milho
Geadas aceleram corte do milho silagem no Rio Grande do Sul

Foto: Agrolink
A colheita do milho destinado à silagem no Rio Grande do Sul chegou a 97% da área cultivada e se aproxima da conclusão, segundo o Informativo Conjuntural divulgado na quinta-feira (22) pela Emater/RS-Ascar. Restam apenas áreas de segunda safra em fase de maturação.
De acordo com o levantamento, as geadas registradas nas últimas semanas anteciparam o corte de parte das lavouras e levaram produtores a destinarem áreas inicialmente voltadas à produção de grãos para a ensilagem. A Emater/RS-Ascar informou que, em alguns casos, o material colhido apresentou menor qualidade bromatológica em razão da perda de área foliar e da dessecação precoce das plantas.
Nas áreas de cultivo tardio, as baixas temperaturas também aceleraram o encerramento do ciclo das lavouras. Com isso, produtores optaram por antecipar a colheita para preservar o valor nutricional da forragem destinada à alimentação animal.
A estimativa da Emater/RS-Ascar aponta área cultivada de 345.299 hectares, com produtividade média projetada em 37.840 quilos por hectare.
Na região administrativa de Erechim, a colheita alcançou 97% da área cultivada, com produtividade média de 44.100 quilos por hectare de massa verde. Segundo o informativo, as lavouras de safrinha foram severamente afetadas pelas geadas registradas no período.
Já na região de Santa Rosa, as baixas temperaturas e o risco de novas geadas levaram parte dos produtores a antecipar o corte das lavouras, mesmo com níveis elevados de umidade, em uma tentativa de reduzir perdas na qualidade da silagem.
Agrolink – Seane Lennon
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
milho
Compradores seguem retraídos com aumento na estimativa de produção de milho

Foto: Geraldo Carneiro
Novas estimativas para a temporada 2025/26 divulgadas na semana passada pela Conab apontam aumento na produção de milho entre os relatórios de abril e maio. Assim, pesquisadores do Cepea relatam que parte dos compradores, que indica ter estoques confortáveis para as próximas semanas, aguarda recuos mais expressivos e segue retraída do mercado.
Segundo dados da Conab, a primeira safra 2025/26 agora está estimada em 28,46 milhões de toneladas, 14% superior ao da temporada anterior e ainda 2% acima do relatório divulgado em abril. Essas altas refletem aumentos em área e produtividade na maior parte das regiões produtoras.
Pesquisadores do Cepea destacam que, neste ano, os estoques de passagem no início da temporada foram estimados como um dos maiores dos últimos anos, o que já permitia certa tranquilidade a consumidores. Deste modo, segundo o Centro de Pesquisas, vendedores, atentos às recentes quedas nos preços e aos armazéns parcialmente cheios com as safras remanescentes e com a atual colheita da safra verão de soja e milho, seguem flexíveis nas negociações, seja nos preços ou prazos de pagamentos.
Fonte: CenárioMT
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
milho
Insumos – Defensivos para milho verão retomam crescimento e avançam 21%, para R$ 2,9 bilhões, no ciclo 2025-26

Divulgação
Valinhos (SP) – Principal empresa de pesquisas de mercado para o agronegócio, a Kynetec Brasil acaba de divulgar o levantamento FarmTrak Milho Verão 2025-26. A pesquisa mostra que o mercado de defensivos para o cereal teve recuperação de 21% frente à safra anterior, subindo de R$ 2,4 bilhões para R$ 2,9 bilhões.
De acordo com o gerente de pesquisas da consultoria, Lucas Alves, o resultado decorreu, principalmente, do aumento da área plantada, de 3,9 milhões de hectares (+9%) e da variação, de 17 para 18, no número de tratamentos realizados, em média, nas propriedades, um crescimento de 6%.
O FarmTrak Milho Verão da Kynetec apontou ainda que os herbicidas seguem na posição de principal categoria de produtos, com 31% do mercado total ou R$ 900 milhões. Inseticidas movimentaram R$ 826 milhões, equivalentes a 28% e fungicidas, R$ 580 milhões, 20%. Tratamentos de sementes, nematicidas e outros insumos representaram 14%, 3% e 4%, respectivamente, R$ 594 milhões no total.
Conforme Lucas Alves, o estudo FarmTrak trouxe à luz o registro de alta na utilização de fungicidas em geral. “São dados relevantes. A adoção saiu de 67% em 2019-20 para 75% no último ciclo”, esclarece o executivo. “Mesmo em áreas destinadas à silagem, essa relação foi de 24% para 52% no período.”
“Das mudanças de comportamento, apuramos que os fungicidas ‘stroby mix’, que historicamente constituíam a principal ferramenta, permanecem importantes, mas foram superados pelos produtos ‘premium’”, ele revela.
Na safra 2019-20, enfatiza Alves, os ‘stroby mix’ correspondiam a 52% da área tratada por fungicidas. “Estes produtos permanecem importantes. Contudo, somam hoje 30% da área tratada, ao passo que os ‘premium’ já responderam por 38% na safra 2025-26.”
O levantamento FarmTrak Milho Verão resultou de quase 2 mil entrevistas feitas, pessoalmente, com produtores das principais áreas de milho do Brasil: Goiás, Mapiba – Maranhão, Piauí e Bahia -, Minas Gerais, Paraná, Santa Catarina e São Paulo.
Sobre a Kynetec
A Kynetec é líder global em análises e insights de dados agrícolas, especializada em saúde animal, nutrição animal, proteção de cultivos, máquinas agrícolas, sementes-biotecnologia e fertilizantes. Possui equipes localizadas em 30 países e fornece dados provenientes de 80 países. No Brasil, a Kynetec Brasil adquiriu o controle das consultorias Spark Inteligência Estratégica e MQ Solutions. https://www.linkedin.com/showcase/kynetec-brasil/
Fernanda Campos
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
milho
Analistas veem suporte para soja e milho na semana

No milho, o suporte veio de uma combinação entre clima e energia – Foto: Pixabay
Os mercados de soja e milho encerraram a semana com viés positivo, sustentados por fatores ligados à energia, aos biocombustíveis e ao acompanhamento das condições climáticas nas áreas produtoras dos Estados Unidos. Segundo a StoneX, a soja encontrou suporte principalmente no desempenho do óleo de soja, enquanto o milho acompanhou o movimento altista do complexo de grãos na CBOT.
No caso da soja, o avanço foi mais associado ao óleo vegetal do que a fundamentos específicos do grão. O ambiente geopolítico segue pressionando o mercado de energia, o que melhora a competitividade dos biocombustíveis e dá sustentação às margens de esmagamento nos Estados Unidos. Ao mesmo tempo, o aumento dos mandatos de biocombustíveis reforça a demanda doméstica por óleo de soja, em um cenário no qual o setor de esmagamento já opera em ritmo aquecido.
Esse conjunto de fatores eleva a atenção sobre um possível aperto no balanço de oferta e demanda mais à frente, embora os estoques ainda sejam considerados adequados no momento. No campo, o plantio da soja avança em bom ritmo, favorecido por condições climáticas amplamente satisfatórias, apesar de algumas áreas ainda exigirem monitoramento hídrico. O mercado também acompanha a possibilidade de ajustes futuros nos balanços oficiais.
No milho, o suporte veio de uma combinação entre clima e energia. As preocupações climáticas nos Estados Unidos continuam no centro das atenções, principalmente diante de sinais de irregularidade hídrica em partes do Meio-Oeste. Esse quadro mantém o prêmio de risco nos preços, mesmo com o avanço acelerado do plantio e a melhora recente nas condições de seca em áreas de produção.
O petróleo mais firme também contribuiu para sustentar margens atrativas na produção de etanol, mantendo resiliente a demanda pelo cereal. A produção segue elevada, refletindo a boa rentabilidade do setor, ainda que não haja sinais claros de expansão estrutural da capacidade. Para maio, a expectativa é de maior volatilidade, com as primeiras projeções do USDA para a próxima safra e atenção concentrada no clima.
Agrolink – Leonardo Gottems
Colaborou: Astrogildo Nunes – [email protected]
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