou muitas vezes, a deposição dos grãos em locais abertos, onde eles ficam expostos ao sol e chuva, levando à deterioração acelerada da produção. O engenheiro agrônomo Lalo Malinarich, head de mercado Silox, empresa do Grupo Nortène, explica que para sanar este problema, a classe produtora depende da construção de novos silos estáticos. “Porém isso está atrelado a financiamentos muitos altos, o que inviabiliza o processo. Opções como a tecnologia do nosso silo-bolsa, que trata-se de uma bolsa de polietileno capaz de armazenar até 300 toneladas, é uma alternativa para estes casos”, pontua.
Dentre inúmeras vantagens que a tecnologia apresenta, destaque para a possibilidade de armazenar os grãos na propriedade, setorizar os lotes, além, claro, do baixo custo da bolsa frente ao valor do produto. “Ainda há menor quebra térmica durante o armazenamento, além de que a principal delas é a possibilidade de comercializar os grãos fora da safra, reduzindo custos com frete e alcançando preços mais altos com a menor oferta no mercado”, reforça o especialista. Estas informações são refletidas nos custos da propriedade – a redução do preço dos grãos e aumento do frete no período da safra – e com a armazenagem, “prolonga-se o prazo de escoamento, e a lógica se reverte”, endossa.
Frete também é vilão
Outro ponto de atenção é com os preços do frete praticados durante a época de colheita, que normalmente são mais altos do que nos meses seguintes, devido ao gargalo de transporte pela grande quantidade de grãos. “Dessa forma, o armazenamento nos silos-bolsa resolve parcialmente este problema, além de ser uma estratégia para buscar melhores ganhos no preço na época fora da safra. Além disso, o produtor pode economizar com custo de armazenagem em terceiros na região”, enfatiza Malinarich.
O especialista diz que já é possível observar no mercado o crescimento na adoção dos silos-bolsa e que uma das medidas que favoreceu isso foi o investimento em novos equipamentos pelas empresas do segmento de máquinas agrícolas. Pois ele conta que algumas companhias têm optado por se adequar às necessidades do produtor com relação às melhorias no design, disponibilidade de diferentes tamanhos e funcionalidade dos equipamentos. “A Nortène acompanha este crescimento, aliada aos principais players do mercado, sempre com o objetivo de proteger mais e melhor com responsabilidade”, cita.
Atenção ao uso
O especialista alerta que é necessário o correto manejo dos silos-bolsa, principalmente durante a fase de enchimento, para extrair o máximo de sua funcionalidade e manejo correto dos grãos armazenados. “Para isso, o uso de equipes treinadas se faz necessário para o manuseio dos equipamentos utilizados no carregamento, chamadas embutidoras. Contribuindo com o desenvolvimento e preparação de pessoas atuantes neste segmento, possuímos um time de especialistas para repassar informações técnicas a todos os seus clientes, o Nortene Experience”, finaliza o engenheiro agrônomo.
Grupo Nortène – Fundada em 1981 e sediada em Barueri/SP, a Nortène é pioneira no fornecimento de: reservatórios de geomembrana, filmes agrícolas, mulching, telas plásticas tecidas, telas plásticas termo-soldadas, silo-bolsa, lonas para silagem. A Nortène contribui também com sua tecnologia exclusiva em plásticos na fabricação e na comercialização dos produtos das empresas: Engepol Geossintéticos, Santeno Irrigação, Tecnofil Soluções em telas e Silox armazenagem.
Kassiana Bonissoni
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Preço do leite ao produtor sobe mais de 5% em fevereiro

Reprodução
O preço do leite pago ao produtor registrou a segunda alta consecutiva em fevereiro/26. A pesquisa do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, mostra que a “Média Brasil” do leite ao produtor subiu 5,43% no mês e fechou a R$ 2,1464/litro. O preço, contudo, ainda está 25,45% abaixo do registrado em fevereiro/25, em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IPCA de fevereiro/26).
O movimento de alta ganhou força devido ao aumento da competição dos laticínios na compra do leite cru, num contexto de diminuição de oferta. De janeiro para fevereiro, o ICAP-L (Índice de Captação de Leite) caiu 3,6% na Média Brasil, influenciado pelos resultados no Paraná, Goiás, São Paulo e Minas Gerais.
Essa diminuição na captação é explicada pela combinação de dois fatores: de um lado, pela sazonalidade – já que o clima nesta época do ano tende a influenciar negativamente a oferta de pastagem e elevar o custo com a nutrição animal; e, de outro, pela maior cautela de investimentos na atividade – resultado das consecutivas quedas no preço do leite ao longo de 2025 e do estreitamento da margem dos produtores.
Vale ressaltar que a pesquisa do Cepea aponta que, em fevereiro/26, o Custo Operacional Efetivo (COE) da atividade continuou subindo, com alta de 0,32% na “Média Brasil”. Por outro lado, com a queda no preço do milho e a recente valorização do leite, a relação de troca ficou mais vantajosa para o produtor neste início de ano.
Se em janeiro, o mercado de derivados ainda não conseguia reagir, em fevereiro, o cenário mudou. Levantamento realizado pelo Cepea com apoio da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras) mostra que a redução da oferta de matéria-prima e o fortalecimento da demanda possibilitaram uma reação nos preços do leite UHT e do queijo muçarela, ambos negociados no atacado paulista. A tendência é de que esse movimento de recuperação se intensifique ao longo de março – reforçando a perspectiva de que a valorização do leite cru persista no campo.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Algodão reage em março e preços atingem maior alta desde 2022

Foto: Fabiano José Perina
Após um longo período de estabilidade, os preços do algodão em pluma voltaram a subir com força ao longo de março no mercado brasileiro. O movimento de valorização é sustentado por uma combinação de fatores que envolvem tanto o cenário interno quanto o ambiente internacional, segundo análises do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
O Indicador CEPEA/ESALQ se aproxima de R$ 3,90 por libra-peso, registrando a maior alta mensal desde agosto de 2022. Ao longo do mês, vendedores mantiveram uma postura firme nas negociações, atentos à valorização do algodão no mercado externo e evitando ceder em preços.
Do lado da demanda, o cenário também contribuiu para a elevação das cotações. Compradores, incluindo indústrias nacionais e tradings exportadoras, intensificaram a atuação no mercado, aumentando a disputa pela matéria-prima disponível.
Além disso, fatores macroeconômicos ajudaram a sustentar o movimento de alta. A valorização internacional do petróleo, o encarecimento dos fretes e o elevado comprometimento da safra 2024/25 reforçaram o ambiente de preços mais firmes. Com grande parte da produção já negociada antecipadamente, a disponibilidade no mercado spot ficou mais restrita, ampliando a pressão sobre os valores.
Esse conjunto de fatores indica um cenário de maior firmeza para o algodão no curto prazo, com o mercado atento à evolução da demanda global e às condições logísticas e econômicas que seguem influenciando diretamente a formação de preços.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Aumenta preço do óleo de soja em Mato Grosso impactado por alta na demanda do biodiesel

foto: arquivo/assessoria
O Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) informou que, com a demanda aquecida pelo setor de biodiesel tem elevado os preços do óleo de soja no Estado. Nesse contexto, o avanço dos preços do petróleo no mercado internacional tem elevado o custo do diesel, aumentando a competitividade dos biocombustíveis. Como consequência, o aumento na demanda por biodiesel intensifica a procura por óleo de soja para o esmagamento, principal matéria-prima na produção. Refletindo esse cenário de maior demanda, o preço do coproduto valorizou 1,48% na semana passada, sendo negociado a R$ 5.886,75/tonelada.
Mês passado, a produção de biodiesel no Estado atingiu 195.343 m³, alta de 114,38% frente ao mesmo período do ano anterior e 64,07% acima da média dos últimos cinco anos, reforçando o consumo no mercado interno. Quanto à produção do Brasil, Mato Grosso respondeu por 22,65% da produção nacional em 2025. Por fim, a ampliação da mistura obrigatória para B16, ainda em 2026, não apenas reduz a necessidade de diesel, mas também aumenta a demanda por óleo de soja. Mesmo com safras recordes, esse movimento contribui para a absorção da oferta e dá suporte aos preços do coproduto no estado
Redação Só Notícias
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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