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Pecuária

Animais jovens são destaque na 5ª etapa nacional do Circuito Nelore de Qualidade, em Água Boa (MT)

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Reprodução

 

Água Boa (MT) sediou em  agosto a quinta etapa nacional do Circuito Nelore de Qualidade 2024, promovido pela Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB). Foram avaliados 416 animais de oito pecuaristas diferentes. A competição aconteceu nas instalações da Friboi, que, juntamente com a Matsuda Sementes e Nutrição Animal, é uma das apoiadoras da iniciativa. A Associação dos Criadores de Nelore do Mato Grosso (ACNMT) também colaborou na organização desta etapa do Circuito, que está em sua 26ª edição.

“A avaliação dos neloristas de Água Boa refletiu o trabalho árduo e a dedicação dos criadores na criação de seus animais. Notamos que os machos eram jovens e pesados, e as fêmeas apresentavam uma boa cobertura de gordura”, destaca Victor Miranda, presidente da ACNB.

Ao todo, 136 machos não castrados e terminados em pastagens e em confinamento foram avaliados. Além disso, 280 fêmeas terminadas em pastagens e em confinamento, tiveram as carcaças analisadas.

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“Os resultados obtidos são uma prova concreta do compromisso e da competência dos profissionais da região. Em 2021, Água Boa avaliou 193 animais, e este ano o crescimento desse número ressalta o avanço contínuo e o sucesso crescente na pecuária local”, finaliza Miranda.

Entre os machos avaliados, aproximadamente 78% tinham até 2 dentes incisivos permanentes, o que indica uma idade de cerca de 2 anos. O peso médio desses machos foi de 21 arrobas. Entre as fêmeas, 81% também apresentavam até 2 dentes incisivos permanentes e 75% mostravam cobertura de gordura mediana ou uniforme. O peso médio das fêmeas foi de 15 arrobas.

Melhor Lote de Carcaças de Machos

A Medalha de Ouro foi conquistada por Carlos Atílio de Negri, da Fazenda Bariri (Canarana/MT), com um lote de machos terminados a pasto. A Medalha de Prata foi para Rodrigo da Silva dos Reis, da Fazenda Estância Bahia II (Água Boa/MT). Já a Medalha de Bronze foi para Egon Aloísio Jung, da Fazenda Dracena (Canarana/MT), fechando o pódio com animais de destaque.

Melhor Lote de Carcaças de Fêmeas

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A Medalha de Ouro foi para Carlos Atílio de Negri, da Fazenda Bariri (Canarana/MT), com fêmeas terminadas a pasto que se destacaram pela alta qualidade. A Medalha de Prata foi conquistada por Rodrigo da Silva dos Reis, da Fazenda Estância Bahia II (Água Boa/MT). Valmor Giacomolli, da Fazenda Anderson, também em Água Boa/MT, levou a Medalha de Bronze.

“Os meus animais Nelore possuem uma qualidade genética excepcional. Com um nível tão alto, a necessidade de seleção se torna mínima, pois todos apresentam uma consistência em suas características. Eles são tratados com cuidado e dedicação, garantindo que todo o potencial dessa genética seja expressado ao máximo. O trabalho árduo, aliado ao carinho com que são manejados, reflete diretamente na excelência desses animais”, destaca Carlos Atílio de Negri, ganhador das Medalhas de Ouro do Melhor Lote de Carcaças de Machos e Melhor Lote de Carcaças de Fêmeas.

Os vencedores do Circuito Nelore de Qualidade serão anunciados na Nelore Fest, o “Oscar da Pecuária”, que acontecerá em 7 de dezembro de 2024, em São Paulo. Nesse evento, também são conhecidos os campeões das etapas internacionais, contabilizadas separadamente.

Calendário:

As próximas etapas do Circuito acontecem nas seguintes datas:

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27/08 – Friboi de Colíder (MT)

04/09 – Minerva de Belén (PY)

05/09 – Friboi de Anastásio (MS)

10/09 – Friboi de Nova Andradina (MS)

12/09 – Friboi de Pedra Preta (MT)

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17/09 – Friboi de Lins (SP)

19/09 – Friboi de Iturama (MG)

23/09 – Frisa de Teixeira de Freitas (BA)

24, 25 e 26/09 – Frisa de Nanuque (MG)

26/09 – Friboi de Alta Floresta (MT)

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01/10 – Friboi de Ituiutaba (MG)

11/10 – Masterboi de Canhotinho (PE)

15 e 16/10 – Friboi de Diamantino (MT)

17 e 18/10 – Friboi de Barra do Garças (MT)

22, 23 e 24/10 – Fridosa de Santa Cruz de La Sierra (BO)

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29/10 – Friboi de Andradina (SP)

31/10 – Friboi de Araputanga (MT)

01/11 – Friboi de Naviraí (MS)

07 e 08/11 – Fribal de Imperatriz (MA)

12/11 – Friboi de Itapetinga (BA)

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14/11 – Friboi de Redenção (PA)

19/11 – Friboi de Santana do Araguaia (PA)

20 e 21/11 – Friboi de Mozarlândia (GO)

23/11 – Friboi de Marabá (PA)

28/11 – Friboi de Campo Grande (MS) Unid. II
Circuito Nelore de Qualidade

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Realizado pela Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB), o Circuito Nelore de Qualidade fortalece e promove a genética Nelore, contribuindo para a evolução da raça e seu posicionamento como produtora de carne de qualidade. A iniciativa avalia resultados obtidos pelos produtores, cada qual em sua realidade e sistema de produção.

Promovido desde 1999 no Brasil, o Circuito conta com apoio de Friboi, Frisa, Fribal, Masterboi e Matsuda Sementes e Nutrição Animal. Na Bolívia, a iniciativa tem apoio do frigorífico local Fridosa e é organizada em conjunto com a Asocebu. No Paraguai, a organização é da Associação Paraguaia dos Criadores de Nelore com o apoio do Minerva Foods. O Circuito Nelore de Qualidade é o maior campeonato de avaliação de carcaças de bovinos do mundo.

SOBRE A ACNB  

A Associação dos Criadores de Nelore do Brasil (ACNB) é a entidade de âmbito nacional que representa criadores da raça de todo o país. Fundada há 70 anos, a ACNB se dedica ao fomento, defesa e valorização do Nelore, contribuindo para a seleção zootécnica e a produção de carne bovina de qualidade. Para isso, valoriza a genética superior, o manejo sustentável e o bem-estar animal. Entre outras iniciativas, a ACNB promove o Circuito Nelore de Qualidade, os Rankings Nacionais (Nelore, Nelore Mocho e Nelore Pelagens) e a oficialização de leilões da raça. O Nelore é a raça mais importante da pecuária brasileira, representando cerca de 80% do rebanho de corte nacional. Para mais informações, acesse www.nelore.org.br e acompanhe a associação no Instagram e no Facebook.

Gabriela Carvalho – Texto Comunicação Corporativa

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Pecuária

Recorde no abate de bovinos testa capacidade do Brasil de manter mercados

Publicado

em

Foto: Getty Images

 

Dados divulgados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) mostram que o abate de bovinos no Brasil alcançou o maior nível da série histórica para um primeiro trimestre. Entre janeiro e março, os frigoríficos sob inspeção sanitária abateram 10,29 milhões de cabeças, alta de 3,3% em relação ao mesmo período do ano passado. A produção de carcaças somou 2,63 milhões de toneladas, avanço de 5,1%.

Mato Grosso manteve a liderança nacional, respondendo por 17,5% dos abates. Na sequência aparecem São Paulo, com participação de 11,6%, Goiás (9,2%) e Pará (9,1%).

Os números reforçam a expansão da pecuária de corte brasileira em um momento em que o mercado externo continua sendo decisivo para absorver a produção. Em 2025, as exportações de carne bovina renderam cerca de R$ 75 bilhões ao País, em novo recorde para o setor. A China permaneceu como principal destino, com compras superiores a R$ 35 bilhões, o equivalente a aproximadamente 47% da receita obtida com os embarques brasileiros.

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A forte dependência do mercado chinês é um dos fatores acompanhados pela cadeia da carne. Mudanças no ritmo de crescimento da economia do país asiático ou alterações nas regras de importação têm potencial para afetar preços e volumes embarcados pelo Brasil.

Ao mesmo tempo, o cenário internacional tornou-se mais complexo para os exportadores. Os Estados Unidos ameaçam impor uma tarifa adicional de 25% sobre produtos brasileiros a partir de 15 de julho. Embora a carne bovina esteja entre os itens inicialmente poupados da proposta, especialistas avaliam que a medida pode provocar rearranjos no comércio global e aumentar a concorrência entre os principais países exportadores.

Outra preocupação vem da União Europeia, que oficializou a suspensão das importações de carne bovina e outros produtos de origem animal brasileiros a partir de 3 de setembro. A decisão foi motivada por questionamentos relacionados ao uso de antimicrobianos na produção animal. Em 2025, o bloco europeu movimentou cerca de R$ 10 bilhões em compras de carnes e outros produtos de origem animal do Brasil, sendo o terceiro principal destino das exportações brasileiras do segmento.

Embora o destaque do levantamento do IBGE tenha sido a bovinocultura, outros segmentos também apresentaram crescimento. O abate de suínos atingiu 15,27 milhões de cabeças no primeiro trimestre, enquanto a produção de carne de frango alcançou 3,73 milhões de toneladas. A captação formal de leite somou 6,78 bilhões de litros, maior volume já registrado para o período.

No caso da atividade leiteira, porém, o aumento da produção não foi acompanhado pela rentabilidade. O preço médio pago ao produtor recuou 18,8% em relação ao primeiro trimestre do ano passado, para R$ 2,24 por litro.

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Os dados do IBGE mostram ainda a consolidação dos principais polos pecuários do País. Santa Catarina lidera a produção de suínos, o Paraná responde por cerca de 35% do abate nacional de frangos e Minas Gerais mantém a liderança na captação de leite.

Com a produção em expansão e um ambiente internacional mais desafiador, o desempenho da pecuária brasileira em 2026 dependerá não apenas do ritmo de crescimento dentro das fazendas, mas também da capacidade de preservar mercados e diversificar destinos para as exportações.

Com Pensar Agro

Fernanda Toigo

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Pecuária

Pecuaristas mato-grossenses ampliam volume de gado vendido para abate

Publicado

em

foto: Só Notícias/arquivo

Os abates de bovinos mato-grossenses totalizaram 610,80 mil cabeças em maio, aumento de 4,08% em relação ao mês anterior. Por outro lado, pela primeira vez no ano, os abates registraram retração na comparação anual. Ainda assim, o volume permaneceu próximo ao observado em maio do ano passado, redução de 0,19%. Esse desempenho refletiu comportamentos distintos entre as categorias, enquanto o abate de machos aumentou 10,10%, alcançando 307,27 mil cabeças de fêmeas recuou 8,81% ante maio de 2025, totalizando 303,53 mil animais.

Com isso a participação de fêmeas no total abatido caiu de 54,39% em maio do ano passado para 49,69% o mês passado (-4,70 p.p.), resultado do menor envio de fêmeas com mais de 24 meses ao gancho. Diante desse cenário, a tendência para os próximos meses é de que a participação das fêmeas nos abates permaneça em patamares mais baixos, sustentada pela continuidade da retenção de matrizes no Estado.

Só Notícias

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Pecuária

Infestação de carrapatos cresce no Rio Grande do Sul e amplia desafios da pecuária após eventos climáticos extremos

Publicado

em

Divulgação

 

Depois de enfrentar enchentes históricas, estiagens severas e sucessivas ondas de calor, a pecuária do Rio Grande do Sul passa a conviver com mais um desafio sanitário: o aumento da infestação de carrapatos nos rebanhos bovinos.

As mudanças climáticas registradas nos últimos anos vêm alterando significativamente as condições de produção no campo e criando um ambiente cada vez mais favorável para a multiplicação do carrapato-do-boi (Rhipicephalus microplus), considerado um dos principais entraves sanitários da bovinocultura brasileira.

A combinação entre temperaturas elevadas, períodos de alta umidade e estresse ambiental tem ampliado a pressão parasitária, especialmente em regiões caracterizadas pela criação extensiva a pasto e pela predominância de bovinos taurinos, sistemas tradicionais da pecuária gaúcha.

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Carrapato gera prejuízos bilionários à bovinocultura

De acordo com a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), o carrapato-do-boi provoca prejuízos superiores a US$ 3 bilhões por ano à pecuária nacional, considerando perdas produtivas, queda no desempenho dos animais e gastos com controle sanitário.

Além de reduzir o ganho de peso e comprometer a produção leiteira, o parasita também atua como vetor de enfermidades importantes, como a tristeza parasitária bovina, agravando os impactos econômicos sobre as propriedades rurais.

Segundo Herton Lorenzoni, médico-veterinário da Ourofino Saúde Animal, as alterações climáticas vêm tornando o controle do carrapato cada vez mais complexo.

“O parasita sempre esteve presente na atividade pecuária, mas observamos uma intensificação da infestação favorecida pelas mudanças climáticas. O ambiente passou a oferecer condições adequadas para o desenvolvimento do carrapato durante períodos mais longos do ano, principalmente em sistemas de criação a pasto”, explica.

Resistência a produtos preocupa produtores e técnicos

Além do aumento populacional dos parasitas, o setor enfrenta outro desafio crescente: a resistência aos produtos tradicionalmente utilizados no controle sanitário.

Pesquisas conduzidas por instituições de pesquisa e universidades brasileiras já identificaram casos de multirresistência em diferentes regiões produtoras do país, reduzindo a eficácia de moléculas amplamente empregadas no combate aos ectoparasitas.

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O avanço desse fenômeno exige mudanças nas estratégias de manejo adotadas pelos pecuaristas.

“Muitos produtores relatam redução da eficiência de princípios ativos utilizados há anos. Isso reforça a necessidade de trabalhar com rotação de moléculas, manejo integrado e tecnologias mais modernas para diminuir a pressão de seleção dos parasitas”, destaca Lorenzoni.

Impactos já são percebidos dentro das propriedades

Os reflexos do aumento das infestações já começam a ser sentidos diretamente nas fazendas gaúchas. Além das perdas produtivas, os custos com tratamentos sanitários e manejo dos animais vêm aumentando, pressionando ainda mais as margens da atividade pecuária.

Para João Augusto Botelho do Nascimento, médico-veterinário e produtor de pecuária de corte em São Martinho da Serra (RS), o problema ganhou relevância nos últimos anos.

A dificuldade de controle dos carrapatos aumentou significativamente. As altas infestações favorecidas pelas condições climáticas, associadas ao avanço da multirresistência, geram perdas importantes na produção e exigem protocolos sanitários cada vez mais eficientes e personalizados para cada propriedade”, afirma.

Planejamento sanitário ganha importância estratégica

Diante do novo cenário, especialistas destacam que o controle de carrapatos deixou de ser apenas uma prática rotineira para se tornar um fator diretamente ligado à competitividade e à sustentabilidade econômica das fazendas.

A adoção de programas de manejo integrado, monitoramento contínuo dos rebanhos, assistência técnica especializada e utilização de tecnologias voltadas ao controle parasitário vem ganhando espaço entre os produtores como forma de reduzir os impactos da infestação.

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Para o setor pecuário, a tendência é que o tema ganhe ainda mais relevância nos próximos anos, à medida que os eventos climáticos extremos continuem influenciando a dinâmica sanitária das propriedades rurais.

“O produtor precisa incorporar o planejamento sanitário à gestão da fazenda. Monitoramento constante, protocolos bem estruturados e integração de diferentes ferramentas de controle serão cada vez mais importantes para preservar a produtividade e a rentabilidade da atividade”, conclui Lorenzoni.

Fonte: Portal do Agronegócio

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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