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Quebra da safra do milho derruba lucro da Rumo em 70%



SÃO PAULO (Reuters) - A Rumo, companhia de logística da Cosan, teve forte queda do lucro no terceiro trimestre, com a quebra na safra de milho pressionando os volumes transportados, enquanto os custos subiram com maiores preços de combustíveis.

A Rumo anunciou nesta quinta-feira que teve lucro líquido de 51 milhões de reais de julho a setembro, montante 70,4% menor do que em igual intervalo de 2020.

O volume transportado de 16,4 bilhões de toneladas equivalentes (TKU) no trimestre foi 6,7% inferior a um ano antes, impactado sobretudo pelos menores embarques de milho, algo que foi parcialmente compensado por crescimentos em fertilizantes, combustíveis e contêineres.

"A expectativa também é de queda para o próximo trimestre", afirmou a Rumo em relação aos volumes transportados de milho. Por outro lado, a empresa citou pesquisas climáticas para estimar crescimento dos volumes das safras de soja e milho em 2022.


A receita líquida encolheu 4,2% no comparativo anual, para 1,966 bilhão de reais. Na outra ponta, a companhia também revelou alta das despesas, sob influência do aumento de 27% dos gastos com combustível, entre outros fatores.


Com isso, o resultado operacional medido pelo lucro antes de impostos, juros, depreciação e amortização (Ebitda) caiu 18,9% ano a ano, a 903 milhões de reais, com margens pressionadas pelo mix de transporte mais concentrado em cargas industriais. A margem Ebitda teve um tombo de 8,3 pontos percentuais, a 46%.


A dívida líquida fechou setembro e 9 bilhões de reais, alta de 9,1% em 12 meses. A alavancagem financeira medida pela relação dívida líquida/Ebitda no fim do trimestre alcançou 2,4 vezes, ante 2,1 vezes no final de junho.

 

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