Transporte
Batalhão Ambiental da PM desmantela segundo garimpo irregular nesta semana em Mato Grosso

PMMT
Policiais do Batalhão de Proteção Ambiental do 6º Comando Regional desativaram, nesta quarta-feira (25.2), a operação de um garimpo ilegal na zona rural de Aripuanã, a 1.001 km de Cuiabá. No local, foram apreendidos dois motores e uma pá carregadeira, evidenciando a estrutura clandestina da atividade. Esta é a segunda mineradora ilegal desativada pelos militares nesta semana, reforçando a atuação contínua no combate à exploração irregular de recursos naturais.
Conforme o boletim de ocorrência, durante patrulhamento tático no âmbito da Operação Amazônia, as equipes de inteligência repassaram informações sobre a existência de um garimpo ilegal.
Ao chegar nas coordenadas indicadas, constatou-se a degradação ambiental mediante a abertura de cavas e movimentação de terra para extração de minério. Durante buscas no local, os policiais encontraram uma pá carregadeira (carregador frontal) atolada. O maquinário foi retirado e encaminhado à Secretaria Municipal de Infraestrutura de Colniza.
Os policiais militares localizaram também dois motores utilizados no sistema de lavagem e sucção de rejeitos. Diante da impossibilidade de remoção imediata dos equipamentos e visando interromper a continuidade do dano ambiental, os motores foram inutilizados. Na ação, não foram localizados indivíduos em execução de tarefas. Os policiais mantêm rondas em buscas por suspeitos.
Tolerância Zero
Na terça-feira (24), um garimpo irregular foi fechado na zona rural de Colniza. Equipes do Batalhão Ambiental apreenderam quatro motores e uma escavadeira hidráulica. As equipes identificaram acampamentos improvisados usados pelos suspeitos. A ação contou com apoio da Força Tática do município de Nova Mutum.
Wellyngton Souza | PMMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Transporte
Polícia Civil deflagra operação contra facção criminosa que agia na entrada clandestina de celulares em unidades prisionais de MT

PJC
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, nesta quinta-feira (26.2), a Operação Tartufo, para cumprimento de mandados judiciais contra integrantes de uma facção criminosa, investigados pelos crimes de comércio ilegal de armas de fogo e também de introdução clandestina de celulares em unidades prisionais.
A investigação, conduzida pela Delegacia Especializada de Repressão a Narcóticos (Denarc), embasou os oito mandados de concessão das medidas cautelares expedidos pelo Núcleo de Inquéritos Policiais (NIPO) da Comarca de Cuiabá.
Ao todo, foram cumpridas três ordens de prisão preventiva e cinco de busca e apreensão domiciliar em endereços residenciais e em um galpão nas cidades de Cuiabá e Várzea Grande.
Investigação
As diligências da Denarc iniciaram em 2023 e, por meio de métodos investigativos, incluindo a análise de inteligência, diligências de campo e técnicas forenses especializadas, apuraram uma estrutura criminosa com divisão definida de tarefas entre seus membros, articulando atividades ilícitas dentro e fora do sistema prisional.
O trabalho investigativo revelou que o principal alvo da operação atuava como figura central na coordenação das atividades do grupo, sendo responsável pelo comércio ilegal de armamentos, incluindo pistolas e espingardas, e também pela logística de introdução de aparelhos celulares no interior da Penitenciária Central do Estado (PCE).
Outro integrante da organização exercia a função de transportador e ocultador dos dispositivos eletrônicos. O terceiro investigado, embora recluso, exercia função de controle e liderança no interior do estabelecimento penal, sendo apontado como integrante de facção criminosa com papel de comando em seu raio de influência dentro da unidade.
A Denarc também identificou o uso de um drone, sem registro na Agência Nacional de Aviação Civil (Anac), equipado com dispositivo de garra, com registro de 67 operações de voo, diversas delas sobre a Penitenciária Central do Estado e a Penitenciária Feminina Ana Maria do Couto, em horários coincidentes com os períodos de apreensão de ilícitos nessas unidades.
Conforme o delegado Marcelo Miranda Muniz, responsável pela investigação, a operação é resultado de mais de dois anos de apuração criteriosa, com uso intensivo de tecnologia e análise de dados, que possibilitou a identificação de um grupo criminoso que operava de forma discreta, articulando o comércio de armas e o abastecimento ilegal de presídios com aparelhos celulares.
“As diligências prosseguem com o objetivo de identificar outros integrantes da organização, aprofundar a investigação sobre o fluxo de armas e recursos financeiros do grupo e mapear eventuais conexões com outras redes criminosas”, destacou o delegado Marcelo Muniz.
Alvos dos mandados judiciais
As cinco ordens de busca e apreensão domiciliar foram cumpridas em endereços distintos vinculados aos investigados, em Cuiabá e Várzea Grande, sendo quatro em residências e um em imóvel comercial.
Já as três prsões preventivas foram decretadas pela Justiça com fundamento na garantia da ordem pública e na necessidade de resguardr a instrução criminal, tendo o Ministério Público manifestado-se favoravelmente ao deferimento integral das medidas cautelares.
O trabalho operacional deflagrado pelos policiais civis da Denarc contou com apoio da equipe da Coordenadoria de Operações e Recursos Especiais (CORE).
Crimes investigados
Os alvos da operação respondem pelos crimes de comércio ilegal de arma de fogo (art. 17 da Lei nº 10.826/2003), introdução clandestina de aparelho telefônico em estabelecimento prisional (art. 349-A do Código Penal) e integração à organização criminosa (art. 2º da Lei nº 12.850/2013).
Nome da Operação
Tartufo, em italiano, significa literalmente “aquilo que está escondido sob a terra”. O nome foi escolhido por traduzir com precisão o modus operandi do grupo investigado, que atuava de forma velada, sem ostentação, utilizando linguagem codificada, veículos adaptados com compartimentos ocultos e drone operado em período noturno para escapar da detecção.
Assessoria | Polícia Civil-MT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Transporte
Polícia Civil desarticula facção criminosa envolvida em tortura, execução e ocultação de cadáver em São José do Xingu

PJC
A Polícia Civil de Mato Grosso deflagrou, na manhã desta quinta-feira (26.2), a segunda fase da Operação Midnight, para cumprimento de 14 ordens judiciais contra membros de uma facção criminosa, investigados pelos crimes de homicídio e ocultação de cadáver, em São José do Xingu.
São cumpridos, na operação, seis mandados de prisão (três preventivas e três temporárias), quatro de busca e apreensão domiciliar e quatro de afastamento de sigilo telefônico, expedidos pela Terceira Vara Criminal de Porto Alegre do Norte.
Os mandados são cumpridos nas cidades de São José do Xingu, Porto Alegre do Norte e Água Boa.
A operação tem faccionados como alvos. Eles estão envolvidos nos crimes de homicídio triplamente qualificado e ocultação de cadáver da vítima Marcos José Vieira Lima, o “Borel”, ocorridos no dia 25 de agosto de 2025, em São José do Xingu.
Os alvos também são investigados pela prática de ações assistenciais com o fim de promover a facção criminosa na região.
Esta segunda fase é resultado do desdobramento das investigações da primeira fase da operação, deflagrada no dia 26 de agosto do ano passado, um dia após a morte da vítima.
As diligências da primeira fase permitiram identificar a dinâmica de atuação da facção criminosa e forneceram elementos estruturais para a representação das ordens judiciais.
Tribunal do crime
As investigações apontaram que a vítima teve a morte decretada pela facção criminosa após sofrer um “salve”, em que foi submetida a torturas e julgamento durante uma sessão do tribunal do crime. No dia dos fatos, a vítima foi atraída até uma residência que servia como ponto de apoio para os faccionados, com a desculpa de usar entorpecentes.
No local, após videochamada com lideranças do grupo criminoso, ele teve a sua execução determinada por supostamente “trair” um dos líderes locais do grupo. A investigação apontou que Marcos e a liderança teriam torturado uma pessoa em dezembro de 2024. Por esse crime, tanto a vítima quanto o mandante foram presos e condenados.
Posteriormente, os executores utilizaram uma motocicleta para levar o corpo de Borel até o local onde foi ocultado. Até o momento, ele ainda não foi localizado.
Investigação qualificada
Após a primeira fase da operação, as investigações se estenderam por aproximadamente seis meses, aprofundando-se a partir de análises técnicas realizadas após sucessivos deferimentos judiciais de medidas cautelares e diligências qualificadas, que levaram ao esclarecimento do crime e à identificação dos envolvidos.
Com base nas informações levantadas, somando-se às diligências policiais em campo, relatos testemunhais, relatórios policiais detalhados e outros meios de obtenção de provas, a Polícia Civil comprovou ao Ministério Público e ao Poder Judiciário que a vítima foi assassinada, mesmo sem o corpo ter sido localizado.
De acordo com o delegado responsável pelas investigações, Onias Estevam Pereira Filho, foram reunidos elementos probatórios consistentes que indicam a participação de ao menos seis pessoas na empreitada criminosa.
Ações de assistencialismo
O mesmo grupo criminoso também está envolvido em ações de assistencialismo, com integrantes sendo indiciados por práticas ilícitas voltadas ao fortalecimento do grupo no município e na região.
Entre as condutas apuradas, estava a distribuição de cestas básicas a pessoas em situação de vulnerabilidade social, como forma de cooptação e ampliação da base de apoio do grupo criminoso.
Midnight
O nome da operação, que em inglês significa meia-noite, faz referência ao principal investigado, que atua como líder da facção criminosa na região.
A operação integra os trabalhos do planejamento estratégico da Polícia Civil de Mato Grosso para o ano de 2026, por meio da Operação Pharus, dentro do programa Tolerância Zero, voltado ao combate às facções criminosas em todo o Estado.
Assessoria | Polícia Civil-MT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Transporte
Polícia Civil prende homem por perseguir e descumprir medidas protetivas contra ex-companheira em Nova Olímpia

PJC
Um homem autor do crime de stalking, perseguição praticada contra sua ex-companheira, e descumprimento de medida protetiva teve o mandado de prisão preventiva cumprido pela Polícia Civil, na tarde de terça-feira (24.2), em ação realizada pelos policiais da Delegacia de Nova Olímpia.
As investigações começaram depois que a vítima procurou a polícia, relatando que, mesmo com medidas protetivas de urgência contra o ex-marido, ele continuava a persegui-la de forma reiterada.
Diante da gravidade dos fatos e do risco à integridade da vítima, o delegado, Ivan Albuquerque, representou pela prisão preventiva do suspeito, sendo a ordem judicial deferida pelo Poder Judiciário.
Após tentativas iniciais de contato, o investigado foi orientado a se apresentar espontaneamente. No entanto, passou a fornecer versões contraditórias sobre seu paradeiro, alegando medo de uma facção criminosa, afirmando estar em outro município e adiando repetidamente o comparecimento.
Diante da situação, foram realizadas diligências investigativas com foco na localização exata do investigado. Com as informações levantadas, os policiais foram até o endereço, ocasião em que o suspeito ao perceber a presença dos policiais tentou fugir pelos fundos da residência, sendo contido e preso imediatamente.
O autuado foi encaminhado à delegacia para as providências cabíveis, sendo posteriormente colocado à disposição da Justiça.
“A prisão reforça o compromisso da Polícia Civil no combate à violência doméstica e na proteção das vítimas, destacando a importância de que casos como este devem ser imediatamente comunicados às autoridades para as devidas providências”, disse o delegado.
Assessoria | Polícia Civil – MT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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