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Armazenagem de soja: descubra 2 questões que podem fazer seu seguro ser negado

A comercialização da safra 2022/23 de soja esteve em ritmo lento desde o início da colheita, ganhando corpo somente entre julho e agosto. De acordo com a consultoria Datagro Grãos, 80,7% do volume foi vendido, enquanto a média dos últimos cinco anos é de 88,8%. Nota-se que há o movimento de segurar os negócios, reduzindo a oferta na tentativa de estabilizar os preços a patamares mais altos. A estratégia, ao que parece, vem dando certo. De acordo com o Indicador Sapiens.Agro, em 9 de junho a saca de soja teve o valor médio nacional mais baixo do ano, de R$ 118,25. Já no último dia 6 de setembro, esse preço estava em R$ 135,53, elevação de 14,6%. Contudo, ainda há milhões de toneladas de soja estocadas. Na próxima safra, esse quadro tende a ser maximizado, visto que as projeções indicam que, aproximadamente, 163 milhões de toneladas da oleaginosa serão produzidas. Esse panorama acende o alerta a uma questão que precisa estar no rol de preocupações do produtor: o seguro. Atenção aos valores máximos
De acordo com o responsável pela vertical de agronegócios, alimentos e bebidas da Aon, Paulo Vitor Rodrigues, com o consequente aumento dos estoques, é preciso redobrar a atenção no momento da cotação e negociação dessa ferramenta, especialmente em relação aos valores máximos de armazenagem de mercadorias em suas plantas previstos na apólice. “Caso o valor declarado na ocasião da contratação conste abaixo do real, na hipótese de sinistro, e com a comprovação de que o valor declarado estava incorreto, o segurado poderá sofrer uma penalização na indenização, proporcional ao montante que excedeu o valor máximo estipulado no contrato de seguro. Por isso, identificando a discrepância na safra, o segurado deverá rever os valores declarados para não correr o risco de ser penalizado”, destaca Rodrigues. Segundo ele, outro ponto que vale ressaltar é o desafio para implementar a estratégia de armazenar o grão. “Atualmente o Brasil enfrenta um colapso em sua infraestrutura. Segundo a Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), o déficit de capacidade estática de armazenagem de grãos deve ultrapassar 118 milhões de toneladas para essa safra”. Muitas empresas adotam medidas alternativas para armazenar seus grãos, lembra Rodrigues. Um exemplo é a utilização de armazéns de vinilona, os chamados silo-bags. Devido ao baixo custo de investimento e operacional, e também a capacidade de conservar o grão por até 18 meses, acaba se tornando uma alternativa viável para os produtores. “Porém, deve-se atentar novamente para a sua apólice. Armazéns de vinilona possuem alto risco de incêndio, devido ao tipo de material combustível que é construído, e também a dificuldade do controle de umidade que a soja requer”. Segundo o representante da Aon, esse é um risco excluído em grande parte das apólices de seguro, necessitando uma negociação especial para a inclusão dessa cobertura. “Muitas vezes, o departamento responsável pela negociação do seguro na empresa está distante do que acontece no campo e não é informado sobre a utilização dos silo-bags e, em caso de eventuais sinistros, caso não tenha sido negociado, o segurado poderá ter sua indenização negada”. canalrura Foto: Divulgação Colaborou: Astrogildo Nunes – astrogildonunes56@gmail.com


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