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Algodão: chuvas tardias contribuem para alta de 2,73% na produtividade

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Reprodução

As chuvas prolongadas em boa parte do estado até abril elevaram as expectativas de produtividade no algodão em Mato Grosso, que apontam um rendimento de 297,04 arrobas por hectare para o ciclo 2024/25. Se a média se concretizar, representará um incremento de 1,83% ante o ciclo 2023/24. Na variação mensal o aumento projetado é de 2,73%.

De acordo com o Instituto Mato-grossense de Economia Agropecuária (Imea), o cenário climático observado contribuiu, especialmente, para o bom desempenho da segunda safra de algodão, que no estado representa 81,78% da área total destinada para a cultura.

“Cabe destacar ainda que, em maio, houve registros de chuvas pontuais em algumas regiões produtoras, o que contribuiu para o potencial produtivo do algodão semeado mais tardiamente no estado”, salienta.

Ainda conforme o Instituto, apesar de positivo o prolongamento das chuvas para a segunda safra, “a elevada umidade do solo pode comprometer a produtividade das áreas de primeira safra, considerando que se encontram em fase fenológica mais avançada”.

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“A atenção neste momento se volta para o mês de junho, uma vez que se as chuvas persistirem, os impactos tendem a ser negativos para as lavouras do algodão, inclusive as de segunda safra”.

Em levantamento divulgado nesta segunda-feira (2), o Imea manteve a área estimada em 1,51 milhão de hectares, extensão que representa uma alta de 2,97% em relação ao ciclo 2023/24.

Diante da manutenção da área e da perspectiva de aumento da produtividade, a produção de algodão em caroço está estimada em 6,71 milhões de toneladas, aumento de 2,73% ante o projetado em maio. Em relação à pluma de algodão, espera-se uma produção de 2,76 milhões de toneladas.

canalrural

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Safra 2024/25 bate recorde na produção de algodão

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Foto: India Water Portal

A safra de algodão 2024/25 consolidou Mato Grosso como protagonista mundial na produção da fibra. O estado alcançou 1,55 milhão de hectares plantados, a maior área da série histórica, com crescimento de 5,82% em relação à safra anterior. Apesar do início tardio da semeadura, o ciclo foi favorecido por boas condições climáticas, sobretudo na segunda safra.

O resultado foi uma produtividade média de 315,12 arrobas por hectare, superando a melhor marca anterior, registrada na safra 2022/23. A produção total de pluma atingiu 3,01 milhões de toneladas, estabelecendo um novo recorde para o estado e reforçando seu papel estratégico no abastecimento global.

O cenário positivo no campo, no entanto, contrastou com a pressão no mercado. O aumento da oferta e o crescimento dos estoques contribuíram para a desvalorização das cotações do algodão ao longo do ano, impactando diretamente o ritmo da comercialização. Os preços ficaram entre os menores patamares dos últimos anos, gerando cautela entre os produtores na hora de negociar.

Apesar disso, o Brasil manteve sua posição de maior exportador mundial de algodão pelo segundo ano consecutivo, com Mato Grosso respondendo por parcela significativa desse desempenho. O feito reforça a competitividade da produção mato-grossense, que alia escala, tecnologia e clima favorável.

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Com estoques elevados e mercado pressionado, o setor deverá acompanhar de perto os desdobramentos na demanda internacional e nas políticas de estímulo à exportação. O desafio para 2025 será manter o equilíbrio entre volume produzido e rentabilidade.

AGROLINK – Aline Merladete

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Algodão

Safra de algodão 2025/26 deve recuar 7%, aponta StoneX

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Foto: CNA

 

A produção de algodão do Brasil na safra 2025/26 deve totalizar 3,72 milhões de toneladas, uma queda de 7% em relação ao ciclo anterior, que registrou 4 milhões de toneladas. O levantamento é do relatório da StoneX, empresa global de serviços financeiros, que aponta que a redução reflete principalmente a diminuição de cerca de 75 mil hectares na área plantada, que ficará em 1,44 milhão de hectares.

Mato Grosso mantém liderança na produção nacional

O Mato Grosso segue como maior produtor do país, com expectativa de 2,6 milhões de toneladas de pluma, mesmo com a redução da área plantada. A Bahia permanece como a segunda maior região produtora, com estimativa de 777 mil toneladas. Juntos, os dois estados deverão responder por mais de 90% da oferta nacional de algodão.

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Chuvas favorecem janela de plantio da segunda safra

O relatório destaca que o avanço das chuvas no Mato Grosso deve garantir condições favoráveis para o plantio de soja e, consequentemente, para o algodão de segunda safra. Segundo Raphael Bulascoschi, analista de Inteligência de Mercado da StoneX, o clima e as margens de lucro continuam sendo determinantes para a definição da próxima safra.

“Embora a previsão de chuvas no Centro-Oeste seja positiva, a redução de área indica a necessidade de maior racionalização por parte do produtor. O algodão segue competitivo internacionalmente, mas margens mais apertadas exigem gestão eficiente de custos e comercialização”, afirma Bulascoschi.

Exportações e consumo doméstico revisados

A StoneX também revisou sua projeção para as exportações brasileiras, estimando 2,95 milhões de toneladas para o ano atual. O analista observa que, apesar do ritmo mais lento nos últimos meses, a expectativa é de aumento da atividade no quarto trimestre. O consumo interno na safra 2024/25 foi ajustado para 700 mil toneladas, com fiações aproveitando os preços mais baixos para intensificar compras de algodão no mercado local.

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Quer saber mais sobre o mercado de algodão?

*Inscreva-se no 8º Seminário StoneX, que é 100% online e gratuito.

*Data: 15 de outubro (quarta-feira)

*Horário: das 14h às 18h

Fonte: Portal do Agronegócio

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Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Algodão

Indea alerta produtores sobre período de vazio sanitário do algodão em Lucas do Rio Verde

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Foto: Divulgação/SecomMT

O Instituto de Defesa Agropecuária de Mato Grosso (Indea) em Lucas do Rio Verde reforçou nesta semana a importância do cumprimento do vazio sanitário do algodão na região. Segundo o engenheiro agrônomo Leandro Oltramari, o período será entre 15 de outubro e 14 de dezembro, intervalo no qual é proibida a presença de plantas vivas de algodão no campo.

De acordo com Oltramari, os produtores têm cerca de 30 dias para eliminar os restos culturais e eventuais rebrotas da safra anterior, prática essencial para reduzir riscos sanitários. “Durante o vazio não pode haver planta de algodão, justamente para diminuir a população da principal praga da cultura, o bicudo-do-algodoeiro, além de outras pragas e doenças que comprometem a produção. O descumprimento pode gerar multas e sanções”, destacou.

O engenheiro agrônomo lembra que, assim como ocorre com a soja, há um calendário definido para o plantio do algodão, estabelecido pela normativa estadual nº 002/2024. Na região 2, que abrange Lucas do Rio Verde, o plantio será permitido a partir de 15 de dezembro. No entanto, a maior parte das lavouras costuma ser implantada ainda na primeira quinzena, considerada a janela mais favorável.

Oltramari também ressaltou que as datas de plantio influenciam diretamente a produtividade e a qualidade da fibra. “Nos últimos anos, observamos que áreas semeadas muito precocemente, no final de dezembro, tiveram desempenho inferior. Já o algodão plantado até meados de janeiro manteve bons resultados. Cada safra traz seus desafios, e por isso a sintonia entre produtores e defesa sanitária é fundamental para garantir melhores desempenhos”, reforçou.

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Com as lavouras de soja avançando, o alerta é para que os agricultores façam sua parte no manejo fitossanitário, assegurando condições mais seguras e sustentáveis para o próximo ciclo do algodão em Lucas do Rio Verde.

Fonte: CenarioMT

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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