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Em meio a clima chuvoso, colheita de soja avança

Segundo o boletim semanal de monitoramento da Companhia Nacional de Abastecimento (Conab), as condições climáticas variaram entre os estados brasileiros durante a última semana, impactando o ritmo da colheita de soja. No estado de Mato Grosso , observou-se que as precipitações frequentes não prejudicaram significativamente a evolução da colheita. Esse fator é crucial, visto que o estado é um dos maiores produtores agrícolas do Brasil, e qualquer impacto significativo em sua produtividade pode ter repercussões amplas no mercado nacional. No Paraná, houve um avanço na colheita, indicando que as condições climáticas foram favoráveis, permitindo aos agricultores procederem com suas atividades sem maiores obstáculos. O Rio Grande do Sul enfrentou um cenário distinto, onde as precipitações, embora em volumes baixos, favoreceram a recuperação das lavouras que estavam sofrendo com déficit hídrico. No Mato Grosso do Sul , o clima mais seco contribuiu para a antecipação do ciclo das culturas, permitindo que a colheita avançasse rapidamente. Minas Gerais e Bahia apresentaram cenários distintos. Enquanto em MG, a chuva reduziu a velocidade de colheita, afetando as lavouras já impactadas por climas adversos, na BA, as lavouras mostraram bom desenvolvimento, apesar da colheita das lavouras irrigadas seguir lentamente. Em São Paulo , a colheita está em andamento com variação nas produtividades, refletindo a heterogeneidade das condições climáticas e de manejo agrícola dentro do estado. Tocantins e Maranhão enfrentaram influências das chuvas no ritmo da colheita, com o MA mostrando uma divisão regional na progressão da colheita, afetada pelas chuvas na região Sul. Piauí e Pará destacam-se pelo bom desenvolvimento das lavouras, com o PI focado no enchimento de grãos e o PA com a colheita em andamento, sinalizando condições agrícolas favoráveis nessas áreas. Com 38% do total nacional colhido, a safra 2023/24 caminha em ritmo acelerado para o seu encerramento, visto que 49,4% estão em enchimento de grãos e maturação, 25,3% e 24,1% respectivamente. A safra está 4% mais adiantada do que na temporada 2022/23, isso pode ser atribuído ao encurtamento do ciclo devido às condições climáticas mais quentes neste ano. Tocantins: 25% das áreas foram colhidas (+5% em relação à semana passada), diminuição de 10% em comparação à safra anterior. Maranhão: 8% das áreas foram colhidas (+1% em relação à semana passada), diminuição de 19% em comparação à safra anterior. Piauí: 1% das áreas foram colhidas (início das operações de colheita, +1% em relação à semana passada), representando um atraso de 14% em relação à safra anterior. Bahia: 4% das áreas foram colhidas (sem variação em relação à semana passada), mantendo-se estável em comparação à safra anterior. Mato Grosso: 69.9% das áreas foram colhidas (+8.6% em relação à semana passada), diminuição de 7.2% em comparação à safra anterior. Mato Grosso do Sul: 47% das áreas foram colhidas (+22% em relação à semana passada), um avanço significativo de 23% em comparação à safra anterior. Goiás: 42% das áreas foram colhidas (+16% em relação à semana passada), avanço de 2% em relação à safra anterior. Minas Gerais: 34% das áreas foram colhidas (+10% em relação à semana passada), avanço de 13% em relação à safra anterior. São Paulo: 25% das áreas foram colhidas (+3% em relação à semana passada), estando no mesmo nível da safra anterior. Paraná: 42% das áreas foram colhidas (+12% em relação à semana passada), um avanço expressivo de 32% em relação à safra anterior. Santa Catarina: 7% das áreas foram colhidas (+2% em relação à semana passada), representando um avanço de 5% em relação à safra anterior. Rio Grande do Sul: Não houve início das operações de colheita, mantendo-se estável em 0% (sem variação em relação à semana passada), igual à safra anterior. AGROLINK - Gabriel Rodrigues Foto: USDA Colaborou: Astrogildo Nunes – astrogildonunes56@gmail.com


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