Algodão
Mercado de algodão segue lento e impactado por tensões comerciais e baixa liquidez na entressafra

Assessoria
O mercado físico de algodão em pluma continua operando em ritmo lento no Brasil, refletindo um cenário de incertezas no comércio internacional, especialmente devido às tensões comerciais entre Estados Unidos e China. Essa conjuntura tem gerado volatilidade nos preços futuros da commodity e contribuído para a retração nas negociações internas durante a entressafra.
Segundo análise do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), a comercialização no país segue limitada, tanto pela disparidade de preços quanto pelas variações na qualidade dos lotes disponíveis. As médias de preços permanecem com oscilações em um intervalo estreito, o que revela uma instabilidade no ambiente de negócios.
Do lado da demanda, os compradores mantêm uma postura cautelosa, atuando apenas para reposição pontual de estoques. Já os vendedores continuam firmes em suas ofertas, priorizando o cumprimento dos contratos a termo já firmados, o que restringe ainda mais o volume de algodão disponível no mercado spot.
Nas exportações, dados da Secretaria de Comércio Exterior (Secex), analisados pelo Cepea, mostram que o Brasil embarcou 239,06 mil toneladas de algodão em pluma em março. O volume representa queda de 13% em relação a fevereiro deste ano e é 5,4% menor se comparado ao mesmo período de 2024, evidenciando a desaceleração nas vendas externas, mesmo diante de uma safra robusta.
O cenário atual aponta para um mercado ainda fragilizado pela conjuntura internacional e pela cautela dos agentes no mercado interno, com perspectivas de retomada do ritmo apenas com maior estabilidade nos preços e nas relações comerciais globais.
Fonte: CenarioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Algodão
Safra 2024/25 bate recorde na produção de algodão

Foto: India Water Portal
A safra de algodão 2024/25 consolidou Mato Grosso como protagonista mundial na produção da fibra. O estado alcançou 1,55 milhão de hectares plantados, a maior área da série histórica, com crescimento de 5,82% em relação à safra anterior. Apesar do início tardio da semeadura, o ciclo foi favorecido por boas condições climáticas, sobretudo na segunda safra.
O resultado foi uma produtividade média de 315,12 arrobas por hectare, superando a melhor marca anterior, registrada na safra 2022/23. A produção total de pluma atingiu 3,01 milhões de toneladas, estabelecendo um novo recorde para o estado e reforçando seu papel estratégico no abastecimento global.
O cenário positivo no campo, no entanto, contrastou com a pressão no mercado. O aumento da oferta e o crescimento dos estoques contribuíram para a desvalorização das cotações do algodão ao longo do ano, impactando diretamente o ritmo da comercialização. Os preços ficaram entre os menores patamares dos últimos anos, gerando cautela entre os produtores na hora de negociar.
Apesar disso, o Brasil manteve sua posição de maior exportador mundial de algodão pelo segundo ano consecutivo, com Mato Grosso respondendo por parcela significativa desse desempenho. O feito reforça a competitividade da produção mato-grossense, que alia escala, tecnologia e clima favorável.
Com estoques elevados e mercado pressionado, o setor deverá acompanhar de perto os desdobramentos na demanda internacional e nas políticas de estímulo à exportação. O desafio para 2025 será manter o equilíbrio entre volume produzido e rentabilidade.
AGROLINK – Aline Merladete
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Algodão
Safra de algodão 2025/26 deve recuar 7%, aponta StoneX

Foto: CNA
A produção de algodão do Brasil na safra 2025/26 deve totalizar 3,72 milhões de toneladas, uma queda de 7% em relação ao ciclo anterior, que registrou 4 milhões de toneladas. O levantamento é do relatório da StoneX, empresa global de serviços financeiros, que aponta que a redução reflete principalmente a diminuição de cerca de 75 mil hectares na área plantada, que ficará em 1,44 milhão de hectares.
Mato Grosso mantém liderança na produção nacional
O Mato Grosso segue como maior produtor do país, com expectativa de 2,6 milhões de toneladas de pluma, mesmo com a redução da área plantada. A Bahia permanece como a segunda maior região produtora, com estimativa de 777 mil toneladas. Juntos, os dois estados deverão responder por mais de 90% da oferta nacional de algodão.
Chuvas favorecem janela de plantio da segunda safra
O relatório destaca que o avanço das chuvas no Mato Grosso deve garantir condições favoráveis para o plantio de soja e, consequentemente, para o algodão de segunda safra. Segundo Raphael Bulascoschi, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, o clima e as margens de lucro continuam sendo determinantes para a definição da próxima safra.
“Embora a previsão de chuvas no Centro-Oeste seja positiva, a redução de área indica a necessidade de maior racionalização por parte do produtor. O algodão segue competitivo internacionalmente, mas margens mais apertadas exigem gestão eficiente de custos e comercialização”, afirma Bulascoschi.
Exportações e consumo doméstico revisados
A StoneX também revisou sua projeção para as exportações brasileiras, estimando 2,95 milhões de toneladas para o ano atual. O analista observa que, apesar do ritmo mais lento nos últimos meses, a expectativa é de aumento da atividade no quarto trimestre. O consumo interno na safra 2024/25 foi ajustado para 700 mil toneladas, com fiações aproveitando os preços mais baixos para intensificar compras de algodão no mercado local.
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*Data: 15 de outubro (quarta-feira)
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Fonte: Portal do Agronegócio
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Algodão
Indea alerta produtores sobre período de vazio sanitário do algodão em Lucas do Rio Verde

Foto: Divulgação/SecomMT
O Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea) em Lucas do Rio Verde reforçou nesta semana a importância do cumprimento do vazio sanitário do algodão na região. Segundo o engenheiro agrônomo Leandro Oltramari, o período será entre 15 de outubro e 14 de dezembro, intervalo no qual é proibida a presença de plantas vivas de algodão no campo.
De acordo com Oltramari, os produtores têm cerca de 30 dias para eliminar os restos culturais e eventuais rebrotas da safra anterior, prática essencial para reduzir riscos sanitários. “Durante o vazio não pode haver planta de algodão, justamente para diminuir a população da principal praga da cultura, o bicudo-do-algodoeiro, além de outras pragas e doenças que comprometem a produção. O descumprimento pode gerar multas e sanções”, destacou.
O engenheiro agrônomo lembra que, assim como ocorre com a soja, há um calendário definido para o plantio do algodão, estabelecido pela normativa estadual nº 002/2024. Na região 2, que abrange Lucas do Rio Verde, o plantio será permitido a partir de 15 de dezembro. No entanto, a maior parte das lavouras costuma ser implantada ainda na primeira quinzena, considerada a janela mais favorável.
Oltramari também ressaltou que as datas de plantio influenciam diretamente a produtividade e a qualidade da fibra. “Nos últimos anos, observamos que áreas semeadas muito precocemente, no final de dezembro, tiveram desempenho inferior. Já o algodão plantado até meados de janeiro manteve bons resultados. Cada safra traz seus desafios, e por isso a sintonia entre produtores e defesa sanitária é fundamental para garantir melhores desempenhos”, reforçou.
Com as lavouras de soja avançando, o alerta é para que os agricultores façam sua parte no manejo fitossanitário, assegurando condições mais seguras e sustentáveis para o próximo ciclo do algodão em Lucas do Rio Verde.
Fonte: CenarioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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