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Acrimat acredita que ampliação da demanda chinesa vai melhorar logística da cadeia bovina

No ano em que o Brasil celebra 50 anos de relações diplomáticas com a China, mais 38 plantas frigoríficas brasileiras foram habilitadas para vender carnes ao país asiático, conforme comunicado da Administração-Geral de Aduanas da China (GACC) enviado ao Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa), ontem (12). Foram concedidas 38 habilitações, incluindo oito abatedouros de frango, 24 abatedouros de bovinos, um estabelecimento bovino de termoprocessamento e cinco entrepostos, algo inédito com o comércio da China, dos quais um é de bovino, três de frango e um de suíno. Conforme levantamento da Associação dos Criadores de Mato Grosso (Acrimat), dessa nova listagem, Mato Grosso – estado que detém o maior rebanho de bovinos de corte do país – é o maior contemplando em relação aos estabelecimentos de bovinos com seis plantas habilitadas. Na sequencia, com cinco unidades, está o vizinho Mato Grosso do Sul. Como explica o diretor técnico da Acrimat, Francisco Manzi, a habilitação de novas plantas frigoríficas para exportação para a China era muito aguardada, tanto pelos produtores quanto pelas indústrias exportadoras. “Mato Grosso já abate a imensa maioria dos bovinos machos e as fêmeas não destinadas à reprodução, abaixo dos 30 meses de idade, exigência mínima para cumprir os requesitos para exportar aos chineses. A qualidade do nosso produto e a sanidade certificada pelos órgãos de defesa estadual e federal levam nossa carne a atender os mais de 140 países que já consomem nosso produto. Mais plantas escolhidas atendem a mais produtores e facilitará a logística de escoamento e gerará mais divisas para o Brasil”. HABILITAÇÃO – Parte dos estabelecimentos foi auditado remotamente em janeiro deste ano, enquanto outros receberam avaliação presencial em dezembro do ano passado. As equipes técnicas chinesas foram recebidas e acompanhadas por representantes do Mapa. “Esse é um momento importante para os dois lados. A China que vai receber carnes de qualidade com preços competitivos, garantindo produtos a sua população, e ao Brasil a certeza de geração de emprego, oportunidade e crescimento da economia brasileira. É um dia histórico na relação comercial Brasil-China, um dia histórico para nossa agropecuária”, declarou o ministro da Agricultura e Pecuária, Carlos Fávaro. A China é o principal destino das exportações brasileiras de carne bovina, suína e de frango, se destacando como maior parceiro comercial para proteína animal. Em 2023, o país asiático importou 8,8 milhões de toneladas de carnes do Brasil, ultrapassando mais de US$ 23,5 bilhões. Segundo o secretário de Comércio e Relações Internacionais, Roberto Perosa, a decisão da liberação de plantas para exportação é do governo chinês, cabendo ao Mapa reunir as condicionantes no Brasil e informar ao país comprador o rol de plantas que está disponível para validação deles. “Este é o maior número de habilitações concedidas de uma só vez na história”, destacou Perosa. “Este resultado histórico demonstra novamente o reconhecimento da qualidade, credibilidade e confiança do trabalho da defesa agropecuária do Brasil“, enfatizou o secretário de Defesa Agropecuária, Carlos Goulart. Até o início de março deste ano, o Brasil possuía 106 plantas habilitadas para a China, sendo 47 de aves, 41 de bovinos, 17 de suínos e 1 de asininos. FIM DO ANTIDUMPING – Recentemente, após a atuação do governo brasileiro, a China notificou o Brasil sobre a não renovação da medida antidumping que vinham sendo aplicada desde 2019 às exportações brasileiras de carne de frango. A medida, que impunha uma sobretaxa variando entre 17,8% e 34,2% conforme a empresa exportadora, deixou de vigorar no dia 17 do mês passado. Com o fim da decisão, as exportações de frango do Brasil se tornaram mais competitivas no mercado chinês, criando também oportunidades para outros produtores brasileiros. Mesmo com frigoríficos habilitados, os produtores não conseguiam competir efetivamente devido aos direitos antidumping que eram impostos. matogrossoeconomico Foto: Divulgação Colaborou: Astrogildo Nunes – astrogildonunes56@gmail.com


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