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Análise sensorial do Mapa indica fraude em quase 90% dos azeites de oliva importados ditos extravirgem

Informação foi divulgada pelo Laboratório Federal de Defesa Agropecuária em painel realizado na Expointer. Dados alarmantes com relação à qualidade dos azeites de oliva importados vendidos no Brasil. De acordo com a Análise Sensorial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em Azeites, divulgada na manhã desta sexta-feira, 1º de setembro, na Expointer, 84% dos azeites ditos extravirgem, não o são, podendo, inclusive, causar danos à saúde. De acordo com Paulo Gustavo Celso, do Laboratório Federal de Defesa Agropecuária, responsável pela pesquisa, existe muita “propaganda fraudulenta, de produto fraudulento”. Gustavo Celso alerta que há diferença entre azeite de oliva e óleo de bagaço de oliva, que muitas vezes é vendido como azeite de oliva virgem e até como extravirgem. “Nós queremos mostrar que, como órgão de governo, a gente busca trazer à luz esse problema. Temos problemas sérios com fraude de alimentos, eles estão sendo enfrentados pelo programa nacional de combate à fraude do Ministério da Agricultura, mas precisamos que também o consumidor tenha uma participação ativa. Ele tem que buscar conhecimento, ele tem que se interessar por aquilo que está consumindo”, alerta Gustavo Celso. Para a doutora Helena Rugeri, coordenadora geral da Qualidade Vegetal do Ministério da Agricultura e Pecuária, o governo está investindo em laboratórios para que mais análises sejam feitas e as informações cheguem aos consumidores de maneira correta e eficiente. “O papel que cabe a todos nós, que sabemos, que conhecemos, que fazemos parte do Mapa ou das instituições, é educar cada vez mais o consumidor”, ressalta. De acordo com Juliano Garavaglia, da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), que também participou do painel, é importante que os consumidores saibam avaliar as características de um azeite de qualidade. “Tem azeites de oliva virgem que são bons e não irão fazer mal para a saúde. Um extravirgem irá trazer benefícios bem como os premium. As pessoas precisam saber que óleo de máquina, por exemplo, também é óleo, mas não pode ser consumido. É isso que essas análises estão tentando explicar e combater”, reforça. Outra questão importante levantada por ele é a atenção à data de validade. “O azeite é perecível, não fica melhor com o tempo”, pontua. O presidente do Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva), Renato Fernandes, considerou muito corajosa a divulgação dos dados e destacou a qualidade do Azeite Extravirgem Brasileiro. Entre os gaúchos há ainda uma qualificação maior, dada pelo Ibraoliva, em parceria com o Governo do Rio Grande do Sul, para os azeites que se destacam, chamados Premium, esses azeites com todo o potencial para a saúde humana, já comprovados em várias pesquisas de medicina. “Estes laudos do Mapa comprovam que o consumidor está sendo enganado. Ele tem o direito de saber o que está consumindo, de investir em sua saúde”, salienta. Dados alarmantes com relação à qualidade dos azeites de oliva importados vendidos no Brasil. De acordo com a Análise Sensorial do Ministério da Agricultura e Pecuária (Mapa) em Azeites, divulgada na manhã desta sexta-feira, 1º de setembro, na Expointer, 84% dos azeites ditos extravirgem, não o são, podendo, inclusive, causar danos à saúde. De acordo com Paulo Gustavo Celso, do Laboratório Federal de Defesa Agropecuária, responsável pela pesquisa, existe muita “propaganda fraudulenta, de produto fraudulento”. Gustavo Celso alerta que há diferença entre azeite de oliva e óleo de bagaço de oliva, que muitas vezes é vendido como azeite de oliva virgem e até como extravirgem. “Nós queremos mostrar que, como órgão de governo, a gente busca trazer à luz esse problema. Temos problemas sérios com fraude de alimentos, eles estão sendo enfrentados pelo programa nacional de combate à fraude do Ministério da Agricultura, mas precisamos que também o consumidor tenha uma participação ativa. Ele tem que buscar conhecimento, ele tem que se interessar por aquilo que está consumindo”, alerta Gustavo Celso. Para a doutora Helena Rugeri, coordenadora geral da Qualidade Vegetal do Ministério da Agricultura e Pecuária, o governo está investindo em laboratórios para que mais análises sejam feitas e as informações cheguem aos consumidores de maneira correta e eficiente. “O papel que cabe a todos nós, que sabemos, que conhecemos, que fazemos parte do Mapa ou das instituições, é educar cada vez mais o consumidor”, ressalta. De acordo com Juliano Garavaglia, da Universidade Federal de Ciências da Saúde de Porto Alegre (UFCSPA), que também participou do painel, é importante que os consumidores saibam avaliar as características de um azeite de qualidade. “Tem azeites de oliva virgem que são bons e não irão fazer mal para a saúde. Um extravirgem irá trazer benefícios bem como os premium. As pessoas precisam saber que óleo de máquina, por exemplo, também é óleo, mas não pode ser consumido. É isso que essas análises estão tentando explicar e combater”, reforça. Outra questão importante levantada por ele é a atenção à data de validade. “O azeite é perecível, não fica melhor com o tempo”, pontua. O presidente do Instituto Brasileiro de Olivicultura (Ibraoliva), Renato Fernandes, considerou muito corajosa a divulgação dos dados e destacou a qualidade do Azeite Extravirgem Brasileiro. Entre os gaúchos há ainda uma qualificação maior, dada pelo Ibraoliva, em parceria com o Governo do Rio Grande do Sul, para os azeites que se destacam, chamados Premium, esses azeites com todo o potencial para a saúde humana, já comprovados em várias pesquisas de medicina. “Estes laudos do Mapa comprovam que o consumidor está sendo enganado. Ele tem o direito de saber o que está consumindo, de investir em sua saúde”, salienta. Foto: Divulgação/Ibraoliva Texto: Camila Rocha/AgroEffective Colaborou: Astrogildo Nunes – astrogildonunes56@gmail.com


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