Mato Grosso
Seaf vai destacar potencial do maracujazeiro durante a GreenFarm Show 2025

Foto por: Lena Lira
A Secretaria de Agricultura Familiar de Mato Grosso (Seaf) terá uma programação exclusiva, no próxima sábado (20.9) pela manhã, durante FarmEx Agricultura Familiar, espaço que integra a GreenFarm Show 2025, que será realizada no Parque Novo Mato Grosso. O evento também terá a participação a feira do pequeno produtor, com 31 expositores. A Greenfarm será realizada entre os dias 17 e 20 de setembro.
A agenda da Seaf no evento será aberta às 8h e, ao longo da manhã, reunirá especialistas para debater soluções voltadas a cadeias estratégicas da agricultura familiar, como café, cacau, leite, aquaponia (Ciclo Vivo) e frutas tropicais. A programação contará com as palestras de Fabricio Tomaz – técnico da Empaer para falar sobre Café e Cacau; Brasilio Ferreira, coordenador da Seaf, abordando Ciclo Vivo em Aquaponia; Eduardo Silva Dantas, médico veterinário da secretaria, para falar sobre Leite e ações em prol do rebanho leiteiro e, às 10h00, o engenheiro agrônomo Luciano Gomes Ferreira, doutor em Agricultura Tropical e técnico da Seaf, que apresentará os avanços das pesquisas sobre o maracujazeiro.
Maracujá em destaque
Na palestra, o doutor em Agricultura Tropical, Luciano Ferreira vai mostrar que o maracujazeiro BRS Rubi do Cerrado, quando enxertado em Passiflora nítida (BRS Terra Nova), pode aumentar a produtividade e resistir à fusariose, doença que ameaça pomares em várias regiões. Outro ponto central será a polinização manual, prática capaz de elevar em até 40% a produção e assegurar frutos cheios e padronizados.
“A qualidade da muda é a base do sucesso do pomar. Mas é a polinização manual que assegura frutos de melhor qualidade e maior produtividade. Quando unimos ciência e práticas acessíveis ao produtor, o maracujá se torna uma alternativa estratégica para a agricultura familiar”, explicou Luciano.
O tema ganha força quando comparado à realidade vivida por agricultores familiares em Mato Grosso. Em Confresa, no nordeste do Estado, a família de Jackson Andre Ues e Selma Silveira decidiu apostar no cultivo do maracujazeiro em uma área de 3.500 m² arrendada. O plantio, iniciado em agosto de 2024, alcançou em março de 2025 produção diária de até 100 quilos de frutos, vendidos a R$ 5 o quilo.
A rotina, no entanto, é desafiadora e envolve toda a família. A irrigação é feita manualmente, as podas são constantes e a polinização exige dedicação diária. O relacionamento comercial na cidade é realizado por Selma.
“Iniciamos com recurso próprio, investimos em torno de R$ 15 mil. Tivemos que improvisar desde a coleta de esterco até o plantio. Agora esperamos apoio para ampliar”, contou Jackson. “Com esse primeiro plantio a gente já aprendeu muita coisa que não sabia. No futuro vamos fazer diferente e, com mais apoio, queremos crescer. ”
A visita técnica da Seaf/MT ao pomar após o Fórum das Cadeias de Valor da Agricultura Familiar e Turismo Rural, aproximou a realidade da família das soluções que a pesquisa já comprova. O caso reforça a importância de integrar ciência, extensão rural e políticas públicas para que agricultores familiares tenham acesso a tecnologias práticas que reduzam custos e aumentem a renda.
“Histórias como dessa família motiva outros produtores de pequena escala a produzir. E a Seaf e a Empaer são parceiras de iniciativas como essa, no desenvolvimento de projetos e mecanismos para que eles tenham acesso a técnicas para produzir com qualidade”, salientou a o engenheiro agrônomo Luciano Ferreira.
Fonte: Lena Lira/Seaf
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
Seminário na ALMT debate estratégias para combater avanço da violência nas escolas de Mato Grosso

Violência escolar pauta seminário na Assembleia – Foto: ALMT
O crescimento dos casos de agressividade no ambiente de ensino mobilizou especialistas e autoridades na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Na última quinta-feira (23), a suplente de deputada estadual Sheila Klener promoveu o Primeiro Seminário Mato-Grossense de Combate à Violência nas Escolas, com o objetivo de tirar do papel ações práticas de prevenção.
O encontro reforça as diretrizes da Lei 13.172, de autoria da parlamentar, que instituiu o mês de abril como o período oficial de conscientização e enfrentamento da violência escolar em todo o estado.
Números do IBGE acendem o alerta
Durante o seminário, foram apresentados dados preocupantes que mostram uma mudança no comportamento juvenil. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os casos de agressão física entre estudantes praticamente dobraram nos últimos anos.
Especialistas e representantes das forças de segurança discutiram que a solução para a violência escolar vai muito além de “muros altos”. Entre as medidas propostas durante o evento, destacam-se:
* Monitoramento Ativo: Identificação precoce de conflitos entre grupos de alunos;
*Acolhimento Emocional: Fortalecimento da saúde mental dentro das unidades de ensino;
*Rede de Apoio: Integração real entre família, professores, gestores e conselhos tutelares;
*Educação Não-Violenta: Campanhas contínuas de conscientização sobre bullying e respeito mútuo.
Para Sheila Klener, o seminário é um marco para que o estado deixe de apenas reagir a tragédias e passe a prevenir situações de risco. “O ambiente escolar precisa voltar a ser um local de paz e aprendizado seguro”, ressaltou.
União de Esforços
O debate reforçou que o combate à violência exige uma atuação multidisciplinar, envolvendo o poder público e a comunidade escolar de forma ininterrupta. A expectativa é que as conclusões do seminário sirvam de base para novos protocolos de segurança nas escolas mato-grossenses.
A reportagem do CenárioMT apoia o debate por escolas mais seguras. Você acredita que a presença de policiais ou seguranças armados nas escolas resolveria o problema da violência? Deixe seu comentário abaixo.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
Mulheres no Agro: Liderança e inovação transformam a produção rural em Sorriso

Mulheres ampliam protagonismo no campo e estimulam a produção rural na região de Sorriso
A paisagem do campo em Sorriso, a capital nacional do agronegócio, está mudando. Mais do que braços no trabalho pesado, as mulheres assumiram de vez as rédeas da gestão, da tecnologia e da tomada de decisão nas propriedades rurais. Deixando para trás o papel de coadjuvantes, produtoras locais agora lideram desde assentamentos até grandes projetos de inovação sustentável.
O apoio de iniciativas como o CAT Sorriso (Clube Amigos da Terra) tem sido o combustível para essa transformação, oferecendo capacitação, suporte técnico e visibilidade para quem produz no coração de Mato Grosso.
Da Pitaya aos Orgânicos: Histórias de Sucesso
O protagonismo feminino se manifesta em diferentes frentes na região. Conheça as trajetórias de quem está mudando a cara da produção local:
“A mulher hoje cuida de tudo”
Luciana Estruzani, moradora do Assentamento Jonas Pinheiro, reflete a mudança de gerações. “Antigamente a mulher era para ficar na cozinha. Hoje não. Eu estou à frente de tudo na tomada de decisões”, afirma a produtora, que gerencia desde a colheita até as vendas e a administração da propriedade.
Já para Maricilda Ludwig, o despertar para o novo veio através do Fórum Regional de Mulheres promovido pelo CAT. O encontro foi o ponto de virada para que ela investisse em tecnologia e mudasse o foco da sua chácara para produtos orgânicos de alto valor agregado.
O Papel do CAT Sorriso e o Selo de Origem
A Associação Clube Amigos da Terra tem sido fundamental para chancelar essa qualidade. Atualmente, 18 agricultores familiares da região possuem o Selo de Identificação de Origem da Agricultura Familiar, que garante rastreabilidade e valoriza o produto no mercado.
“As mulheres sempre estiveram presentes no agro, mas hoje assumem cada vez mais papéis de liderança na gestão, na adoção de tecnologia e na sustentabilidade”, ressalta Márcia Becker Paiva, presidente do CAT Sorriso.
💡 Impacto Social
O fortalecimento da presença feminina no campo não apenas inova a produção, mas também fortalece as famílias rurais e garante o futuro da agricultura responsável em Mato Grosso.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
Sorriso confirma segunda morte por meningite e autoridades descartam surto no município

Sorriso confirma segunda morte por meningite e autoridades descartam surto no município. Foto: IGESP.
O município de Sorriso voltou a registrar óbito relacionado à meningite, elevando para dois o número de mortes associadas à doença. A vítima mais recente é uma mulher de 40 anos, residente na comunidade Morocó, que estava internada em uma unidade hospitalar de Lucas do Rio Verde e não resistiu às complicações.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, o caso foi classificado como meningite viral, tipo considerado menos agressivo e com menor potencial de transmissão. Diante disso, as autoridades de saúde afirmam que não há indícios de surto no município neste momento.
Além desse registro, outro caso com evolução para óbito foi contabilizado em Alta Floresta. No entanto, conforme esclarecido pela pasta, não houve confirmação de meningite bacteriana contagiosa, o que também contribui para afastar a hipótese de disseminação em larga escala.
Apesar do cenário controlado em Sorriso, a situação em outras regiões de Mato Grosso acende um alerta. Em Sinop, por exemplo, foram confirmados casos de meningite bacteriana — forma mais grave da doença — incluindo a morte de uma criança de cinco anos e a internação de outra paciente. As autoridades sanitárias seguem com protocolos de vigilância e preventivos.
Em nota oficial, a Prefeitura de Sorriso informou que o óbito ocorrido no dia 19 de março não possui relação com outros casos registrados no município ou em cidades vizinhas. A gestão municipal também manifestou solidariedade às famílias das vítimas.
A Secretaria de Saúde reforça que a principal forma de prevenção contra a meningite é a vacinação, disponibilizada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O calendário inclui imunizantes como a meningocócica C, ACWY, pneumocócica 10-valente, BCG e a vacina pentavalente, que protege contra diferentes agentes causadores da doença.
A população deve ficar atenta aos sintomas, que incluem febre alta, dor de cabeça intensa, vômitos e rigidez na nuca. Ao apresentar qualquer sinal suspeito, a orientação é procurar atendimento médico imediato.
As autoridades seguem monitorando a situação e destacam que, embora não haja surto, a prevenção continua sendo fundamental para evitar novos casos.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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