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Agricultura

JBS abre 2025 com o segundo maior 1º trimestre da história

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Foto: Divulgação

A JBS fechou o segundo melhor primeiro trimestre da história com os resultados de janeiro a março de 2025. O cenário trimestral da companhia desafia uma sazonalidade tradicionalmente mais fraca, comparada com os demais períodos, de abril a dezembro.

O começo do ano, geralmente, enfrenta o impacto do menor consumo após as festas de fim de ano e, no Hemisfério Norte, um inverno que também arrefece o consumo.

O Ebitda ajustado do período foi de R$ 8,9 bilhões, avanço de 38,9% na comparação anual. A margem Ebitda fechou em 7,8%, com avanço de 0,6 ponto percentual comparado com o primeiro trimestre de 2024 (1T24). Para a companhia, esses indicadores refletem o acerto da estratégia da JBS de diversificação em proteínas e geografias.

Entre os números da JBS no primeiro trimestre de 2025, a receita líquida ficou em R$ 114,1 bilhões, 28% superior se comparado com o mesmo trimestre do ano passado. No período, 76% das vendas globais foram em mercados domésticos onde a empresa atua e 24% por meio de exportações. O lucro líquido foi de R$ 2,9 bilhões de janeiro a março deste ano – 77,6% maior que o mesmo intervalo de 2024.

“Trimestre após trimestre, nossos resultados comprovam que fizemos as escolhas corretas na construção e gestão de nossa plataforma global multiproteínas”, afirma Gilberto Tomazoni, CEO Global da JBS.

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Segmentos da JBS

Nas unidades de aves e suínos, como Seara, Pilgrim’s e JBS Pork, a Companhia se beneficiou da dinâmica comercial no mercado nacional e internacional, além do incremento estratégico no portfólio de produtos de valor agregado.

A sólida execução operacional das unidades também auxiliou no avanço significativo dos resultados trimestrais.

No segmento de carne bovina, com JBS Brasil, JBS Austrália e JBS Beef North America, o avanço da receita líquida reflete o crescimento dos volumes vendidos, tanto nos mercados domésticos em que atua como no internacional. “No setor, a companhia segue foco estratégico na excelência da execução operacional e comercial, para preservar sua rentabilidade”, diz nota da marca.

A JBS concluiu o primeiro trimestre de 2025 com alavancagem em dólar reduzida, de 3,66x para 1,99x (dívida líquida/Ebitda), no intervalo de 12 meses. A companhia fechou o primeiro trimestre de 2025 com R$ 29,7 bilhões em caixa e US$ 3,4 bilhões disponíveis em linhas de crédito rotativas (equivalentes a R$ 19,4 bilhões). Isso permite à JBS honrar suas dívidas até 2032.

“A queda da alavancagem no período de 12 meses é resultado de uma atuação forte da JBS e da entrega de resultados firmes a cada trimestre”, afirma Guilherme Cavalcanti, CFO da JBS.

Unidades de negócio avançam em receita

A Seara fechou seu melhor primeiro trimestre da história. No 1T25, a receita líquida foi de R$ 12,6 bi, que representa um avanço de 22% comparado com o 1T24. No mesmo período, o Ebitda ajustado alcançou R$ 2,5 bilhões e margem de 19,8%.

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Comparado com o primeiro trimestre do ano passado, houve um crescimento de 109% e 8,2 pontos percentuais, respectivamente. A multinacional afirma que, como estratégia de aumentar a preferência do consumidor, a Seara tem investido em inovações e novas tendências, com o lançamento dos snacks em parceria com a Netflix e os produtos para air fryer, além do sucesso da linha de Panelinhas.

A Pilgrim’s também teve seu melhor primeiro trimestre da história, com uma receita líquida de R$ 26,1 bilhões no período, sendo 21% superior comparado com o 1T24. O resultado reflete a estratégia de manter margens robustas, impulsionadas por ganhos operacionais e parcerias estratégicas com Clientes-chave.

Entre janeiro e março de 2025, o Ebitda ajustado foi de R$ 3,9 bi, que comparado com o mesmo intervalo de 2024 representa um crescimento de 56%. Na mesma comparação, a margem Ebitda avançou 3,3 pontos porcentuais e fechou em 14,8%, no 1T25.

JBS EUA e Austrália

A operação da JBS USA Pork registrou crescimento de 24% ante o 1T24, na receita líquida, que fechou o 1T25 em R$ 11,7 bilhões. O Ebitda do trimestre foi de R$ 1,4 bi e margem de 12,4%.

“A unidade de negócio demonstra consistência nos resultados no trimestre, com uma rentabilidade gerada a partir da melhoria na dinâmica comercial, a sólida execução operacional e a ampliação do portfólio de valor agregado”, diz a companhia, em nota.

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A JBS Austrália apresentou, no primeiro trimestre de 2025, receita líquida de R$ 9,5 bilhões, um crescimento de 32% em relação ao mesmo período de 2024. Na mesma comparação, o Ebitda ajustado cresceu 53% e fechou o 1T25 em R$ 937,2 milhões, enquanto a margem Ebitda subiu 1,3 ponto percentual para 9,9%. Os indicadores do trimestre refletem o crescimento dos volumes vendidos de carne bovina, aquicultura e suínos.

De janeiro a março deste ano, a JBS Brasil apresentou receita líquida de R$ 18,5 bilhões que, comparado com o mesmo período do ano passado, cresceu 30%. Da mesma forma, o Ebitda ajustado cresceu 19% e fechou o 1T25 em R$ 766,1 milhões. A margem Ebitda do período ficou em 4,1%.

Força da Friboi

A Friboi segue conquistando a preferência e evoluindo no entendimento das necessidades dos consumidores em diferentes ocasiões de consumo. Reflexo desse momento da marca é a atual campanha publicitária, que apresenta o Valdir, o mestre açougueiro do açougue Friboi+ (açougues que recebem apoio dentro do padrão de qualidade da Friboi).

A JBS Beef North America apresentou receita líquida de R$ 37,5 bi, no 1T25, um crescimento de 36% comparado com o 1T24. O Ebitda ajustado e a margem do primeiro trimestre deste ano fechou, respectivamente, em -R$ 587,2 mi e -1,6%, que refletem a pressão do ciclo pecuário.

A unidade de negócio segue com a estratégia estruturada de otimizar portfólio de produtos, aumentar o rendimento por carcaça e maximizar a eficiência fabril, para atravessar os desafios do período.

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Agricultura

Plataforma auxilia produtores no combate à cigarrinha-do-milho

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em

Imagem: Faep

 

Desde fevereiro, os produtores rurais do Paraná têm mais uma ferramenta de combate à cigarrinha-do-milho, praga que causa prejuízo nas lavouras do cereal. A plataforma CigarrinhaWeb centraliza os dados do monitoramento do inseto que transmite o complexo de enfezamentos, conjunto de doenças que gera perda de produtividade, queda na qualidade dos grãos e, em casos severos, até o tombamento das plantas.

A partir destas informações, produtores e técnicos poderão definir estratégias de manejo e controle da praga. Isso porque a plataforma fornece um panorama confiável da distribuição e densidade populacional do inseto no Paraná. O site também armazena a série histórica, criando uma base de dados para futuras pesquisas.

“A cigarrinha-do-milho é uma ameaça à produção. Apoiar o desenvolvimento desta plataforma significa equipar o produtor com informação atualizada e em tempo real. É um investimento no conhecimento que se transforma em ferramenta prática para a defesa da nossa produção, dando transparência e agilidade ao monitoramento desta praga”, afirma o presidente do Sistema FAEP.

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Lançamento da plataforma ocorreu durante a feira agropecuária Show Rural, em Cascavel

“Só em defensivos, foram gastos 76 milhões de dólares em 2024. Ou seja, se a plataforma tiver impacto de 10%, essa pesquisa já se paga várias vezes”, destaca o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fundação Araucária, Luiz Márcio Spinosa.

A ferramenta, que posiciona o Paraná entre os Estados com iniciativas estruturadas de monitoramento de uma das principais pragas da cultura do milho, é resultado do trabalho da Rede Paranaense de Agropesquisa e Formação Aplicada – Complexo de Enfezamento do Milho (Rede CEM), formada pelo Sistema FAEP, Fundação Araucária, Secretaria de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti) e Secretaria da Agricultura e do Abastecimento (Seab).

Na prática

O site exibe um mapa interativo com a localização das armadilhas adesivas instaladas nas regiões do Paraná e o número de insetos capturados em cada uma, com atualizações semanais. A plataforma consolida e torna públicos dados que antes ficavam restritos a produtores ou instituições individuais.

O método de monitoramento com armadilhas adesivas é antigo e consolidado. No entanto, o Paraná se destaca como o único Estado a consolidar e disponibilizar publicamente esses dados por meio de uma plataforma digital interativa.

Cartilha e curso do Sistema FAEP trazem orientações de manejo

Há anos, o Sistema FAEP trabalha para orientar os produtores rurais em relação à cigarrinha do milho. Antes mesmo da plataforma digital CigarrinhaWeb, essa frente de trabalho resultou na cartilha “Manejo da cigarrinha e enfezamentos na cultura do milho”.

Desenvolvido junto com a Embrapa Milho e Sorgo, o material traz orientações práticas, que ajudam o agricultor a identificar e a controlar o inseto, de forma didática. Gratuita e disponível no site do Sistema FAEP, a publicação também contempla fotos que exemplificam os sintomas causados pelas doenças transmitidas pela cigarrinha do milho. Paralelamente, a entidade tem em seu catálogo o curso “Manejo Integrado de Pragas (MIP) – Milho”, voltado para a necessidade de monitorar a lavoura, com foco na identificação da cigarrinha.

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Todos os cursos do Sistema FAEP são gratuitos e oferecem certificado aos concluintes.

Com FAEP

Fernanda Toigo

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agricultura

Bicudo: Praga já causou perdas bilionárias no País

Publicado

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Imagem: reprodução/syngenta

O avanço das lavouras de algodão para a fase reprodutiva em Mato Grosso reacendeu o alerta para o bicudo-do-algodoeiro, praga considerada a mais destrutiva da cultura no Brasil e responsável por perdas recorrentes e custos elevados de produção. O momento é crítico: é nessa etapa que o inseto encontra as condições ideais para atacar botões florais e comprometer diretamente o potencial produtivo.

Presente em praticamente todas as regiões produtoras do País, o bicudo não é uma ameaça localizada. Trata-se de um problema estrutural da cotonicultura brasileira, que exige manejo contínuo ao longo de toda a safra e também na entressafra. O impacto é relevante: sozinho, o controle da praga pode representar cerca de 11% do custo de produção, com prejuízos estimados em mais de US$ 200 por hectare.

Cobrança de royalties será discutida na Câmara

Quando não controlado, o dano pode ser ainda mais severo. Estudos indicam perdas que variam de 3% a 75% da produtividade, podendo, em situações extremas, levar à destruição completa da lavoura. Em Mato Grosso, principal produtor nacional, o prejuízo anual com perdas e custos de controle já foi estimado em cerca de US$ 270 milhões, dentro de um impacto nacional próximo de US$ 360 milhões.

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A gravidade do problema tem raízes históricas. O bicudo foi identificado pela primeira vez no Brasil em 1983, na região de Campinas (SP), com forte indicação de que tenha sido introduzido a partir dos Estados Unidos. A partir daí, a praga se disseminou rapidamente pelo território nacional, provocando uma das maiores crises já registradas na agricultura brasileira: a área plantada de algodão caiu mais de 60% na década seguinte, com forte impacto econômico e social, incluindo a perda de centenas de milhares de empregos.

Esse histórico explica o nível de atenção atual. No campo, produtores intensificaram o monitoramento com armadilhas e ampliaram as aplicações de defensivos, dentro de um manejo integrado que busca reduzir a população do inseto no momento mais sensível da cultura. A estratégia inclui ainda a eliminação de plantas voluntárias — que funcionam como hospedeiras — e ações fora da porteira, como a limpeza de margens de rodovias, áreas onde o bicudo pode se manter ativo e reinfestar lavouras.

A pressão da praga ocorre em um cenário de custos elevados e margens mais ajustadas, o que aumenta a sensibilidade do produtor a perdas produtivas e ao aumento de gastos com controle. Além do bicudo, há monitoramento de outras pragas, como pulgões, ácaros e lagartas, que também podem afetar o desempenho das lavouras.

Do ponto de vista climático, as condições têm sido, até o momento, favoráveis ao desenvolvimento das plantas, com equilíbrio entre chuvas e períodos de sol. Esse fator ajuda a sustentar o potencial produtivo, mas não reduz a necessidade de vigilância, já que o bicudo tem alta capacidade reprodutiva — um único casal pode gerar milhões de descendentes ao longo da safra.

No restante do campo, a colheita da soja se aproxima do fim em Mato Grosso, enquanto o plantio do milho segunda safra avança, ainda que com necessidade de replantio pontual em áreas afetadas pelo excesso de chuvas. O cenário geral é positivo, mas o desempenho do algodão dependerá, em grande medida, da eficiência no controle da principal praga da cultura.

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COMBATE – Em Mato Grosso, o enfrentamento ao bicudo-do-algodoeiro segue um protocolo consolidado que combina ações dentro e fora das lavouras, com foco na redução da população da praga ao longo de todo o ciclo produtivo.

No campo, produtores intensificaram o monitoramento sistemático, com uso ampliado de armadilhas e inspeções frequentes nas áreas, sobretudo na fase reprodutiva do algodão. O manejo inclui aplicações sequenciais de defensivos, ajustadas conforme o nível de infestação, dentro de uma estratégia de controle integrado.

Outra frente considerada decisiva é a eliminação de plantas voluntárias (tigueras), que funcionam como hospedeiras do inseto entre safras e facilitam a reinfestação das áreas produtivas. A medida é tratada como essencial para quebrar o ciclo da praga.

As ações também avançam fora das propriedades rurais. Há reforço na limpeza de margens de rodovias e áreas adjacentes, onde a presença de algodão espontâneo pode servir de abrigo para o bicudo. Esse trabalho envolve produtores, associações e poder público, em uma tentativa de controle mais amplo da praga no território.

De forma complementar, o Estado mantém um dos sistemas mais rigorosos do País de vazio sanitário do algodão, período em que é proibida a presença de plantas vivas da cultura no campo. A medida busca reduzir drasticamente a sobrevivência do inseto na entressafra e é considerada um dos pilares do manejo fitossanitário regional.

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Com Pensar Agro

Fernanda Toigo

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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Agricultura

Chuvas elevam rendimento de lavouras de milho

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Foto: Pixabay

A Companhia Nacional de Abastecimento informou, no 6º Levantamento da Safra 2025/26 de Grãos, que a colheita de milho avançou no Rio Grande do Sul ao longo de fevereiro. Segundo o relatório, a área colhida evoluiu 41% no período e alcançou 75% da área total cultivada, aproximando-se da conclusão das lavouras semeadas no início da janela de plantio. A produtividade apresenta variações em função de fatores como tecnologia empregada, período de semeadura, região produtora e efeitos da estiagem registrada entre 16 de novembro e 8 de dezembro.

De acordo com o levantamento, “nas lavouras colhidas que apresentam perdas, a estiagem ocorrida entre 16 de novembro e 8 de dezembro é apontada como maior razão das perdas de rendimento”. Por outro lado, “o bom regime pluviométrico observado até 16 de novembro 2025 e entre 8 de dezembro de 2025 e o final de 2025 permitiram que várias lavouras apresentassem bons rendimentos, acima de 8.500 kg/ha”.

A Conab destaca que o suprimento hídrico influenciou diretamente os resultados. “Ainda em relação ao suprimento hídrico, vale destacar que a área irrigada é estimada em 17,5% do total. Nestas áreas, as produtividades médias superaram os 10.000 kg/ha”, aponta o relatório. Já nas lavouras semeadas tardiamente, a condição varia de ruim a regular, com maior impacto da irregularidade das chuvas desde o início de janeiro.

Segundo a companhia, “nas estimativas da companhia, estas lavouras já apresentam potencial reduzido em relação às áreas semeadas no início da janela de cultivo”. Apesar disso, a revisão dos dados levou a um ajuste na produtividade média final. “Diante da confirmação de boas produtividades nas áreas irrigadas e em boa parcela das áreas de sequeiro, foi alterada a estimativa de produtividade média final para 7.049 kg/ha, aumento de 6,1% em relação ao estimado inicialmente, mas ainda 7% inferior à boa safra de 2024/25”.

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AGROLINK – Seane Lennon

Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]

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