Conecte-se Conosco

Transporte

Polícia Civil realizou quatro operações de combate à sonegação fiscal e prejuízos aos cofres estaduais

Publicado

em

Polícia Civil-MT

 

A Polícia Civil deflagrou, no primeiro semestre deste ano, quatro operação de combate à sonegação fiscal em Mato Grosso, que resultaram em 38 mandados de busca e apreensão e três prisões cumpridas contra investigados por crimes tributários. As ações foram realizadas pela Delegacia Especializada de Crimes Fazendários (Defaz), em conjunto com o Ministério Público e a Secretaria de Estado de Fazenda (Sefaz).

Em janeiro, as Operações Odisseia e Dejá Vu visaram desmantelar dois grupos criminosos que causaram prejuízos estimados aos cofres estaduais estimados em mais de R$ 370 milhões, com fraudes fiscais. Entre os bens sequestrados estão residências de luxo nos principais condomínios da capital cuiabana, veículos, embarcações e o bloqueio de contas dos investigados, com o objetivo de reparar o dano ao erário.

O diretor de Atividades Especiais da Polícia Civil, Vitor Hugo Bruzulato Teixeira, explicou que as operações são realizadas com apoio da Secretaria de Estado de Fazenda e estão alinhadas ao planejamento estratégico do Comitê Interinstitucional de Recuperação de Ativos, com atuação integrada dos órgãos estatais.

Publicidade

A Defaz identificou que os alvos da Operação Dejà Vu criaram empresas, registradas em nome de laranjas, com a intenção de sonegar impostos, provavelmente, mascarando a origem real dos produtos e o produtor rural responsável de fato pela expedição da nota fiscal.

Já na Operação Odisseia, além de também criar empresas de fachada, o grupo criminoso investigado usou artimanhas para induzir o Poder Judiciário a erro, obtendo liminares indevidas para fraudar a fiscalização e lesar os cofres públicos.

Operação Fraudadores

A investigação, iniciada em 2022, realizou a terceira fase neste ano para apurar a movimentação de R$ 1,4 bilhão em notas fiscais frias.

A Defaz identificou uma possível organização criminosa envolvendo produtores rurais, contadores, operadores de empresas de fachada e empresários, que há anos fraudam o fisco mato-grossense, com uma movimentação estimada em milhões em notas frias, conforme informações da Sefaz.

Publicidade

Nas duas primeiras fases da operação foram ouvidos 120 produtores rurais, gerando créditos tributários parcelados e quitados que superam os R$ 20 milhões.

De acordo com os órgãos de controle, após as oitivas das duas primeiras fases, foi possível identificar os principais corretores de grãos responsáveis pela utilização da empresa de fachada, em relação aos produtores inicialmente ouvidos.

Venda de pneus

Na Operação Non Vendito, a Defaz identificou um esquema que envolveu empresas de transporte e de combustíveis que compravam pneus novos em outros estados para uso e consumo, todavia, passaram a comercializar os produtos no mercado interno estadual como revendedoras.

O delegado Walter Fonseca de Mello Junior explicou que a estratégia pode configurar fraude ao fisco, além de concorrência desleal em detrimento das revendedoras regularizadas de pneus novos.

Publicidade

“Os produtos são comercializados na modalidade de substituição tributária, sem o cálculo da margem de lucro, permitindo que os produtos sejam oferecidos por preço abaixo da média do mercado convencional. Isso porque, para as revendedoras regulares de pneus, o cálculo é computado com a margem de lucro, com a incidência do imposto devido, o que ocasiona desvantagem competitiva em relação aos destinatários finais”, pontuou o titular da Defaz.

Raquel Teixeira | Polícia Civil-MT

Colaborou:  Astrogildo Nunes – [email protected]

Mídia Rural, sua fonte confiável de informações sobre agricultura, pecuária e vida no campo. Aqui, você encontrará notícias, dicas e inovações para otimizar sua produção e preservar o meio ambiente. Conecte-se com o mundo rural e fortaleça sua

Continue Lendo
Publicidade
Clique Para Comentar

Deixe uma Resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Transporte

Polícia Civil deflagra operação e prende empresário e gestora em flagrante por “gato” em energia elétrica

Publicado

em

PJC

 

A Polícia Civil deflagrou, na manhã desta terça-feira (23.6), a Operação Gateiro, para apurar o desvio de energia elétrica, popularmente conhecido como “gato”, em Várzea Grande. Durante a operação, um empresário, de 53 anos, e a gestora de um Centro de Recuperação para Dependentes Químicos acabaram presos em flagrante.

A princípio, a operação, realizada pela Delegacia Especializada de Estelionato de Várzea Grande (DEE-VG), visava cumprir um mandado judicial de busca e apreensão domiciliar em Cuiabá em desfavor de um técnico eletricista, de 54 anos, apontado como o responsável por instalar um esquema de desvio de energia elétrica em uma empresa do ramo de carnes localizada em Várzea Grande.

O mandado judicial, expedido pela 4ª Vara Criminal de Várzea Grande, foi um desdobramento da Operação Curto-Circuito, deflagrada em 2025, que revelou um esquema de fraudes em medidores de energia elétrica em estabelecimentos comerciais da região metropolitana de Várzea Grande.

Publicidade

Durante a busca, os policiais realizaram uma varredura na residência do suspeito e apreenderam o aparelho celular dele, material que passará a compor os autos do inquérito policial em andamento e poderá subsidiar novas linhas de investigação.

Na sequência das diligências, a equipe da DEE-VG deu continuidade às ações fiscalizatórias, em conjunto com a Energisa e a Perícia Oficial e Identificação Técnica (Politec), voltadas à apuração de eventuais fraudes em medidores de energia elétrica em empresas do segmento de distribuição de bebidas, restaurantes e em uma casa de recuperação de dependentes químicos da região.

Em um dos estabelecimentos, um restaurante no bairro Jardim Eldorado, a equipe da DEE-VG, acompanhada do delegado Ruy Guilherme Peral, flagrou um medidor de energia elétrica fraudado. Diante disso, o proprietário do local, de 53 anos, foi preso em flagrante por estelionato.

Também foi localizado um medidor de energia com fraude em um centro de recuperação para dependentes químicos no bairro Capão do Pequi. A gestora e tesoureira da ONG, de 44 anos, foi presa em flagrante. Os dois presos nesta terça-feira são reincidentes no crime de estelionato por fraude de energia elétrica.

“A Operação Gateiro é um desdobramento natural e técnico das investigações iniciadas na Operação Curto-Circuito. Identificar e responsabilizar aqueles que implementam as estruturas físicas das fraudes é fundamental para desarticular por completo esses esquemas criminosos que causam prejuízo milionário às distribuidoras de energia e, em última análise, a toda a sociedade”, afirmou o delegado Ruy Guilherme Peral, coordenador do Núcleo de Inteligência da DEE-VG.

As diligências fiscalizatórias seguem em andamento. Novos desdobramentos serão informados à medida que as apurações avançarem.

O nome da operação, Gateiro, faz alusão à denominação atribuída, popularmente, ao técnico que implementa “gatos” na rede elétrica.

Publicidade

Karina Cabral | Polícia Civil – MT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

Continue Lendo

Transporte

Polícia esclarece morte de mulher trans e prende suspeito em Nova Mutum

Publicado

em

foto: assessoria/arquivo

 

A Polícia Civil prendeu, hoje, um homem, de 35 anos, suspeito de feminicídio contra a mulher trans Betina Barros, 33 anos, encontrada morta no dia 3 de dezembro do ano passado. O suspeito foi localizado e preso pela equipe da Delegacia de Roubos e Furtos em seu local de trabalho, um canteiro de obras na zona rural da cidade. Também foi cumprido mandado de busca e apreensão na casa onde investigado reside.

Segundo a polícia, Betina foi “contratada para um programa sexual, em uma plataforma digital, no fim da noite do dia 1º de dezembro de 2025, e depois disso não foi mais vista”. A irmã dela registrou um boletim de ocorrência na manhã do dia 3 de dezembro informando sobre o desaparecimento, assim como da motocicleta da vítima, uma Honda Biz 125 branca.

Investigadores iniciaram as buscas pela vítima e, no mesmo dia, cerca de 9 horas depois, o corpo de Betina foi encontrado em uma região próxima a uma faculdade, já em estado de decomposição. A perícia apontou que a causa da morte foi traumatismo cranioencefálico provocado por projétil de arma de fogo.

Publicidade

A motocicleta da vítima foi localizada em uma estrada vicinal próxima ao corpo. No bagageiro do veículo, foi localizada a bolsa dela, com documentos, cartões e dinheiro. Apenas o celular de Betina foi levado. “Os primeiros elementos apontaram que a vítima foi atraída para o local isolado sob o pretexto de um encontro profissional previamente ajustado por meio de plataformas digitais. O cenário do crime, meticulosamente examinado, apresentava características que permitiram descartar, de imediato, a hipótese de um latrocínio patrimonial clássico”, afirmou o delegado Jean Paulo Ferreira, através da assessoria.

Após a localização do corpo, a equipe iniciou as investigações do caso e localizou duas outras mulheres trans que haviam recebido mensagens de um mesmo número na noite do crime, no mesmo horário em que a vítima foi contratada. Segundo as testemunhas, o homem demonstrava urgência e insistia que o encontro acontecesse em um local isolado. Com medo, ambas negaram a realização do programa por questão de segurança. O local proposto batia com a cena do crime.

A Polícia Civil levantou o nome que o número utilizado para falar com as três mulheres estava registrado e chegou ao suspeito e seu endereço. O suspeito foi ouvido, mas alegou que esse número já não lhe pertencia. Como o número estava realmente desativado, ele foi liberado. No entanto, as investigações continuaram e a equipe tentou intimá-lo para ser ouvido. Mas, ao chegar à casa, ele fugiu pelos fundos. Diante da evasão suspeita, os policiais entraram na casa e apreenderam um celular e uma caixa de arma vazia, que poderia ter relação com a usada no crime.

Em continuidade às investigações, foram localizadas câmeras que mostram o suspeito em situações suspeitas na madrugada do dia 2, momentos logo após o crime. Uma delas foi lavando exaustivamente os pneus de sua motocicleta, sugerindo a tentativa de eliminar resíduos de solo e vegetação da cena do crime. Ainda conforme a polícia, no dia 4, ele também procurou uma empresa e pediu que seu celular fosse totalmente redefinido e ficasse “limpo e sem nada”, visando apagar evidências telemáticas que o vinculassem ao crime.

A investigação também chegou ao perfil do suspeito na plataforma utilizada para contratar o programa sexual, onde ele havia se cadastrado expressamente na categoria “mulher-trans”. Foi por meio desse site que ele contatou a vítima e as outras duas mulheres. Após o crime, ele também tentou excluir o perfil na plataforma.

Publicidade

As investigações continuam para apontar a motivação do crime.

Redação Só Notícias

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

Continue Lendo

Transporte

PRF apreende 10 kg de skunk e carga de produtos irregulares em Mato Grosso

Publicado

em

fotos: assessoria

 

A Polícia Rodoviária Federal registrou, ontem, duas ocorrências relevantes de apreensões, sendo uma em Cáceres, na BR-070, e outra em Cuiabá, na BR-364, e resultaram na apreensão de skunk, medicamentos, eletrônicos, bebidas e outros produtos importados sem documentação regular.

A primeira ocorrência foi registrada por volta das 12h, no km 741 da BR-070, em Cáceres. Durante fiscalização a um veículo GM Tracker, a equipe encontrou grande quantidade de produtos importados e medicamentos sem comprovação fiscal ou registro regular no Brasil. Entre os materiais apreendidos estavam medicamentos emagrecedores, anabolizantes, perfumes, eletrônicos, celulares, cosméticos, relógio e bebidas alcoólicas. Segundo o registro da ocorrência, parte dos medicamentos era composta por substâncias de uso controlado ou sem registro sanitário regular, o que representa risco à saúde pública. O condutor e todo o material apreendido foram encaminhados à Polícia Federal, para os procedimentos cabíveis.

Horas depois, por volta das 17h30, uma segunda ocorrência foi registrada no km 387 da BR-364, em Cuiabá. Durante fiscalização a um ônibus que fazia a linha Branco-Brasília (DF) a Porto Velho (RO), os policiais localizaram uma bagagem com tabletes de substância análoga à skunk. A mala estava vinculada a uma passageira que seguia no coletivo. Durante a vistoria, foram encontrados nove tabletes de skunk, totalizando aproximadamente 10,4 kg da droga.

Publicidade

A passageira foi presa e encaminhada à Delegacia Central de Flagrantes da Polícia Civil, em Cuiabá. O ônibus foi liberado para seguir viagem após os procedimentos no local.

Redação Só Notícias

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

Continue Lendo

Tendência