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Mato Grosso lidera crescimento industrial em novembro e projeta novo impulso em 2026

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Assessoria/FIEMT

 

A indústria de Mato Grosso registrou, em novembro de 2025, o melhor desempenho industrial do país na comparação com o mês anterior. Segundo a Pesquisa Industrial Mensal (PIM), divulgada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, a produção industrial do Estado cresceu 7,2% em relação a outubro, enquanto a média nacional permaneceu estável no período.

O resultado colocou Mato Grosso na liderança entre os 15 locais pesquisados pelo instituto, à frente de estados como Espírito Santo (4,4%) e Paraná (1,1%). O avanço ocorre em um cenário de desaceleração em outras regiões e evidencia a resiliência da indústria mato-grossense, fortemente ligada ao agronegócio e à transformação de matérias-primas produzidas no próprio Estado.

Na avaliação do Secretário de Estado de Desenvolvimento Econômico, César Miranda, os números refletem não apenas a força do parque industrial existente, mas também os efeitos de uma política pública voltada ao estímulo da industrialização.

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“Quando o Estado oferece segurança jurídica, incentivos bem estruturados e diálogo permanente com o setor produtivo, os resultados aparecem. A indústria gera empregos de melhor remuneração, diversifica a economia e reduz a dependência da exportação de produtos in natura”, destacou.

De acordo com análise do Observatório da Federação das Indústrias de Mato Grosso, o desempenho de novembro foi impulsionado principalmente pela indústria química, com destaque para a produção de fertilizantes minerais e químicos das fórmulas NPK.

“O setor de alimentos também exerceu papel relevante, especialmente com o processamento de carnes bovinas frescas, refrigeradas e congeladas. Já a indústria de bebidas completou o grupo de atividades que sustentaram o crescimento industrial, com destaque na produção de cervejas e chope”, analisou o presidente da Fiemt, Sílvio Rangel.

Esse ambiente favorável tende a se intensificar em 2026, especialmente no setor de bebidas. A recente atualização da legislação tributária estadual, que redefine os critérios para enquadramento das microcervejarias artesanais, é apontada como um dos fatores capazes de impulsionar novos investimentos e ampliar a produção industrial no próximo ano.

A nova regra estabelece que são consideradas microcervejarias artesanais as empresas com sede em Mato Grosso e produção anual de até 5 milhões de litros, somando todos os seus estabelecimentos, desde que estejam em dia com as obrigações tributárias estaduais. O critério objetivo entra em vigor em 1º de janeiro de 2026 e elimina interpretações que, na prática, vinham gerando insegurança para pequenos e médios produtores.

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Para o governo estadual, a clareza no enquadramento cria condições mais favoráveis para a ampliação de plantas industriais, modernização de equipamentos e profissionalização da cadeia produtiva. O segmento de cervejas artesanais tem apresentado crescimento consistente, impulsionado pelo consumo regional, pelo turismo gastronômico e pela valorização de produtos locais.

“A mudança atende a uma demanda antiga do setor produtivo e tem reflexos diretos sobre a atividade industrial. Ao estabelecer regras claras, o Estado dá previsibilidade ao empresário, que passa a investir com mais segurança. Isso se traduz em ampliação da produção, geração de empregos e fortalecimento da indústria de transformação, especialmente em 2026, quando esses projetos começam a maturar”, afirmou César Miranda.

A possibilidade de crescimento até o limite definido sem perda do enquadramento tributário permite que microcervejarias avancem na distribuição regional e interestadual, diversifiquem portfólio e invistam em tecnologia. O movimento impacta não apenas a indústria cervejeira, mas também fornecedores de insumos, embalagens, logística e serviços associados.

Outro ponto considerado estratégico é o estímulo à formalização e à concorrência equilibrada. Ao vincular os benefícios à regularidade fiscal, a legislação reforça a profissionalização do setor e contribui para um ambiente industrial mais saudável.

Com isso, a expectativa do governo é que, a partir de 2026, a indústria de bebidas artesanais contribua de forma ainda mais significativa para o desempenho industrial de Mato Grosso, ampliando a arrecadação, gerando empregos e fortalecendo a diversificação da base produtiva do Estado, em sintonia com outras políticas voltadas à agregação de valor e à interiorização do desenvolvimento econômico.

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Débora Siqueira | Assessoria/Sedec

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Mato Grosso

IMEA projeta a maior produtividade de soja para Mato Grosso dos últimos anos

Publicado

em

abiove-consegue-liminar-para-barrar-suspensao-da-moratoria-da-soja

foto: Só Notícias/arquivo

O Instituto mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) informou, ontem à tarde, no boletim semanal, que para março, manteve a estimativa de área cultivada em 13,01 milhões de hectares. No entanto, o destaque ficou para a produtividade média, projetada em 65,87 saca/hectare, representando crescimento de 1,77% em relação à projeção anterior, e próximo ao registrado na safra 2024/25.

O crescimento da produtividade está diretamente associado ao volume de chuvas durante o desenvolvimento das lavouras, o que favoreceu o potencial produtivo em grande parte das regiões do Estado. Por outro lado, algumas áreas foram impactadas pelo excesso de chuvas, resultando em maior umidade e aumento da incidência de grãos avariados, podendo afetar parcialmente a qualidade da produção.

Com a área mantida e o aumento da produtividade, a produção total de soja em Mato Grosso foi projetada em 51,41 milhões de toneladas, 1,77% acima da estimativa do mês anterior e 1,02% superior à produção da safra passada, registrando assim a maior produção da série histórica do instituto.

Só Notícias

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Mato Grosso

Contribuintes podem emitir e validar boleto do IPVA para não cair em golpe

Publicado

em

Luiz Leite/Sefaz-MT

A Secretaria de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz-MT) disponibilizou, nesta segunda-feira (2.3), dois novos serviços relacionados ao pagamento do IPVA. As novidades incluem a emissão de boleto pelo WhatsApp oficial da secretaria e validação de boleto ou código PIX antes da quitação.

As novidades ampliam a comodidade, reforçam a segurança no pagamento dos tributos e modernizam os serviços fazendários. “Estamos ampliando as funcionalidades digitais para oferecer mais comodidade e, ao mesmo tempo, mais proteção ao cidadão”, destacou o secretário adjunto de Receita Pública, Fábio Pimenta.

Para emitir o boleto diretamente pelo WhatsApp oficial da Sefaz, o cidadão deve enviar mensagem para o número (65) 4042-9298. No canal, que funciona com a assistente virtual Iara, o contribuinte pode solicitar a guia de pagamento de forma rápida e prática, sem precisar acessar o site institucional ou o sistema do IPVA.

Pelo WhatsApp também é possível validar o boleto ou código PIX, gerados pelo sistema do IPVA, antes do pagamento. A ferramenta permite que o cidadão confirme se o documento foi realmente emitido pela Sefaz, trazendo mais segurança e ajudando a evitar golpes relacionados à cobrança do imposto.

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As novas funcionalidades disponibilizadas aos contribuintes fazem parte das ações de modernização dos serviços fazendários, com foco na ampliação das ferramentas digitais, na praticidade e na segurança. A orientação é que os cidadãos utilizem exclusivamente os canais oficiais da Sefaz, como WhatsApp, chatbot ou o Portal de Atendimento ao Contribuinte (e-PAC), todos disponíveis no site da secretaria.

Lorrana Carvalho | Sefaz-MT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Mato Grosso

Mato Grosso lidera ranking nacional de solvência fisca

Publicado

em

Marcos Vergueiro/Secom-MT

Mato Grosso ocupa a 1ª colocação no indicador de solvência fiscal do Ranking de Competitividade dos Estados 2024, publicado em 2025 pelo Centro de Liderança Pública (CLP).

De forma simples, a solvência fiscal mede quanto o Estado deve em comparação ao que arrecada regularmente. Quanto menor essa proporção, maior é a capacidade de manter as contas em dia e honrar compromissos sem comprometer o equilíbrio financeiro.

O indicador integra a dimensão de sustentabilidade fiscal do ranking e considera a relação entre a dívida consolidada e a arrecadação recorrente dos estados, desconsiderando receitas atípicas.

Ao liderar o ranking nacional, Mato Grosso demonstra baixo comprometimento da arrecadação estrutural com o pagamento de dívidas, o que assegura maior estabilidade financeira, previsibilidade orçamentária e segurança para o planejamento de políticas públicas.

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“Liderar o ranking de solvência fiscal mostra que Mato Grosso mantém a dívida sob controle em relação à sua arrecadação estrutural. Isso é resultado de uma política permanente de responsabilidade fiscal, planejamento e controle do gasto público”, afirmou o secretário de Fazenda, Rogério Gallo.

Indicadores convergentes

O resultado é coerente com outros parâmetros nacionais de avaliação fiscal. Em 2024, Mato Grosso também obteve nota A+ na Capacidade de Pagamento (Capag), classificação atribuída pela Secretaria do Tesouro Nacional.

A Capag avalia critérios como endividamento, poupança corrente e liquidez, indicando a capacidade do Estado de honrar seus compromissos financeiros com recursos próprios.

Noelisa Andreola | Sefaz-MT

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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