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Clima incerto em janeiro: como as lavouras serão afetadas?

À medida que o Brasil se encaminha para o mês de janeiro de 2024, as condições climáticas apresentam um cenário de incertezas no campo. Tradicionalmente um dos meses mais chuvosos, dezembro de 2023 mostrou uma realidade diferente em diversas regiões do país, especialmente em Minas Gerais, Goiás e Tocantins. Este panorama climático atípico não apenas trouxe a nona onda de calor do ano mas também está afetando significativamente as lavouras do Brasil. Consultorias especializadas já estimam uma redução de até 5% na safra agrícola nacional, com a soja de Mato Grosso enfrentando um cenário ainda mais severo, com perdas estimadas em 20%. Este impacto climático está refletindo diretamente nos preços da soja no mercado. À medida que janeiro se aproxima, a expectativa é de que o El Niño persista, embora esteja caminhando para uma neutralidade climática. Este fenômeno, juntamente com a Oscilação Madden-Julian (OMJ), promete influenciar significativamente as condições de chuvas no Brasil. A previsão indica que as temperaturas ficarão entre +1 e +2°C acima da média na maior parte do país, com algumas áreas experimentando aumentos de até +3°C. A projeção das chuvas para janeiro de 2024 mostra um quadro mais diversificado, com algumas regiões como Mato Grosso, Goiás e MATOPIBA esperando chuvas acima da média, enquanto outras como Paraná, São Paulo e partes do norte podem enfrentar chuvas abaixo do normal. Diante desse contexto, é crucial entender como essas condições climáticas podem afetar as lavouras de verão, incluindo algodão, arroz, milho e soja, em diferentes estágios de desenvolvimento e em diversas regiões do país. A análise detalhada dos impactos agroclimáticos fornecerá insights valiosos para os agricultores, ajudando-os a tomar decisões informadas para proteger e otimizar suas colheitas durante este período. Chuvas de Dezembro 2023 O mês de Dezembro é caracterizado como um dos meses mais chuvosos em alguns setores do país, especialmente sobre Minas Gerais, Goiás e Tocantins. No mês de transição da primavera para o verão, é comum a presença do corredor de umidade conhecido como Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), que nesta temporada ainda não deu as caras. A ZCAS é um sistema meteorológico que provoca chuvas nas regiões Centro-Oeste e Sudeste do Brasil durante o verão, determinando boa parte do regime anual de chuvas sobre essa região. Fenômenos climáticos como o El Niño e a La Niña também podem interferir na formação do sistema. De maneira geral, o El Niño – condição pela qual estamos passando – pode dificultar a organização da ZCAS, enquanto a La Niña pode colaborar. Deste modo, no mapa de anomalia de precipitação evidencia a falta de chuvas (áreas em laranja), justamente nessa região mais central do país, com destaque para os estados do Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais. Isso pode ser atribuído, também, à não formação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), como reflexo da influência do El Niño. Por outro lado, neste mesmo período, áreas da região sul, nordeste do nordeste e sobre o estado do Amazonas, as chuvas foram ligeiramente acima da média, poucas áreas tiveram registros muito acima da média. À medida que o Brasil se encaminha para o mês de janeiro de 2024, as condições climáticas apresentam um cenário de incertezas no campo. Tradicionalmente um dos meses mais chuvosos, dezembro de 2023 mostrou uma realidade diferente em diversas regiões do país, especialmente em Minas Gerais, Goiás e Tocantins. Este panorama climático atípico não apenas trouxe a nona onda de calor do ano mas também está afetando significativamente as lavouras do Brasil. Consultorias especializadas já estimam uma redução de até 5% na safra agrícola nacional, com a soja de Mato Grosso enfrentando um cenário ainda mais severo, com perdas estimadas em 20%. Este impacto climático está refletindo diretamente nos preços da soja no mercado. À medida que janeiro se aproxima, a expectativa é de que o El Niño persista, embora esteja caminhando para uma neutralidade climática. Este fenômeno, juntamente com a Oscilação Madden-Julian (OMJ), promete influenciar significativamente as condições de chuvas no Brasil. A previsão indica que as temperaturas ficarão entre +1 e +2°C acima da média na maior parte do país, com algumas áreas experimentando aumentos de até +3°C. A projeção das chuvas para janeiro de 2024 mostra um quadro mais diversificado, com algumas regiões como Mato Grosso, Goiás e MATOPIBA esperando chuvas acima da média, enquanto outras como Paraná, São Paulo e partes do norte podem enfrentar chuvas abaixo do normal. Diante desse contexto, é crucial entender como essas condições climáticas podem afetar as lavouras de verão, incluindo algodão, arroz, milho e soja, em diferentes estágios de desenvolvimento e em diversas regiões do país. A análise detalhada dos impactos agroclimáticos fornecerá insights valiosos para os agricultores, ajudando-os a tomar decisões informadas para proteger e otimizar suas colheitas durante este período. Chuvas de Dezembro 2023 O mês de Dezembro é caracterizado como um dos meses mais chuvosos em alguns setores do país, especialmente sobre Minas Gerais, Goiás e Tocantins. No mês de transição da primavera para o verão, é comum a presença do corredor de umidade conhecido como Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), que nesta temporada ainda não deu as caras. A ZCAS é um sistema meteorológico que provoca chuvas nas regiões Centro-Oeste e Sudeste do Brasil durante o verão, determinando boa parte do regime anual de chuvas sobre essa região. Fenômenos climáticos como o El Niño e a La Niña também podem interferir na formação do sistema. De maneira geral, o El Niño – condição pela qual estamos passando – pode dificultar a organização da ZCAS, enquanto a La Niña pode colaborar. Deste modo, no mapa de anomalia de precipitação evidencia a falta de chuvas (áreas em laranja), justamente nessa região mais central do país, com destaque para os estados do Mato Grosso, Goiás, Minas Gerais. Isso pode ser atribuído, também, à não formação da Zona de Convergência do Atlântico Sul (ZCAS), como reflexo da influência do El Niño. Por outro lado, neste mesmo período, áreas da região sul, nordeste do nordeste e sobre o estado do Amazonas, as chuvas foram ligeiramente acima da média, poucas áreas tiveram registros muito acima da média. Vale mencionar que além da ausência das chuvas, as temperaturas permaneceram acima da média para o período. Entre os dias 14 e 18 de Dezembro também houve o registro da 9ª onda de calor do ano de 2023. Este cenário vem comprometendo as lavouras da região central do Brasil, tanto pelo estresse térmico, quanto pela seca. Algumas consultorias especializadas, já estimam a perda de 5% na safra agrícola Brasileira. Sendo o cenário mais crítico para a snrrtoja do Mato Grosso, onde as estimativas chegam a 20% na safra do estado. Cenário que vem mexendo no preço da soja. Panorama Condições Oceânicas e El Niño Algo que também podemos contar como certeza na projeção é a atuação do fenômeno El Niño no decorrer dos próximos meses, incluindo também o mês de Janeiro. Os últimos monitoramentos indicam temperaturas da superfície do mar na região do NINO3.4 – setor de classificação da intensidade do fenômeno – no patamar de +2.0°C acima da média, classificando o fenômeno ainda como “historicamente forte” de acordo com os critérios da NOAA. A tendência para as próximas semanas, indicam o enfraquecimento lento e gradual do El Niño, caminhando para a Neutralidade climática. Contudo, as projeções indicam 100% de chances para a persistência do El Niño no mês de Janeiro de 2024. Entretanto, outros modos climáticos também mexem com as condições das chuvas no Brasil. Como é o caso do fenômeno conhecido como Oscilação Madden-Julian (OMJ). Este fenômeno de escala global, que tem duração de 30 e 60 dias, é caracterizada por uma grande escala de nuvens e chuvas, com duas fases distintas: uma fase úmida com precipitação significativa e uma fase seca. Dependendo da fase que esta oscilação se encontra, há um favorecimento ou uma redução das condições de chuvas sobre o país. A previsão indica que, a partir do final de dezembro, o sinal mais úmido desta oscilação, deve chegar ao continente sulamericano, reforçando as condições de chuvas sobre o país. Previsão de para as temperaturas No que se refere ao prognóstico de temperaturas, a conjuntura sinaliza para uma única possibilidade. As temperaturas devem ficar entre +1 e +2°C acima da média em praticamente todo o país. Áreas ao norte de Rondônia devem ter registros de até +3°C acima da média. Já em setores mais próximos ao litoral, a expectativa é de temperaturas comparativamente mais baixas do que os setores do Brasil central. Assim como na metade sul da região sul, onde as temperaturas devem ficar ligeiramente acima da média ou até mesmo dentro da média para o mês de janeiro, como no estado do Rio Grande do Sul. Deste modo, não se descarta a ocorrência de novas ondas de calor ainda no mês de Janeiro de 2024. Previsão de para as Chuvas A projeção das chuvas apresenta um quadro mais diversificado, onde cada um dos centros apresenta uma solução, aumentando o grau de incerteza no comportamento das chuvas para o mês de Janeiro de 2024. No entanto, avaliando a média de todas as projeções temos um prognóstico mais provável, que indica chuvas acima da média no centro e nordeste do Brasil, bem como no extremo sul. Assim, áreas do leste de Mato Grosso, Goiás e MATOPIBA devem registrar chuvas acima da média, com destaque para o sul do Piauí. Já as áreas de chuvas abaixo da média devem ocorrer de maneira isolada entre as regiões do país, sendo mais provável sobre o Paraná e sul de São Paulo, Espírito Santo, leste de Minas e Sul da Bahia, Rondônia, Amazonas, Roraima e região do Baixo Amazonas no Pará. Influência do clima de Janeiro nas lavouras Algodão: No Mato Grosso e Minas Gerais, onde algumas lavouras entram na floração, as altas temperaturas de janeiro podem acelerar o metabolismo das plantas, reduzindo o período de floração e impactando a fixação de frutos. No MATOPIBA, a semeadura pode ocorrer dentro de janelas com chuvas adequadas para a emergência, favorecendo condições favoráveis para as lavouras, possibilitando um bom estande nas plantações. Arroz: Os principais produtores de arroz podem ter um Janeiro com chuvas mais favoráveis às lavouras, especialmente as áreas de sequeiro no centro-norte do país. Contudo, as temperaturas elevadas podem encurtar o ciclo da cultura. As maiores atenções se direcionam aos produtores de Rondônia e Roraima, onde além das chuvas abaixo da média, a expectativa indica temperaturas muito elevadas. Milho Primeira Safra: No sul do Brasil, a maturação e a colheita do milho podem ser impactadas por chuvas intensas e falta de luz solar, sobretudo no Rio Grande do Sul, o que pode prejudicar a qualidade dos grãos e aumentar a incidência de doenças. No sudeste, as lavouras estão no meio do ciclo e beneficiam-se de um clima mais estável, embora seja importante manter o equilíbrio hídrico para evitar o estresse das plantas, particularmente em relação às altas temperaturas. Soja: Na região Centro-Oeste, onde a soja está no final do ciclo, o clima seco pode acelerar a maturação, afetando a qualidade e o tamanho dos grãos. No norte e nordeste, onde as lavouras estão em desenvolvimento vegetativo e floração, a irregularidade das chuvas pode levar ao estresse hídrico. No sul, as lavouras ainda em desenvolvimento vegetativo ou em emergência necessitam de atenção especial aos tratamentos fitossanitários e ao manejo da água devido às temperaturas elevadas. AGROLINK -Seane Lennon Foto: Nadia Borges Colaborou: Astrogildo Nunes – astrogildonunes56@gmail.com


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