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Agronegócio

Açougue do Futuro: como o varejo de carnes se reinventa para atender seus consumidores

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Reprodução

 

A maneira como as pessoas compram carne está mudando rapidamente. A busca por informações sobre a origem e a qualidade dos alimentos tornou-se prioridade no dia a dia dos consumidores, que não querem apenas um bom produto, mas também uma experiência de compra diferenciada.

Para atender essa nova demanda, os açougues estão buscando se reinventar. A zootecnista e CEO do Território da Carne, Andrea Mesquita, compartilhou sua visão sobre como será o açougue do futuro e quais mudanças já estão acontecendo em entrevista ao Ligados & Integrados. Assista ao vídeo abaixo e confira na íntegra.

O Ligados & Integrados está na tela do Canal Rural de segunda a quinta-feira às 11h45 e sexta-feira às 11h30.

A imagem do açougue tradicional, com prateleiras simples e pouco direcionamento visual, está ficando para trás. Segundo Andrea, os consumidores de hoje chegam ao estabelecimento com expectativas claras, mas muitas dúvidas. “Para quem vende, a carne pode ser um produto óbvio, mas para quem compra e prepara, nem sempre é assim”, diz. Por isso, o atendimento especializado e a experiência de compra precisam ser transformadores.

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Essa interação direta com o consumidor dentro do ponto de venda tem sido uma das chaves para aumentar as vendas e fidelizar clientes.

Criar espaços dentro dos açougues para que os clientes possam provar os produtos e aprender sobre sua preparação é uma estratégia eficaz. Isso resolve um dos maiores desafios para os consumidores: o receio de não saber como lidar com certos tipos de carne em casa.

Além disso, a conveniência tem se tornado um fator crucial na decisão de compra. Produtos que já vêm temperados, pré-cozidos ou prontos para consumo estão ganhando a preferência dos consumidores, que, em meio à correria do dia a dia, buscam opções práticas, mas sem abrir mão da qualidade.

“Os consumidores têm cada vez menos tempo e mais vontade de se alimentar melhor, então a conveniência é o que mais influencia a compra”, explica Andrea.

Andrea aponta que Instituições como a Midan Marketing, por exemplo, estudam os comportamentos dos consumidores de carnes para identificar tendências para o varejo. “Uma dessas pesquisas mostrou que, hoje, as mulheres, que são as principais decisoras nas compras da casa, estão buscando produtos com um apelo de saúde e bem-estar”, conta.

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Esses dados podem ajudar os varejistas brasileiros a entender o que está direcionando o comportamento de compra e a se adaptarem às novas demandas.

O varejo de carnes enfrenta dois grandes desafios na próxima década: atender ao público jovem e conquistar o público 50+, ambos com expectativas diferentes, mas igualmente importantes.

Andrea alerta para a necessidade de eliminar as falsas notícias que circulam na internet, principalmente entre os jovens, sobre hormônios em frangos ou os supostos riscos à saúde ao consumir carne suína. “Precisamos combater essas informações incorretas com dados reais e confiáveis”, afirma.

Por outro lado, o público acima de 50 anos também precisa ser lembrado. Com maior poder de compra, essa faixa etária busca alimentos que contribuam para uma dieta equilibrada e saudável, sendo um mercado em potencial para produtos de maior valor agregado. “Produtos de alta conveniência que ajudem a manter a saúde e o bem-estar são o caminho para atrair esses consumidores”, finaliza Andrea.

Aline Mendonça

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Preço dos ovos reage em maio com alta de até 10% e melhora na demanda

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O mercado de ovos iniciou maio em recuperação, com aumento gradual nas vendas e valorização do produto nas principais regiões acompanhadas pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP. Nos últimos dias, a alta chegou a 10%, refletindo um cenário mais favorável para os produtores.

De acordo com o Cepea, a reação do mercado está diretamente ligada ao escoamento dos estoques acumulados no fim de abril, período em que descontos foram praticados para estimular as vendas. Com a redução da oferta disponível, o setor encontrou espaço para reajustes nos preços.

Início do mês e Dia das Mães aquecem consumo

Outro fator determinante para o movimento de alta foi a retomada da demanda, impulsionada pelo aumento do poder de compra da população no início do mês. Além disso, a proximidade do Dia das Mães levou redes atacadistas e varejistas a reforçarem os estoques, contribuindo para o aquecimento do mercado.

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Esse cenário mais dinâmico tem permitido aos produtores negociar valores mais elevados, após um período de maior pressão sobre os preços.

Mercado segue atento ao consumo

A tendência para as próximas semanas dependerá principalmente da continuidade da demanda. Caso o ritmo de consumo se mantenha, o mercado pode sustentar os atuais patamares ou até registrar novos avanços, consolidando a recuperação observada neste início de maio.

Fonte: CenárioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Safra de laranja deve cair com bienalidade e avanço do greening, aponta mercado

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Fundecitrus

O setor citrícola brasileiro acompanha com atenção a divulgação da primeira estimativa da safra 2025/26, que deve indicar recuo na produção em relação ao ciclo anterior. A avaliação é do Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, que aponta a bienalidade negativa e o avanço do greening como os principais fatores de pressão sobre os pomares.

A expectativa do mercado é de que os números influenciem diretamente os preços e os volumes de contratos firmados com a indústria para a nova temporada, especialmente no segmento de suco de laranja.

Doença e ciclo produtivo limitam produtividade

A chamada bienalidade negativa — característica natural da cultura, que alterna anos de maior e menor produção — deve impactar o rendimento das lavouras. Ao mesmo tempo, o avanço do greening (HLB), uma das principais doenças da citricultura, segue comprometendo a produtividade e elevando os custos de manejo.

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Segundo o Cepea, a combinação desses fatores deve continuar pressionando o setor também no ciclo seguinte, com expectativa de novo recuo na produção em 2026/27.

Clima melhora, mas ainda gera preocupação

As condições climáticas apresentaram melhora nos primeiros meses de 2026, com boa umidade no cinturão citrícola, o que trouxe algum alívio aos produtores. No entanto, a previsão de temperaturas ligeiramente acima da média mantém o sinal de alerta quanto ao potencial produtivo ao longo da temporada.

Diante desse cenário, a definição da safra 2025/26 será determinante para o comportamento do mercado, especialmente no que diz respeito à formação de preços e ao planejamento da indústria nos próximos meses.

Fonte: CenárioMT

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agronegócio

Mercado avícola reage em abril, mas preços seguem abaixo do ano passado

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SEAPA/Divulgação

Após um início de ano marcado por quedas consecutivas, o mercado avícola brasileiro encerrou abril em recuperação, com alta nas cotações ao longo de toda a cadeia. Segundo o Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq/USP, o movimento foi impulsionado principalmente pelo aumento da demanda doméstica por carne de frango e pelos reajustes nos custos de frete.

Na Grande São Paulo, o frango inteiro congelado fechou o mês com média de R$ 7,16 por quilo, avanço de 7,4% em relação a março. Apesar da reação, o valor ainda é considerado baixo frente ao mesmo período do ano passado e permanece abaixo do pico registrado em janeiro, quando atingiu R$ 7,47/kg, em termos reais.

Demanda e frete puxam recuperação

De acordo com pesquisadores do Cepea, a alta dos preços se intensificou na segunda metade da primeira quinzena de abril, período tradicionalmente marcado pelo aumento do consumo, impulsionado pelo pagamento de salários. A elevação nos preços dos combustíveis também contribuiu para o cenário, encarecendo o frete e pressionando os valores ao longo da cadeia.

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Mesmo com a recuperação, o produto acumula desvalorização real de 8,9% desde dezembro, refletindo um cenário ainda desafiador para o setor.

Feriados freiam avanço no fim do mês

Na segunda quinzena de abril, o ritmo de alta perdeu força. Segundo o Cepea, os feriados nacionais de Dia de Tiradentes e do Dia do Trabalho impactaram negativamente a demanda, reduzindo o consumo e provocando ajustes pontuais nos preços.

O comportamento do mercado nas próximas semanas deve seguir atrelado ao ritmo da demanda interna e aos custos logísticos, fatores que continuam determinantes para a formação das cotações no setor avícola.

Fonte: CenárioMT

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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