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Soja 2023/24 em Mato Grosso tem os piores índices em 10 anos

Os índices de satélite são excelentes indicadores do potencial produtivo de uma lavoura, e um dos índices mais utilizados para o monitoramento é o Índice de Vegetação por Diferença Normalizada (NDVI). Esse índice é crucial para monitorar a saúde das plantas, a biomassa vegetal, a produtividade potencial das culturas e monitorar mudanças na cobertura vegetal ao longo do tempo. Dito isto, o monitoramento indica um cenário atípico no estado de Mato Grosso. As áreas de soja apresentam os menores valores de NDVI desde 2019, sendo inferiores aos menores índices na média de 10 anos. Essa redução vem tanto no ponto de máximo “verdor” das lavouras, quanto na duração do ciclo. Ou seja, uma combinação que vem sendo observada no rendimento médio das lavouras com o avanço da colheita. Embora não seja possível quantificar diretamente a queda no rendimento médio, os valores de NDVI da safra 2024/24 são os menores dos últimos 5 anos, ficando abaixo da safra 2018/19 onde a produtividade média estimada foi de 3400 Kg/ha. Tomando uma relação direta, a média de produtividade da safra de 2023/24 pode ficar abaixo do registrado em 2018/19. No comparativo com a média histórica dos últimos 10 anos, a safra 2023/24 apresenta menores valores após a Floração -- momento de maior vigor vegetativo da soja -- entrando em declínio durante o enchimento de grãos e maturação. Os índices são significativamente inferiores à média (linha preta) e inferiores à safra anterior (linha roxa). Por outro lado, uma condição oposta é observada nas lavouras do Rio Grande do Sul, onde os valores de NDVI se aproximam daquilo que foi observado em 2018/19 e 2020/21, onde a produtividade média foi de 3380 e 3430 kg/ha, respectivamente. Este cenário é muito promissor para o produtor gaúcho, diante das duas últimas safras com produtividades média abaixo dos 2000 kg/ha. Tanto em Mato Grosso, com a safra comprometida, quanto no estado Gaúcho, onde espera-se boa produtividade, as condições foram moldadas pelo fator climático. O início do ciclo em MT foi impactado com a sequência de ondas de calor e estiagem, o que forçou o replantio em algumas áreas. Já no RS, as chuvas foram mais recorrentes, embora o meio do ciclo, entre Janeiro e Fevereiro, tenha registrado períodos mais secos. AGROLINK - Gabriel Rodrigues Foto: USDA Colaborou: Astrogildo Nunes – astrogildonunes56@gmail.com


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