Agronegócio
Milho: início da colheita pressiona preços

Foto: USDA
A colheita do milho verão 2025/26 teve início em algumas áreas do Rio Grande do Sul, ainda de forma localizada. Segundo dados divulgados pelo Cepea, as primeiras lavouras começaram a ser retiradas com boas perspectivas de rendimento, impulsionadas por condições climáticas favoráveis durante a maior parte do ciclo.
Esse cenário positivo no campo, no entanto, não se traduz em aquecimento do mercado doméstico. Com a expectativa de maior oferta nas próximas semanas, compradores têm evitado novas aquisições no mercado spot, preferindo operar com estoques contratados antecipadamente.
De acordo com pesquisadores do Cepea, essa postura mais cautelosa dos demandantes tem contribuído para a baixa liquidez nas negociações e influenciado diretamente nas cotações, que seguem pressionadas neste início de ano.
Do lado da oferta, a movimentação também é reduzida. Muitos produtores estão concentrados nos trabalhos de colheita e nas entregas previamente acordadas, o que limita a disponibilidade de volumes adicionais para negociação imediata no mercado físico.
Esse equilíbrio entre compradores retraídos e vendedores focados na operacionalização da safra contribui para um ambiente de mercado mais lento e com pouca oscilação positiva de preços. A tendência, segundo analistas, é que o comportamento siga semelhante até que a colheita avance de forma mais ampla e traga maior clareza sobre os volumes efetivamente disponíveis.
Nos próximos dias, o foco estará no ritmo da colheita e no comportamento da demanda, fatores que poderão destravar parte das negociações no spot e definir os rumos do mercado de milho no início desta safra.
AGROLINK – Aline Merladete
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Mandioca registra maior alta semanal em cinco meses no fim de fevereiro

Divulgação
As cotações da mandioca avançaram no final de fevereiro e registraram a maior alta semanal dos últimos cinco meses. De acordo com pesquisadores do Cepea, o movimento foi impulsionado pelo descompasso entre a oferta restrita e a demanda industrial aquecida.
A baixa produtividade das lavouras e o menor rendimento de amido seguem influenciando a decisão de colheita. Diante do atual cenário de rentabilidade, produtores têm optado por adiar as entregas, reduzindo ainda mais a disponibilidade da raiz no mercado.
Fécula também sobe
No mercado de fécula, a última semana de fevereiro foi marcada por maior movimentação, principalmente pela necessidade de reposição de estoques em diferentes segmentos compradores.
Além disso, a produção permaneceu abaixo das expectativas, o que reforçou a elevação dos preços do derivado.
O cenário de oferta ajustada e demanda firme mantém o mercado atento ao ritmo de colheita nas próximas semanas e à evolução da produção industrial.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Após cair por nove meses, preço do leite reage no início de 2026

Divulgação
O preço do leite pago ao produtor reagiu em janeiro/26 depois de ter registrado nove meses consecutivos de queda. Cálculos do Cepea (Centro de Estudos Avançados em Economia Aplicada), da Esalq/USP, mostram que o preço do leite ao produtor captado em janeiro/26 fechou a R$ 2,0216/litro na Média Brasil, ligeira alta de 0,9% frente a dezembro/25, mas forte queda de 26,9% sobre a de janeiro/25, em termos reais (os valores foram deflacionados pelo IPCA de janeiro/26).
Pesquisadores do Cepea indicam que o resultado, que confirma a expectativa do setor de preços firmes em janeiro, se deve a ajustes pontuais na produção em diferentes bacias leiteiras. A estabilidade com viés de alta é justificada pelo mercado ainda abastecido de lácteos, mas que sofre com a pressão negativa sobre a base produtiva.
As quedas consecutivas no preço do leite no campo em 2025 estreitaram as margens do produtor. Mesmo com a relativa estabilidade dos custos em 2025, a pesquisa do Cepea aponta que, em janeiro/26, o Custo Operacional Efetivo (COE) subiu 1,32% na Média Brasil. A valorização do milho também segue limitando o poder de compra do produtor: em janeiro, foram necessários 33,56 litros de leite para adquirir uma saca de 60 kg do grão, 3,76% a menos que no mês anterior, porém, 15,2% acima da média dos últimos 12 meses (de 29,12 l/sc).
Com isso, os investimentos na atividade tendem a se reduzir. A sazonalidade também reforça a diminuição da captação. De dezembro/25 para janeiro26, o ICAP-L (Índice de Captação de Leite) caiu 3,6% na Média Brasil, puxado pelos resultados sobretudo no Sul e em São Paulo.
Ao mesmo tempo em que existe certa pressão do lado da oferta e disputa por matéria-prima, os mecanismos de transmissão de alta seguem travados pelo lado industrial e comercial, já que o giro no varejo ainda não é suficiente para “descomprimir” o sistema. A indústria seguiu com dificuldade no repasse aos canais de distribuição em janeiro, tendo em vista que o consumo segue sensível ao preço.
Levantamento realizado pelo Cepea com apoio da OCB (Organização das Cooperativas Brasileiras) mostra que, em janeiro, as médias de preços do leite UHT, da muçarela e do leite em pó recuaram 1,44%, 1,49% e 0,15% respectivamente, em termos reais, frente ao mês anterior. Ao mesmo tempo, as importações cresceram 8% de dezembro/25 para janeiro/26, com aquisição de 178,53 milhões de litros em equivalente leite (EqL). O aumento de 16,75% nas exportações (que somaram 4,3 milhões de litros EqL) não foi suficiente para equilibrar o mercado.
A partir de fevereiro, é possível que o viés de alta se consolide, mas, mesmo assim, esse movimento deve ocorrer de forma gradual e moderada, já que o avanço do preço está condicionado ao escoamento dos estoques.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agronegócio
Índice de atratividade das exportações de carne feitas por Mato Grosso fica acima da máxima

foto: arquivo/assessoria
O índice de atratividade das exportações de carne bovina de Mato Grosso no começo do ano ficou acima das máximas dos últimos cinco anos para o período. O indicador, que calcula quantas arrobas de boi gordo podem ser adquiridas com a receita de uma tonelada de carne bovina exportada, foi de 81,80 @/tonelada em janeiro, retração de 5,30% (-4,58 @/t) ante dezembro.
Apesar da queda no comparativo mensal, o índice médio apresentou crescimento de 2,29% frente a janeiro do ano passado e ficou 1,91% acima das máximas registradas em janeiro nos últimos cinco anos. Esse avanço na comparação anual foi resultado da combinação do desempenho positivo do Oriente Médio, com valorização de 11,40%, e dos mercados da América Central e América do Norte apresentando altas de 15,04%, 11,47%, respectivamente, no período.
A China, apesar de registrar crescimento mais moderado, de 2,50% em relação a janeiro de 2025 manteve a relevância por ser o principal destino da carne bovina mato-grossense, com índice de atratividade de 76,00 @/tonelada no mês.
Só Notícias
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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