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Venda de flores deve sofrer fomento de 4% no Dias dos Namorados

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A data representa 8% do comércio anual de flores e plantas ornamentais. As rosas continuam sendo as preferidas e, como em todos os anos, as exportações são necessárias para abastecer do mercado, já que a chegada do Inverno, geralmente, reduz a produção – Fotos: Divulgação

 

O clima, não tão frio e não tão úmido, contribuiu com a colheita das rosas para o Dia dos Namorados, comemorado em 12 de junho, permitindo com que alguns produtores registrassem aumento de cerca de 20% no volume, comparada à colheita do ano passado. Aliado às importações, principalmente da Colômbia e do Equador, como já acontece nessa época, o abastecimento de rosas – a flor preferida para a data -, deve garantir a oferta. O Ibraflor – Instituto Brasileiro de Floricultura – está animado e espera um aumento de 4% no volume das vendas, em relação a 2023. No calendário do setor, o Dia dos Namorados representa cerca de 8% das vendas anuais. “O mercado tem deixado as compras para mais perto da data, realizando pedidos de última hora. A grande maioria tem sido cautelosa em relação às compras, considerando as perdas ocorridas no Dia das Mães, quando a produção foi vendida, mas houve perdas no ponto de vendas, causadas por vários motivos, entre eles, a situação econômica do país e aos impactos diretos e indiretos provocados pelas enchentes do Rio Grande do Sul ”, explica Renato Opitz, diretor do Ibraflor.

               

O presidente da Andraflores – Associação dos Produtores de Flores de Andradas -, Adriano Van Rooyen, explica que, os investimentos seguiram, este ano, na produção das cores vermelha e amarela e em outros cores vibrantes. Com 15 associados instalados no Sul de Minas Gerais e respondendo por cerca de 60% do mercado nacional de rosas, a Andraflores não teme a concorrência das fores importadas. “Pelo contrário, precisamos dessas importações para suprir o mercado, porque o Dia dos Namorados acontece, no Brasil, muito próximo à chegada do Inverno, quando a produção já é, normalmente, reduzida pelas condições climáticas. Para se ter uma ideia, quando esfria, o volume cai pela metade em relação ao Verão, por exemplo”, diz Adriano Van Rooyen.

Oferta de variedades

O mercado floricultor disponibiliza de mais de 3.500 variedades de cerca de 300 espécies de flores e plantas ornamentais, que podem atender aos mais variados gostos. Embora as rosas e orquídeas sejam as mais procuradas pelos enamorados, há muitas opções flores que asseguram lindos buquês, como as alstroemérias, lírios, gérberas, cravinas, crisântemos, antúrios, calêndulas, helicônias, dálias e estrelítzias, entre outras. As flores de vaso, além das orquídeas, como os kalanchoes, cyclamens e os antúrios, que até já trazem o formato de coração, também são bem vendidos nesta data.

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Ateliê da Notícia

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Custo da produção leiteira cresce em 2026

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Foto: Divulgação

Segundo análise semanal divulgada pelo Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária, o Índice de Insumos para Produção de Leite Cru em Mato Grosso (ILC-MT) registrou no primeiro trimestre de 2026 o segundo maior resultado da série histórica para o período.

De acordo com o levantamento do Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária, o indicador ficou, em média, em 177,09 pontos entre janeiro e março deste ano, alta de 2,12% em comparação com o mesmo período de 2025.

O estudo aponta que o grupo de mão de obra apresentou aumento de 6,79% no comparativo anual, movimento associado ao reajuste do salário mínimo em 2026.

No mesmo cenário, o grupo de volumosos registrou avanço de 9,46%, impulsionado pela alta nos preços das sementes de forrageiras, dos insumos utilizados para correção do solo e pela valorização do óleo diesel no início de 2026. Segundo o Imea, a elevação do combustível ocorreu em meio aos conflitos entre Estados Unidos e Irã no Oriente Médio.

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O instituto destaca que os grupos de mão de obra e volumosos representam juntos 44,33% da composição do ILC-MT, o que amplia o impacto dessas altas sobre o custo da produção leiteira no estado.

Por outro lado, o levantamento aponta que a queda no preço do milho, favorecida pela maior oferta do grão em Mato Grosso, contribuiu para a redução de 13,65% no grupo dos concentrados no comparativo anual.

Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária, esse recuo ajudou a conter uma pressão ainda maior sobre os custos de produção e evitou que o indicador atingisse recordes históricos no primeiro trimestre de 2026.

Agrolink – Seane Lennon

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Atenção, Pecuarista: Atualização do cadastro de rebanho é obrigatória e já começou!

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Imagem: reprodução

Os produtores rurais do Paraná têm entre os meses de maio e junho para realizar a atualização obrigatória do cadastro de seus rebanhos junto à Agência de Defesa Agropecuária do Paraná (ADAPAR).

O preenchimento do formulário é uma exigência legal para todos os pecuaristas que possuem animais de produção em suas propriedades. A medida visa manter o controle sanitário do estado atualizado. O processo exige a declaração de todo o plantel da propriedade. Isso inclui bovinos, suínos, equinos, ovinos e demais espécies.

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Como Realizar a Declaração:

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O produtor conta com canais presenciais e digitais para efetuar o registro dentro do prazo:

Sindicato Rural: A entidade está estruturada para auxiliar no preenchimento do formulário e receber a documentação diretamente.

*Unidades da ADAPAR: É possível comparecer diretamente a uma agência local para entregar as informações do rebanho

*Internet: O procedimento também pode ser realizado de forma online diretamente no portal de serviços da Secretaria da Agricultura do Paraná.

Prazos e Obrigatoriedade

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O período de entrega começou no dia 1º de maio e se estende até o final de junho. A atualização é estritamente obrigatória. A ausência de declaração pode resultar em penalidades administrativas, além de impedir a emissão da Guia de Trânsito Animal (GTA), inviabilizando a comercialização e o transporte dos animais.

Fernanda Toigo

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agro paranaense mergulha na IA nos EUA

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Imagem: Faep

 

Ao longo de 2026, o Sistema FAEP vai levar cinco grupos de produtores rurais e lideranças do setor aos Estados Unidos, com o objetivo de entender como o país tem aplicado a Inteligência Artificial (IA) no setor agropecuário. Durante as visitas técnicas em quatro cidades norte-americanas, integrantes dos grupos poderão conhecer tecnologias como mapeamento de solo com sensores, sistemas de irrigação inteligente, automação no maquinário agrícola e análise de dados em larga escala.

A primeira delegação, formada por 40 integrantes, já está nos Estados Unidos e, até o dia 22 de maio, vai passar pelos Estados da Califórnia, Nebraska, Iowa e Missouri. Outros quatro grupos vão embarcar nos meses de julho, agosto, setembro e outubro.

“Nossos produtores rurais vão conhecer métodos e tecnologias que ajudam a aumentar a produtividade e reduzir custos operacionais. Depois, essas lideranças têm o papel de internalizar esse conhecimento no agronegócio paranaense, agindo como multiplicadores, repassando as práticas em suas comunidades”, afirma o presidente do Sistema FAEP, Ágide Eduardo Meneguette.

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Na cidade de São Francisco, na Califórnia, o grupo vai assistir a uma apresentação da empresa EarthOptics sobre a tecnologia de mapeamento de solo baseada em sensores e IA. O sistema é capaz de fazer uma análise de nutrientes, carbono e compactação do solo, impulsionando a produtividade.

Na mesma cidade, a delegação vai conhecer a Bonsai Robotics, empresa voltada à tecnologia de autonomia agrícola baseada em visão computacional. A companhia trabalha com operação de máquinas sem GPS, com foco em pomares e culturas de alto valor.

Parte do primeiro grupo, que chegou aos EUA nesta terça (12), são integrantes da Comissão Estadual de Mulheres da FAEP

Já no Nebraska, haverá uma visita à Valley Irrigation, empresa que utiliza IA em sistemas de irrigação inteligente, além de investir em integração de sensores, automação e análise avançada de dados no agro.

O grupo também passa pelo Estado de Iowa, onde vai conhecer a Jensen Test Farm. Lá, haverá demonstração de tecnologias embarcadas (sistemas de hardware e software integrados em veículos ou máquinas), automação, telemetria (coleta e transmissão remota de dados em tempo real, por meio de sensores) e uso de IA em máquinas agrícolas, incluindo operação em campo.

O destino final será a Bayer, na cidade de Saint Louis (Missouri). A visita institucional terá foco em biotecnologia, plataformas digitais e estratégias globais da companhia.

Outras palestras e apresentações ao longo da viagem técnica abordarão temas como Vale do Silício, análise de dados em larga escala e políticas agrícolas nos Estados Unidos.

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Relações comerciais

O Paraná e o Estados Unidos têm um histórico de relações comerciais envolvendo os produtos agropecuários. Em 2025, o setor paranaense importou US$ 113,4 milhões, enquanto, no mesmo ano, o Estado vendeu US$ 760,2 milhões. Os negócios envolveram produtos florestais, café, pescado, entre outros.

“Os Estados Unidos são um importante parceiro comercial do agro do Paraná. Essas visitas técnicas permitem fortalecer a relação com empresas norte-americanas, abrir novos mercados e até mesmo viabilizar negócios”, afirma Meneguette.

Histórico

As viagens técnicas internacionais já fazem parte da política do Sistema FAEP de fomentar o conhecimento no meio rural e promover a qualificação dos produtores. Em 2023, a entidade realizou viagem a Israel, com o objetivo de conhecer técnicas e tecnologias para praticar agricultura de alto nível, mesmo em regiões de escassez hídrica. As delegações visitaram centros de pesquisa, propriedades rurais e usinas fotovoltaicas, aprofundando-se em temas como irrigação e energia solar.

Outra viagem técnica aconteceu em 2017, quando o Sistema FAEP levou 142 pessoas à Europa para conhecer a produção de energia (biogás e biometano) com o reaproveitamento de resíduos agropecuários. No retorno, a entidade colocou o tema em evidência e fomentou discussões por meio de reuniões junto ao governo estadual e demais órgãos.

No ano seguinte, em maio de 2018, o Paraná passou a contar com a Política Estadual do Biogás e Biometano, a partir da sanção da Lei 19.500 de 2018 e da Lei Complementar 211 de 2018. O marco legal contribuiu para que produtores tivessem mais segurança jurídica para investir no setor e em oportunidades de negócios baseados nas energias renováveis.

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O Sistema FAEP também promoveu outra viagem para os Estados Unidos, em 2014, incluindo também uma programação no Canadá.  As atividades foram relativas a temas como exploração de xisto, mercado da soja, triagem e armazenamento de grãos, além de discussões sobre o futuro das commodities agrícolas.

Fernanda Toigo

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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