Mato Grosso
INSS já devolveu R$ 2,8 bilhões a vítimas de descontos irregulares. Prazo para contestação de descontos vence em 14 de fevereiro

Confie apenas nos canais oficiais – Meu INSS e Telefone 135 – para informações seguras – Foto: Divulgação/Gov.br
ilhões de aposentados e pensionistas brasileiros ainda têm tempo para reaver valores descontados indevidamente de seus benefícios do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS). Levantamento mais recente aponta que cerca de 6,2 milhões de beneficiários contestaram cobranças não autorizadas, relacionadas principalmente a associações fraudulentas, e 4,1 milhões já receberam o ressarcimento diretamente em conta, somando R$ 2,8 bilhões devolvidos.
O prazo para contestação e adesão ao acordo de ressarcimento segue aberto até 14 de fevereiro, após prorrogação anunciada diante do número expressivo de pessoas que ainda não procuraram o órgão. A estimativa é de que aproximadamente 3 milhões de beneficiários tenham direito à devolução, mas ainda não iniciaram o processo.
Prazo ampliado e canais de atendimento do INSS
Inicialmente previsto para encerrar em novembro, o prazo foi estendido para ampliar o acesso, especialmente de aposentados com dificuldades de uso de ferramentas digitais. A contestação é considerada o primeiro passo para garantir a devolução e pode ser feita por meio do aplicativo ou site Meu INSS, pela Central 135, que funciona de segunda a sábado, das 7h às 22h, ou presencialmente nas agências dos Correios, que oferecem atendimento gratuito e assistido em mais de cinco mil unidades no país.
No ambiente digital, o procedimento é simples: ao identificar um desconto não reconhecido, o beneficiário deve registrar a opção “não autorizei o desconto”, dando início à análise e posterior restituição, quando confirmada a irregularidade.
Ressarcimento ao cidadão e responsabilização das associações
Os valores devolvidos aos aposentados não representam prejuízo definitivo aos cofres públicos. Paralelamente ao pagamento dos beneficiários, órgãos federais atuam para bloquear e recuperar recursos das associações envolvidas nas fraudes. Ações judiciais já resultaram no bloqueio de bilhões de reais, incluindo valores encontrados em contas vinculadas a dirigentes dessas entidades.
A estratégia adotada buscou evitar que aposentados e pensionistas precisassem aguardar decisões judiciais individuais ou ingressar com ações próprias para recuperar valores que, em muitos casos, comprometeram parte significativa da renda mensal.
Reajuste dos benefícios acompanha novo salário mínimo
Além do ressarcimento, os segurados do INSS começam 2026 com reajuste nos benefícios vinculados ao salário mínimo, que passa a ser de R$ 1.621. A atualização alcança 21,9 milhões de aposentadorias e pensões, além de 6,4 milhões de beneficiários do Benefício de Prestação Continuada (BPC). O pagamento com os novos valores tem início em 26 de janeiro, seguindo o calendário regular do instituto.
O impacto econômico do reajuste previdenciário é significativo, com bilhões de reais sendo injetados na economia nos próximos meses, especialmente em municípios onde a renda previdenciária tem peso relevante no consumo local.
Mudanças nas regras de aposentadoria em 2026
Com a virada do ano, também entram em vigor novos ajustes previstos nas regras de transição da reforma da Previdência. A idade mínima exigida aumenta gradualmente, chegando, em 2026, a 59 anos e seis meses para mulheres e 64 anos e seis meses para homens, mantendo-se o tempo mínimo de contribuição de 30 e 35 anos, respectivamente.
Outra possibilidade segue sendo a regra de pontos, que soma idade e tempo de contribuição. Neste ano, o direito à aposentadoria é alcançado quando a mulher atinge 93 pontos e o homem 103 pontos, desde que cumprido o tempo mínimo de recolhimento.
Para quem tem dúvidas sobre qual regra é mais vantajosa, o Meu INSS disponibiliza um simulador que permite acompanhar o tempo restante para aposentadoria e estimar o valor do benefício.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
Gastos com preservação ambiental poderão ser abatidos em imposto de renda

Foto: Agência FPA
Produtores que preservam o meio ambiente poderão acessar benefícios fiscais, como o abatimento dos gastos no imposto de renda. A proposta que iguala a preservação ambiental como atividade rural foi aprovada na Comissão de Agricultura e Reforma Agrária (CRA) do Senado. Agora, o texto segue para a Comissão de Meio Ambiente (CMA) e para a Comissão de Assuntos Econômicos (CAE), onde deve ter decisão terminativa.
O Projeto de Lei 3.784/2024 altera a lei do imposto de renda sobre as atividades rurais — Lei nº 8.023 de 1990. A matéria prevê acrescentar “provisões de serviços ambientais” como atividade rural. Na prática, coloca as atividades de preservação, recuperação e reflorestamento no mesmo patamar da agricultura e pecuária, por exemplo, para as deduções previstas no pagamento do tributo.
Etanol de milho avança no agro
Relator da proposta na CRA e vice-presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA) da região Norte, senador Alan Rick (União-AC), destacou que a medida ajuda produtores que ainda não contam com mecanismos bem estabelecidos de pagamento por serviços ambientais.
“Esse é um tema que, há muito tempo, responde a um anseio do produtor rural: poder caracterizar a prestação de serviços ambientais como atividade rural para fins de abatimento no Imposto de Renda. Nada mais justo e coerente, diante de tantas obrigações que o produtor rural brasileiro tem e pelas quais sempre é penalizado”, disse, antes de ler o relatório.
Os imóveis rurais preservam aproximadamente 29% de toda a vegetação nativa do Brasil. Os dados constam da edição mais recente do levantamento Atribuição, Ocupação e Uso das Terras no Brasil, da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), apresentada no ano passado. Ao todo, isso representa 246,6 milhões de hectares.
No relatório, o senador não propôs alterações ao texto original. Ao defender a aprovação da matéria, explicou como o benefício deverá funcionar e destacou que a medida cria um estímulo à preservação ambiental dentro das propriedades rurais.
“Com esta medida, os produtores rurais que optem pelo regime simplificado de tributação rural poderão deduzir, de imediato, as despesas operacionais da receita bruta com serviços ambientais para apuração do Imposto de Renda. Portanto, isso resultará em menor carga tributária para aqueles que desenvolvam ações que gerem ganhos ambientais”, analisou.
Com Agência FPA
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
Governo recupera asfalto de rodovias em Poconé: “Feito inédito”, afirma prefeito

Sinfra-MT
O Governo de Mato Grosso entregou, neste sábado (18.4), a recuperação do asfalto das MTs 370 e 451, em Poconé. Com um investimento total de R$ 48,4 milhões, as obras vão ajudar no desenvolvimento econômico da cidade, fortalecendo também o turismo.
Uma das rodovias recuperadas é a MT-370, a Estrada Parque do Porto Cercado, um dos acessos ao pantanal mato-grossense. O investimento foi de R$ 16, 2 milhões na restauração de 39,9 km da rodovia, levando mais segurança no trajeto até o destino turístico.
O governador Otaviano Pivetta afirmou que o Estado tem o compromisso de fortalecer o desenvolvimento do turismo no Pantanal e em Poconé.
“Esta é uma região pioneira de Mato Grosso e o governo tem o compromisso com o seu desenvolvimento. Assim como em todas as outras regiões do Estado, o governo está trabalhando para melhorar a vida de quem vive aqui”, afirmou.
Para o prefeito de Poconé, Dr. Jonas Moraes, os investimentos do Governo do Estado estão ajudando no desenvolvimento do município.
“O que o governo está fazendo é inédito, são muitos investimentos em todas as áreas. Esse é o Governo que mais investiu na nossa cidade, realizando sonhos antigos da população. Essas duas estradas são importantes para o nosso desenvolvimento. Inclusive para o nosso turismo”, afirmou.
A outra rodovia recuperada foi a MT-451, conhecida como Rodovia Adauto Leite. Foram 49,9 km de asfalto restaurado em um investimento de R$ 32,2 milhões. A rodovia sai do distrito de Cangas em direção a BR-070, passando pelo Distrito de Nossa Senhora do Chumbo.
“É uma rodovia importante para a agricultura familiar, onde transita gado, transitam os produtos, mas também transitam as pessoas, pois liga várias comunidades. E ela encurta a distância entre Poconé e Cáceres, isso estimula o turismo no Pantanal como um todo”, explicou o secretário de Estado de Infraestrutura e Logística, Marcelo de Oliveira.
Também estiveram presentes nas inaugurações o deputado federal Fábio Garcia, os deputados estaduais Paulo Araújo e Eduardo Botelho e o secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho, além de vereadores de Poconé.
Guilherme Blatt | Sinfra-MT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
Nova regra do crédito rural acende alerta em produtores de Mato Grosso

Com a mudança em vigor desde 1º de abril, a Famato intensifica a orientação para prevenir prejuízos no acesso ao crédito. Foto: Freepik
Produtores rurais de Mato Grosso devem redobrar a atenção ao solicitar crédito rural a partir deste ano. A Federação da Agricultura e Pecuária de Mato Grosso (Famato) emitiu um alerta sobre as mudanças trazidas pela Resolução nº 5.268 do Conselho Monetário Nacional (CMN), que passou a valer em 1º de abril de 2026 e altera critérios de análise utilizados pelas instituições financeiras.
Com a nova regra, os dados do Programa de Monitoramento do Desmatamento por Satélite (Prodes) passam a ser considerados na concessão de crédito. O sistema, desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), identifica alterações na vegetação nativa por meio de imagens de satélite, mas não diferencia desmatamentos legais de ilegais — o que tem gerado preocupação no setor produtivo.
Segundo a analista de meio ambiente da Famato, Tânia Arévalo, essa limitação pode impactar diretamente produtores que estão em conformidade com a legislação. Isso porque qualquer área com registro de supressão de vegetação a partir de setembro de 2019 passa a integrar os chamados “polígonos do Prodes”, influenciando a análise de crédito independentemente da regularidade.
Risco de bloqueio no crédito
De acordo com o núcleo técnico da entidade, a mudança exige atenção redobrada antes da busca por financiamento. A recomendação é que o produtor consulte previamente sua propriedade para verificar a existência de registros no sistema, evitando surpresas no momento da contratação.
Outro ponto crítico é a ocorrência dos chamados “falsos positivos”, quando o sistema identifica alterações que não correspondem, necessariamente, a desmatamento — como áreas afetadas por estiagem ou mudanças naturais na vegetação.
Nesses casos, é possível contestar os dados junto ao Inpe, mediante apresentação de laudo técnico que comprove a inconsistência. Já quando há registro confirmado, a orientação é reunir toda a documentação que comprove a regularidade da área, como autorizações ambientais e o Cadastro Ambiental Rural (CAR), podendo ser necessária a validação junto à Secretaria de Estado de Meio Ambiente.
Orientação e diálogo com o setor
A Famato reforça que está à disposição para orientar produtores diante das novas exigências, especialmente em situações que envolvam restrições de crédito. A entidade também tem promovido diálogo com o Inpe para esclarecer o funcionamento do sistema e discutir possíveis inconsistências.
Em encontros realizados recentemente, especialistas apresentaram casos práticos e orientaram sobre os caminhos para contestação de dados, contribuindo para ampliar o entendimento do setor produtivo sobre o uso dessas informações.
Diante da proximidade do Plano Safra 2026/2027, a recomendação é que os produtores façam uma análise prévia de suas propriedades e busquem suporte técnico especializado. O objetivo é garantir segurança no acesso ao crédito e evitar entraves que possam comprometer o planejamento da próxima safra.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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