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Mato Grosso

Tolerância Zero confirma redução de crimes no primeiro ano de programa em MT

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Créditos- Mayke Toscano/Secom-MT

 

Os resultados do primeiro ano do programa Tolerância Zero, principal programa de segurança pública do Governo de Mato Grosso, confirmaram a sensação de que os crimes diminuíram no Estado. Nesta quinta-feira (27.11), os gestores estaduais da Segurança Pública apresentaram no Palácio Paiaguás, em Cuiabá, os números que atestam a redução dos índices criminais e o combate às facções criminosas no sistema prisional mato-grossense.

“Muitas das ações do Tolerância Zero já eram feitas há muitos anos. Como cidadãos, nós queremos viver em um lugar mais seguro. A segurança é um direito importante; sentir-se seguro no lugar em que você vive é algo que tem muito valor. A grande maioria dos indicadores melhorou neste ano, mas ainda são altos. Não podemos comemorar ainda. No Brasil, existe uma sensação de impunidade que gera esse excesso de violência. As pessoas perderam o medo da polícia, da justiça, de ser presas. Por isso que, de vez em quando, falo que temos que endurecer as leis. Mas estou satisfeito com o trabalho das nossas forças de segurança, com os resultados alcançados; sei que estão fazendo o melhor pelo nosso Estado”, afirmou o governador Mauro Mendes.

Uma das principais quedas nos indicadores, por exemplo, é no crime de homicídios dolosos, que caiu 25%, passando de 879 registros, entre novembro de 2023 e novembro de 2024, para 661 no período seguinte. Os crimes patrimoniais também apresentaram recuo expressivo. Os roubos diminuíram 23%, passando de 4.355 para 3.363 ocorrências.

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“Nós mudamos o jeito de fazer a segurança, e a relação entre o Estado e as forças policiais. Nos primeiros três anos, o maior orçamento do Estado foi da segurança pública, apesar das dificuldades que vivíamos. Quero agradecer o esforço desses homens e mulheres, que atuam no dia a dia cuidando do povo mato-grossense e combatendo o crime em suas variadas formas. O Estado de Mato Grosso criou as condições para que vocês possam trabalhar, espero que continuemos no caminho certo”, destacou o vice-governador Otaviano Pivetta.

 

 

 

 

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Lançado em 25 de novembro de 2024, o programa Tolerância Zero envolve as forças de segurança e o sistema penitenciário com o objetivo de combater as facções criminosas e reduzir os índices criminais em todo o Estado.

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O balanço do primeiro ano de Tolerância Zero considerou os principais crimes que acometem a população e as ações de combate, registradas entre novembro de 2024 e novembro de 2025, em comparação com o mesmo período de novembro de 2023 a novembro de 2024.

O secretário de Estado de Segurança Pública, coronel PM César Roveri, apontou que, desde 2019, o Governo investiu mais de R$ 2 bilhões na segurança do cidadão mato-grossense.

“O Tolerância Zero e os demais investimentos do governo estão realmente dando frutos e culminando para a queda dos índices criminais. Esse avanço ocorreu porque os investimentos mostram a preocupação que o Governo tem em proteger e defender o cidadão do nosso Estado. Aproveito para agradecer as nossas forças de segurança que diariamente saem de casa para proteger a nossa população e reduzir esses indicadores. Isso afeta diretamente a vida do cidadão, já que esses investimentos são o que nos dão condições melhores para vivermos aqui no nosso Estado”, disse.

Já o secretário de Estado de Justiça, delegado Vitor Hugo Teixeira, destacou que a ação do governo tem levado o combate às facções criminosas para dentro dos presídios.

“O atual governo teve sensibilidade de criar a Secretaria de Justiça, que nasceu com o programa Tolerância Zero. Fizemos uma verdadeira limpeza nas unidades prisionais, removemos os materiais ilícitos, como celulares e drogas, e incorporamos novos protocolos nas rotinas dos presídios. O Estado também tem dado todas as condições para que os policiais penais e os agentes do socioeducativo possam desempenhar suas funções da melhor forma possível. Quem ganha com isso, sem dúvida, é a sociedade”, disse.

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O deputado estadual Elizeu Nascimento, presidente da Comissão de Segurança na Assembleia Legislativa, afirmou que os resultados mostram que o Governo de Mato Grosso está no caminho certo para garantir a proteção do povo mato-grossense.

“A gente assina embaixo todo esse trabalho da Segurança Pública no programa Tolerância Zero. Essa força conjunta de todas as forças policiais têm feito a diferença. Acreditamos que Mato Grosso segue no rumo certo e levando mais segurança para o nosso cidadão. Sinto-me feliz por atuar, como deputado, com este governo. Essa sintonia nos dá condições de estarmos aqui, porque, quando se valoriza aquele que trabalha, colocamos o Estado de Mato Grosso nesse patamar de redução de índices criminais”, afirmou.

Participaram da divulgação do balanço a senadora Margareth Buzetti e os secretários estaduais Fábio Garcia (Casa Civil), Laice Souza (Comunicação), Jordan Espíndola (Gabinete da Governadoria) e Paulo Farias (Controladoria Geral do Estado).

Allan Pereira | Secom-MT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Mato Grosso

Delegação chinesa mira carne sustentável e novos negócios em MT

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A China é destino de metade da produção de grãos e proteína animal de Mato Grosso. – Foto por: Mayke Toscano/Secom-MT

 

Uma missão internacional liderada pela Câmara de Comércio da China para Importação e Exportação de Alimentos, Produtos Nativos e Subprodutos Animais (CFNA) está em Mato Grosso até 6 de maio com foco direto na carne bovina, sustentabilidade e ampliação da relação comercial com o país asiático. A China é destino de metade da produção de grãos e proteína animal de Mato Grosso.

O primeiro compromisso foi realizado nesta segunda-feira (4), no Palácio Paiaguás, em Cuiabá, em reunião com o governador Otaviano Pivetta, secretários de Estado e representantes do Instituto Mato-grossense da Carne (Imac), que intermediou e é anfitriã da comitiva. A delegação reúne técnicos da CFNA e cerca de 20 empresários asiáticos que atuam na importação, logística e distribuição de proteína animal no mercado chinês.

A visita tem caráter técnico e estratégico. Mato Grosso foi escolhido como vitrine de um dos temas que hoje mais pesam na abertura e manutenção de mercado: a capacidade de produzir com sustentabilidade comprovada e rastreabilidade completa, da origem do animal até o destino.

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A delegação veio ao Estado para avaliar, in loco, como funciona o modelo de carne sustentável e como esse sistema pode atender às novas exigências do mercado chinês, cada vez mais atento a critérios ambientais, sanitários e de transparência na cadeia produtiva.

“A visita ao Brasil está diretamente ligada ao avanço da carne com sustentabilidade. Mato Grosso já é reconhecido como uma das regiões mais avançadas do país nesse tema, e viemos entender como esse modelo funciona na prática, desde a fazenda até a chegada do produto ao mercado chinês”, afirmou a vice-presidente da CFNA, Yu Lu.

Além da carne bovina, a missão também observa a capacidade produtiva do Estado em outras commodities e avalia oportunidades de diversificação da pauta exportadora. O movimento acompanha uma estratégia mais ampla da China de garantir segurança alimentar com múltiplos fornecedores e cadeias mais previsíveis.

“A gente não está olhando apenas para a carne bovina. Mato Grosso tem força também em soja, milho e outros produtos, e isso amplia o interesse da China na região”, completou Yu Lu.

Cota para exportação

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Outro ponto tratado na reunião foi a cota de exportação de carne para a China, que já apresenta alto nível de utilização nos primeiros meses do ano e gera preocupação entre produtores brasileiros. A cota do Brasil é de embarque de 1,106 milhão de toneladas de carne bovina por ano. De janeiro a março, o país já usou 46% da cota. Apenas Mato Grosso exportou para a China no ano passado 978,4 mil toneladas.

Apesar disso, a avaliação da delegação chinesa é de continuidade nas compras, com possibilidade de ajustes futuros no modelo. Yu Lu explicou que existe um mecanismo de controle de volume, mas também há espaço para estudos e ajustes que permitam ampliar esse mercado ao longo dos próximos anos.

Do lado do Governo de Mato Grosso, o discurso foi de reposicionamento estratégico. O Estado quer consolidar uma imagem de fornecedor confiável em um mercado cada vez mais exigente.

“Mato Grosso não quer ser apenas um grande produtor. Queremos ser reconhecidos pela qualidade, pela sustentabilidade e pela rastreabilidade da nossa produção. É isso que garante acesso a mercado e competitividade no longo prazo”, afirmou o governador Otaviano Pivetta.

A leitura do Governo é de que essa agenda representa uma mudança de patamar na relação comercial com a China, especialmente pela presença direta da CFNA, que atua como elo entre o governo chinês e o setor produtivo e tem influência sobre regras de acesso ao mercado.

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“Essa agenda mostra que Mato Grosso está sendo observado não só pelo volume que produz, mas pela forma como produz. A rastreabilidade e as boas práticas comerciais são diferenciais que colocam o estado em outro nível nas negociações internacionais”, afirmou a secretária de Desenvolvimento Econômico, Mayran Beckman.

A estratégia também passa por agregar valor à produção local e ampliar a participação do estado em etapas mais qualificadas da cadeia, incluindo industrialização e atração de investimentos estrangeiros.

“Mato Grosso já é essencial para a segurança alimentar chinesa porque entrega escala, regularidade e segurança. O próximo passo é avançar em valor agregado, industrialização e integração dessa cadeia com o mercado chinês”, destacou o secretário-chefe da Casa Civil, Mauro Carvalho.

Ganho para cadeia produtiva

Entre os avanços discutidos, está a possibilidade de ampliar a pauta exportadora com a inclusão de miúdos bovinos (fígado, rins, língua, coração, dentre outros), que ainda não fazem parte da cota padrão chinesa, hoje concentrada na carcaça bovina. A medida pode representar ganho imediato de valor para a cadeia produtiva.

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A agenda da missão segue nos próximos dias com visitas técnicas a frigoríficos e associações do setor, nesta terça-feira (5), além de um workshop técnico no dia 6 de maio, organizado com o Imac, para aprofundar discussões sobre sustentabilidade, rastreabilidade e oportunidades comerciais.

 

Débora Siqueira | Assessoria/Sedec

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Mato Grosso

Paróquia São Francisco de Assis realiza semana especial de fé e celebrações em Aripuanã

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Imagem Ilustrativa

A Paróquia São Francisco de Assis iniciou, nesta semana, uma programação especial de celebrações religiosas em Aripuanã, reunindo fiéis das comunidades urbanas e rurais em momentos de oração, reflexão e fortalecimento da fé. As atividades seguem até o próximo domingo, 10 de maio, data em que se celebra o Dia das Mães.

A programação é conduzida pelo pároco, padre Pedro, com a participação de padres convidados e lideranças comunitárias. Segundo a organização, a iniciativa tem como objetivo principal promover a união da comunidade católica, incentivar a vivência espiritual e reforçar o compromisso com a missão evangelizadora da Igreja.

Durante toda a semana, os fiéis poderão participar de missas diárias, momentos de adoração ao Santíssimo Sacramento, atendimento de confissões, bênção dos enfermos e celebrações realizadas também nas comunidades, garantindo maior acesso à programação religiosa.

A agenda teve início na segunda-feira (4) com Santa Missa na matriz e o tradicional Terço das Mães que Oram pelos Filhos. Ao longo dos dias, as celebrações seguem com missas em diferentes horários e locais, incluindo comunidades como Santa Catarina, Cristo Rei, Nossa Senhora do Rosário e Rainha do Brasil, além de atividades no Colégio São Gonçalo.

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Um dos destaques da programação acontece na quinta-feira (8), com a adoração ao Santíssimo Sacramento e confissões ao longo da tarde, proporcionando aos fiéis um momento mais profundo de espiritualidade e reconciliação.

O encerramento será no domingo (10), com duas celebrações especiais na Igreja Matriz, às 7h e às 10h, em homenagem ao Dia das Mães. A data também será marcada por mensagens de fé e reconhecimento à importância das mães na construção das famílias e da comunidade.

A Paróquia reforça o convite para que toda a população participe das atividades. “É um momento de renovar a fé, fortalecer os laços comunitários e celebrar o amor e a dedicação das mães, que são sinal de amor, força e fé”, destacou a organização.

A programação é aberta a toda a comunidade, e a orientação é que os fiéis participem e levem suas famílias, vivenciando juntos essa semana especial de espiritualidade em Aripuanã.

Fonte: TOP NEWS

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Mato Grosso

Governo avalia nova investigação sobre importação de leite e produtora nacional reage com apreensão

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Assesoria

Setor leiteiro tenta reação a importações baratas vindas do Mercosul

O governo federal retomou o debate sobre a possibilidade de instaurar uma investigação antidumping contra importações de leite em pó, principalmente oriundo dos países do Mercosul. A medida surge após pressão crescente do setor leiteiro nacional, que denuncia concorrência desleal e afirma que importações a preços reduzidos têm pressionado fortemente os produtores.

As reclamações ganharam força após dados recentes apontarem para um volume significativo de leite em pó importado, reconstituído e comercializado no país o que, segundo representantes do setor, corrói os preços pagos ao produtor, reduz as margens de lucro e coloca em risco a sustentabilidade da cadeia produtiva brasileira.

Queda no preço do litro de leite e insustentabilidade para pequenas propriedades

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Nos últimos meses, produtores rurais denunciam queda expressiva no preço pago por litro de leite. Em 2025, o valor médio pago ao produtor caiu de cerca de R$ 2,64 para R$ 2,44 entre janeiro e setembro, um recuo que, em algumas regiões menos favorecidas, chegou a valores tão baixos quanto R$ 1,60 por litro.

Com esses patamares, muitos produtores afirmam que nem os custos básicos de produção estão sendo cobertos. A combinação de preços baixos e importações massivas tem elevado alertas de insolvência, endividamento e aumento de pedidos de recuperação judicial no setor, especialmente entre pequenos e médios produtores.

O que motiva a retomada da investigação e os obstáculos técnicos e legais

A solicitação de investigação partiu da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), que em dezembro de 2024 formalizou pedido junto ao governo, apontando suposta prática de dumping ou seja, importações com preços inferiores aos praticados no mercado doméstico, vindas de países como Argentina e Uruguai.

Segundo técnicos da CNA, os argumentos apresentados incluem comprovação de que o leite importado chegaria com preço até 50-55% abaixo do valor nacional, inviabilizando a competitividade dos produtores brasileiros e provocando desequilíbrio estrutural no mercado.

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No entanto, o processo não é simples: recentemente, o Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC) questionou se leite em pó importado e leite fluido nacional poderiam ser considerados produtos “semelhantes” o que complicou a aplicação de medidas antidumping. A mudança nessa interpretação técnica gerou resistência e faz com que a investigação esteja sendo revisitada com cautela.

Debate político e propostas legislativas para proteger a produção nacional

No Congresso e nas assembleias estaduais, parlamentares têm apresentado projetos para restringir a importação e a comercialização de leite importado reconstituído. Um exemplo é o Projeto de Lei 5738/2025, de autoria do deputado Zé Silva (MG), que visa proibir a reconstituição de leite em pó importado para venda como leite fluido ou uso em derivados em todo o país — uma tentativa de evitar a concorrência desleal e resguardar a renda dos produtores nacionais.

Para os produtores rurais e representantes do setor, a adoção de medidas de defesa comercial é vista como fundamental para garantir a sobrevivência da produção nacional, especialmente diante de custos elevados de produção, endividamento crescente e queda no consumo interno.

Risco de desmonte do setor leiteiro brasileiro

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Caso a investigação e eventual restrição às importações não avancem com rapidez, muitos produtores alertam que o Brasil pode vivenciar uma verdadeira crise estrutural na pecuária leiteira. A combinação de baixa rentabilidade, concorrência desleal e instabilidade de mercado ameaça não apenas a produção de leite mas a manutenção de comunidades rurais, empregos no campo e a oferta nacional de alimentos básicos.

By Lavínia de Sousa Peixoto Oliveira

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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