Agricultura
Como está o desenvolvimento das lavouras de canola?

Foto: Pixabay
As lavouras de canola no Rio Grande do Sul estão bem implantadas, passando por fases distintas de desenvolvimento vegetativo, floração e enchimento de grãos, conforme o Informativo Conjuntural divulgado nesta quinta-feira (18/07) pela Emater/RS-Ascar. No entanto, as recentes condições climáticas de baixas temperaturas e alta umidade têm gerado preocupações em algumas áreas, afetando o desenvolvimento e a produção esperada.
Na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Frederico Westphalen, os 2.373 hectares destinados à cultura apresentam bom desenvolvimento, com expectativa de produtividade atual de 1.752 kg/ha. Cerca de 80% da área encontra-se em estágio vegetativo e 20% em fase de florescimento. Apesar da emissão satisfatória das síliquas, há preocupação com os efeitos das baixas temperaturas, limitada radiação e alta umidade.
Em Ijuí, o desenvolvimento das lavouras implantadas em abril e maio está melhorando, com boa emissão de ramos laterais. No entanto, nas lavouras mais tardias, as plantas apresentam coloração amarelada, sistema radicular pouco desenvolvido, baixo porte e casos de tombamento. O aumento da germinação de azevém tem sido um desafio adicional.
Na região de Passo Fundo, a área implantada chega a 3 mil hectares. A geada recente afetou algumas lavouras de maneira localizada, mas os danos ainda serão avaliados, sem prejuízos severos generalizados.
Em Santa Maria, as plantas estão na fase de desenvolvimento vegetativo, com uma área prevista de 29.326 hectares. Apesar das geadas, não houve danos significativos, mas algumas áreas apresentam estande de plantas abaixo do ideal devido a problemas de germinação causados por excesso de umidade e solos erodidos.
Em Santa Rosa, a área cultivada foi revisada para cima após reuniões municipais, alcançando 52.324 hectares na região, representando um aumento de 56% em relação à safra anterior. As lavouras estão distribuídas nos seguintes estádios fenológicos: 74% em desenvolvimento vegetativo, 21% em floração e 5% na fase de enchimento de grãos. A cotação média da saca de 60 quilos de canola foi de R$ 103,70 em Ijuí, R$ 107,07 em Santa Rosa e R$ 102,00 em Frederico Westphalen.
AGROLINK – Seane Lennon
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Produtoras recebem apoio para cultivo em Várzea Grande

Reprodução/Secom VG
Produtoras da agricultura familiar da comunidade Sadia III, em Várzea Grande, estão recebendo insumos e assistência técnica para o cultivo de maracujá e banana-da-terra.
A ação inclui a entrega de cerca de 17 toneladas de esterco bovino, usado no preparo do solo, além de acompanhamento semanal nas propriedades com orientações sobre manejo e plantio. O trabalho é feito pela Secretaria Municipal de Meio Ambiente em parceria com a Empaer.
Segundo as produtoras, o apoio tem ajudado a melhorar a produção. Sem estrutura própria, elas afirmam que o preparo da terra e o manejo das culturas seriam mais difíceis sem assistência técnica.
O acompanhamento também permite corrigir falhas durante o cultivo e evitar perdas na lavoura.
De acordo com a Prefeitura, cerca de 3 mil famílias da zona rural de Várzea Grande recebem esse tipo de suporte, voltado à produção e geração de renda no campo.
VGN
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Preços do arroz recuam com indústria cautelosa

Gerada por IA
O mercado de arroz em casca vem perdendo sustentação, pressionado pela menor liquidez, pelo avanço da colheita e pelo enfraquecimento da demanda ao longo da cadeia produtiva. A análise foi divulgada nesta quarta-feira (29.04) pelo Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada (Cepea).
De acordo com pesquisadores do Cepea, a redução nas negociações do arroz beneficiado, somada à postura mais cautelosa de indústrias e produtores, tem limitado os negócios e pressionado as cotações. Na última semana, os preços oscilaram entre regiões: em áreas com menor disponibilidade, compradores chegaram a elevar pontualmente a disposição de pagamento.
Por outro lado, a comercialização do arroz beneficiado segue enfraquecida, com menor interesse do atacado e do varejo por grandes volumes. Esse cenário restringe os repasses e aperta as margens industriais, levando parte das beneficiadoras a recuar nas compras, enquanto outras reduziram as ofertas no mercado de matéria-prima.
Outro fator de pressão é a perda de competitividade do arroz brasileiro no mercado externo, diante da retração das exportações e de preços internacionais mais pressionados.
Mesmo com o viés de baixa, agentes do setor acompanham os desdobramentos dos mecanismos oficiais de apoio à comercialização, como leilões voltados ao escoamento da produção.
VGN
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Novo padrão do Mercosul muda venda de morangos no Brasil

Internet
Você já reparou que os morangos estão diferentes nas prateleiras? Bandejas mais organizadas e frutas com aparência uniforme já refletem a adoção de um novo padrão de comercialização no país. A mudança foi estabelecida pela Portaria nº 886/2026 do Ministério da Agricultura e Pecuária e já está em vigor em todo o Brasil. A medida alinha o país às normas do Mercosul com referências internacionais, incluindo padrões da União Europeia.
De acordo com o Ministério, os morangos são apenas um dos produtos incluídos nesse processo de padronização, que abrange diferentes itens hortícolas. O destaque recente se deu, porque houve atualização normativa específica, mas ele não é o único produto sujeito a padronização, é apenas um entre vários dentro das regras do Mercosul e referências internacionais.
O que muda na prática
A nova regulamentação atualiza critérios de identidade, qualidade, classificação e rotulagem do morango, tornando a comercialização mais rigorosa. Entre as principais exigências estão:
Classificação por tamanho (calibre): pequeno, médio e graúdo;
Avaliação de qualidade: cor, formato, firmeza e ausência de defeitos;
Embalagens mais padronizadas, com menor variação de peso;
Rotulagem detalhada, com origem, categoria e identificação do produtor.
Mais padronização nas prateleiras
A exigência de uniformidade dentro das embalagens explica o aspecto mais homogêneo das bandejas. As frutas precisam seguir um padrão visual mais consistente, o que facilita a comercialização e amplia o potencial de exportação.
Impacto no preço
A adoção das novas regras pode gerar custos adicionais aos produtores, como seleção mais criteriosa e adequação dos processos. Por outro lado, especialistas apontam que a padronização tende a reduzir perdas e desperdícios ao longo da cadeia produtiva, o que pode contribuir para maior estabilidade de preços ao consumidor no médio prazo.
Processo contínuo
A medida faz parte de um movimento mais amplo de harmonização de normas agrícolas no âmbito do Mercosul. Isso significa que outros produtos já seguem ou ainda passarão a seguir padrões semelhantes.
VGN
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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