Agronegócio
Preços médios do açúcar cristal branco caem na primeira semana de junho

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Os preços médios do açúcar cristal branco registraram queda na primeira semana de junho, de acordo com pesquisadores do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea). A principal razão para essa tendência é o avanço da colheita e da moagem de cana-de-açúcar da safra 2024/2025, que resultou em um aumento na produção do açúcar cristal.
No mercado spot paulista, a disponibilidade do adoçante, especialmente do tipo Icumsa 180, aumentou, contribuindo para a pressão sobre os preços. Em contraste, a demanda tem se mantido estável. Os compradores, cautelosos, têm negociado apenas o necessário para o consumo imediato, na expectativa de novas quedas de preços a curto prazo.
Esta situação reflete a dinâmica de oferta e demanda no mercado de açúcar cristal branco, onde a maior produção e a postura conservadora dos compradores estão influenciando os preços.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Suspensão de tarifas alivia mercado de café, mas estoques reduzidos e clima adverso sustentam preços globais

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Alívio tarifário não elimina pressão no mercado global de café
O mercado internacional de café atravessa um momento de reequilíbrio após a suspensão das tarifas adicionais de 40% sobre os grãos brasileiros, anunciada em 20 de novembro. A medida trouxe alívio imediato às exportações do Brasil — maior produtor e exportador mundial — mas, segundo análise da Hedgepoint Global Markets, os fundamentos seguem apertados e ainda sustentam os preços.
Os estoques certificados e nos principais destinos consumidores continuam baixos, enquanto problemas climáticos e atrasos na colheita do Vietnã mantêm a oferta global restrita. Esses fatores indicam que as cotações devem permanecer firmes no curto prazo, mesmo após a retirada das tarifas.
Recuperação parcial nas bolsas após queda inicial do arábica
Logo após o anúncio da suspensão tarifária, os futuros do café arábica registraram queda e alcançaram o menor patamar em dois meses. No entanto, o movimento foi rapidamente revertido nos pregões seguintes, com recuperação parcial dos preços.
De acordo com Laleska Moda, analista de café da Hedgepoint, o comportamento do mercado reflete a postura dos produtores brasileiros, que seguem cautelosos nas vendas da safra 2025/26. “Mesmo com o alívio tarifário, a oferta disponível para exportação segue limitada, o que contribui para manter suporte aos preços”, destacou a especialista.
Estoques globais em queda reforçam cenário de suporte aos preços
Os estoques certificados de arábica seguem em níveis historicamente baixos, encerrando a última semana em 406,9 mil sacas, uma retração de quase 55% no acumulado do ano. No caso do robusta, o volume também recuou, somando 755 mil sacas.
A situação é agravada pelo atraso na colheita do Vietnã, principal produtor de robusta, que enfrenta chuvas intensas e tempestades associadas ao fenômeno La Niña. Já nos mercados consumidores, como União Europeia e Japão, os estoques seguem em queda. Na UE, por exemplo, o volume disponível caiu para 7,8 milhões de sacas, o menor nível desde maio, enquanto no Japão os estoques permanecem abaixo da média histórica.
Demanda aquecida sustenta consumo e reduz espaço para quedas
Apesar da oferta apertada, a demanda global por café mostra sinais de recuperação. O consumo aparente na União Europeia encerrou a safra 2024/25 acima da média da última década, e o início da temporada 2025/26 vem sendo impulsionado pelas baixas temperaturas no Hemisfério Norte.
Essa combinação de consumo firme e estoques reduzidos deve continuar oferecendo suporte aos preços no curto prazo, com o contrato de março/2026 sendo negociado em torno de 350 centavos de dólar por libra-peso.
Perspectivas para 2026: alívio gradual com nova safra brasileira
Para o próximo ano, a Hedgepoint prevê possível correção nos preços, à medida que a safra 2026/27 do Brasil se desenvolve de forma favorável e que novos embarques do Vietnã e da América Central voltem ao mercado.
Mesmo assim, a consultoria alerta que os estoques seguem em patamares historicamente baixos, o que deve limitar quedas expressivas no curto prazo. “O cenário de oferta ainda é apertado e depende da normalização climática nas principais origens produtoras”, reforça Laleska Moda.
Fonte: Portal do Agronegócio
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Oferta global recorde pressiona preços do trigo e desafia produtores brasileiros, aponta Itaú BBA

Foto: Paulo Pires
O mais recente relatório “Perspectivas 2025/26”, divulgado pela Consultoria Agro do Itaú BBA, traz uma análise detalhada sobre o mercado de trigo, evidenciando um cenário de pressão nas cotações tanto no Brasil quanto no exterior. Segundo o estudo, a combinação entre produção global recorde, condições climáticas desfavoráveis e valorização do real frente ao dólar deve manter o mercado em ambiente desafiador nos próximos meses.
Colheita brasileira quase concluída, mas qualidade preocupa
Com a colheita praticamente encerrada, o mercado doméstico de trigo manteve trajetória de queda nos preços até novembro de 2025. Apesar da redução na área plantada nesta safra, a produtividade se manteve em bons níveis, e a produção nacional deve encerrar o ciclo apenas 2,6% abaixo da anterior, conforme dados da Conab.
Entretanto, as condições climáticas adversas registradas entre o fim de outubro e início de novembro — com chuvas intensas, granizo e temporais no Rio Grande do Sul e no Paraná — podem resultar em revisões negativas na estimativa final. O impacto mais significativo, segundo o Itaú BBA, recai sobre a qualidade do grão, com relatos de excesso de micotoxina DON, o que pode reclassificar parte da produção para uso em ração animal, reduzindo o valor pago ao produtor.
Oferta global atinge recorde e derruba cotações internacionais
No cenário externo, o Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA) revisou para cima as projeções de produção mundial de trigo, estimando um recorde de 829 milhões de toneladas em 2025/26, contra 800 milhões de toneladas na temporada anterior. Após quatro safras consecutivas de redução, os estoques globais também devem subir, alcançando 271,4 milhões de toneladas, o que reforça um balanço mais confortável entre oferta e demanda.
Esse aumento de oferta é distribuído entre os principais exportadores globais — União Europeia, Rússia, Canadá, Austrália e Argentina. Esta última, principal fornecedora do Brasil, deve colher 24 milhões de toneladas, conforme dados da Bolsa de Cereales de Buenos Aires, embora existam riscos pontuais de excesso de umidade em algumas regiões produtoras.
Câmbio e importações influenciam o mercado interno
Além do cenário de abundância internacional, a valorização do real frente ao dólar tem favorecido as importações e reduzido a competitividade das exportações brasileiras, pressionando ainda mais as cotações no mercado interno.
Segundo analistas do Itaú BBA, esse movimento torna o trigo importado mais atrativo para moinhos e indústrias, principalmente diante da oferta abundante e dos preços competitivos no mercado externo.
Perspectivas para os próximos meses
O Itaú BBA avalia que o mercado brasileiro de trigo deverá enfrentar um período de ajuste e volatilidade, condicionado por dois fatores principais:
- A dinâmica cambial, que influencia diretamente o custo de importação e a paridade de preços;
- As condições climáticas na Argentina, que podem alterar a oferta regional e o fluxo comercial do cereal.
Em resumo, o relatório indica que o ambiente atual é de pressão nas cotações, com o produtor brasileiro enfrentando menores margens e um cenário global de superoferta. No entanto, a evolução do clima e do câmbio nos próximos meses será determinante para definir o rumo do mercado e as estratégias de originação no país.
Fonte: Portal do Agronegócio
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Brasil fecha ano com crescimento em produção, consumo e exportações de carne de frango, carne suína e ovos, aponta a ABPA

Produção de ovos este ano é 7,9% superior ao total registrado em 2024
A produção, as exportações e o consumo de carne de frango, carne suína e ovos deverão registrar números recordes no ano de 2025. As projeções são da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA) e foram apresentadas hoje, durante coletiva de imprensa realizada em São Paulo (SP).
De acordo com as projeções da ABPA, a produção brasileira de ovos deverá atingir até 62,250 bilhões de unidades em 2025, número 7,9% superior ao total registrado em 2024, que foi de 57,683 bilhões de unidades. Para 2026, espera-se nova expansão, com até 66,5 bilhões de unidades produzidas, o que representa alta de 6,8% sobre o ano anterior.
As exportações do setor devem alcançar até 40 mil toneladas em 2025, o que representa um crescimento de 116,6% em relação às 18.469 toneladas embarcadas em 2024. Para 2026, a expectativa é de novos avanços, com até 45 mil toneladas exportadas, 12,5% a mais que o volume previsto para este ano.
Já o consumo per capita deverá passar de 269 unidades por habitante em 2024 para 287 unidades em 2025 (+6,7%) e 307 unidades em 2026 (+7% sobre o ano anterior).
No caso da carne de frango, a produção brasileira deverá totalizar 15,320 milhões de toneladas em 2025, número até 2,2% superior ao total de 14,972 milhões de toneladas produzidas em 2024. Para 2026, é esperado crescimento, com até 15,600 milhões de toneladas, alta de 2%.
As exportações devem crescer até 0,5%, projetando até 5,320 milhões de toneladas exportadas em 2025 (contra 5,295 milhões em 2024) e até 5,500 milhões em 2026, crescimento de 3,4% sobre o ano anterior.
No mercado interno, a disponibilidade de carne de frango poderá atingir até 9,980 milhões de toneladas em 2025, alta de 3,1% frente às 9,678 milhões de toneladas de 2024. Em 2026, a disponibilidade projetada é de 10,100 milhões de toneladas, número 1,2% maior em relação ao ano anterior.
Com isso, o consumo per capita da proteína deverá passar dos 45,5 kg por habitante em 2024 para 46,8 kg em 2025 (+2,8%), chegando a 47,3 kg em 2026 (+1,2%).
Para a carne suína, a produção nacional está estimada em até 5,550 milhões de toneladas em 2025, crescimento de 4,6% em relação ao volume registrado em 2024, que foi de 5,305 milhões de toneladas. Para 2026, espera-se nova elevação, com produção estimada em até 5,700 milhões de toneladas, incremento de 2,7% sobre o ano anterior.
As exportações também devem manter a trajetória de alta. O setor projeta até 1,490 milhão de toneladas exportadas em 2025, volume 10% superior ao total de 1,353 milhão de toneladas embarcadas em 2024. Para 2026, o número pode chegar a 1,550 milhão de toneladas, com nova alta de 4%.
A disponibilidade interna da proteína deverá crescer até 2,7% neste ano, com cerca de 4,060 milhões de toneladas projetadas para 2025, contra 3,952 milhões de toneladas em 2024. Para 2026, a expectativa de crescimento é de 2,2%, com 4,150 milhões de toneladas. O consumo per capita deverá crescer 2,3% neste ano, com 19 quilos em 2025, contra 18,6 quilos em 2024. Em 2026, o consumo per capita deverá ser 2,5% maior, com 19,5 quilos.
“Após fortes turbulências ao longo do ano, o setor mostrou resiliência e chegou ao fim do período registrando crescimento em todos os índices de produção, exportações e consumo per capita de carne de frango, carne suína e ovos. O mesmo comportamento positivo projetado para o próximo ano deverá ocorrer em meio a um cenário de custos adequados e demanda sustentada pelos produtos, tanto no mercado interno quanto internacional”, analisa o presidente da ABPA, Ricardo Santin.
Fonte: Assessoria
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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