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Defensivos agrícolas - Estudo do programa IAC-Quepia avaliou exposição ocupacional na atividade de pulverização em citros

O programa IAC de Qualidade de Equipamentos de Proteção Individual na Agricultura (Quepia) concluiu, nos últimos dias, o levantamento técnico “Avaliação da Exposição Ocupacional do Trabalhador Durante a Atividade de Pulverização em Citros com Turbopulverizadores”. Realizado com apoio do Fundecitrus – Fundo de Defesa da Citricultura, e da Fundag – Fundação de Apoio à Pesquisa Agrícola, o estudo foi conduzido pela equipe do pesquisador científico Hamilton Ramos. Resultante de uma parceria entre o Centro de Engenharia e Automação (CEA), do Instituto Agronômico (IAC), órgão da Secretaria de Agricultura e Abastecimento do Estado de SP em Jundiaí, e o setor privado, o programa IAC-Quepia completou 16 anos. A iniciativa mira o aprimoramento da segurança e da qualidade de equipamentos de proteção individual empregados em aplicações de agroquímicos. Ramos é também o atual diretor do CEA-IAC. Conforme Hamilton Ramos, na execução do novo estudo foram realizados testes e pesquisas em 8 propriedades do cinturão citrícola do estado de São Paulo, ante diferentes cenários de exposição a agroquímicos, envolvendo a participação de 24 operadores de maquinário apropriado a pulverizações. “Entre os resultados obtidos, avaliamos que o mais relevante responde a uma pergunta antiga do setor citrícola: dentro da cabine do trator utilizado na aplicação de defensivos agrícolas o operador está seguro frente a exposição aos produtos?”, salienta Ramos. “Concluímos que não: a cabine por si só não é medida suficiente para reduzir riscos ocupacionais desse trabalhador na aplicação de agroquímicos, em citros, com emprego de turbopulverizadores.” Segundo o pesquisador, outras conclusões do levantamento dão conta de que aplicações de agroquímicos em citros, com turbopulverizadores, aumentam a exposição de operadores durante o preparo da calda de produtos. “No todo das operações, as partes do corpo mais suscetíveis foram o braço direito, a coxa direita e a parte frontal, em virtude dos movimentos que a prática exige do trabalhador”, esclarece Ramos. “Nesta circunstância, a indicação de um equipamento de proteção individual (EPI) específico é fundamental.” De acordo com Ramos, a pesquisa concluiu ainda que, do ponto de vista geral, operações de aplicações de agroquímicos em citros se mostram seguras, “considerando quase todos os ingredientes ativos analisados”. Apenas um desses produtos, Ramos complementa, demanda medidas protetivas adicionais, específicas, visando a reforçar a segurança de operadores. O pesquisador destaca que os resultados do estudo estão disponíveis para consultas de empresas e especialistas vinculados ao setor citrícola. Fernanda Campos Foto: Divulgação Colaborou: Astrogildo Nunes – astrogildonunes56@gmail.com


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