Mato Grosso
Porto Velho completa 111 anos de criação

Assessoria
Porto Velho completa nesta quinta-feira (2) 111 anos de criação. Para marcar a data, o Rondoniagora relembra entrevistas concedidas pelo memorialista Anísio Gorayeb, que faleceu em 2021, e pelo historiador Aleks Palitot. Eles dedicaram pesquisas e registros importantes que ajudam a compreender um pouco da história da capital rondoniense.
Origem e formação
Criada às margens do rio Madeira, a cidade nasceu em uma área estratégica para navegação e geração de energia. A Lei nº 756, aprovada em 2 de outubro de 1914 pela Assembleia Legislativa do Amazonas, oficializou a criação do município, até então pertencente a Humaitá. Em 1943, Porto Velho e Guajará-Mirim passaram a integrar o Território Federal do Guaporé, que, em 1956, passou a se chamar Rondônia, elevado à condição de Estado em 1981.
O nome da capital também desperta curiosidade. De acordo com registros apontados pelo livro Enganos da Nossa História, do pesquisador Antônio Cândido da Silva, a origem teria ligação com o chamado “Porto do Velho Pimentel”, lenhador que fornecia madeira para navios a vapor na época do Ciclo da Borracha. Entretanto, conforme destacou o historiador Aleks Palitot, não existem documentos que comprovem a existência de Pimentel, o que transformou a narrativa em lenda popular.
Contexto histórico
Palitot explicou que, durante a Guerra do Paraguai, em 1865, a região era estratégica por conectar o Mato Grosso aos rios Guaporé, Mamoré e Madeira. Para assegurar a navegação e o controle territorial, o imperador Dom Pedro II determinou a instalação de uma guarnição militar próxima ao que mais tarde seria o pátio ferroviário da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré. Relatórios de Marechal Rondon e Oswaldo Cruz já faziam referência ao local como “Porto Velho Militar” ou “Porto dos Militares”.
Com o fim da guerra e a vitória brasileira em 1870, iniciou-se a construção da EFMM em 1872. A empresa inglesa Public Works implantou um porto moderno em Santo Antônio, e a população passou a diferenciar os locais como “Porto Novo” e “Porto Velho”.

O inglês como idioma predominante
Anísio Gorayeb registrou que, com a criação do município, surgiu um impasse administrativo. O idioma predominante era o inglês, utilizado na documentação da ferrovia e no primeiro jornal da cidade, o The Porto Velho Times. Para evitar conflitos de gestão, foi criada a chamada “Rua Divisória”, hoje avenida Presidente Dutra, com uma cerca que separava os domínios: de um lado, a administração do superintendente municipal; do outro, a gestão dos diretores da EFMM.

População e crescimento
Atualmente, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), Porto Velho tem população estimada em 517.709 habitantes neste ano, sendo a terceira capital mais populosa da região Norte. É também a única capital brasileira que faz fronteira direta com outro país, a Bolívia. O município possui mais de 34 mil km² de área e é dividido em 75 bairros distribuídos entre as zonas Sul, Leste, Norte e Oeste.
A primeira eleição municipal ocorreu em 1916, elegendo o médico Joaquim Augusto Tanajura, que assumiu em 1º de janeiro de 1917. Durante seu segundo mandato, a sede da Prefeitura foi transferida para o imóvel localizado na rua José Bonifácio, na ladeira Comendador Centeno, onde se consolidou como centro administrativo.
Patrimônio histórico e cultura
A capital preserva símbolos marcantes como o complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, as Três Caixas D’Água e o Cemitério da Candelária. Ao longo do tempo, novos espaços culturais foram incorporados, como o Mercado Cultural, o Espaço Alternativo, o Memorial Jorge Teixeira e o Teatro Estadual Palácio das Artes.
A diversidade cultural é resultado da miscigenação de povos vindos de várias partes do Brasil. Esse pluralismo se reflete em eventos como o Arraial Flor do Maracujá, realizado há mais de quatro décadas, festivais de praia e o tradicional desfile da Banda do Vai Quem Quer durante o carnaval.
Rondoniagro
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
Seminário na ALMT debate estratégias para combater avanço da violência nas escolas de Mato Grosso

Violência escolar pauta seminário na Assembleia – Foto: ALMT
O crescimento dos casos de agressividade no ambiente de ensino mobilizou especialistas e autoridades na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Na última quinta-feira (23), a suplente de deputada estadual Sheila Klener promoveu o Primeiro Seminário Mato-Grossense de Combate à Violência nas Escolas, com o objetivo de tirar do papel ações práticas de prevenção.
O encontro reforça as diretrizes da Lei 13.172, de autoria da parlamentar, que instituiu o mês de abril como o período oficial de conscientização e enfrentamento da violência escolar em todo o estado.
Números do IBGE acendem o alerta
Durante o seminário, foram apresentados dados preocupantes que mostram uma mudança no comportamento juvenil. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os casos de agressão física entre estudantes praticamente dobraram nos últimos anos.
Especialistas e representantes das forças de segurança discutiram que a solução para a violência escolar vai muito além de “muros altos”. Entre as medidas propostas durante o evento, destacam-se:
* Monitoramento Ativo: Identificação precoce de conflitos entre grupos de alunos;
*Acolhimento Emocional: Fortalecimento da saúde mental dentro das unidades de ensino;
*Rede de Apoio: Integração real entre família, professores, gestores e conselhos tutelares;
*Educação Não-Violenta: Campanhas contínuas de conscientização sobre bullying e respeito mútuo.
Para Sheila Klener, o seminário é um marco para que o estado deixe de apenas reagir a tragédias e passe a prevenir situações de risco. “O ambiente escolar precisa voltar a ser um local de paz e aprendizado seguro”, ressaltou.
União de Esforços
O debate reforçou que o combate à violência exige uma atuação multidisciplinar, envolvendo o poder público e a comunidade escolar de forma ininterrupta. A expectativa é que as conclusões do seminário sirvam de base para novos protocolos de segurança nas escolas mato-grossenses.
A reportagem do CenárioMT apoia o debate por escolas mais seguras. Você acredita que a presença de policiais ou seguranças armados nas escolas resolveria o problema da violência? Deixe seu comentário abaixo.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
Mulheres no Agro: Liderança e inovação transformam a produção rural em Sorriso

Mulheres ampliam protagonismo no campo e estimulam a produção rural na região de Sorriso
A paisagem do campo em Sorriso, a capital nacional do agronegócio, está mudando. Mais do que braços no trabalho pesado, as mulheres assumiram de vez as rédeas da gestão, da tecnologia e da tomada de decisão nas propriedades rurais. Deixando para trás o papel de coadjuvantes, produtoras locais agora lideram desde assentamentos até grandes projetos de inovação sustentável.
O apoio de iniciativas como o CAT Sorriso (Clube Amigos da Terra) tem sido o combustível para essa transformação, oferecendo capacitação, suporte técnico e visibilidade para quem produz no coração de Mato Grosso.
Da Pitaya aos Orgânicos: Histórias de Sucesso
O protagonismo feminino se manifesta em diferentes frentes na região. Conheça as trajetórias de quem está mudando a cara da produção local:
“A mulher hoje cuida de tudo”
Luciana Estruzani, moradora do Assentamento Jonas Pinheiro, reflete a mudança de gerações. “Antigamente a mulher era para ficar na cozinha. Hoje não. Eu estou à frente de tudo na tomada de decisões”, afirma a produtora, que gerencia desde a colheita até as vendas e a administração da propriedade.
Já para Maricilda Ludwig, o despertar para o novo veio através do Fórum Regional de Mulheres promovido pelo CAT. O encontro foi o ponto de virada para que ela investisse em tecnologia e mudasse o foco da sua chácara para produtos orgânicos de alto valor agregado.
O Papel do CAT Sorriso e o Selo de Origem
A Associação Clube Amigos da Terra tem sido fundamental para chancelar essa qualidade. Atualmente, 18 agricultores familiares da região possuem o Selo de Identificação de Origem da Agricultura Familiar, que garante rastreabilidade e valoriza o produto no mercado.
“As mulheres sempre estiveram presentes no agro, mas hoje assumem cada vez mais papéis de liderança na gestão, na adoção de tecnologia e na sustentabilidade”, ressalta Márcia Becker Paiva, presidente do CAT Sorriso.
💡 Impacto Social
O fortalecimento da presença feminina no campo não apenas inova a produção, mas também fortalece as famílias rurais e garante o futuro da agricultura responsável em Mato Grosso.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
Sorriso confirma segunda morte por meningite e autoridades descartam surto no município

Sorriso confirma segunda morte por meningite e autoridades descartam surto no município. Foto: IGESP.
O município de Sorriso voltou a registrar óbito relacionado à meningite, elevando para dois o número de mortes associadas à doença. A vítima mais recente é uma mulher de 40 anos, residente na comunidade Morocó, que estava internada em uma unidade hospitalar de Lucas do Rio Verde e não resistiu às complicações.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, o caso foi classificado como meningite viral, tipo considerado menos agressivo e com menor potencial de transmissão. Diante disso, as autoridades de saúde afirmam que não há indícios de surto no município neste momento.
Além desse registro, outro caso com evolução para óbito foi contabilizado em Alta Floresta. No entanto, conforme esclarecido pela pasta, não houve confirmação de meningite bacteriana contagiosa, o que também contribui para afastar a hipótese de disseminação em larga escala.
Apesar do cenário controlado em Sorriso, a situação em outras regiões de Mato Grosso acende um alerta. Em Sinop, por exemplo, foram confirmados casos de meningite bacteriana — forma mais grave da doença — incluindo a morte de uma criança de cinco anos e a internação de outra paciente. As autoridades sanitárias seguem com protocolos de vigilância e preventivos.
Em nota oficial, a Prefeitura de Sorriso informou que o óbito ocorrido no dia 19 de março não possui relação com outros casos registrados no município ou em cidades vizinhas. A gestão municipal também manifestou solidariedade às famílias das vítimas.
A Secretaria de Saúde reforça que a principal forma de prevenção contra a meningite é a vacinação, disponibilizada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O calendário inclui imunizantes como a meningocócica C, ACWY, pneumocócica 10-valente, BCG e a vacina pentavalente, que protege contra diferentes agentes causadores da doença.
A população deve ficar atenta aos sintomas, que incluem febre alta, dor de cabeça intensa, vômitos e rigidez na nuca. Ao apresentar qualquer sinal suspeito, a orientação é procurar atendimento médico imediato.
As autoridades seguem monitorando a situação e destacam que, embora não haja surto, a prevenção continua sendo fundamental para evitar novos casos.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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