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Projeções Apontam Produção Recorde de Algodão no Brasil para a Safra 2024/25

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Divulgação

A produção brasileira de algodão para a safra 2024/25 é projetada em 3,89 milhões de toneladas de fibra, segundo estimativa da Safras & Mercado. Este volume representa um crescimento de 5,6% em relação à safra atual, que deve atingir 3,68 milhões de toneladas. O avanço é impulsionado pela expansão da área plantada, estimada em 2,15 milhões de hectares – 7,9% a mais do que na temporada anterior.

Dados da Safras & Mercado indicam que o aumento da área é liderado pelos estados da Bahia e Mato Grosso, que concentram 90% da produção nacional. Embora a semeadura tenha começado timidamente, atingindo apenas 0,17% da área projetada, o potencial de crescimento reforça as expectativas de uma safra recorde.

Mato Grosso: Líder na Produção Nacional

O Mato Grosso, maior produtor de algodão do Brasil, deve ampliar sua área plantada em 6,9%, alcançando 1,56 milhão de hectares – o equivalente a 73% da área nacional. Segundo o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), a segunda safra continua predominante, representando 82% do total plantado no estado.

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A retração nos preços do milho tem favorecido o retorno ao cultivo de algodão, que oferece maior rentabilidade, mesmo diante de preços internacionais mais baixos. Apesar disso, a recente recuperação do preço do milho e os altos custos de produção do algodão têm limitado um crescimento ainda mais expressivo. A produção mato-grossense é estimada em 2,77 milhões de toneladas, um aumento de 4,2% em relação à safra anterior.

Bahia: Crescimento Acelerado na Produção

Na Bahia, o plantio começará no final de novembro, após o período de vazio sanitário. A área plantada deve crescer 10%, atingindo 380 mil hectares, ou 18% da área nacional. O oeste do estado responde por 98% dessa produção, com destaque para a proporção de cultivo em sequeiro (72%) e irrigado (28%).

A queda nos preços de soja e milho tem atraído não apenas produtores que haviam migrado para os grãos, mas também novos agricultores interessados no algodão. A produção baiana deve crescer 10%, alcançando 748 mil toneladas, consolidando a região como o segundo maior polo de produção do país.

Expansão em Outras Regiões

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Além de Mato Grosso e Bahia, que dominam o cenário, estados como Minas Gerais vêm ampliando suas áreas plantadas. Novas fronteiras agrícolas, como o Piauí e o Maranhão, também estão atraindo atenção, indicando um movimento de diversificação regional na produção de algodão.

Com a perspectiva de aumento na área plantada e na produção, o Brasil reforça sua posição de destaque no mercado internacional de algodão, impulsionado pela alta competitividade de suas principais regiões produtoras.

Fonte: Portal do Agronegócio

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Algodão

Safra 2024/25 bate recorde na produção de algodão

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Foto: India Water Portal

A safra de algodão 2024/25 consolidou Mato Grosso como protagonista mundial na produção da fibra. O estado alcançou 1,55 milhão de hectares plantados, a maior área da série histórica, com crescimento de 5,82% em relação à safra anterior. Apesar do início tardio da semeadura, o ciclo foi favorecido por boas condições climáticas, sobretudo na segunda safra.

O resultado foi uma produtividade média de 315,12 arrobas por hectare, superando a melhor marca anterior, registrada na safra 2022/23. A produção total de pluma atingiu 3,01 milhões de toneladas, estabelecendo um novo recorde para o estado e reforçando seu papel estratégico no abastecimento global.

O cenário positivo no campo, no entanto, contrastou com a pressão no mercado. O aumento da oferta e o crescimento dos estoques contribuíram para a desvalorização das cotações do algodão ao longo do ano, impactando diretamente o ritmo da comercialização. Os preços ficaram entre os menores patamares dos últimos anos, gerando cautela entre os produtores na hora de negociar.

Apesar disso, o Brasil manteve sua posição de maior exportador mundial de algodão pelo segundo ano consecutivo, com Mato Grosso respondendo por parcela significativa desse desempenho. O feito reforça a competitividade da produção mato-grossense, que alia escala, tecnologia e clima favorável.

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Com estoques elevados e mercado pressionado, o setor deverá acompanhar de perto os desdobramentos na demanda internacional e nas políticas de estímulo à exportação. O desafio para 2025 será manter o equilíbrio entre volume produzido e rentabilidade.

AGROLINK – Aline Merladete

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Algodão

Safra de algodão 2025/26 deve recuar 7%, aponta StoneX

Publicado

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Foto: CNA

 

A produção de algodão do Brasil na safra 2025/26 deve totalizar 3,72 milhões de toneladas, uma queda de 7% em relação ao ciclo anterior, que registrou 4 milhões de toneladas. O levantamento é do relatório da StoneX, empresa global de serviços financeiros, que aponta que a redução reflete principalmente a diminuição de cerca de 75 mil hectares na área plantada, que ficará em 1,44 milhão de hectares.

Mato Grosso mantém liderança na produção nacional

O Mato Grosso segue como maior produtor do país, com expectativa de 2,6 milhões de toneladas de pluma, mesmo com a redução da área plantada. A Bahia permanece como a segunda maior região produtora, com estimativa de 777 mil toneladas. Juntos, os dois estados deverão responder por mais de 90% da oferta nacional de algodão.

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Chuvas favorecem janela de plantio da segunda safra

O relatório destaca que o avanço das chuvas no Mato Grosso deve garantir condições favoráveis para o plantio de soja e, consequentemente, para o algodão de segunda safra. Segundo Raphael Bulascoschi, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, o clima e as margens de lucro continuam sendo determinantes para a definição da próxima safra.

“Embora a previsão de chuvas no Centro-Oeste seja positiva, a redução de área indica a necessidade de maior racionalização por parte do produtor. O algodão segue competitivo internacionalmente, mas margens mais apertadas exigem gestão eficiente de custos e comercialização”, afirma Bulascoschi.

Exportações e consumo doméstico revisados

A StoneX também revisou sua projeção para as exportações brasileiras, estimando 2,95 milhões de toneladas para o ano atual. O analista observa que, apesar do ritmo mais lento nos últimos meses, a expectativa é de aumento da atividade no quarto trimestre. O consumo interno na safra 2024/25 foi ajustado para 700 mil toneladas, com fiações aproveitando os preços mais baixos para intensificar compras de algodão no mercado local.

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Quer saber mais sobre o mercado de algodão?

*Inscreva-se no 8º Seminário StoneX, que é 100% online e gratuito.

*Data: 15 de outubro (quarta-feira)

*Horário: das 14h às 18h

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Algodão

Indea alerta produtores sobre período de vazio sanitário do algodão em Lucas do Rio Verde

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Foto: Divulgação/SecomMT

O Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea) em Lucas do Rio Verde reforçou nesta semana a importância do cumprimento do vazio sanitário do algodão na região. Segundo o engenheiro agrônomo Leandro Oltramari, o período será entre 15 de outubro e 14 de dezembro, intervalo no qual é proibida a presença de plantas vivas de algodão no campo.

De acordo com Oltramari, os produtores têm cerca de 30 dias para eliminar os restos culturais e eventuais rebrotas da safra anterior, prática essencial para reduzir riscos sanitários. “Durante o vazio não pode haver planta de algodão, justamente para diminuir a população da principal praga da cultura, o bicudo-do-algodoeiro, além de outras pragas e doenças que comprometem a produção. O descumprimento pode gerar multas e sanções”, destacou.

O engenheiro agrônomo lembra que, assim como ocorre com a soja, há um calendário definido para o plantio do algodão, estabelecido pela normativa estadual nº 002/2024. Na região 2, que abrange Lucas do Rio Verde, o plantio será permitido a partir de 15 de dezembro. No entanto, a maior parte das lavouras costuma ser implantada ainda na primeira quinzena, considerada a janela mais favorável.

Oltramari também ressaltou que as datas de plantio influenciam diretamente a produtividade e a qualidade da fibra. “Nos últimos anos, observamos que áreas semeadas muito precocemente, no final de dezembro, tiveram desempenho inferior. Já o algodão plantado até meados de janeiro manteve bons resultados. Cada safra traz seus desafios, e por isso a sintonia entre produtores e defesa sanitária é fundamental para garantir melhores desempenhos”, reforçou.

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Com as lavouras de soja avançando, o alerta é para que os agricultores façam sua parte no manejo fitossanitário, assegurando condições mais seguras e sustentáveis para o próximo ciclo do algodão em Lucas do Rio Verde.

Fonte: CenarioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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