Mato Grosso
Botelho recebe reivindicações para melhorar o Centro de Equoterapia da UFMT

Projeto atende crianças com deficiências gratuitamente e o espaço precisa ser reformado para ampliar o número de atendimento – Fotos: Vanderson Ferraz
Apoio para reformar o Centro de Equoterapia da Universidade Federal de Mato Grosso – UFMT, campus de Cuiabá, foi o tema da visita do deputado Eduardo Botelho, presidente da Assembleia Legislativa de Mato Grosso – ALMT, na sexta-feira (14), no Centro de Equoterapia. Botelho foi recebido pelas professoras Lisiane Pereira de Jesus, que é a coordenadora do Projeto de Extensão de Equoterapia, e Juliana Schuller, coordenadora do Programa Paradesporto Brasil em Rede. Ele também conversou com alguns alunos e constatou in loco a necessidade da reforma.
Emocionado, o parlamentar confirmou que não medirá esforços para viabilizar as reivindicações. “Conheci o belíssimo trabalho realizado pelo Centro de Equoterapia da UFMT. Um serviço essencial para população cuiabana. Vamos trabalhar por ações que viabilizem as demandas do setor. Parabéns às professoras e toda equipe que contribuem no atendimento de equoterapia, método terapêutico que renova vidas”, garantiu Botelho.
De acordo com a professora Lisiane, o centro não tem arrecadação e conta com importantes parceiros que ajudam na alimentação dos animais, como a Uniselva e a Rico Rações. Os serviços de manejo e ferrageamento são realizados com recursos de editais de financiamento de projetos, mas são escassos.
“Oferecemos esse serviço gratuitamente para pessoas vulneráveis socioeconomicamente e pedimos o apoio do deputado para a infraestrutura. Desde que foi construído em 2019, o centro de Equoterapia ainda não recebeu nenhuma manutenção. Hoje temos cinco cavalos e a possibilidade de ganhar mais um animal, mas não temos o piquete para colocá-lo. Então, fazendo a reforma, poderemos melhorar o espaço, trocar a cerca, fazer pintura e, aumentar o nosso atendimento”, explicou Lisiane, ao destacar que há uma lista de espera de 100 pessoas com deficiência. “E o tempo de espera tem sido de oito a doze meses aproximadamente”, alertou.
EQUOTERAPIA – O Centro de Equoterapia é um programa de extensão que tem vários projetos vinculados. Foi inaugurado em 10 de maio de 2019 – Dia da Cavalaria e dia de Fundação da Ande Brasil, que é a Associação Nacional de Equoterapia.
Agradecida pela visita do deputado Botelho, a coordenadora do Programa Paradesporto Brasil em Rede, professora Juliana Schuller, vinculado à Faculdade de Educação Física da UFMT, informou que esse programa oferece cinco modalidades diferentes, para 70 pessoas com deficiência: atletismo, goalball, vôlei sentado, natação e a equoterapia. Somente a equoterapia pelo menos 15 crianças são atendidas.
“Foi sensacional ter o deputado Botelho em nosso espaço ouvindo sobre o nosso trabalho. Precisamos de ajuda em todas as modalidades. Uma das nossas principais necessidades é o transporte, para trazer as crianças à universidade, principalmente nas atividades coletivas. Também precisamos de alimentação para elas após o treino e o espaço da equoterapia precisa de reforma geral. Precisamos de apoio em todos os nossos projetos que atendem as crianças com deficiência: uniforme, transporte, alimentação, manutenção do espaço, porque sem isso não têm projetos e elas ficam desamparadas”, pediu Juliana.
A equoterapia é um método de reabilitação que utiliza cavalo em abordagem interdisciplinar nas áreas da saúde, educação e quitação visando o desenvolvimento biopsicossocial da pessoa com deficiência.
ITIMARA FIGUEIREDO (ALMT)
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
Seminário na ALMT debate estratégias para combater avanço da violência nas escolas de Mato Grosso

Violência escolar pauta seminário na Assembleia – Foto: ALMT
O crescimento dos casos de agressividade no ambiente de ensino mobilizou especialistas e autoridades na Assembleia Legislativa de Mato Grosso. Na última quinta-feira (23), a suplente de deputada estadual Sheila Klener promoveu o Primeiro Seminário Mato-Grossense de Combate à Violência nas Escolas, com o objetivo de tirar do papel ações práticas de prevenção.
O encontro reforça as diretrizes da Lei 13.172, de autoria da parlamentar, que instituiu o mês de abril como o período oficial de conscientização e enfrentamento da violência escolar em todo o estado.
Números do IBGE acendem o alerta
Durante o seminário, foram apresentados dados preocupantes que mostram uma mudança no comportamento juvenil. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), os casos de agressão física entre estudantes praticamente dobraram nos últimos anos.
Especialistas e representantes das forças de segurança discutiram que a solução para a violência escolar vai muito além de “muros altos”. Entre as medidas propostas durante o evento, destacam-se:
* Monitoramento Ativo: Identificação precoce de conflitos entre grupos de alunos;
*Acolhimento Emocional: Fortalecimento da saúde mental dentro das unidades de ensino;
*Rede de Apoio: Integração real entre família, professores, gestores e conselhos tutelares;
*Educação Não-Violenta: Campanhas contínuas de conscientização sobre bullying e respeito mútuo.
Para Sheila Klener, o seminário é um marco para que o estado deixe de apenas reagir a tragédias e passe a prevenir situações de risco. “O ambiente escolar precisa voltar a ser um local de paz e aprendizado seguro”, ressaltou.
União de Esforços
O debate reforçou que o combate à violência exige uma atuação multidisciplinar, envolvendo o poder público e a comunidade escolar de forma ininterrupta. A expectativa é que as conclusões do seminário sirvam de base para novos protocolos de segurança nas escolas mato-grossenses.
A reportagem do CenárioMT apoia o debate por escolas mais seguras. Você acredita que a presença de policiais ou seguranças armados nas escolas resolveria o problema da violência? Deixe seu comentário abaixo.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
Mulheres no Agro: Liderança e inovação transformam a produção rural em Sorriso

Mulheres ampliam protagonismo no campo e estimulam a produção rural na região de Sorriso
A paisagem do campo em Sorriso, a capital nacional do agronegócio, está mudando. Mais do que braços no trabalho pesado, as mulheres assumiram de vez as rédeas da gestão, da tecnologia e da tomada de decisão nas propriedades rurais. Deixando para trás o papel de coadjuvantes, produtoras locais agora lideram desde assentamentos até grandes projetos de inovação sustentável.
O apoio de iniciativas como o CAT Sorriso (Clube Amigos da Terra) tem sido o combustível para essa transformação, oferecendo capacitação, suporte técnico e visibilidade para quem produz no coração de Mato Grosso.
Da Pitaya aos Orgânicos: Histórias de Sucesso
O protagonismo feminino se manifesta em diferentes frentes na região. Conheça as trajetórias de quem está mudando a cara da produção local:
“A mulher hoje cuida de tudo”
Luciana Estruzani, moradora do Assentamento Jonas Pinheiro, reflete a mudança de gerações. “Antigamente a mulher era para ficar na cozinha. Hoje não. Eu estou à frente de tudo na tomada de decisões”, afirma a produtora, que gerencia desde a colheita até as vendas e a administração da propriedade.
Já para Maricilda Ludwig, o despertar para o novo veio através do Fórum Regional de Mulheres promovido pelo CAT. O encontro foi o ponto de virada para que ela investisse em tecnologia e mudasse o foco da sua chácara para produtos orgânicos de alto valor agregado.
O Papel do CAT Sorriso e o Selo de Origem
A Associação Clube Amigos da Terra tem sido fundamental para chancelar essa qualidade. Atualmente, 18 agricultores familiares da região possuem o Selo de Identificação de Origem da Agricultura Familiar, que garante rastreabilidade e valoriza o produto no mercado.
“As mulheres sempre estiveram presentes no agro, mas hoje assumem cada vez mais papéis de liderança na gestão, na adoção de tecnologia e na sustentabilidade”, ressalta Márcia Becker Paiva, presidente do CAT Sorriso.
💡 Impacto Social
O fortalecimento da presença feminina no campo não apenas inova a produção, mas também fortalece as famílias rurais e garante o futuro da agricultura responsável em Mato Grosso.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Mato Grosso
Sorriso confirma segunda morte por meningite e autoridades descartam surto no município

Sorriso confirma segunda morte por meningite e autoridades descartam surto no município. Foto: IGESP.
O município de Sorriso voltou a registrar óbito relacionado à meningite, elevando para dois o número de mortes associadas à doença. A vítima mais recente é uma mulher de 40 anos, residente na comunidade Morocó, que estava internada em uma unidade hospitalar de Lucas do Rio Verde e não resistiu às complicações.
De acordo com a Secretaria Municipal de Saúde, o caso foi classificado como meningite viral, tipo considerado menos agressivo e com menor potencial de transmissão. Diante disso, as autoridades de saúde afirmam que não há indícios de surto no município neste momento.
Além desse registro, outro caso com evolução para óbito foi contabilizado em Alta Floresta. No entanto, conforme esclarecido pela pasta, não houve confirmação de meningite bacteriana contagiosa, o que também contribui para afastar a hipótese de disseminação em larga escala.
Apesar do cenário controlado em Sorriso, a situação em outras regiões de Mato Grosso acende um alerta. Em Sinop, por exemplo, foram confirmados casos de meningite bacteriana — forma mais grave da doença — incluindo a morte de uma criança de cinco anos e a internação de outra paciente. As autoridades sanitárias seguem com protocolos de vigilância e preventivos.
Em nota oficial, a Prefeitura de Sorriso informou que o óbito ocorrido no dia 19 de março não possui relação com outros casos registrados no município ou em cidades vizinhas. A gestão municipal também manifestou solidariedade às famílias das vítimas.
A Secretaria de Saúde reforça que a principal forma de prevenção contra a meningite é a vacinação, disponibilizada gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O calendário inclui imunizantes como a meningocócica C, ACWY, pneumocócica 10-valente, BCG e a vacina pentavalente, que protege contra diferentes agentes causadores da doença.
A população deve ficar atenta aos sintomas, que incluem febre alta, dor de cabeça intensa, vômitos e rigidez na nuca. Ao apresentar qualquer sinal suspeito, a orientação é procurar atendimento médico imediato.
As autoridades seguem monitorando a situação e destacam que, embora não haja surto, a prevenção continua sendo fundamental para evitar novos casos.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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