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Pressão de baixa da arroba e reposição exige maior eficiência na produção de bezerros



Cenário de incertezas exige maior precisão do produtor para a Estação de Monta 2021/2022

A retração do consumo interno de carne, reflexo da crise econômica e do aumento da inflação, e o embargo da China associado aos altos custos de produção derrubaram as margens de lucro dos confinadores. Segundo dados da GA (Gestão Agropecuária), empresa de gestão estratégica da informação para a pecuária, com sede em Maringá/PR, as margens estão inferiores a 5% no segundo semestre de 2021. Os impactos passam, também, pela demanda por animais de reposição. Segundo o CEPEA/Esalq-USP, a relação de troca de arrobas de boi gordo por animais de reposição atingiu em outubro o momento mais desfavorável ao pecuarista que faz a recria-engorda. Em um cenário tão desafiador, uma das saídas é buscar a eficiência em todas as etapas do processo produtivo, para se fazer uma boa gestão dos recursos, começando pelo animal. 

A gestão da informação tem se mostrado uma das estratégias mais efetivas para redução da margem de erro nos processos que impactam em perdas e desperdício de insumos e de recursos produtivos que afetam fortemente a rentabilidade dos pecuaristas. Para os produtores que se dedicam à produção de bezerros para venda ou engorda própria é fundamental, na atual Estação de Monta, monitorar todos os indicadores que influenciam no bom resultado da reprodução. Nesse período, com planejamento e operação bem feitos, o objetivo final é otimizar a produção de kg de bezerros desmamados por vaca, mas poucos produtores controlam com precisão o desempenho dos processos que interferem nos bons resultados desses indicadores. 

No Brasil, houve um aumento exponencial do uso das tecnologias de IATF, que cresceu quase 400% nos últimos 20 anos, indicam dados da FMVZ/USP. Entre as vantagens está o fato de não se tratar apenas de uma ferramenta de genética, e sim de melhora da eficiência reprodutiva dos rebanhos. Outro benefício é que a genética comercializada vem obrigatoriamente de reprodutores que passaram por um programa de melhoramento genético, o que nem sempre acontece quando a reprodução é feita com uso de tourinhos. Entretanto, apesar do crescimento, o estudo aponta que o desempenho reprodutivo das vacas brasileiras não demonstrou crescimento equivalente. Grande parte deste descompasso está na capacidade de gerir o processo de inseminação com eficiência e na capacitação das equipes envolvidas. Em geral, os inseminadores são remunerados por sua taxa de sucesso e, com isso, buscam inseminar o maior número de animais na menor janela de tempo possível. 

Dados da GA, que gerencia em seu ecossistema mais de 600 mil matrizes no módulo de cria e IATF, mostram um aumento no sucesso da taxa de prenhez em até 60% quando o inseminador maneja, em sequência, até 25 vacas. A partir disso, o modelo analítico foi construído de forma a detectar o ponto ótimo de cada inseminador dando condições à fazenda de criar travas personalizadas por profissional. As informações foram coletadas nas estações de monta de 2017-2018, 2018-2019 e 2019-2020 (ver gráfico abaixo).


 

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