Agricultura
Safra de cebola confirma produção, mas frustra preços

Foto: Pixabay
De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (1), a colheita da cebola avança nas principais regiões produtoras do Rio Grande do Sul, com bom desempenho produtivo, mas preços abaixo do esperado para os agricultores.
Na região administrativa de Caxias do Sul, em Nova Roma do Sul, o ciclo da cultura ocorreu de forma mais tardia em relação às safras anteriores. A colheita foi concluída, e o produto apresentou calibre e produtividade considerados satisfatórios. No entanto, o valor pago ao produtor voltou a frustrar as expectativas. Segundo o levantamento, “o preço pago ao produtor ficou muito aquém do esperado, prejudicando a viabilidade econômica”. Os valores variam de R$ 0,80 a R$ 1,10 por quilo para cebola classificada como caixa 3, sem beneficiamento.
Ainda na região, em Caxias do Sul, a colheita segue em ritmo acelerado, mas os preços permanecem baixos, com remuneração em torno de R$ 1,00 por quilo ao produtor. Na Ceasa, a cebola é comercializada por cerca de R$ 2,00 o quilo.
Na região de Pelotas, os principais municípios produtores são São José do Norte, com 1.440 hectares, Tavares, com 225 hectares, e Rio Grande, com 200 hectares, totalizando 1.865 hectares cultivados. Em São José do Norte, a colheita alcança aproximadamente 90% da área plantada, confirmando boa produtividade. A comercialização está em andamento, com cerca de metade da produção já vendida. O Informativo aponta, contudo, queda nos preços e variações entre as praças de comercialização, atribuídas a fatores locais, como acesso aos mercados, tipo de venda e volume disponível.
Já nos municípios de Herval e Pedras Altas, as lavouras destinadas à produção de sementes encontram-se em plena floração, com desenvolvimento e sanidade adequados. A expectativa é de rendimentos satisfatórios ao final do ciclo.
AGROLINK – Seane Lennon
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Girassol inicia colheita e mantém preços no RS

Foto: Divulgação
A colheita de girassol teve início em áreas do Rio Grande do Sul, conforme o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (1). Na região administrativa de Bagé, produtores de São Borja começaram a retirar a cultura do campo, com cerca de 20% das lavouras já com o ciclo concluído.
A área cultivada no município soma 2.000 hectares, com expectativa de produtividade de 1.800 quilos por hectare e preço em torno de R$ 125,00 por saca de 60 quilos. Segundo o levantamento, “os produtores de São Borja estão em início de colheita”, indicando o avanço dos trabalhos nesta etapa da safra.
Na região administrativa de Santa Rosa, a área plantada com girassol alcança aproximadamente 1.800 hectares, volume que representa o dobro do inicialmente estimado. A produtividade projetada é de 1.830 quilos por hectare. O Informativo Conjuntural aponta que “1% das lavouras está em enchimento de grãos, 75% em maturação e 24% já colhidos”. O preço apresentou elevação na região e foi cotado em R$ 126,13 por saca de 60 quilos, refletindo a movimentação do mercado no período.
AGROLINK – Seane Lennon
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Produtores ampliam sorgo como alternativa ao milho

Foto: Pixabay
A semeadura do sorgo avança na região administrativa da Emater/RS-Ascar de Bagé, com destaque para o município de São Borja, mesmo diante do registro de chuvas irregulares. As informações constam no Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (1).
De acordo com o levantamento, a previsão é de cultivo de 5.000 hectares na região, com “95% das áreas já implantadas”. O documento aponta que os produtores acompanham o desenvolvimento da cultura ao longo da implantação da safra.
O Informativo registra ainda que o sorgo tem sido adotado como alternativa ao milho por ser considerado “uma opção de menor custo e risco ambiental”, mantendo os benefícios de uma gramínea de verão no sistema de rotação de culturas.
AGROLINK – Seane Lennon
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
Agricultura
Produção de melancia cresce, mas mercado preocupa

Foto: Canva
De acordo com o Informativo Conjuntural divulgado pela Emater/RS-Ascar na quinta-feira (1), o cultivo de melancia e melão apresenta cenários distintos nas regiões produtoras do Rio Grande do Sul, influenciados por condições climáticas, manejo e comportamento do mercado.
Na região administrativa de Pelotas, produtores de melancia ampliaram a área plantada após os bons preços registrados na safra anterior e intensificaram investimentos em tecnologia, com melhorias na adubação e no uso de irrigação. O plantio das cultivares Manchester e Arriba foi concluído de forma escalonada, estratégia adotada para otimizar o uso da mão de obra durante a colheita e os demais manejos. Segundo o informativo, “as chuvas das últimas semanas favoreceram a cultura”, que apresenta bom desenvolvimento e sanidade. A colheita está prevista para iniciar por volta de 10 de janeiro.
Na região de Frederico Westphalen, a colheita de melancia e melão segue em andamento, com frutos que, conforme o levantamento, apresentam boa qualidade.
Já na região de Soledade, o excesso de chuvas tem impactado negativamente as lavouras de melancia. Embora as plantas apresentem vigor, há necessidade de intensificação do manejo fitossanitário para evitar doenças fúngicas e bacterianas. A baixa luminosidade também tem provocado falhas no pegamento dos frutos e redução do sabor e do grau Brix. Em Rio Pardo, ocorre a colheita dos plantios mais precoces, que não são uniformes e apresentam, em parte das áreas, frutos menores, reflexo da primavera mais fria. Ainda assim, o relatório aponta que “a remuneração é satisfatória neste período”, com preços variando de R$ 1,10 a R$ 1,40 por quilo, chegando a R$ 2,00 por quilo na venda direta ao consumidor.
Os plantios intermediários, segundo a Emater/RS-Ascar, apresentam bom potencial produtivo e devem compensar o desempenho dos cultivos precoces. Em algumas áreas, essas lavouras iniciam a colheita com indicadores mais favoráveis. No entanto, o informativo registra ocorrência de abortamento de frutos tanto na melancia quanto no melão. O mercado interestadual, especialmente para São Paulo, segue indefinido, com baixa demanda no momento, cenário que preocupa os produtores, já que o Rio Grande do Sul depende desse canal para o escoamento da produção.
AGROLINK – Seane Lennon
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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