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Mato Grosso

Estudo da UFMT Sinop avalia benefícios do ‘silo bolsa’ como redução de perdas e aumento da qualidade

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foto: SiloReal/Divulgação

 

Câmpus Universitário de Sinop da Universidade Federal de Mato Grosso (UFMT) tem uma pesquisa em desenvolvimento que abre possibilidades para a redução de perdas e aumento da qualidade de produtos armazenados. O estudo aborda o silo bolsa como ferramenta de garantia de qualidade e eficácia no armazenamento de grãos em uma região que é destaque no Brasil na produção agrícola.

O silo bolsa é um sistema de armazenagem hermética, feito de material flexível de alta resistência, que permite o armazenamento de grãos a granel sem trocas gasosas com o ambiente. Dentro do silo, o próprio grão consome oxigênio e libera gás carbônico, criando uma atmosfera modificada que inibe o desenvolvimento de fungos e insetos, reduz perdas e mantém a umidade estável. Tudo isso com um custo menor do que os silos metálicos, a tecnologia dominante na atualidade para armazenamento de grãos como milho, soja, arroz e outros.

A pesquisa no câmpus de Sinop é coordenada pela professora Solenir Rufato e coloca o Brasil no mapa das inovações em armazenagem de grãos com uso de silo bolsa, especialmente sob condições tropicais. Os estudos são pioneiros no país e revelam novas possibilidades para reduzir perdas pós-colheita, melhorar a qualidade dos produtos armazenados e oferecer alternativas sustentáveis ao sistema tradicional de silos estáticos. Segundo a professora, a tecnologia é simples, de baixo custo e altamente eficiente, mas ainda enfrenta resistência cultural e falta de integração entre os setores envolvidos.

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“O Silo Bolsa permite segregar grãos por qualidade e armazenar de forma segura, sem perdas técnicas significativas. É uma ferramenta estratégica para o Brasil, que tem o maior déficit de armazenagem do mundo”, destaca a docente sobre os estudos concentrados em Mato Grosso com ações também na região de Santarém (PA). A professora ressalta que os resultados obtidos em outras regiões do país não podem ser aplicados automaticamente à realidade mato-grossense, pois as condições climáticas tropicais exigem adaptações específicas. “Nosso desafio é entender o comportamento dos grãos nesse ambiente, onde temperatura e umidade são elevadas, para desenvolver protocolos seguros e eficientes de uso”, analisa.

Apesar do potencial, Solenir observa que o Brasil ainda utiliza o silo bolsa de forma pontual e emergencial, sem uma política de incentivo estruturada. “Precisamos enxergar essa tecnologia como uma solução de médio e longo prazo, e não apenas como resposta improvisada à falta de espaço nos armazéns. Falta articulação entre universidades, setor privado e governo para consolidar o uso de forma planejada e sustentável”, pontua a respeito da necessidade de articulação com o setor produtivo.

A professora também alerta para a necessidade de formação técnica de operadores, uma vez que muitos problemas relatados no campo são consequência do mau uso do sistema. Por isso, parte de suas pesquisas é dedicada à capacitação e difusão de boas práticas, com o objetivo de desmistificar o uso do silo bolsa e torná-lo uma alternativa confiável para produtores de diferentes escalas. “O conhecimento é o que garante o sucesso do armazenamento hermético. Quando aplicado corretamente, o Silo Bolsa reduz perdas, preserva qualidade e contribui para uma cadeia de pós-colheita mais sustentável. Nosso trabalho na UFMT é mostrar isso com base em ciência e resultados concretos”, finaliza.

Redação Só Notícias

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Mato Grosso

IMEA projeta a maior produtividade de soja para Mato Grosso dos últimos anos

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abiove-consegue-liminar-para-barrar-suspensao-da-moratoria-da-soja

foto: Só Notícias/arquivo

O Instituto mato-grossense de Economia Agropecuária (IMEA) informou, ontem à tarde, no boletim semanal, que para março, manteve a estimativa de área cultivada em 13,01 milhões de hectares. No entanto, o destaque ficou para a produtividade média, projetada em 65,87 saca/hectare, representando crescimento de 1,77% em relação à projeção anterior, e próximo ao registrado na safra 2024/25.

O crescimento da produtividade está diretamente associado ao volume de chuvas durante o desenvolvimento das lavouras, o que favoreceu o potencial produtivo em grande parte das regiões do Estado. Por outro lado, algumas áreas foram impactadas pelo excesso de chuvas, resultando em maior umidade e aumento da incidência de grãos avariados, podendo afetar parcialmente a qualidade da produção.

Com a área mantida e o aumento da produtividade, a produção total de soja em Mato Grosso foi projetada em 51,41 milhões de toneladas, 1,77% acima da estimativa do mês anterior e 1,02% superior à produção da safra passada, registrando assim a maior produção da série histórica do instituto.

Só Notícias

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Mato Grosso

Contribuintes podem emitir e validar boleto do IPVA para não cair em golpe

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em

Luiz Leite/Sefaz-MT

A Secretaria de Fazenda de Mato Grosso (Sefaz-MT) disponibilizou, nesta segunda-feira (2.3), dois novos serviços relacionados ao pagamento do IPVA. As novidades incluem a emissão de boleto pelo WhatsApp oficial da secretaria e validação de boleto ou código PIX antes da quitação.

As novidades ampliam a comodidade, reforçam a segurança no pagamento dos tributos e modernizam os serviços fazendários. “Estamos ampliando as funcionalidades digitais para oferecer mais comodidade e, ao mesmo tempo, mais proteção ao cidadão”, destacou o secretário adjunto de Receita Pública, Fábio Pimenta.

Para emitir o boleto diretamente pelo WhatsApp oficial da Sefaz, o cidadão deve enviar mensagem para o número (65) 4042-9298. No canal, que funciona com a assistente virtual Iara, o contribuinte pode solicitar a guia de pagamento de forma rápida e prática, sem precisar acessar o site institucional ou o sistema do IPVA.

Pelo WhatsApp também é possível validar o boleto ou código PIX, gerados pelo sistema do IPVA, antes do pagamento. A ferramenta permite que o cidadão confirme se o documento foi realmente emitido pela Sefaz, trazendo mais segurança e ajudando a evitar golpes relacionados à cobrança do imposto.

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As novas funcionalidades disponibilizadas aos contribuintes fazem parte das ações de modernização dos serviços fazendários, com foco na ampliação das ferramentas digitais, na praticidade e na segurança. A orientação é que os cidadãos utilizem exclusivamente os canais oficiais da Sefaz, como WhatsApp, chatbot ou o Portal de Atendimento ao Contribuinte (e-PAC), todos disponíveis no site da secretaria.

Lorrana Carvalho | Sefaz-MT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Mato Grosso

Mato Grosso lidera ranking nacional de solvência fisca

Publicado

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Marcos Vergueiro/Secom-MT

Mato Grosso ocupa a 1ª colocação no indicador de solvência fiscal do Ranking de Competitividade dos Estados 2024, publicado em 2025 pelo Centro de Liderança Pública (CLP).

De forma simples, a solvência fiscal mede quanto o Estado deve em comparação ao que arrecada regularmente. Quanto menor essa proporção, maior é a capacidade de manter as contas em dia e honrar compromissos sem comprometer o equilíbrio financeiro.

O indicador integra a dimensão de sustentabilidade fiscal do ranking e considera a relação entre a dívida consolidada e a arrecadação recorrente dos estados, desconsiderando receitas atípicas.

Ao liderar o ranking nacional, Mato Grosso demonstra baixo comprometimento da arrecadação estrutural com o pagamento de dívidas, o que assegura maior estabilidade financeira, previsibilidade orçamentária e segurança para o planejamento de políticas públicas.

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“Liderar o ranking de solvência fiscal mostra que Mato Grosso mantém a dívida sob controle em relação à sua arrecadação estrutural. Isso é resultado de uma política permanente de responsabilidade fiscal, planejamento e controle do gasto público”, afirmou o secretário de Fazenda, Rogério Gallo.

Indicadores convergentes

O resultado é coerente com outros parâmetros nacionais de avaliação fiscal. Em 2024, Mato Grosso também obteve nota A+ na Capacidade de Pagamento (Capag), classificação atribuída pela Secretaria do Tesouro Nacional.

A Capag avalia critérios como endividamento, poupança corrente e liquidez, indicando a capacidade do Estado de honrar seus compromissos financeiros com recursos próprios.

Noelisa Andreola | Sefaz-MT

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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