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Agronegócio

Em 10 dias úteis, exportação de carne suína em julho/24 chega a 59,26% do reportado em julho/23

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Reprodução

 

De acordo com informações da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Governo Federal, divulgadas nesta segunda-feira (15), as exportações de carne suína fresca, refrigerada ou congelada, até a segunda semana de julho (10 dias úteis), já atingiu pouco mais de 55% tanto em faturamento quanto em volume embarcado registrados no mês de julho de 2023.

A receita obtida com as exportações de carne suína até este momento do mês, US$ 133.224,883, representa 57,17% do total arrecadado em todo o mês de julho de 2023, que foi de US$ 233.007,869. No caso do volume embarcado, as 55.707,667 toneladas representam 59,26% do total registrado em julho do ano passado, quantidade de 93.994,811 toneladas.

O faturamento por média diária até este momento do mês foi de US$ 13.322,488, quantia 20,01% a mais do que julho de 2023. No comparativo com a semana anterior, houve diminuição de 11,54% observando os US$ 15.062,044, vistos na semana passada.

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No caso das toneladas por média diária, foram 5.570,766, houve aumento de 24,5% no comparativo com o mesmo mês de 2023. Quando comparado ao resultado no quesito da semana anterior, observa-se queda de 12,42%, comparado às 6.361,2084 toneladas da semana passada.

Já o preço pago por tonelada, US$ 2.391,499, é 3,5% inferior ao praticado em julho passado. O resultado, frente ao valor atingido na semana anterior, representa tímida alta de 1,00% em relação aos US$ 2.367,796 anteriores.

Por:  Letícia Guimarães
Fonte:  Notícias Agrícolas

Colaborou:  Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Projeto da Unemat cria “seguro de vida” para o mamão brasileiro e busca romper dependência de Taiwan

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foto: assessoria

 

O Brasil é o segundo maior produtor de mamão do mundo, porém toda a produção nacional do grupo Formosa depende de sementes importadas de Taiwan, baseadas em linhagens desenvolvidas há mais de 50 anos. Para romper essa vulnerabilidade e garantir a soberania alimentar, a Universidade do Estado de Mato Grosso (Unemat) lidera um robusto programa de melhoramento genético no Câmpus Universitário de Tangará da Serra (242 km de Cuiabá).

O projeto, coordenado pelo professor Willian Krause, não busca apenas uma nova fruta, mas um modelo biológico de alta performance. “O uso de poucas cultivares limita a variabilidade e deixa a lavoura exposta a pragas. Estamos criando novas populações para oferecer ao produtor uma planta adaptada ao nosso clima, com frutos mais doces e resistentes”, explica o pesquisador.

Diferente de modelos puramente comerciais, a pesquisa científica na Unemat prioriza a formação de capital humano de alto nível. Um exemplo prático dessa integração é a pesquisadora Rayla Nemis de Souza, aluna do doutorado em Biotecnologia e Biodiversidade da Rede de Pesquisa e Pós-Graduação (Pró-Centro-Oeste). Como parte do desenvolvimento de sua tese, Rayla está realizando este ano um treinamento intensivo no Centro de Pesquisa da Feltrin Sementes, em São Paulo. Essa imersão permite que a doutoranda aplique os conhecimentos gerados na universidade diretamente no ambiente de inovação da empresa parceira, fortalecendo a ponte entre a teoria acadêmica e a prática de mercado.

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O diferencial da pesquisa está no rigor da seleção. Através de um dialelo completo, a equipe realiza cruzamentos entre “genitores elite” (variedades de alto padrão como Calimosa, Tainung nº 1 e Golden). O objetivo é combinar o que cada um tem de melhor: a doçura de um, a resistência de outro e a casca firme de um terceiro.

No Laboratório de Biologia Celular e Molecular da Unemat, a ciência ganha contornos de bioinformática. Os pesquisadores utilizam marcadores moleculares SSR (microssatélites), que funcionam como etiquetas de DNA. “Com esses marcadores, conseguimos monitorar o nível de endogamia e prever se um híbrido será superior antes mesmo de ele produzir o primeiro fruto”, detalha Krause.

Com um aporte de R$ 353 mil de uma empresa privada, a Unemat consolida um modelo de parceria onde o conhecimento público gera riqueza privada e social. Diferente de modelos puramente comerciais, a pesquisa científica na Unemat prioriza a formação de capital humano.

O projeto é um celeiro para a pós-graduação, envolvendo mestrandos e doutorandos por meio do Programa de Mestrado e Doutorado Acadêmico para Inovação (MAI/DAI), com apoio do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq) e da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Mato Grosso (Fapemat).

Diferente da importação passiva de tecnologia, o “Mamão Unemat” será licenciado, gerando royalties pelo licenciamento das variedades que retornam para a universidade, retroalimentando o ciclo da ciência em Mato Grosso.

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O modelo de cooperação técnica assegura que a Unemat detenha o protagonismo intelectual da pesquisa, enquanto a iniciativa privada garante o aporte financeiro e a futura distribuição da tecnologia ao mercado. “Como a universidade não comercializa sementes, essa união é o que permite que a inovação chegue, de fato, à mesa da população”, pontua Krause.

Segundo a Pró-Reitoria de Pesquisa e Pós-Graduação (PRPPG), o avanço científico é indissociável das demandas da sociedade. A pró-reitora Áurea Ignácio destaca que o Laboratório de Melhoramento Genético é um polo de internacionalização, permitindo missões de pesquisa, doutorado-sanduíche e o fortalecimento de programas como o de Genética e Melhoramento de Plantas (PGMP).

Redação Só Notícias

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Mercado futuro do boi gordo em Mato Grosso sobe em média 3,4%, diz IMEA

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foto: Só Notícias/arquivo

A arroba do boi gordo nos contratos futuros apresentou valorização, semana passada, com destaque para os vencimentos mais próximos. Assim, os contratos com vencimento para abril e maio subiram 3,47% e 3,45% com médias de R$ 363,06/@ e de R$ 359,31/@ respectivamente, em relação à última semana de fevereiro.

Dessa forma, esses contratos atingiram patamares elevados, refletindo o ajuste nas expectativas de oferta no curto prazo, diante do recuo dos abates em relação a momentos anteriores. Nesse contexto, em Mato Grosso, a arroba do boi gordo a prazo avançou 3,67% no mesmo com parativo, alcançando média de R$ 335,65/@¹ na semana passada.

Por fim, no curto prazo, o mercado futuro já precificou o recuo dos abates no Brasil, aliado ao bom desempenho das exportações, o que sustentou a alta recente das cotações, mantendo o viés para os contratos de abril e maio.

Redação Só Notícias

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Safra enfrenta calor, seca e excesso de chuva

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Foto: Divulgação

O mês de março concentra etapas decisivas do calendário agrícola no Brasil, com avanço da colheita de soja e milho de verão, intensificação do plantio do milho safrinha e início do planejamento da safra de trigo. O período tem sido marcado por variações climáticas e pela ocorrência simultânea de estresses abióticos, como déficit hídrico, altas temperaturas e oscilações de radiação, fatores que impactam o desempenho das lavouras. Nesse cenário, tecnologias voltadas ao fortalecimento fisiológico das plantas passam a integrar estratégias de manejo no campo.

No milho de verão, a colheita avança no Centro-Sul e já alcança 55,7% da área. Entre os estados com maior progresso estão Rio Grande do Sul, com 84,5%, Santa Catarina, com 78,2%, e Paraná, com 69,7%. Nessas regiões, as lavouras enfrentaram ondas de calor, irregularidade de chuvas e variações de luminosidade ao longo do ciclo. Avaliações realizadas nas últimas semanas por equipes da Elicit Plant apontam incrementos entre 15 e 17 sacas por hectare em áreas submetidas a múltiplos estresses.

Na soja, a colheita atinge 61% da área nacional, em ritmo inferior ao observado em anos recentes. No Sul do país, o déficit hídrico associado ao calor reduziu o potencial produtivo das lavouras. Já nas regiões Norte e Nordeste, o excesso de chuvas dificultou as operações de campo e afetou a qualidade dos grãos. Mesmo nesse cenário, levantamentos de campo da Elicit Plant indicam ganho médio de cerca de cinco sacas por hectare nas áreas acompanhadas.

O plantio do milho safrinha também registra avanço e já chega a 85,5% da área prevista, acima da média dos últimos cinco anos. O estado de Mato Grosso lidera o ritmo de semeadura, com 99,3% da área, seguido por Tocantins, com 98%, e Maranhão, com 95%. Em parte do Paraná, a baixa umidade do solo limita o desenvolvimento inicial das plantas, enquanto o excesso de chuvas provocou interrupções nas atividades em Mato Grosso do Sul e Tocantins. O atraso na colheita da soja, com cerca de 1,3 milhão de hectares ainda pendentes, amplia a exposição ao risco climático na segunda safra.

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As estimativas de produção também indicam um cenário de atenção para o setor. Para a soja, a Companhia Nacional de Abastecimento projeta produção de 176,1 milhões de toneladas, enquanto o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos estima 178 milhões de toneladas. No milho, a Conab prevê 138,8 milhões de toneladas, frente às 131 milhões indicadas pelo USDA.

Com o avanço das safras de verão, produtores da região Sul iniciam o planejamento do cultivo de trigo, ainda sob efeitos residuais de estiagem e períodos de excesso de chuvas. Nesse contexto, decisões de manejo devem influenciar o potencial produtivo da próxima temporada.

Para o responsável pelas operações da Elicit Plant no Brasil, Felipe Sulzbach, o cenário reforça a necessidade de estratégias voltadas à adaptação das lavouras às condições adversas. “O cenário desta safra evidencia que os estresses abióticos deixaram de ser pontuais e passaram a ocorrer de forma combinada, exigindo uma resposta mais consistente das lavouras”, afirma.

Segundo ele, os resultados observados em campo indicam a capacidade das tecnologias de atuar em diferentes ambientes produtivos. Sulzbach avalia que os incrementos registrados em soja e milho demonstram a possibilidade de manter o desempenho das lavouras mesmo diante de limitações climáticas relevantes. “A adoção de tecnologias voltadas ao fortalecimento fisiológico das plantas deve ganhar espaço à medida que o produtor busca mais previsibilidade produtiva”, conclui.

AGROLINK – Seane Lennon

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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