Pecuária
JBS amplia atendimento a pequenos produtores e apoia regularização de 15 mil propriedades rurais

Crédito: Divulgação JBS
Por meio do programa Escritórios Verdes, da JBS, mais de 15 mil propriedades rurais receberam consultoria e apoio técnico, e mais de 6 mil hectares, o equivalente a 8 mil campos de futebol, foram destinados à recuperação florestal em quatro anos. O programa, lançado em 2021, foi criado com o objetivo de oferecer assistência gratuita a produtores que desejam apoio para regularização ambiental de suas propriedades rurais.
Somente em 2024, foram realizados 199 projetos de regularização ambiental, que contribuíram para a recomposição de 4.153,5 hectares de vegetação nativa. Além das 20 unidades distribuídas por todo o Brasil, com estruturas dentro das unidades Friboi compostas de analistas que recebem o produtor, coletam as informações da propriedade e encaminham as soluções de forma personalizada, em 2024 também foi lançado o Escritório Verde Virtual, com o intuito de expandir o serviço a produtores de todo o país.
O serviço, disponível por e-mail, telefone e WhatsApp, é responsável pelos atendimentos iniciais e por filtrar e classificar as demandas para providenciar as ações com os produtores. Desde o seu lançamento, em outubro de 2024, já foram realizadas cerca de 1.220 interações pelo Escritório Verde Virtual.
“Os produtores precisam estar no centro das conversas quando o assunto são as melhores práticas no campo. E priorizar iniciativas que possam ajudá-los em seu dia a dia é fundamental para toda a cadeia produtiva e deve ser meta das organizações. Por isso, ficamos satisfeitos ao observar a adesão cada vez maior dos pecuaristas aos Escritórios Verdes”, afirmou Liège Correia, diretora de Sustentabilidade da JBS Brasil.
Também no ano passado a Companhia iniciou a operação de seu hub de prestação de serviços socioambientais a pequenos produtores, os Escritórios Verdes 2.0. Após triagem inicial, há o encaminhamento do produtor para uma destas três frentes, todas de forma gratuita:
– Escritório Verde Ambiental, para regularização ambiental e reinserção de fazendas na cadeia produtiva;
– Escritório Verde Assistência Técnica, para apoio à melhoria da produtividade do solo, com a recuperação de pastagens quando a situação exige; melhoria na oferta e qualidade da água, com ações de proteção e recuperação de nascentes; e consultoria para práticas de produção sustentável com o objetivo de maior rentabilidade e mais qualidade de vida do produtor familiar; e
– Escritório Verde Assistência Gerencial, que fornece capacitação e ferramentas que visam melhoria na gestão para produtores aperfeiçoarem a administração de suas propriedades.
Ao todo, somente no ano passado foram 6.887 propriedades regularizadas, e 1.311 fazendas que receberam assistência técnica (852) ou gerencial (459). O time de extensão rural fez mais de 4.700 visitas a agricultores familiares. Foram coletadas e analisadas mais de 600 amostras de solo.
Além do bem-sucedido trabalho realizado pelos Escritórios Verdes, a JBS também contou com a ferramenta Cowbot e a Plataforma Pecuária Transparente (PPT) para apoiar os pecuaristas. Todas as iniciativas, juntas, resultaram em mais de 26.780 atendimentos aos produtores em 2024. Foi possível, ainda, alcançar a meta de processamento registrada na plataforma – o objetivo era chegar a 78% do número de animais processados em todas as unidades da Friboi em 2023, mas o ano passado terminou com volume equivalente a 80,72%.
Houve ainda 17.377 análises geradas pela ferramenta Cowbot, criada em 2024. Esse número foi alcançado somente no segundo semestre do ano, quando a ferramenta foi lançada. O recurso permite uma consulta anterior à negociação, contribuindo com a rastreabilidade da cadeia de fornecimento de terceiros. Por meio de um chat, a Companhia oferece gratuitamente as mesmas informações utilizadas para monitorar sua cadeia de fornecimento. Para isso, basta que o usuário compartilhe com o bot os dados de geolocalização ou número de CAR da propriedade com a qual está negociando.
“Esses números indicam que estamos no caminho certo. Os produtores têm suas demandas e precisam ser atendidos, independentemente do canal, para que tenhamos um modelo de produção cada vez mais sustentável. Ficamos entusiasmados por poder colaborar com os produtores”, afirmou Fábio Dias, diretor de Pecuária Sustentável da Friboi e líder de Agricultura Regenerativa da JBS Brasil. “Seguimos com a expectativa de números ainda mais expressivos para este ano”, disse.
Recentemente os Escritórios Verdes passaram a integrar um conjunto de iniciativas que buscam a evolução da agropecuária do estado do Pará e que são apoiadas pela JBS. Em janeiro de 2025, a companhia, junto com parceiros, anunciou a doação de 3 milhões de tags para o rastreamento de rebanhos no estado. A JBS ainda apoiou a criação de um programa de treinamento de operadores de rastreabilidade, necessários para realizar corretamente a leitura dos tags nas fazendas, nas fábricas e nos demais pontos de trânsito dos animais. O programa também engloba assistência técnica e requalificação dos produtores rurais, por meio dos Escritórios Verdes.
Sobre a JBS
A JBS é uma das maiores empresas de alimentos do mundo. Com uma plataforma diversificada por tipos de produtos (aves, suínos, bovinos e ovinos, além de plant-based), a Companhia conta com mais de 280 mil colaboradores, em unidades de produção e escritórios em países como Brasil, EUA, Canadá, Reino Unido, Austrália, China, entre outros. No Brasil, a JBS é uma das maiores empregadoras do país, com 158 mil colaboradores. No mundo todo, a JBS oferece um amplo portfólio de marcas reconhecidas pela excelência e inovação: Friboi, Seara, Swift, Pilgrim’s Pride, Moy Park, Primo, Just Bare, entre muitas outras, que chegam todos os dias às mesas de consumidores em 180 países. A empresa investe em negócios correlacionados, como couros, biodiesel, colágeno, higiene pessoal e limpeza, envoltórios naturais, soluções em gestão de resíduos sólidos, reciclagem e transportes, com foco na economia circular. A JBS conduz suas operações priorizando a alta qualidade e a segurança dos alimentos e adota as melhores práticas de sustentabilidade e bem-estar animal em toda sua cadeia de valor, com o propósito de alimentar pessoas ao redor do mundo de maneira cada vez mais sustentável.
Grasieli Aline de Souza
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Pecuária
Recorde no abate de bovinos testa capacidade do Brasil de manter mercados

Foto: Getty Images
Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o abate de bovinos no Brasil alcançou o maior nível da série histórica para um primeiro trimestre. Entre janeiro e março, os frigoríficos sob inspeção sanitária abateram 10,29 milhões de cabeças, alta de 3,3% em relação ao mesmo período do ano passado. A produção de carcaças somou 2,63 milhões de toneladas, avanço de 5,1%.
Mato Grosso manteve a liderança nacional, respondendo por 17,5% dos abates. Na sequência aparecem São Paulo, com participação de 11,6%, Goiás (9,2%) e Pará (9,1%).
Os números reforçam a expansão da pecuária de corte brasileira em um momento em que o mercado externo continua sendo decisivo para absorver a produção. Em 2025, as exportações de carne bovina renderam cerca de R$ 75 bilhões ao País, em novo recorde para o setor. A China permaneceu como principal destino, com compras superiores a R$ 35 bilhões, o equivalente a aproximadamente 47% da receita obtida com os embarques brasileiros.
A forte dependência do mercado chinês é um dos fatores acompanhados pela cadeia da carne. Mudanças no ritmo de crescimento da economia do país asiático ou alterações nas regras de importação têm potencial para afetar preços e volumes embarcados pelo Brasil.
Ao mesmo tempo, o cenário internacional tornou-se mais complexo para os exportadores. Os Estados Unidos ameaçam impor uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros a partir de 15 de julho. Embora a carne bovina esteja entre os itens inicialmente poupados da proposta, especialistas avaliam que a medida pode provocar rearranjos no comércio global e aumentar a concorrência entre os principais países exportadores.
Outra preocupação vem da União Europeia, que oficializou a suspensão das importações de carne bovina e outros produtos de origem animal brasileiros a partir de 3 de setembro. A decisão foi motivada por questionamentos relacionados ao uso de antimicrobianos na produção animal. Em 2025, o bloco europeu movimentou cerca de R$ 10 bilhões em compras de carnes e outros produtos de origem animal do Brasil, sendo o terceiro principal destino das exportações brasileiras do segmento.
Embora o destaque do levantamento do IBGE tenha sido a bovinocultura, outros segmentos também apresentaram crescimento. O abate de suínos atingiu 15,27 milhões de cabeças no primeiro trimestre, enquanto a produção de carne de frango alcançou 3,73 milhões de toneladas. A captação formal de leite somou 6,78 bilhões de litros, maior volume já registrado para o período.
No caso da atividade leiteira, porém, o aumento da produção não foi acompanhado pela rentabilidade. O preço médio pago ao produtor recuou 18,8% em relação ao primeiro trimestre do ano passado, para R$ 2,24 por litro.
Os dados do IBGE mostram ainda a consolidação dos principais polos pecuários do País. Santa Catarina lidera a produção de suínos, o Paraná responde por cerca de 35% do abate nacional de frangos e Minas Gerais mantém a liderança na captação de leite.
Com a produção em expansão e um ambiente internacional mais desafiador, o desempenho da pecuária brasileira em 2026 dependerá não apenas do ritmo de crescimento dentro das fazendas, mas também da capacidade de preservar mercados e diversificar destinos para as exportações.
Com Pensar Agro
Fernanda Toigo
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Pecuária
Pecuaristas mato-grossenses ampliam volume de gado vendido para abate

foto: Só Notícias/arquivo
Os abates de bovinos mato-grossenses totalizaram 610,80 mil cabeças em maio, aumento de 4,08% em relação ao mês anterior. Por outro lado, pela primeira vez no ano, os abates registraram retração na comparação anual. Ainda assim, o volume permaneceu próximo ao observado em maio do ano passado, redução de 0,19%. Esse desempenho refletiu comportamentos distintos entre as categorias, enquanto o abate de machos aumentou 10,10%, alcançando 307,27 mil cabeças de fêmeas recuou 8,81% ante maio de 2025, totalizando 303,53 mil animais.
Com isso a participação de fêmeas no total abatido caiu de 54,39% em maio do ano passado para 49,69% o mês passado (-4,70 p.p.), resultado do menor envio de fêmeas com mais de 24 meses ao gancho. Diante desse cenário, a tendência para os próximos meses é de que a participação das fêmeas nos abates permaneça em patamares mais baixos, sustentada pela continuidade da retenção de matrizes no Estado.
Só Notícias
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Pecuária
Infestação de carrapatos cresce no Rio Grande do Sul e amplia desafios da pecuária após eventos climáticos extremos

Divulgação
Depois de enfrentar enchentes históricas, estiagens severas e sucessivas ondas de calor, a pecuária do Rio Grande do Sul passa a conviver com mais um desafio sanitário: o aumento da infestação de carrapatos nos rebanhos bovinos.
As mudanças climáticas registradas nos últimos anos vêm alterando significativamente as condições de produção no campo e criando um ambiente cada vez mais favorável para a multiplicação do carrapato-do-boi (Rhipicephalus microplus), considerado um dos principais entraves sanitários da bovinocultura brasileira.
A combinação entre temperaturas elevadas, períodos de alta umidade e estresse ambiental tem ampliado a pressão parasitária, especialmente em regiões caracterizadas pela criação extensiva a pasto e pela predominância de bovinos taurinos, sistemas tradicionais da pecuária gaúcha.
Carrapato gera prejuízos bilionários à bovinocultura
De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o carrapato-do-boi provoca prejuízos superiores a US$ 3 bilhões por ano à pecuária nacional, considerando perdas produtivas, queda no desempenho dos animais e gastos com controle sanitário.
Além de reduzir o ganho de peso e comprometer a produção leiteira, o parasita também atua como vetor de enfermidades importantes, como a tristeza parasitária bovina, agravando os impactos econômicos sobre as propriedades rurais.
Segundo Herton Lorenzoni, médico-veterinário da Ourofino Saúde Animal, as alterações climáticas vêm tornando o controle do carrapato cada vez mais complexo.
“O parasita sempre esteve presente na atividade pecuária, mas observamos uma intensificação da infestação favorecida pelas mudanças climáticas. O ambiente passou a oferecer condições adequadas para o desenvolvimento do carrapato durante períodos mais longos do ano, principalmente em sistemas de criação a pasto”, explica.
Resistência a produtos preocupa produtores e técnicos
Além do aumento populacional dos parasitas, o setor enfrenta outro desafio crescente: a resistência aos produtos tradicionalmente utilizados no controle sanitário.
Pesquisas conduzidas por instituições de pesquisa e universidades brasileiras já identificaram casos de multirresistência em diferentes regiões produtoras do país, reduzindo a eficácia de moléculas amplamente empregadas no combate aos ectoparasitas.
O avanço desse fenômeno exige mudanças nas estratégias de manejo adotadas pelos pecuaristas.
“Muitos produtores relatam redução da eficiência de princípios ativos utilizados há anos. Isso reforça a necessidade de trabalhar com rotação de moléculas, manejo integrado e tecnologias mais modernas para diminuir a pressão de seleção dos parasitas”, destaca Lorenzoni.
Impactos já são percebidos dentro das propriedades
Os reflexos do aumento das infestações já começam a ser sentidos diretamente nas fazendas gaúchas. Além das perdas produtivas, os custos com tratamentos sanitários e manejo dos animais vêm aumentando, pressionando ainda mais as margens da atividade pecuária.
Para João Augusto Botelho do Nascimento, médico-veterinário e produtor de pecuária de corte em São Martinho da Serra (RS), o problema ganhou relevância nos últimos anos.
“A dificuldade de controle dos carrapatos aumentou significativamente. As altas infestações favorecidas pelas condições climáticas, associadas ao avanço da multirresistência, geram perdas importantes na produção e exigem protocolos sanitários cada vez mais eficientes e personalizados para cada propriedade”, afirma.
Planejamento sanitário ganha importância estratégica
Diante do novo cenário, especialistas destacam que o controle de carrapatos deixou de ser apenas uma prática rotineira para se tornar um fator diretamente ligado à competitividade e à sustentabilidade econômica das fazendas.
A adoção de programas de manejo integrado, monitoramento contínuo dos rebanhos, assistência técnica especializada e utilização de tecnologias voltadas ao controle parasitário vem ganhando espaço entre os produtores como forma de reduzir os impactos da infestação.
Para o setor pecuário, a tendência é que o tema ganhe ainda mais relevância nos próximos anos, à medida que os eventos climáticos extremos continuem influenciando a dinâmica sanitária das propriedades rurais.
“O produtor precisa incorporar o planejamento sanitário à gestão da fazenda. Monitoramento constante, protocolos bem estruturados e integração de diferentes ferramentas de controle serão cada vez mais importantes para preservar a produtividade e a rentabilidade da atividade”, conclui Lorenzoni.
Fonte: Portal do Agronegócio
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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